Durante + de 50 anos de ministério, o pastor Rubens Pires do Amaral Osório reuniu grande quantidade de escritos para sermões, aulas em Escola Dominical e Seminários. Membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, aos 83 anos, mora hoje em Sorocaba - SP. com sua esposa M. Aparecida. Tem dois filhos e quatro netos.
terça-feira, agosto 31, 2010
A Bíblia
terça-feira, agosto 24, 2010
Convite a conversão
"Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1.15); “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna” (Jo 3.36): “O que vem a Mim de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37); “Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei... e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt 11.18-29).
Não existe uma fórmula mágica para alguém ser salvo. O que Deus quer é mudança na sua atitude diante dEle, como houve em um dos malfeitores crucificados ao lado de Cristo:
sexta-feira, agosto 06, 2010
O Pecado
sexta-feira, abril 23, 2010
O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 8
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terça-feira, abril 20, 2010
O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 7
(continua com novo estudo)
sexta-feira, abril 16, 2010
O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 6
(continua)
sexta-feira, abril 09, 2010
O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 6
terça-feira, abril 06, 2010
O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 5
(continua)
sexta-feira, abril 02, 2010
O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 4
terça-feira, março 30, 2010
O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 3
5.2- Deus tem cuidado não só da vida espiritual, mas da material também.
(continua com novo exemplo)
terça-feira, março 23, 2010
O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 2
(continua)
terça-feira, março 09, 2010
O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 1
Introdução:
Há vários métodos de se estudar a Bíblia - saber o que realmente foi escrito: biográfico (vida de personagem bíblico), tópico (escolhe-se um assunto ou palavra), sintético (escolhe-se um livro e faz-se várias leituras dele, resumo dos capítulos, etc.) e outros. Não é possível a “achologia” (eu acho que...). O problema da tradução: fidelidade, equivalência dos termos nas duas línguas, atualização.
Método indutivo - alguns aspectos:
1- Observação do texto. O que é o texto?
1.1- Tipo de literatura - fato, parábola, poesia.
1.2- Perguntas sobre o fato:
1.2.1- O que o texto narra? O milagre da multiplicação de pães e de peixes. A indicação “1ª multiplicação” foi posta posteriormente.
1.2.2- Quem está presente no texto? Os apóstolos, Jesus, os que iam e vinham, muitos, multidão (5.000 homens), pastores, discípulos (versículos 30, 31, 33, 34, 35).
1.2.3- O que está presente (coisas)? O barco, pão, peixe, cestos, relva, denário, dinheiro, ovelhas, céu, (versículos 32 , 34, 37, 38, 39, 41, 43).
1.2.4- Quando acontece o fato? À tarde? Talvez (versículo 35).
1.2.5- Onde? Num lugar deserto, lugar solitário (versículos 31, e 32).
1.2.6- Para quê? Para repousar um pouco (Jesus e os discípulos); para buscar a Jesus (multidão) (versículos 31, e 34).
1.2.7- Por que? Porque estavam cansados, não tinham tempo nem para comer (versículo 31).
1.2.8- Como (chegaram até lá)? De barco (Jesus e os discípulos); a pé, correndo (multidão) (versículos 32, e 33).
1.2.9- Como (aconteceu o fato)? Jesus tomou os pães e os peixes, erguendo os olhos aos céus, os abençoou, partiu os pães e os deu aos discípulos para que os distribuíssem (versículo 41).
1.2.10- O que fizeram ali? Jesus: chamou os discípulos para repousarem,ensinou, mandou que a multidão se assentasse na relva em grupos de 100 e de 50; abençoou os pães e os peixes, partiu-os e os deu aos discípulos (versículos 31, 39, 41); Os discípulos: falaram com Jesus sobre a necessidade de despedir a multidão, recolheram os 5 pães e os 2 peixes, deram para a multidão, depois que Jesus os multiplicou, e recolheram as sobras (versículos 36, 38, 41, 43); A multidão: andou a pé ou correu, ouviu Jesus pregar, assentou-se, comeu até se fartar (versículos 33, 40, 42).
1.3- Anotar os versículos onde foram encontradas as informações.
1.4- Características literárias do texto:
1.4.1- Comparações: “Como ovelhas sem pastor”.
1.4.2- Tempos e modos dos verbos - passado perfeito (fato realizado e acabado).
1.4.3- Termos desconhecidos - “denário”, “declinava a tarde”. Linguagem figurada - homens (chefes de família).
1.5- Qual é a ideia central do texto? Jesus alimentou a multidão que tinha ido ouvi-lo e estava faminta.
(continua)
sexta-feira, janeiro 29, 2010
As Bem aventuranças
terça-feira, janeiro 26, 2010
Boas obras
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Um Estudo em Provérbios - A Mulher Virtuosa
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quinta-feira, outubro 08, 2009
Árvores sem Fruto
Árvores sem frutos
Mt 3.10; 7.15-20; 12.33; Jo 15.2, 8, 16.
No primeiro texto é João Batista que fala dos frutos que todos produzem, bons ou maus; os frutos a serem produzidos pelas pessoas que se arrependem deverão ser frutos dignos desse arrependimento – frutos de justiça, de bondade e amor.
No segundo texto, é Cristo quem fala. Os frutos que Ele espera dos que nasceram de novo e são novas criaturas (2Co5.17) são bons frutos; outros que produzem frutos maus são como árvores que “corta-se e lança-se no fogo”. Produz bons frutos aquele que “faz a vontade de meu Pai”, diz Cristo.
No terceiro texto - “pelo fruto se conhece a árvore” - Cristo aponta o critério pelo qual cada um será por Deus julgado.
No quarto texto Jesus diz: “Eu vos escolhi para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça”. É desejo expresso de Cristo que nossa vida e nosso trabalho dê fruto e permaneça.
Tudo isso exige de nós comunhão com Deus – para sabermos o que Deus quer que façamos e como devemos fazê-lo – dedicação e empenho – porque é “maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulentamente” (Je 48.10) – perseverança e desprendimento (Tg 1.22-25; 2Co 12.14-15).
O cristão verdadeiro e fiel trabalha sob a direção de Deus, por isso seu trabalho é abençoado e dá frutos bons, permanentes, para a glória de Deus; empenha-sede corpo e alma; não desiste; não busca seus próprios interesses; é uma bênção no mundo (Gn12.2).
quarta-feira, setembro 09, 2009
Elias e os Profetas de Baal
ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL
1 Reis 18
(Introdução: explicar o que é Israel e o que é Baal)
Acabe foi rei de Israel. Foi um rei mau, muito mau e fez tudo o que o Senhor não gosta, muito mais do que os reis que viveram antes dele.
O rei Acabe se afastou de Deus e foi adorar o deus Baal. Também mandou que todo o povo adorasse Baal.
Quem não quisesse adorar Baal era perseguido ou era exilado para fora de Israel. Os soldados do rei matavam todos os profetas do Senhor que eles encontravam. Um dia Elias mandou um recado para o rei ir encontrar-se com ele.
Acabe foi encontrar-se com Elias. E Elias falou alto, na frente do rei:
“Como é certo que o Senhor Deus vive e que eu estou diante dEle, não haverá chuva ou orvalho na terra nestes anos seguintes até que eu fale para vir chuva novamente”.
As pessoas que ouviram, ficaram assustadas. Elias saiu dali e foi para longe. Mas o rei Acabe e o povo não deram atenção para o que Elias tinha falado.
Elias dera um aviso sério: haveria fome em Israel porque se houver seca não há plantas e nada para se comer. Seca e fome estão sempre juntas. Ele ia mostrar para o povo de Israel que estavam adorando um deus falso, que na verdade não era deus. Só o Senhor poderia mandar chuva.
Durante três anos não choveu na terra de Israel. A grama desapareceu, os bois, os cavalos, as cabras, todos os animais ficaram fracos e muitos morreram. Não crescia nada nos campos e cada dia o povo tinha menos alimento para comer.
Em todas as casas as pessoas estavam sofrendo fome. Se a chuva não caísse logo, não haveria alimento de jeito nenhum. E os dias estavam passando sem sinal de chuva.
O povo começou a pensar naquilo que Elias tinha falado. Eles começaram a achar que ele era o verdadeiro profeta. Só um profeta do Senhor poderia dizer que não iria chover e acontecer o que dissera.
O rei viu que a terra estava ficando um deserto, sem plantas e os animais morrendo. E mandou procurar Elias.
Os mensageiros voltavam sempre dizendo que Elias não tinha sido encontrado.
O rei Acabe ficou desesperado e mandou procurar Elias em todas as cidades e nos campos. Quando as pessoas diziam que não sabiam do profeta, o rei mandava jurarem que não o estavam escondendo.
Todos começaram a ter medo que o rei os matasse pois quanto mais a fome aumentava, mais furioso Acabe ficava.
A Bíblia conta que no terceiro ano de seca, Deus falou para Elias: “Vai e apresenta-te a Acabe e eu enviarei chuva sobre a terra”
Havia um homem chamado Obadias, que era empregado de confiança de Acabe. O rei mandou Obadias andar pelos campos a procura de água para os animais beberem. Elias encontrou Obadias e lhe disse: “Vá falar ao seu rei que Elias está aqui”.
O rei Acabe ouviu o que Obadias disse. O rei tinha raiva de Elias. Elias tinha falado que não haveria chuva na terra e já estavam no terceiro ano de seca. Ele estava enfrentando o rei!
E não tinha medo do rei. Esperou o rei chegar e, quando o rei gritou, zangado: “É você mesmo, perturbador de Israel?”
Elias respondeu e acusou corajosamente o rei: “Não tenho perturbado Israel. Mas você e a família de seu pai têm perturbado. Vocês abandonaram os mandamentos do Senhor. Vocês estão adorando Baal”.
O rei Acabe viu que não podia responder. Elias estava falando a verdade. Se Acabe quisesse chuva, tinha de escutar Elias.
Elias continuou: “Agora reúna todo o povo de Israel para encontrar-se comigo no monte Carmelo. E traga os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal mais os quatrocentos profetas de Aserá (Aserá era outra deusa que os pagãos adoravam) que Jezabel, sua mulher, sustenta”. E Acabe fez o que Elias mandou.
Foi chegando gente de todos os lugares do reino, sem saber o que iria acontecer. Será que Elias traria a chuva de volta?
Mas Elias queria primeiramente fazer uma coisa mais importante do que a chuva para aquela gente. Precisava mostrar que Israel estava servindo um deus que não era deus nada e que somente o Senhor podia fazer chover.
Elias estão disse ao povo: “Até quando vocês ficarão de um lado para outro? Se o Senhor é Deus, sigam-no; mas, se Baal é deus, sigam-no”.
O povo, porém, nada respondeu. Por causa da fome e do sofrimento, eles estavam prontos para escutar, mas por causa do pecado não conseguiam enxergar a verdade.
Elias, então, falou novamente: “Eu sou o único que restou dos profetas do Senhor, mas os profetas de Baal são 450 homens. Tragam dois novilhos (novilhos são bois bem novos).
Os profetas de Baal escolham um, cortem-no em pedaços e o ponham sobre a lenha, mas não acendam fogo nela. Eu prepararei o outro novilho, o colocarei sobre a lenha e também não acenderei fogo nela.
Então vocês pedirão ao seu deus, e eu pedirei ao Senhor. O deus que responder mandando fogo, esse é Deus”.
Então todo o povo disse: “O que você disse é bom”.
Elias ficou ali enquanto os profetas de Baal preparavam o sacrifício. Depois eles gritaram para o seu deus desde a manhã muito cedo até o meio-dia: “Ah, Baal, responde-nos! Ah, Baal, responde-nos!”.
E eles pulavam e dançavam em volta do altar deles. Mas não houve nenhum sinal, nem resposta.
Ao meio-dia Elias começou a caçoar deles. Ele dizia: “Gritem mais alto, já que Baal é um deus. Quem sabe ele está pensando, ou ocupado, ou viajando. Talvez esteja dormindo e precise ser acordado”.
Então os profetas de Baal começaram a gritar mais alto e a pular, pedindo ao seu deus que respondesse.
Até se feriam com espadas e facas, como era o costume deles. Passou o meio-dia e eles continuaram gritando e se ferindo até a hora em que era oferecido o sacrifício da tarde. O povo ficou só observando e esperando. E não veio resposta de Baal.
Então Elias disse para o povo: “Cheguem mais perto de mim”. O povo chegou mais perto e Elias foi preparar o sacrifício.
Primeiro ele consertou o altar do Senhor que estava estragado. Depois pegou doze pedras e com elas construiu um altar em honra do Senhor.
Colocou a lenha no lugar, cortou o novilho em pedaços e o pôs sobre o altar.
Depois fez uma grande valeta ao redor do altar e mandou as pessoas fazerem uma coisa esquisita.
Ele mandou que o povo levasse quatro jarros grandes com água e derramassem a água sobre o altar; mandou levarem água novamente e depois uma terceira vez. A água escorreu do altar e encheu até em cima a valeta que ele tinha feito em volta do altar. Quando pegasse fogo no altar ninguém poderia dizer que tinha sido por acaso.
O povo observava Elias. Ele ficou na frente do altar e orou: “Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que hoje fique conhecido que Tu és Deus em Israel e que eu sou Teu servo e que fiz todas estas coisas por ordem Tua. Responde-me, ó Senhor, responde-me para que este povo saiba que Tu, ó Senhor, és Deus, e que fazes o coração deles voltar para Ti”.
De repente caiu fogo do Senhor e queimou completamente o novilho, a lenha, as pedras e o chão, e também secou totalmente a água que estava no buraco no chão.
Todo o povo viu o que aconteceu. Então todos se abaixaram com o rosto voltado para a terra e gritaram: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!”.
Depois Elias subiu até o alto do monte Carmelo, agachou-se até o chão e pôs o rosto entre os joelhos. E disse para o seu servo: “Vá e olhe na direção do mar”.
O servo olhou e disse: “Não há nada lá”. Elias disse: “Volte para ver”.
Na sétima vez que o servo voltou para ver, disse: “Uma nuvem tão pequena como a mão de um homem está se levantando do mar”.
Então Elias disse para o seu servo: “Vá dizer a Acabe: Prepare o seu carro e desça, antes que a chuva caia”. Enquanto isso, nuvens escuras apareceram no céu, começou a ventar e a chover forte. O povo se arrependeu e Deus os abençoou.
quarta-feira, setembro 03, 2008
"Salvai-vos desta geração perversa" - 3
3. Mas, o sermão de Pedro deu resultados – v. 37: “compungiram-se em seus corações. E perguntaram a Pedro... que faremos, varões irmãos? E disse-lhes Pedro: ‘Arrependei-vos, e a cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; porque a promessa vos diz respeito a vós e a vossos filhos, e a todos que estão longe, a todos quantos Deus nosso Senhor chamar’. E os exortava dizendo: ‘Salvai-vos desta geração perversa’”.
Arrependimento, segundo as Escrituras, envolve toda a pessoa: a mente, os sentimentos e a vontade. Intelectualmente reconhecendo a sua falta; quanto aos sentimentos, sentindo tristeza e vergonha pelo que fez de mau ou pela negligência em deixar de fazer o bem, e quanto à vontade, mudando de atitude, abandonando o pecado, passando a fazer o bem que Deus quer. Isso é arrependimento! É o mesmo que Paulo ensinou em 2Co 5.17: “Se alguém está em Cristo é nova criatura, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”.
Depois da conversão, ou novo nascimento, uma nova vida se inicia, com o crescimento espiritual que é a santificação operada pelo Espírito Santo. Em Fp 2.13-15 Paulo fala dessa completa transformação. Com ele mesmo foi assim. Fariseu zeloso, rejeitava Cristo, perseguia ferozmente os cristãos; ouviu a pregação de Estevão antes de Estevão ser apedrejado com o consentimento dele. Dirigia-se, mais tarde, a Damasco para prender cristãos, quando Cristo falou com ele. Converteu-se! Três dias depois estava sendo batizado, ali mesmo começou a pregar o Evangelho e passou de perseguidor a perseguido; tornou-se o grande apóstolo Paulo.
Conheci pessoalmente Narciso Lemos. Foi cangaceiro do bando de Lampião. Em sua vida de crimes matou pelo menos 14 pessoas! Após a morte de Lampião veio para Santos e continuou sua vida de crime. Um dia se encontrou casualmente com um ex-companheiro de cangaço e convidou-o a cometer assaltos juntos, mas o amigo lhe contou que agora era crente em Cristo; sentiu ódio. O amigo o convidou para ir à sua Igreja naquela noite. Ele aceitou o convite e planejou matar o ex-companheiro no caminho, em Vicente de Carvalho, entre Santos e Guarujá. Chegou à Igreja, ouviu o sermão, converteu-se! Tornou-se colportor (vendedor de Bíblias e livros evangélicos). Por onde ia dava seu testemunho. Sua vida é contada no livro “Por que deixei a indústria do crime”, escrito pelo pastor batista Erodice de Queiroz.
Conclusão: Creio que é o caso de cada um de nós reexaminar a sua vida. Você já se converteu? Como está a sua comunhão com Deus? Você ora, lê a Bíblia? Sempre, ou de vez em quando? Como está sua participação na Igreja de Cristo, você é freqüentador da Igreja, ou é participante? Como está sua vida particular? Como está sua família, você está realmente cuidando dela, evangelizando os filhos, protegendo-os? Que lugar Cristo tem em sua vida? Você é cristocêntrico, ou egocêntrico? Você “faz média” com o mundo, ou reage como um bom cristão? Cristo adverte no Sermão do Monte: Mt 7.21-27: “nem todo o que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em Teu nome? e em Teu nome não expulsamos demônios? e em Teu nome não fizemos muitas maravilhas?’ E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniqüidade”.
“Arrependei-vos... salvai-vos desta geração perversa”. Amém.
sexta-feira, agosto 29, 2008
"Salvai-vos desta geração perversa" - 2
2. Voltemos às palavras de Pedro: “Salvai-vos desta geração perversa”. O máximo da perversão foi rejeitar a Cristo e pedir a Sua crucificação. Mas todo tipo de pecado existia entre o povo naqueles dias. Citemos alguns: o pecado íntimo da hipocrisia; Cristo denunciou-o quando repreendeu “escribas e fariseus hipócritas”, líderes religiosos, meros profissionais que tinham o coração longe de Deus; o pecado da avareza e amor ao dinheiro; prostituição, adultério, indiferença diante das necessidades do próximo e negando-lhe o socorro, e tantos outros tipos de pecado.
Todos estes existem abundantemente na sociedade de hoje, além de formas novas de pecar: pedofilia, que está se tornando moda, prática comum, contrabando, crime organizado, utilizando todos os recursos da moderna tecnologia, tráfico de drogas, desenfreada corrupção de políticos e até de juízes. E o pior: o mundo quer tornar tudo isso normal, aceitável, e quer impô-lo até às Igrejas; por exemplo, considerar crime de discriminação o repúdio ao homossexualismo e lesbianismo mencionados e condenados em Rm 1; prostitutas e prostitutos agora são chamados “trabalhadores do sexo”, com direito a aposentadoria! A tudo isso soma-se o descrédito e desprestígio da família instituída por Deus, quando se substitui o casamento pelo concubinato irresponsável, quando se tolera e quer se impor a união legal de homossexuais e lésbicas com direito de adotar filhos! Os deuses deste século são: Eros e Afrodite (do amor sensual), Mamon (da riqueza) e Marte (da guerra e violência).
E qual é o resultado de tudo isso? Um mundo cada vez mais injusto e violento, riquezas imensas acumuladas, de um lado, e miséria de outro lado; terrorismo internacional, crianças abandonadas desde recém-nascidas até a adolescência; prisões abarrotadas sem nenhum trabalho eficiente para reeducar e recuperar os condenados, enquanto que aqueles que roubaram muito permanecem impunes. Até o nosso planeta Terra está ameaçado de destruição pela maldade e imprevidência do homem. Nos meus 81 anos de existência nunca vi tanta decadência moral, com a televisão e a mídia em geral a serviço da imoralidade, apresentando como bom e natural aquilo que é aberração e pecado!
Mas o pior de tudo é o mundo invadindo a Igreja! Digo isso com convicção e muita tristeza, embora isso não seja novidade. Nas sete cartas de Cristo às Igrejas, no Apocalipse, só duas não receberam reprimendas do Senhor; as demais foram repreendidas por deixarem o primeiro amor a Deus e aos irmãos, infidelidade doutrinária com a conseqüente fraqueza moral, tolerância com a prostituição, morte e frieza espiritual, mornidão espiritual, falta de zelo com as coisas de Deus.
Pois tudo isso está acontecendo na Igreja hoje: igrejas deixando a evangelização e o ensino correto para se transformarem em “clubes religiosos”, mercenarismo em lugar de exercício sério dos ministérios dados por Deus; pastores profissionais e ambiciosos, presbíteros que pensam ser “donos da igreja”, diáconos que não exercem o ministério da caridade cristã e se transformam em simples “porteiros da igreja”; crentes “igrejeiros” freqüentadores da Igreja mas que não são “sal da Terra e luz do mundo”, porque não vivem em comunhão com Deus, sob a direção dEle.
quinta-feira, agosto 21, 2008
"Salvai-vos desta geração perversa" - 1
“SALVAI-VOS DESTA GERAÇÃO PERVERSA” - Atos 2.14-41
Exórdio – Esta é a peroração do sermão de Pedro a uma multidão. Logo após o “batismo com o Espírito Santo” prometido por Cristo (At 1.8), ocasião em que cerca de 120 pessoas foram cheias do Espírito Santo, começaram a falar em “outras línguas”, sendo ouvidas por mais de 3.000 pessoas de diversas procedências (cerca de 14 nações e diferentes idiomas) o assunto não foi outro senão a mensagem evangélica, de salvação mediante o sacrifício de Cristo e a fé nEle.
Muitos não entenderam o que se passava e atribuíram à embriaguez o fato de ouvirem os galileus falando outras línguas que eles não entendiam. Então Pedro, sempre afoito, tomou a palavra e explicou o que se passava (At.2.28-29) – era o cumprimento da promessa feita por Deus por meio do profeta Joel (2.28-29), promessa repetida por meio de João Batista (Mt 3.11) e pelo próprio Cristo (At 1.4, 5 e 8).
Pedro, então, recordou os fatos acontecidos há pouco mais de 50 dias: condenação, crucificação e ressurreição de Cristo. Muitos creram na palavra de Pedro, que encerrou seu discurso com a exortação “Salvai-vos desta geração perversa”.
Realizada por Deus a missão de Cristo, cabia à humanidade, aos que cressem, libertarem-se da incredulidade e dos maus costumes da sociedade humana pervertida. Acreditar – uma atitude apenas mental – mas continuar na mesma vida de pecados, não salvaria ninguém. “Salvar-se” era e é a mudança completa, a conversão: passar da incredulidade cega para a crença esclarecida e inteligente em Deus e Seu Filho, Cristo; é mudança radical de estilo de vida – de vida dominada pelo pecado, para a vida em busca constante de santidade e retidão.
Essa mensagem de Pedro é de atualidade impressionante para os nossos dias.
Vamos analisá-la.
Tema – “Salvai-vos desta geração perversa”.
1) As palavras “salvai-vos” são um alerta para quem está perdido mas poderá salvar-se. Segundo as Escrituras, Deus criou o ser humano “à Sua imagem e semelhança”, portanto capaz de ser plenamente correto, sem defeito, mas livre, inclusive para tornar-se mau. Diz Eclesiastes 7.29: “Deus fez o homem bom, mas eles buscaram para si muitas invenções”.
O pecado, que começou com Adão e Eva, progrediu de tal maneira que o ser humano se tornou inteiramente corrompido – Gn 6.5: “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra,e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”. Desse modo estaria perdido para sempre a menos que reagisse e obedecesse a Deus como fez Noé com sua família; o destino dos demais foi a destruição pelo dilúvio. Outro exemplo da perdição em que esteve o povo foi a destruição de Sodoma e Gomorra – Gênesis, capítulos 18 e 19.
Mas em Sodoma Deus providenciou a salvação de um justo com sua família, Ló, sobrinho de Abraão.
Abraão foi habitar em Canaã, onde estavam os cananeus, povo mau em todos os sentidos, que deveria ser destruído completamente nos dias de Josué.
A salvação, porém, oferecida de graça por Deus, continuou a ser oferecida para quem quisesse recebê-la pela fé, como foi com Abraão – Gn 15.6: “Creu Abraão em Deus e isso lhe foi imputado como justiça” e Rm 4.3-5: “Que diz a Escritura? ‘Creu Abraão em Deus e isso lhe foi imputado como justiça’. Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas àquele que não pratica, mas crê nAquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”. É absolutamente necessário não nos deixarmos influenciar e contaminar pelo mundo. Rm 12.2: “Não vos conformeis com este mundo”, isto é, não tomeis a forma “deste mundo”.