Mostrar mensagens com a etiqueta Culto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Culto. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, maio 20, 2009

O Dirigente do Culto - 2

Lembre-se disto: o dirigente do culto, como qualquer outro dos presentes, não é um sacerdote que vai levar o povo e a adoração a Deus. Ele á apenas parte desse povo; por isso não deve orar: “ Senhor, eu te peço...”. A oração no culto público deve ser sempre feita como Cristo ensinou, na primeira pessoa do plural – nós: “Vós orareis assim: Pai nosso... dá-nos hoje... perdoa as nossas dívidas... como nós perdoamos... não nos deixes... livra-nos do mal...”. Ninguém deve interpor-se entre Deus e o povo.

Em resumo, o culto público tem dois protagonistas: Deus e o povo. Deus, que procura a tais que assim O adorem (em espírito e em verdade) – Jo 4.23 e 24 – e o povo, reunido como corpo que busca comunhão com Cristo, a cabeça. Nenhuma parte do corpo deve sobressair sobre as outras; nem o pregador, nem o dirigente, nem os irmãos que gostem de fazer longas e piedosas orações “para serem vistos pelos homens” - Mt 6.5.

O ideal é que ninguém saia do local de culto impressionado com o pregador ou com o dirigente ou com quem cantou, mas todos saiam com a convicção de que só o Senhor foi adorado e servido, e que o Senhor realmente lhes falou.

quinta-feira, maio 14, 2009

O Dirigente do Culto - 1

Este precisa conhecer bem o que podemos denominar “teologia do culto”, exposta com simplicidade nos estudos anteriores.

Precisa ter uma postura adequada ao serviço do culto: consciência de que vai dirigir ou conduzir todas as partes do culto na direção do serviço a Deus somente. Humildade e espiritualidade são qualidades essenciais; qualidades que não devem ser exibidas pelo dirigente e por ninguém, mas Deus as observa e abençoa.

Nenhum dirigente de culto deve transformar-se em “animador” do culto, à semelhança dos “animadores de auditório”. Deve observar bem o que está em Eclesiastes 5.2-3: “...não te precipites com a tua boca... sejam poucas as tuas palavras”. O culto deve ser vivo e não “animado” artificialmente. Fale pouco, o menos possível para anunciar as partes do culto e para dizer o estritamente necessário.

Não há motivo para que cada hino, cada corinho, cada passagem bíblica lida, cada oração a ser feita, seja alvo de um pequeno comentário da parte do dirigente. Alguns chegam a fazer vários mini-sermões; isso apenas torna o culto mais longo e cansativo, especialmente quando se fala o óbvio, sem acrescentar nada.

É preciso lembrar que o centro do culto deve ser “a Palavra” que será exposta especialmente no sermão, se houver sermão. E então não se deve gastar tanto tempo do culto antes da pregação, de tal modo que quando a palavra é dada ao pregador, o povo e o próprio pregador já estão cansados.

O tempo conveniente para o culto público é de 60 a 90 minutos, basta administrar bem esse tempo.

quinta-feira, maio 07, 2009

Lembrete necessário e oportuno

Nenhum culto deve ser transformado em "show" para exibição artística, seja da oratória do pregador, da voz magnífica de um solista, da perfeição de um coral, ou da "santidade", preparo intelectual ou profundidade espiritual de qualquer pessoa. Nenhuma pessoa deve ser homenageada durante o culto; somente Deus deve receber nossa honra nessa hora.
Culto não é reunião de sociabilidade. Na vida da igreja também há lugar para a sociabilização, porém em hora e local apropriados. Resistamos à tentação de querer transformar a igreja em clube social, mesmo com o pretexto de atrair pessoas e fazer a igreja crescer.
Em 1Coríntios 14, onde Paulo escreve a ordem do Culto, ele dá ênfase a dois pontos: "Faça-se tudo para edificação" e "Faça-se tudo com decência e ordem".

quinta-feira, abril 30, 2009

A ordem do culto

Nossa adoração deve começar no momento em que entramos na casa do Senhor, buscando nos sintonizar com Deus: em silêncio, orando, lendo a Bíblia, meditando, criando em nós mesmos as condições espirituais para sermos edificados e santificados durante o culto. Para isso precisamos chegar alguns minutos antes do início do culto. Um prelúdio musical, muito suave, com instrumento delicado, pode ajudar-nos.

O início do culto convém que seja com louvor. Um hino ou um salmo de louvor lido por todos ou pelo dirigente, ou uma oração de louvor, ou os três, cada um feito da melhor maneira que somos capazes de fazer.

Depois de sentirmos a presença de Deus vem a contrição (tristeza pelas nossas ofensas a Deus). É hora de orarmos silenciosamente, cada um confessando seus pecados; é hora de alguém orar em nome de todos em confissão coletiva de pecados; é hora própria para a leitura de um salmo penitencial ou outro texto que fale de nossos pecados, e para o cântico de um hino de contrição.

Isto feito, convém que se leia algum texto que fale sobre o perdão concedido a quem confessa arrependido. Por exemplo, Rm 8.1; 1Jo 1.9.

Reconciliados com Deus, é agora o momento próprio para ouvirmos a mensagem de Deus. Desta parte constarão a leitura escolhida para o sermão, o próprio sermão, pregação ou estudo, seja qual for o nome que lhe dê.

Na parte de consagração ou dedicação fica bem uma oração logo após a mensagem, oração sobre a mensagem, como resposta do povo a Deus – não um comentário sobre a mensagem. Cabe, também, a oração silenciosa de cada um e o cântico de um hino apropriado à mensagem, que seja uma resposta a Deus diante do apelo que Sua mensagem traz.

Dessa forma está completo o culto. Se houver batismo, ofertório, ou celebração da Ceia, deve ser feito também nesta parte do culto.

O encerramento do culto poderá ser feito com uma oração de gratidão e louvor, a leitura de um texto bíblico apropriado ou a impetração da Benção Apostólica. Ou todas essas coisas, sem prolongar demais o tempo do culto.

quinta-feira, abril 23, 2009

Um modelo bíblico de Culto

Não podemos afirmar que haja na Bíblia o registro de um culto modelo para o seguirmos, o que seria muito cômodo, mas Deus não quis assim.

Encontramos, porém, textos que nos ajudam a entender como o culto deve ser e como não deve ser.

Eclesiastes 5.1-5 traz ensinos preciosos: cuidado especial do adorador na “casa de Deus”, incluindo certamente a reverência, a humildade, a espiritualidade e todas as demais condições já apontadas nos estudos anteriores sobre o tema: disposição para ouvir a Deus, mais do que para fazer a Deus nossas pobres oferendas; prudência e respeito para não dizermos a Deus palavras impensadas; o diálogo com Deus deve ser inteligente e não tolo, pois Ele é infinitamente inteligente. “Sejam poucas as tuas palavras”. Diante de Deus, “falar é prata, calar é ouro”, como ensina o ditado popular. O mesmo texto nos ensina que precisa haver seriedade e honestidade no que dizemos a Deus, especialmente no que Lhe prometemos. Nossos compromissos precisam ser cumpridos: “O que votares, paga-o”.

Isaías 6.1-13 é um texto que tem sido tomado por modelo. Aí encontramos:

1- o adorador em busca de Deus;

2- louvor, exaltação da santidade de Deus;

3- contrição, resultante do contraste entre a grandeza de Deus e a pequenez e imperfeição do adorador, sentido e expresso nas palavras “vou perecendo”. Quem era ele para estar na presença do Senhor dos Exércitos? Daí a profunda contrição e a impressão de que morreria;

4- confissão de pecados como consequência tanto do adorador Isaías como de seu povo;

5- declaração de perdão que se seguiu à confissão - “tua iniquidade foi tirada”. Com o perdão, vem a purificação (vs. 6 e 7);

6- mensagem ou palavra de Deus - “A quem enviarei...?”;

7- Consagração - à mensagem de Deus segue-se necessariamente a resposta do verdadeiro adorador: “Eis-me aqui. Envia-me”.

quinta-feira, abril 16, 2009

O Culto público e o Domingo

Culto é assunto intimamente ligado ao Domingo, que é o "sábado" (descanso) cristão.
Um bom ponto de partida para esta reflexão é um estudo rápido sobre o quarto mandamento, em Êxodo 20.8-11; Ne 13.12-22; e Ez 22.26, 20.11-24. Aí encontramos o mandamento, a maneira como Neemias o entendeu e exigiu que fosse obedecido, e a queixa de Deus contra Seu povo por não observar corretamente o quarto mandamento. Leia estes textos.
Reduzir a obediência ao quarto mandamento apenas às horas de culto e escola dominical é desobediência.
É importante que em todos os mandamentos e leis descubramos os princípios permanentes para não nos atermos apenas às regras e costumes locais e temporários.
O quarto mandamento encerra o princípio do trabalho e do descanso: toda pessoa tem o dever de trabalhar e de descansar de maneira adequada para atingir o fim principal do dia de descanso, que é a a santificação.
O domingo não é feriado religioso. É um dia totalmente diferente no seu sentido e nas práticas a serem realizadas. O verdadeiro sentido e espírito do domingo (sábado cristão) precisam ser bem entendidos e observados.
Tudo o que for necessário para nosso descanso e tudo que seja necessário e conveniente para nossa santificação deve ser feito sem que uma coisa prejudique a outra. Por exemplo: assistir a certos programas de televisão no domingo pode ser bom para o descanso físico, mas não ajuda a santificação, antes prejudica, então deve ser evitado.
Em Ezequiel 22.26 há a clara condenação da mistura do que é santo com o que é impuro, pernicioso, mau.

quinta-feira, abril 09, 2009

A importância do Culto público

O culto deve ser o ponto alto da vida da Igreja, o momento que aguardamos com especial interesse, pois como povo vamos adorar a Deus. Deve se tornar realidade a expressão frequentemente usada "banquete espiritual" - temos que nos preparar e buscar essa hora com ansiedade - "A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?" - Sl 42.2; o salmista sabia que estava sempre na presença de Deus, mas ele se refere ao culto com o povo.

É uma hora muito especial, vital para a vida da Igreja. Deve expressar aquilo que realmente sentimos em relação a Deus.  Por isso, tem de haver coerência entre nossa vida durante a semana que passou, todo o domingo e a hora do culto. "Amigo, a que vens?", perguntou Cristo a Judas; é a pergunta que também devemos ouvir em nossos corações: "a que vens?" Qual é a motivação de cada um de nós ao vir para o culto?

A ordem do culto (correta ou não, queiramos ou não) manifesta o conceito que temos de Deus e de nosso relacionamento com Ele: se Ele é o Rei ou apenas um pouco superior a nós; se O tratamos com reverência e respeito ou se podemos dar-Lhe um "oi" e uns tapinhas nas costas; se só temos que aprender com ele ou se podemos discutir e entrar num acordo de meio-termo que nos satisfaça; se viemos para servi-Lo ou se viemos para dizer o que Ele deve fazer para nós.

quinta-feira, abril 02, 2009

"Cacoetes"

Cacoete”, segundo o Dicionário de Caldas Aulette, é “hábito ridículo, trejeito, contração muscular voluntário ou involuntário, sestro, mania, hábito”.
Pois certos cacoetes tem-se introduzido nos costumes de muitos crentes desavisados. Não são movimentos do corpo, mas, digamos, são cacoetes verbais, repetições verbais. Vamos citar alguns:
1. Orando, ou falando em público, muitos irmãos repetem, a cada 4 ou 5 palavras que dizem, a palavra “Senhor”, sem nenhuma razão, sem nenhum sentido, assim como algumas pessoas dizem constantemente “né?”, “tá?” ou “ahn!”. No caso de repetir-se a palavra “Senhor” automaticamente, isso não é respeitoso; ao contrário: é, de certa forma, usar em vão o nome do Senhor.
2. Conheço um pregador - e certamente há muitos outros - que, a cada dez ou vinte palavras ditas, introduz a frase “em nome do Senhor Jesus!”. Uma frase sempre inteiramente fora de propósito e do contexto, sem sentido. Além de ridículo, é também um uso impróprio do nome santo de nosso Senhor.
3. Outro dia, visitando uma igreja, notei outro cacoete que é muito comum, hoje. Um dos dirigentes do culto pronunciando um “amém!” inteiramente sem sentido, até mesmo quando fez um simples aviso sobre alguma reunião que haveria durante a semana; em seguida perguntava: “amém?”. Ora, a palavra hebraica “amém”, que passou para o português, o inglês e outras línguas nessa mesma forma, significa “assim seja”; expressa uma concordância, um assentimento e o desejo de que algo se faça - “tomara!” - e assim é que deve ser usado e nunca com uma interrogação.
O uso do “amém” é litúrgico e bíblico - veja-se, por exemplo, 1Co 14.16; Sl 41.13; 72.19; 89.52; 106.48; Mt 6.13; Ap 22.20-21. Não temos o direito de torná-lo uma expressão vulgar e sem sentido, um cacoete. Pregadores há que, desejando vaidosamente que o ouvintes concordem com afirmações pessoais deles, perguntam “amém?” e se o volume de voz na resposta for fraco, insistem: “amém, irmãos?”. É um costume que nada tem de bíblico, mas tem muito de anti-bíblico.
Lembremo-nos de que o culto público é o ponto culminante na vida religiosa do povo de Deus, a adoração do povo reunido. Lembremo-nos de que o culto deve sempre ser solene, por estar o povo conscientemente na presença de Deus, procurando adorá-Lo "em espirito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem" - Jo 4.23. Por isso mesmo não temos o direito de torná-lo vulgar. Ser popular não é ser vulgar; o culto deve ser sempre popular - do povo - e ao mesmo tempo ser sempre solene e digno do Senhor.
Cacoetes tornam o culto vulgar e ridículo, quando ele deve ser sempre "racional", inteligente - Rm 12.1 - digno e agradável ao Senhor e também a nós.
Verifique se você adquiriu algum habito assim; esforce-se para abandoná-lo.

quinta-feira, março 26, 2009

A Liturgia e os Cânticos

1. Antes de tudo, temos que recordar o que e e como deve ser a Ordem do Culto.
2. O exagero nos cânticos: por exemplo, 30 minutos de cânticos diversos, além dos hinos do Hinário. Estes não podem ser retirados da Ordem do Culto porque em geral são bonitos, de boa qualidade doutrinaria, e edificantes, ao contrario da maioria dos corinhos que, infelizmente, são de molde neo-pentecostal.
3. A questão de "dar oportunidade" para cada grupo - jovens, adolescentes, crianças, etc. - é irrelevante, pois todos participam do culto - do começo ao fim - quando entendem o que é culto. Logo, todos já tem oportunidade. Ninguém precisa ir à frente para estar "participando"; o ideal seria que cada grupo, como faz o Coro, estivesse assentado, reunido, e na sua hora de cantar apenas se levantasse para cantar. É preciso evitar e desestimular o exibicionismo desde cedo. Pregador e dirigentes do culto vão à frente por uma razão lógica: para serem ouvidos e vistos, mas se qualquer deles se "exibe", será melhor não pregar mais, nem dirigir mais o culto ou qualquer parte dele. É muito difícil podermos afirmar que alguém "se exibe", mas quando há essa impressão, já está prejudicando a espiritualidade do culto.
4. Qual a parte mais importante do culto? Normalmente é a exposição da Palavra. É c1aro que é indispensável o louvor e cada uma das outras partes. Eventualmente poderá haver culto sem sermão, mas nunca sem leitura das Escrituras. O centro do culto tem que ser "a Palavra". As partes anteriores são uma preparação para ouvir a Deus, e o que vem depois - a consagração – deve ser uma conseqüência. Sem preparo e sem “consagração", o culto se torna mecânico, inócuo, inútil. Por essa razão as igrejas protestantes - antes da preocupação de se tornarem "modernas" - colocavam o púlpito sempre no centro.
5. A duração de cada parte. Nenhuma deve ser cansativa. Por que cantar 15 ou 20 minutos em pé? No conjunto, também se tornarão prejudiciais se tomarem tanto tempo que prolongue demasiadamente o culto, ou diminua o tempo da parte de "edificação", cujo centro é a mensagem.
6. O que deve ser feito "em pé" ou "sentado"? Em pé deve ser, primeiro, o louvor, pois é a parte de contemplação de Deus, quando exaltamos o Senhor, falando de Sua glória e de Seus atributos. Por conveniência é que fazemos o povo se levantar em alguns outros momentos: para descansar de ficar assentados, para indicar maior reverência - pode ser na parte de consagração e no louvor final.
7. Diferentes grupos querem cantar: o conjunto que dirige o cântico de corinhos, que não são todos de louvor, o Conjunto Manancial, o Coro, o conjunto infantil. Se cada um cantar um só cântico, sem repetir mais vezes, isto ainda será possível. Mas se cada grupo cantar duas vezes já teremos um exagero: 2 x 4= 8 cânticos, mais os hinos do Hinário. O culto certamente se tornará cansativo, ou deixará de ser culto para edificação e ensino passando a ser uma sessão de cantos para agradar a plateia ou os próprios cantores
8. Por fim, lembremo-nos de que o ensino bíblico é que ofereçamos a Deus "o melhor" que podemos, e não o que é improvisado e de pouco valor. A começar pelo pregador, continuando com os dirigentes e todos os participantes do culto, exige-se preparo anterior ao culto, e integridade de vida cristã durante toda a semana . Quem não adora e não serve a Deus durante toda a semana, também não O adorará no domingo só porque foi ao templo.

quinta-feira, março 12, 2009

O Pastor e a Liturgia

O pastor é chamado, na Constituição da Igreja (presbiteriana), "presbítero docente", porque uma de suas principais funções na Igreja é a de ensinar, doutrinar. Para isso a igreja deve prepará-lo proporcionando-lhe um curso teológico idôneo, submetendo-o, depois, a rigorosos exames teológicos antes de sua licenciatura e de sua ordenação.
Como presbítero docente, o pastor é indicado, na Constituição da igreja , como aquele que orienta e supervisiona a liturgia na igreja que pastoreia. Supervisionar não é apenas "dar um visto" na Ordem do Culto elaborada por algum membro da Igreja que vai dirigir o culto. É orientar sempre, corrigir e alterá-la quando necessária. Na verdade já é uma invenção moderna, em nossas igrejas, uma outra pessoa dirigir o culto e o pastor apenas pregar.
Essa função, de supervisionar, não deve ser confundida nem pelo pastor, nem pelos possíveis dirigentes, como um "engessamento" da Ordem do Culto; deve ser entendida como um necessário cuidado para que a ordem estabelecida nem se tome mecânica e rotineira, nem uma "colcha de retalhos" sem lógica e sem sequência natural, nem em "programa" cheio de "criatividade", mas sem unidade e vazio de conteúdo.
A orientação que o pastor dá deve também obedecer os "princípios de liturgia" constantes do "Manual Presbiteriano",calcados nos princípios bíblicos sobre o culto. Também deve ser entendida, e para isso ser explicada e discutida quando necessário. Mas, tendo em vista que o culto deve ter unidade, com o objetivo de levar o povo a adorar a Deus de modo inteligente, "em espírito e em verdade", o pastor deve estar capacitado - pelo estudo e pela prática - a orientar e ser acatado.
É muito grande a responsabilidade do pastor quanto à Liturgia, pois a maneira como a Ordem do Culto é estabelecida pode ser um meio eficiente de tornar o culto edificante e didático, ou uma porta aberta para desvios doutrinários e espirituais. Ela pode ser um reflexo do conceito que se tenha de Deus, e da importância que se dá às Escrituras.
O pastor precisa estar comprovadamente capacitado para supervisionar a Liturgia e ser lealmente acatado
Em 1Co 14 .40, onde Paulo nos instrui sobre o culto, diz ele sabiamente: "Faça-se tudo decentemente e com ordem".

quinta-feira, março 05, 2009

O culto que agrada a Deus

"Deus é espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e verdade." (Jo 4.24)

Em Jo 4. 23 e 24 Jesus nos ensina que o culto deve ser espiritual e que "o Pai procura a tais que assim O adorem".

Em Ex 3.5; Ec 5.1-5; Is 6.1-8 e outros textos, encontramos princípios que devem orientar-nos na organização do culto público.

Sem dúvida, a ordem do culto não deve ser improvisada. O culto deve ser planejado de tal forma que suas finalidades sejam atingidas. A principal delas é a adoração a Deus; este é o grande objetivo de todo verdadeiro culto e de cada uma de suas partes.
Outro objetivo é a comunhão entre os adoradores, e o terceiro objetivo, edificação espiritual. Além disso, o culto pode ser de gratidão, exortativo, de evangelização, ou doutrinário, sempre de acordo com a necessidade espiritual do povo e da igreja que se reúne. A ordem, ou sequência das partes do culto, deve ter em vista as razões específicas de cada culto, e as partes do culto devem ter unidade, isto é, devem estar voltadas para esse alvo.
Por exemplo, num culto evangelístico, a escolha dos textos bíblicos a serem lidos, os hinos a serem cantados, as orações e a mensagem devem todos ter em vista esse objetivo específico: a evangelização; e assim também os cultos com outros objetivos específicos.
A ordem do culto mais conveniente é a que podemos chamar temática, porque através desse culto um determinado tema ou assunto será tratado. Isso evita que o culto venha a parecer uma colcha de retalhos, ainda que cada “retalho” seja bonito.
Por que entendemos assim? Pela mesma razão porque a mensagem a ser proferida pelo pregador também não deve ser uma “colcha de retalhos”, bonita e enfeitada, embora sem unidade, sem conexão entre as partes mas, tanto quanto possível, deve ser inteligente, organizado no seu aspecto didático, pois o culto deve ser também “racional”, como ensina Paulo em Rm 12.1. Assim também são os sermões de Cristo e de Paulo, e todos os escritos sagrados. Por que deveria o culto ser diferente, improvisado e desordenado? Para atender ao gosto de pessoas pouco disciplinadas? Não!
Se for bem preparado e se os adoradores adorarem ao Senhor como convém, o culto não será estático nem frio, mas agradável e proveitoso sempre, do começo ao fim. As leituras bíblicas, os hinos escolhidos, a mensagem e as orações, devem estar relacionadas entre si.
Além disso tudo, que o nosso culto seja sincero. Um dia Deus se queixou do culto que o povo Lhe prestava. “Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de Mim” Is 29.13.
Busquemos sempre a Casa do Senhor conscientes de que vamos, como povo, apresentar-nos de modo conveniente diante do Soberano Rei do Universo, ansiosos por este maravilhoso encontro, como o autor do Salmo 42: “A minha alma tem sêde de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?”.
Assim, cada culto poderá ser uma bênção para cada um de nós.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Compreenda o Culto

O culto público é a adoração do povo reunido a Deus.
Jesus Cristo nos instrui: "Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura tais que assim O adorem. Deus é espirito e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade" - Jo 4.23-24
Nas Escrituras, e não em nossa criatividade, é que encontramos os princípios que devem ser observados na realização do culto: reverência, reconhecimento da soberania de Deus e humildade, espiritualidade, submissão a Deus, e diálogo entre Deus e o adorador. Leia Ex 3.5-6; Ec 5.1-5; Rm 11.36; Is 6.1-8
Obedecendo a esses princípios, ensinos e exemplos bíblicos, a Liturgia Presbiteriana se caracteriza pela seguinte Ordem do Culto:
1- Louvor - constando de hinos, leitura bíblica e oração de louvor (que falam dos atributos de Deus, como poder, sabedoria, santidade, bondade, amor, etc.), que assim exaltam a Deus.
2- Contrição - contemplando a Deus através do louvor, sentimos nossa pequenez e nossos pecados, e então os confessamos: em oração, em leituras bíblicas e hinos.
3- Edificação - reconciliados com Deus e sentindo-se perdoados, os adoradores são fortalecidos e ensinados com a Palavra de Deus. É hora de nova leitura bíblica para a meditação, mensagem ou pregação, na qual Deus nos fala.
4- Consagração - Depois de ouvir a Palavra e o apelo de Deus, sempre contido em Sua palavra, é hora do adorador responder ao Senhor, tomando decisões, oferecendo-se para servir ao Senhor. Nesta parte do culto fazem-se orações, tanto individuais como coletivas. Hinos apropriados ao assunto do culto ou da mensagem, devem ser cantados nesta hora.
5- Encerramento do culto com cânticos, leituras bíblicas e benção apostólica.

Como vemos, não cabem na Ordem do Culto com base bíblica, homenagens a pessoas, avisos, agradecimentos, apresentações, etc. Estas coisas podem e devem ser feitas antes e após o culto, nunca durante.

quinta-feira, setembro 27, 2007

O Culto de Casamento

A cerimônia religiosa de casamento é nada mais do que um culto que prestamos a Deus, através do qual pedimos que Deus abençôe o novo casal. É um culto com esse objetivo especial.

Só se realiza esse culto, na Igreja Presbiteriana, depois de feito o casamento perante o juiz de paz, no Cartório. A certidão é exigida pelo ministrante, sem a qual não podemos realizar o culto. (''Princípios de Liturgia", artigos 19 e 20).

Na "Constituição da Igreja" e no "Manual do Culto" nada é dito que impeça ou recomende a não-realização do culto quando um dos noivos não é membro da Igreja, ou mesmo quando os dois não o sejam. Mas diz o art. 18 do "Princípios de Liturgia": "Sobre o casamento realizado segundo as leis do país e a Palavra de Deus, o ministro, quando solicitado, invocará as bênçãos do Senhor".

Realizar ou não o culto de casamento nessas condições, tem ficado a critério dos pastores. Uns o fazem, outros não. Eu o faço, sempre.

Tenho realizado muitos cultos de casamento em que um dos noivos não é crente evangélico. Não estou, dessa forma, dando a entender que nada há contra o casamento misto. Nas ocasiões próprias ensino que o casamento misto deve ser evitado, pois isso é bíblico.

Porém, precisamos ponderar que, se a Igreja se negar a realizar o culto de casamento, nem por isso o casal deixará de casar-se; apenas fará o casamento civil e ficará magoado com a Igreja que se negou a pedir a bênção de Deus sobre ele. E isso tem acontecido muitas vezes.

Perguntará alguém: podemos pedir que Deus abençôe um casamento misto? Respondo: Sim, da mesma maneira que as Escrituras nos ensinam que devemos orar "por todos", crentes ou não, e isso fazemos. Deus pode transformar um mal em bem, tal a Sua misericórdia.

Sempre houve casamentos mistos na Igreja - veja 1Co 7.12-13 - inclusive porque de um casal não-crente, um se convertia e não devia abandonar o seu cônjuge não-cristão. E esse casamento, agora misto, podia ser abençoado por Deus com a conversão do "outro" e de seus filhos - 1Co 7.14. O mesmo continua acontecendo nos dias de hoje.

Precisamos alertar irmãos para que não se casem com pessoas não-cristãs, pois geralmente essa prática é um risco, especialmente para a vida espiritual da família; e as diferentes crenças vão ser mais um obstáculo para a harmonia do casal.

Tenho realizado inúmeros cultos de casamento de casais mistos, considerando que: 1. faço antes, com cada casal, um série de oito estudos bíblicos sobre o casamento e a vida familiar. Esses estudos são uma condição para que eu realize o culto; 2. através dos estudos evangelizo o casal ou aquele que não é crente; 3. retiro dos textos bíblicos ensinos preciosos sobre a vida matrimonial; 4. a Igreja está, dessa forma, dando ao casal um apoio espiritual, numa atitude caridosa e simpática; ao mesmo tempo dá ao casal condições de ser bem sucedido no seu casamento; 5. em cada culto de casamento prego o Evangelho a dezenas ou centenas de pessoas, muitas das quais pela primeira vez entram num templo presbiteriano e ouvem a Palavra de Deus.

Nossa missão é pregar e orar pelos homens para que a Palavra de Deus frutifique neles abundantemente. Só Deus sabe dos frutos que tem havido, mas tenho a certeza de não tenho pregado em vão.

Sobre a "bênção matrimonial", os "Principios de Liturgia da I.P.B.” dizem nos artigos 18 e 19: "Sobre o casamento realizado segundo as leis do país e a Palavra de Deus, o ministro, quando solicitado, invocará as bênçãos do Senhor. Para que se realize a cerimônia da impetração da bênção é imprescindível que o ministro celebrante tenha prova de que o casamento foi celebrado de acordo com os trâmites legais".

Os cultos de casamento são importantíssimas oportunidades para pregarmos o Evangelho a pessoas que só vêm à Igreja numa ocasião assim, toda especial. Usemos mais diligentemente essas oportunidades. Para isso a "mensagem" do ministrante não pode ser um "blá-blá-blá" romântico e inconsequente, como alguns que já ouvi, mas realmente mensagem do Evangelho.

"A minha palavra não voltará para Mim vazia" - Is 55.11. É Deus que nos dá essa certeza.


sexta-feira, dezembro 01, 2006

Templos ou... Mausoléus ?

Templo é o lugar onde uma comunidade de cristãos se reúne para o culto de verdadeira adoração a Deus. Mausoléu é o lugar onde uma igreja morta se reúne para cumprir o cerimonial do culto; seus membros saem do mesmo modo que entraram, sem mudanças.

No estudo da carta do Apocalipse é que se pode encontrar os indicadores seguros de igrejas que estão prestes a morrer:

1- deixar o primeiro amor, cair na frieza espiritual e na rotina ritualista das reuniões;

2- tolerar doutrinas estranhas às Escrituras;

3- tolerar o pecado e a imoralidade;

4- apresentar “vida aparente” (Ap 3.1), talvez o ativismo substituindo a espiritualidade, o “culto-show”, a sociabilidade e mesmo pregadores teatrais substituindo o culto espiritual, crescimento fruto de marketing substituindo o crescimento por conversões; negligenciando a obra missionária em favor do embelezamento do templo ou construção de novos – coisas todas que dão aparência enganosa de vida;

5- vida sem a “alegria do Espírito Santo”, sem entusiasmo, sem amor e sem ânimo, o que Ap 3.1 chama de “morno”.

Sua igreja, tem templo ou mausoléu?

quinta-feira, novembro 16, 2006

O Culto Que Agrada a Deus

O ser humano é naturalmente religioso. Há em todos uma idéia inata da existência de Deus. Podemos dizer que a humanidade é religiosa e como tal procura agradar e cultuar a Deus.

O tipo de culto depende do conceito que uma pessoa ou um povo faça de Deus. Por isso tem havido toda espécie de cultos: cultos com sacrifício de animais e até de seres humanos, quando se tem a idéia de um deus sanguinário, como o culto a Moloc, dos cananeus; cultos sensuais e até imorais, quando se tem a idéia de um deus também sensual que se agrada de sensualidade, como era o culto a Afrodite, na Grécia antiga e de Vênus, em Roma.

As Escrituras Sagradas – o Velho e o Novo Testamentos – nos dizem como é Deus e qual o tipo de culto de que O agrada. Como Ser soberano e Senhor do universo, ensina-nos culto reverente, respeitoso – “tira a sandália de teus pés” disse a Moisés (Ex 3.5); “Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus e tu estás na Terra; pelo que, sejam poucas as tuas palavras” (Ec 5.2); “o Senhor está no Seu santo templo; cale-se diante d´Ele toda a Terra” (Hc 2.20). Cristo ensina: “Deus é espírito e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade” – é o culto espiritual, do nosso espírito para o Espírito de Deus; culto verdadeiro, sincero e não um culto supersticioso. Em Lc 18.13 Cristo nos ensina que cada um de nós deve adorar a Deus com humildade: “O publicano, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador”. Ensinam-nos as Escrituras que o culto deve ser prestado com alegria: “Celebrai com alegria ao Senhor... servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos a Ele com canto!” (Sl 100.1-2). Santidade em nossas vidas é outro requisito necessário a nós como adoradores: “a santidade convém à Tua casa, Senhor, para sempre” (Sl 93.5). Em 1Co 14.26 Paulo ensina que o culto deve ser com decência e ordem, “Deus não é Deus de desordem” e “Tudo seja feito para edificação”. Aí estão alguns características bíblicas do culto: reverência e respeito, espiritualidade, verdade e sinceridade, humildade, alegria, santidade, decência e ordem.

Portanto, o culto é dirigido a Deus e não a nós mesmos; deve agradar a Deus e não a nós. Não pode ser confundido com reunião social, quando nos dirigimos uns aos outros. Culto coletivo pressupõe que “temos comunhão uns com os outros” (1Jo 1.7), mas estamos todos voltados para Deus, na hora do culto. No sermão, é claro que o pregador se dirige aos irmãos que o ouvem, mas lembrando-se de que o sermão é parte do culto reverente; o pregador deve ter consciência de que Deus fala por meio dele. Então, nenhum pregador deve se dar à liberdade de portar-se como um artista, pela oratória ou pela encenação, nem dramático ou cômico, mas sempre com seriedade, como Deus nos fala.

No culto temos de ter a consciência de que o Espírito Santo fala e opera em nossas mentes e em nossos corações; não precisamos usar artifícios para impressionar nem constranger os ouvintes. “O amor de Cristo nos constrange”, afirma Paulo em 2Co 5.14. Muito menos devemos sugestionar as pessoas e fazer nelas uma “lavagem cerebral” para atingir nossos objetivos.

É certo que em tudo “cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm 14.12).

Agora, alguns conselhos práticos e simples: não namore durante o culto; as crianças sentem-se junto de seus pais; os adolescentes que não resistem à vontade de conversar e rir, não se sentem juntos, sentem-se separados. Durante o culto não temos de nos cumprimentar e saudar uns aos outros, nem o pregador tem que perguntar aos ouvintes “Amém?” (isso não existe nas Escrituras).

Atentemos também para o ensino de Paulo em Gl 1.10, que também se aplica ao culto: “Acaso busco agora a aprovação dos homens, ou a de Deus? Ou estou tentando agradar os homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo”.

terça-feira, setembro 12, 2006

A imposição de mãos

Não imponhas precipitadamente a mãos sobre ninguém” - 1Tm 5.22 e 1Co 1.14.

A imposição de mãos é referida no N.Testamento em vários casos: na ordenação de oficiais - 1Tm 4.14; por ocasião do batismo de pessoas - At 19.5-6; na cura de enfermos - Mc 6.5; em manifestação de carinho e amor fraternal - At 9.17, Mc 10.16.

Em nenhum texto a imposição de mãos é apresentada como algo mágico e poderosa em si mesma, nem como um gesto necessário para que algo especial aconteça. Em alguns casos, surge como um gesto litúrgico. Assim é até hoje, especialmente nas cerimônias de batismo, ordenação de oficiais e impetração da bênção apostólica (esta, nem sempre com imposição das mãos).

No texto de 1Tm 5.22, Paulo certamente se refere à ordenação de presbíteros, pois nos vv. 17 a 20 refere-se a eles. Precisamos ser muito criteriosos e rigorosos no exame de pessoas a serem ordenadas para o oficialato na Igreja. É um desastre termos como diáconos, presbíteros e pastores, pessoas que não foram chamadas para esses ministérios e qualificadas por Deus. Da mesma forma, quando são batizadas pessoas não - convertidas. Se não podemos, de um modo absoluto, saber quem é e quem não é convertido, por isso mesmo temos de tomar muito cuidado para não admitirmos ao batismo quem não nos pareça convertido. Isso, através de rigoroso exame.

Pode parecer estranho, mas Paulo escreveu aos coríntios (1Co 1.14): “Dou graças a Deus porque não batizei a nenhum de vós, senão a Crispo e a Gaio”. Isto porque a Igreja de Corinto estava se mostrando muito defeituosa e problemática, certamente por terem sido batizadas e admitidas como membros, por outros pastores que lá estiveram, pessoas não-convertidas.

Tais pessoas não-convertidas criam problemas muito mais graves do que os próprios convertidos podem criar. Estes reconhecem mais facilmente seus erros e ajudam a corrigi-los, enquanto os não-convertidos, muitas vezes são movidos por vaidades e interesses ilegítimos, buscando indevidamente o oficialato, inclusive o pastorado. Como isso é trágico! Na Igreja freqüentemente tornam-se maus políticos.

Se os Conselhos das Igrejas forem bastante criteriosos no preparo dos crentes novos (catecúmenos) e, depois, no exame deles para admiti-los ao batismo, evitarão muitos desapontamentos e dissabores.

O art. 12 dos “Princípios de Liturgia” estabelece que “todo aquele que tiver de ser admitido a fazer a sua profissão de fé será primeiramente examinado em sua fé em Cristo, em seus conhecimentos da Palavra de Deus e em sua experiência religiosa”.

Esse exame não deve, absolutamente, ser um exame “pró-forma”, mas sim muito cuidadoso e individual, inclusive porque é um exame de sua “experiência religiosa”, que implica na conversão, nas mudanças havidas em seu caráter e em sua vida.

Por tudo isso, sigamos a instrução inspirada do apóstolo: “Não imponhas as mãos sobre ninguém, precipitadamente”. De modo especial precisamos observar rigorosamente esta recomendação, que não é de Paulo somente, mas sim do Espírito Santo, quando se tratar de ordenar pastores. Pastor ordenado indevidamente, precipitadamente ou irresponsavelmente, é certo que vai ser um sério problema; para a Igreja e para ele mesmo. Levemos a sério o ensino bíblico.