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terça-feira, agosto 31, 2010

A Bíblia

O que é a Bíblia? - A Palavra de Deus. Deus nos fala através dela.
Seu conteúdo: o plano de Deus  para  salvação  do  homem.

O que ela relata:
1. Não lendas nem fábulas, mas fatos - o que Deus fez através dos tempos.
2. A História do ser humano em sua relação com Deus: sua origem, sua queda, seus feitos - o 1º casal, como se expandiu na Terra (Caim vai para a terra de Nod com sua mulher); a humanidade se corrompe e é consumida no dilúvio. A nova descendência de Noé - Sem, Cam e Jafé. A “torre de Babel”.  A história do pecado se repete.
3. O pacto da obediência é quebrado pelo homem, mas Deus mantém o pacto da graça.
4. Nova intervenção de Deus formando um povo Seu - com Abrão e sua família.
5. Desenrola-se a História de Israel. Os descendentes espirituais de Abraão são todos os que creem nas promessas  de Deus.

Métodos  para  se  ler  a  Bíblia
1. Ler continuadamente, de Gênesis até Apocalipse.
2. Ler continuadamente, começando pelo Novo Testamento e depois o Antigo Testamento.
3. Ler 3 capítulos cada dia, de 2a. feira a sábado, e 5 capítulos no domingo, para ler a Bíblia toda em 1 ano.
4. Ler a Bíblia procurando as passagens indicadas no rodapé ou junto dos títulos dos assuntos, contidos nas edições “Corrigida” e “Atualizada” ou “NVI” no Novo Testamento, observando os pequenos números contidos nos versículos e procurando os textos paralelos no rodapé, para lê-los.
5. Ler os textos conforme o interesse da ocasião: estudo de determinados assuntos, e necessidades ocasionais.

Princípios de Hermenêutica (para ter um correto entendimento dos textos bíblicos)
1. A Bíblia é sua própria intérprete. Cada texto deve ser entendido à luz de seu contexto. Em outras palavras: um texto bíblico esclarece outro, pois eles se completam.
2. Entender cada livro e cada escritor no contexto histórico e social em que se encontrava quando escreveu.  Precisamos saber o que o escritor quis nos ensinar - seu objetivo.

Dados importantes sobre a Bíblia
Em quantas parte se divide: Antigo e Novo Testamentos, com 39 e 27 livros, respectivamente.
Quem os escreveu: mais de 40 escritores, desde Moisés, os historiadores, os profetas, os salmistas e os apóstolos. Porém, o Autor é um só, o Espírito Santo de Deus - 1Pe 1.21; 2Tm 3.16.

Como se classificam os livros da Bíblia.
1. Livros da Lei - de Gênesis até Deuteronômio (os 5 livros de Moisés, ou Pentatêuco).
2. Livros históricos - são 12, de Josué a Ester.
3. Livros poéticos (na forma hebraica) - são 5, de Jó a Cântico dos Cânticos (Cantares).
4. Livros proféticos: os 5 maiores, de Isaías a Daniel e os 12 menores, de Oséias a Malaquias.
5. Livros biográficos (que contam a vida de Jesus Cristo) - de Mateus a João.
6. Histórico do Novo Testamento: Atos dos Apóstolos.
7. Epístolas: paulinas (autoria de Paulo) - são 13, de Romanos a Filemon.
7a. Epístolas gerais - são 8, de Hebreus a Judas.
8. Profético do Novo Testamento: Apocalipse (Revelação).

40 escritores aproximadamente escreveram através de 16 séculos, 66 livros - grandes e pequenos, desde o Livro de Salmos, o maior, até o menor, a 3a. carta de João (ver o índice da Bíblia).
Entretanto, precisamos conhecer a própria Bíblia lendo-a devocionalmente, para nossa edificação pessoal (lendo e meditando sobre o seu ensino), e não apenas conhecer dados sobre a Bíblia- Sl l.2, 119.8-11, 86.11; 2Tm.16-17.

terça-feira, agosto 24, 2010

Convite a conversão

Para onde você vai?

É triste a situação de quem não sabe  para onde vai. Mas sabe que não ficará aqui;  morre o corpo, mas a alma certamente irá para um lugar. Será bom ou mau o seu destino?
É por isso que tantas pessoas vivem angustiadas, inseguras, ansiosas. Sentem essa realidade, ainda que não pensem sobre o assunto.
Jesus Cristo veio para tirar-nos dessa insegurança. Garantiu a Seus discípulos:
Virei e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver vós estejais também. Vou para o Pai”. (Jo 14.3, 28)
Ao contrário, o “mundo posto no maligno” tenta impedir-nos de ir a Cristo. Os prazeres, a ambição e a vaidade seduzem a maioria que rejeita a Cristo ou tenta  ignorá-Lo.
Existem até os que se julgam imperdoáveis, como Caim se julgou, quando disse: “maior é a minha maldade do que a que possa ser perdoada” (Gn 4.13)
Mas o que  Jesus Cristo disse foi diferente:
"Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1.15);  “Aquele que crê no Filho tem a vida  eterna” (Jo 3.36): “O que vem a Mim de  modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37); “Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei... e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt 11.18-29).
Não existe uma fórmula mágica para alguém ser salvo. O que Deus quer é mudança na sua atitude diante dEle, como houve em um dos malfeitores crucificados ao lado de Cristo:
Senhor, lembra-te de mim quando entrares no Teu reino. E Jesus lhe disse: Hoje estarás comigo no Paraiso” (Lc 23.42-43).
Saulo de Tarso, perseguidor de Cristo e da Igreja, quando Cristo lhe perguntou “Por que
Me persegues?” perguntou: “Senhor, que queres que eu faça?” e se dispôs a ser um cristão. Deus o transformou no grande apóstolo Paulo.
Você está cansado dessa maneira de viver? Cansado do mundo e de você mesmo? Cansado do pecado? Sente-se oprimido? Tem medo do futuro?
O convite de Cristo é para você também.
Vinde a Mim!” Aceite-O  já! No seu íntimo, de coração!  

(texto de um antigo folheto evangelístico, escrito para ser usado pela a igreja)

sexta-feira, agosto 06, 2010

O Pecado

Não há um dos livros da Bíblia ou algum capítulo que diga tudo sobre um assunto. O assunto de hoje - o pecado – começa no Gênesis e se estende na Bíblia toda.
Vou apontar apenas alguns textos que precisam ser lidos: Gn 2.8, l6-17 e 3.1-14; Mc 5.28; 1Jo 5.16 e Jr 11.14; Rm 6.23; Lc 3.3; Mt 26.28; Mc 1.4; Lc 24.47; At 5.31; At 26.28-20; Hb9.22; 2Co 5.27. Leia-os agora.
De tudo que se lê nas Escrituras podemos afirmar, como está na “Confissão de Fé de Westminster”: pecado não é simplesmente um ato que desagrada a Deus; é “toda falta de conformidade com a Lei de Deus”, é tudo aquilo que não se coaduna com a Lei de Deus.
Pecar ou cometer pecado pode ser tanto por se fazer algo errado diante de Deus, como por omissão (deixar de fazer) o que Deus ensina ser nosso dever. Por exemplo, deixar de amar o próximo – lJo 4.20-32 e 3.15.
Certamente há pecados mais graves que outros, por suas consequências, mas não podemos cometer algum pecado porque a nosso ver são “pecadinhos”; todos eles ofendem a Deus, inclusive aqueles que cometemos contra nós mesmos, como ter vícios ou fazer algo que nos prejudique espiritualmente.
Porém, todos nós pecamos ou conscientemente porque gostamos e queremos o pecado, ou inconscientemente, por ignorância não sabendo que algo é pernicioso para nós mesmos ou para outros.
O que é absolutamente necessário é que reconheçamos que pecamos e nos arrependamos realmente.  Arrependimento verdadeiro implica em 3 coisas: reconhecimento (“pequei”); vergonha por ter pecado; e decisão de não cometer mais esse pecado. Depois disso, ficar alerta, pedir o socorro de Deus, e resistir à tentação.
Que vem a ser “pecado para morte”? É o pecado sem arrependimento, a escravidão ao pecado; e “pecado que não é para morte” é aquele do qual nos arrependemos realmente e que passamos a resistir, e até a detestá-lo.
À mulher adúltera, certamente vendo nela sinais de arrependimento – como só Ele poderia ver – Cristo disse “nem Eu também te condeno; mas vai e não peques mais”. Ao ladrão na cruz. que ouvira as palavras de Cristo na cruz, que provavelmente tivera conhecimento de algo sobre Cristo, repreendeu o outro (Lc 23.39-43) e em poucas palavras manifestou o reconhecimento de seus pecados e o desejo da “nova vida”, Cristo garantiu-lhe: “hoje estarás comigo no Paraíso”.
Também é necessário lembrar que junto com o privilégio de conhecermos o Evangelho, adquirimos redobrada responsabilidade diante de Deus – Lc 12.47-48. Além disso, todos nós temos a “Lei escrita no coração”, isto é, em nossas consciências.
É preciso , ainda, lembrar o ensino de Cristo em Mt 5.27-30. Pecado não é só o ato, mas até a disposição ou intenção de cometer o ato desejado e pecaminoso já é pecado do qual é necessário também o arrependimento.
Finalmente, certamente não nos lembramos de todos os pecados que já cometemos, mas na conversão verdadeira está o reconhecimento de que a vida do passado estava repleta de pecados que agora reconhecemos como tal, e agora temos a disposição de ficarmos atentos para vivermos a “vida nova”, libertos da escravidão ao pecado – Rm 6.11-23; leia também os versículos 4 a 6, e também 2Co 5.17.
Alguém pode não ter medo do castigo de Deus, mas por amor a Cristo e gratidão pelo que Ele fez por nós, fará tudo para agradá-Lo. Que seja assim com você e com cada um de nós. Então teremos a certeza da salvação.

(resposta a uma pergunta feita por leitor deste blogue há poucos dias)

sexta-feira, abril 23, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 8

Mc 10.13-16 - Jesus abençoa as crianças

1 - Observação do texto
1.1 - Relata um fato.
1.2 - Quem? - Crianças, discípulos, Jesus.
1.3 - Onde? - O texto não diz.
1.4 - Quando - O texto não diz.

2 - Informações do contexto
2.1 - Histórico - O fato se passa na última etapa do ministério de Jesus, nos últimos 4 meses, indo para Jerusalém.
2.2 - Geográfico - Ministério da Peréia-Judéia (além do Jordão). O lugar específico não é mencionado - Mt 19.1
2.3 - Assuntos tratados nesta fase - O divórcio, o jovem rico, levar a cruz, prediz a paixão, sinal de Jonas, parábolas... 
2.4 - Popularidade de Jesus - Já era conhecido na região - Mt4.25

3 - Observações sobre o fato - Análise das atitudes das pessoas

3.1 - Atitude das mães (as pessoas que traziam as crianças) - O mais provável seria as mães levarem os filhos pois os pais deveriam estar no trabalho.
3.1.1 - Conheciam a fama de Jesus. Era costume as mães levarem os filhos para os profetas os abençoarem.
...
(Estudo inacabado. Tente terminá-lo você mesmo!)

terça-feira, abril 20, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 7

3.2 - Quanto à família

3.2.1 - Seu relacionamento com o marido é excelente - ele a elogia.
3.2.2 - O marido confia plenamente nela, na sua pessoa como um todo. Ela tem valor para ele não apenas pelos seu atributos físicos.
3.2.3 - Separa tempo para o marido. Prestigia o marido e o apoia - nos aspectos físico, emocional e espiritual (as consequências da vida sexual). O texto diz que ela lhe faz bem; não diz que ela não faz mal, mas que faz bem.
3.2.4 - É uma ajuda para o marido: contribui não só para o seu equilíbrio emocional, mas para o seu bom nome - no meio dos juízes.
3.2.5 - Trata bem o marido todos os dias.
3.2.6 - Tinha tempo para os filhos - o seu relacionamento com eles é excelente. Educa-os com sabedoria. O conflito de gerações - os filhos na idade da razão, louvando sua mãe.
3.2.7 - Controla as atividades e o ambiente do lar.
3.2.8 - Levanta cedo para organizar o seu dia com precisão.
3.2.9 - Tem boa vontade em cuidar do lar e dos familiares.

3.3 - Quando à sociedade

3.3.1 - Está integrada na vida comercial da cidade - não está alheia a ela, presa dentro de casa. A mulher virtuosa não se isola de tudo e cuida apenas da família.
3.3.2 - Percebe as necessidades dos aflitos e dos pobres e os ajuda.
3.3.3 - Fala com sabedoria e edificação.
3.3.4 - Colhe os frutos do que plantou - a sociedade a admira.

3.4 - Quanto a si mesma

3.4.1 - Tem consciência de sua responsabilidade e de sua função na casa e na sociedade.
3.4.2 - Não tem preguiça, apesar de rica.
3.4.3 - É dinâmica - ativa, inclusive fisicamente, e não passiva. Os verbos que aparecem no texto o demonstram: versículo 13 - “busca”, “trabalha”; 14 – “traz”; 15 - “levanta”, “”; 16 - “examina”, “planta”, “adquire”; 18 - “prova”; 19 - “estende”; 22 - “faz”; 26 - “fala com sabedoria”.
3.4.4 - Toma decisões: versículo 15 - “distribui tarefas”; 16 - “examina e adquire”; 18 - “prova e vê que é boa a mercadoria”; 27 - “olha pelo governo”.
3.4.5 - Valoriza a si própria:
3.4.5.1 - cuida de sua saúde física;
3.4.5.2 - olha por sua aparência;
3.4.5.3 - Não faz o trabalho que deve ou pode ser feito por outra pessoa (servas ou filhos);
3.4.5.4 - Toma tempo para si própria: - tempo para estudar, para refletir. Fica patente porque só assim poderia: planejar (ri-se do dia futuro); administrar a casa; educar os filhos sabiamente e ser ajudadora do marido: há necessidade de se analisar problemas, comportamentos, situações, e resolvê-los; ter sabedoria.
3.4.5.5 - Teme ao Senhor. Aqui está, realmente, o segredo de seu sucesso. E isto exige tempo e espaço - o relacionamento com o Senhor é individual. A mulher virtuosa não é alguém simplesmente com sorte - é o resultado de estudo, meditação, oração, entrega ao Senhor e um desejo real de servi-Lo. As boas obras são o resultado de um interior trabalhado pelo Espírito Santo. O contrário é apenas um ativismo. As suas obras, o fruto das suas mãos, a louvam.

(continua com novo estudo)

sexta-feira, abril 16, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 6

Provérbios 31.10-31 - A mulher virtuosa

1 - Observação do texto

1.1 - É um poema, um acróstico - cada letra inicial é uma letra do alfabeto. Não é a descrição de um fato.
1.2 - Quem? Uma família estável emocionalmente. Servas. A mulher virtuosa, a mãe na família, é a figura central do texto.
1.3 - Onde? Dentro de uma casa rica e na comunidade (cidade).
1.4 - Quando? Os acontecimentos abrangem todo o dia, desde muito cedo.

2 - Informações do contexto

2.1 - Autoria desconhecida. Alguns atribuem à mãe de Salomão (Lemuel).
2.2 - Data da época de Salomão.
2.3 - A mulher naquela época: se o marido ou o pai permitissem, ela poderia trabalhar e ganhar algum dinheiro.
2.4 - O trabalho na casa daquela época e na de hoje: água encanada, luz elétrica, eletrodomésticos, empórios, padarias, lojas etc.
2.5 - Termos a serem esclarecidos: "fuso" (significado incerto; o contexto indica capacidade de fabricar suas próprias linhas), "roca" (haste de madeira ou de cana com bojo na extremidade, no qual se enrola a rama do linho, do algodão, da lã, etc., para ser fiada), "escarlata" (cor muito viva e brilhante - tecido de seda ou de lã, dessa cor), "púrpura" (matéria corante vermelho-escura, indo para o violeta, largamente utilizada pelos antigos para tingir tecidos, símbolo de riqueza ou de alta dignidade social), "portas" (o portão da cidade era o fórum público de conselho e julgamento), "anciãos" (juízes, respeitados na sociedade), "lâmpada não se apaga de noite" (usada para iluminar - não havia luz elétrica - indica que tinham recursos para conservá-la acesa, estavam funcionando).
2.6 - Figuras de linguagem: "navio mercante", "cinge os lombos de força", "lâmpada não se apaga de noite", "estende as mãos no fuso", "abre a mão ao aflito", "a força e a dignidade são os seus vestidos", "fruto das suas mãos".

3 - Observações sobre a mulher virtuosa.

É uma mulher rica. Não podemos imitá-la no seu trabalho mas a sua conduta nos apresenta ensinos preciosos - apesar das diferenças de época, os princípios permanecem.

Consideremos o assunto sob 4 aspectos:

3.1 - Quanto aos bens materiais. A mulher virtuosa considera importante os bens materiais. O texto não se refere ao supérfluo, mas o essencial é o melhor que pode adquirir.
3.1.1 - Busca o material de melhor qualidade - lã, linho, cobertas dobradas.
3.1.2 - É econômica.
3.1.3 - Provê mantimento para a casa.
3.1.4 - Faz panos de linho fino para vender no mercado. A mulher trabalhando e ganhando dinheiro. Apesar de rica, com marido e filhos para trabalharem, ainda acha tempo para trabalhar e ganhar dinheiro.
3.1.5 - Manda plantar uma vinha. Investe sabiamente suas economias (rendas do seu trabalho). Examina uma herdade e adquire-a. Não manda o recado para o marido resolver, mas toma a decisão.

(continua)

sexta-feira, abril 09, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 6

3.2 - Oração de Elias.

3.2.1 - Qual a atitude dele? Que movimentos fez? Aproximou-se (é o único verbo; portanto, não fez outros movimentos ou gestos).
3.2.2 - Qual a altura da voz? Disse (Em contraste a clamar em altas vozes; portanto, falou em tom normal, tom de conversa).
3.2.3 - Que palavras falou? Palavras de louvor, conversa com alguém inteligente, argumentou apresentando as razões que lhe davam a certeza de ser atendido, o objetivo de toda sua atitude. Não repetiu palavras.
3.2.4 - Por quanto tempo? Mesmo considerando as diferenças entre o português e o hebraico, menos de dois minutos.
3.2.5 - Resultado da oração? Caiu fogo do céu, consumiu o holocausto e lambeu a água.
3.2.5.1 - Elias tinha certeza de ser atendido. Por que? “Segundo a tua palavra”, de acordo com a vontade de Deus. Elias vivia para fazer a vontade de Deus, tinha uma vida de comunhão constante com o Senhor e conhecia Sua vontade.

3.3 - Comparação entre as duas orações.

3.3.1 - Por que os profetas de Baal sentiram necessidade de saltar e de se martirizar?
3.3.2 - Por que Elias não gritou?
3.3.3 - Qual o relacionamento de Elias com Deus e o dos profetas, com Baal?
3.3.4 - Há algum aspecto na oração dos profetas de Baal que deva servir de exemplo para nós?
3.3.5 - E na oração de Elias?
3.3.6 - Que base tinha Elias para falar aquelas palavras com Deus?

3.4 - Orações nos dias atuais. Muitas orações, hoje, lembram a de Elias ou a dos profetas de Baal?

3.4.1 - Na altura da voz - são uma conversa com Deus? A altura da voz na oração em público:o suficiente apenas para que todos ouçam.
3.4.2 - Nos gestos, vide Mt 6.5.
3.4.3 - Nas repetições (exemplo: “em nome de Jesus”) Mt 6.7 – veremos, adiante, o significado da expressão “em nome de Jesus”.
3.4.4 - Nas palavras desnecessárias ou sem sentido (nossa oração é dirigida a um Deus com inteligência muito superior à nossa - muitas pessoas se esquecem disso).
3.4.5 - Na certeza de que Deus ouve: pedir “em nome de Jesus” não é uma frase mágica. É pedir como Ele pediria. Para isso, é necessário conhecer as palavras de Jesus e submeter-se a Ele - Jo 15.7; 14.13; 1Jo 5.14, 15.

(continua com novo estudo)

terça-feira, abril 06, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 5

2.3 - Pessoas - Elias, grande profeta de Israel, predisse a seca e o seu fim. Viveu no séc. IX a.C.;
Acabe - O mais perverso de todos os reis de Israel. Fundador da dinastia de Onri, reinou por 22 anos (874-852 a.C.). Casou-se com Jezabel por motivos políticos - era uma aliança que fortaleceria Israel contra a pressão da Síria e da Assíria. Era completamente dominado pela mulher;
Jezabel - “princesa sidônia, mulher imperiosa, inescrupulosa, vingativa, decidida, diabólica, o demônio em carne”. Tudo foi preparado para Jezabel continuar a adorar seu deus Melcarte em Samaria, onde construiu um templo para ele (1Rs 16.31-33). Seus 850 profetas eram pagos com dinheiro público. Ela exigiu que seu deus tivesse os mesmos direitos que Jeová;
O povo - Acabe convocou todo o povo. Um rei com direito de vida e morte, casado com uma mulher cruel e dominadora, seria obedecido totalmente;
Profetas - Pessoas com autoridade para falarem em nome de Deus, inclusive sobre fatos futuros. Havia, também, os falsos profetas que falavam em nome de ídolos (Dt 18.20). Os profetas de Israel não herdavam o ofício nem eram escolhidos por autoridade humana - Deus os chamava e lhes conferia as qualidade necessárias. Foram mortos a mando de Jezabel, ficando apenas os 100 que Obadias salvou.

2.4 - Deuses - Eram feitos à semelhança humana: casavam, amavam como seres humanos, tinham ciumes, inveja, ódio, comiam manjares etc. Observa-se isso na mitologia greco-romana;
Baal - Era o deus da fertilidade; controlava o trovão, o relâmpago, as tempestades. Cada localidade tinha o seu deus baal, com sobrenomes diferentes (Nm 25.3). Melcarte era o baal adorado em Tiro. Os ritos envolviam não só práticas imorais dos cultos da fertilidade, mas até mesmo abominações como o sacrifício de crianças (Jr 19.5);
Poste-ídolo - Provavelmente figuras esculpidas de Asera ou Astarote, deusa-esposa de Baal, representando a fertilidade - tinha como símbolo um tronco de árvore. Estava sempre presente nos santuários cananeus, nos tempos de Acabe. Foi introduzida no culto a Jeová, sempre que este se interpretava em termos naturalistas - antes de Acabe (14.23).

2.5 - Termos e expressões
Profetizaram eles” - Falaram em nome de seu ídolo. “Indica, provavelmente, um transe ou estado de extático” (de êxtase).
O Senhor é Deus – a palavra no original é Jeová, nome dado por Deus a Si mesmo. (Ex.:3.13). Fica, pois só Jeová é Deus.
Oferta de manjares - Também chamada “oferta-refeição”, “oferta de cereais”: de farinha crua ou queimada, sem fermento. Um punhado era queimado, o outro pertencia aos sacerdotes. Oferta diária: de manhã e “entre as duas tardes” ou no pôr-do-sol (Lv 29.39-41).

3 - Observação das orações

3.1 - Oração dos profetas de Baal

3.1.1 - Qual a atitude deles? Que movimentos fizeram - manquejando, se movimentavam ao redor do altar; (O desespero dos profetas por causa de Jezabel, que mandaria matá-los. O sangue no corpo suado - clima, roupas e movimentação durante muitas horas)
3.1.2 - Altura da voz: Clamaram (gritaram) em altas vozes.
3.1.3 - O que falavam? - “Ah! Baal, responde-nos!” - Repetição das mesmas palavras, mesma ideia: só pedido.
3.1.4 - Por quanto tempo? Desde a manhã - Não sabemos ao certo quando começaram, mas, por certo foram algumas horas até o meio-dia. (O dia na região rural começa com o nascer do sol), passado o meio-dia, até a oferta de manjares (15h ou pôr-do-sol, ou “entre tardes”).
3.1.5 - Atitude de Elias - a proposta que fez para Deus responder com fogo tinha um significado especial referente a Baal: acreditavam que ele controlava o trovão, o relâmpago e as tempestades - mostrou o absurdo da crença deles, zombando das limitações dos seus deuses e fazendo-os ver o ridículo da situação.
3.1.6 - Resultado da oração - não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma.

(continua)

sexta-feira, abril 02, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 4

1 REIS 18.17-19 - Elias e os profetas de Baal

1- Observação do texto

1.1 - Narra um fato.

1.2 - Quem? Pessoas que aparecem no texto: Acabe, Elias, profetas de Baal (450 pessoas), profetas de Asera (400), o povo.

1.3 - Onde? Monte Carmelo.

1.4 - Quando? De manhã até a tarde; depois da oferta de manjares.

1.5 - Para quê? Provar quem é Deus: Jeová ou Baal.

1.6 - O que fizeram? Os profetas de Baal?; e Elias?;  e o povo?.

2 - Informações do contexto.

2.1 - Histórico - Estavam no fim da seca (17.1). Lucas 4.25 refere-se a três anos e meio de seca porque, se a profecia se fez antes de começar a estação das chuvas, seguir-se-ia um período de meio ano sem chover.

2.2 – Geográfico - Monte Carmelo, serra principal de uma cadeia de colinas. Densamente coberta de vegetação e escassamente habitada. A estrada principal de norte a sul passa pelas colinas do Carmelo. (Amós 1.2; 9.3). Tiro e Sidom - cidades fenícias, portos no Mediterrâneo.

(continua)

terça-feira, março 30, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 3

3- Livros auxiliares: Dicionários bíblicos e não bíblicos, mapas, concordâncias.

4- Interpretação do texto.

4.1- Ler outras traduções; o porquê de várias traduções; paráfrases

4.2- Esclarecer os termos anotados. Exemplo: “denário” - salário de um dia de trabalhador braçal; os “homens” - eram contados só os homens; acrescentar as mulheres e as crianças. Total: 15.000. A palavra grega em Marcos significa chefes de família.

4.3- Interpretar os termos nos seus sentidos próprios, primeiramente - Exemplo: “ovelha” - entender, primeiro, como o animal.

4.4- Interpretar de acordo com o sentido na frase - Exemplo: “casa” pode significar lar, templo, residencia.

5- Mensagem do texto.

5.1- Deus tem cuidado de todas as pessoas (sol e chuva sobre maus e bons).

5.2- Deus tem cuidado não só da vida espiritual, mas da material também.

(continua com novo exemplo)

terça-feira, março 23, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 2

2- Contexto. O que é contexto - vai ajudar a entender o texto.

2.1- Examinar os fatos observados, à luz do contexto.

2.1.1- O contexto histórico - Após o envio dos apóstolos – 6.7-13; último ano do ministério de Jesus; ocasião da Páscoa - o povo poderia estar se dirigindo a Jerusalém.

2.1.2- O contexto geográfico - Lago de Genesaré ou Mar da Galileia - 21km de comprimento por 11km de largura (o único da região - foram de barco). Lugar provável: Planície de Genesaré.

2.1.3- Sobre as pessoas - multidão (não eram todos seguidores de Jesus, discípulos de Cristo); discípulos e apóstolos; os 12 discípulos: os seguidores. Algumas vezes os apóstolos eram chamados discípulos (Mt 10.1; 11.1).

(continua)

terça-feira, março 09, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 1

Marcos 6.30-44 – A primeira multiplicação de pães

Introdução:

Há vários métodos de se estudar a Bíblia - saber o que realmente foi escrito: biográfico (vida de personagem bíblico), tópico (escolhe-se um assunto ou palavra), sintético (escolhe-se um livro e faz-se várias leituras dele, resumo dos capítulos, etc.) e outros. Não é possível a “achologia” (eu acho que...). O problema da tradução: fidelidade, equivalência dos termos nas duas línguas, atualização.

Método indutivo - alguns aspectos:

1- Observação do texto. O que é o texto?

1.1- Tipo de literatura - fato, parábola, poesia.

1.2- Perguntas sobre o fato:

1.2.1- O que o texto narra? O milagre da multiplicação de pães e de peixes. A indicação “1ª multiplicação” foi posta posteriormente.

1.2.2- Quem está presente no texto? Os apóstolos, Jesus, os que iam e vinham, muitos, multidão (5.000 homens), pastores, discípulos (versículos 30, 31, 33, 34, 35).

1.2.3- O que está presente (coisas)? O barco, pão, peixe, cestos, relva, denário, dinheiro, ovelhas, céu, (versículos 32 , 34, 37, 38, 39, 41, 43).

1.2.4- Quando acontece o fato? À tarde? Talvez (versículo 35).

1.2.5- Onde? Num lugar deserto, lugar solitário (versículos 31, e 32).

1.2.6- Para quê? Para repousar um pouco (Jesus e os discípulos); para buscar a Jesus (multidão) (versículos 31, e 34).

1.2.7- Por que? Porque estavam cansados, não tinham tempo nem para comer (versículo 31).

1.2.8- Como (chegaram até lá)? De barco (Jesus e os discípulos); a pé, correndo (multidão) (versículos 32, e 33).

1.2.9- Como (aconteceu o fato)? Jesus tomou os pães e os peixes, erguendo os olhos aos céus, os abençoou, partiu os pães e os deu aos discípulos para que os distribuíssem (versículo 41).

1.2.10- O que fizeram ali? Jesus: chamou os discípulos para repousarem,ensinou, mandou que a multidão se assentasse na relva em grupos de 100 e de 50; abençoou os pães e os peixes, partiu-os e os deu aos discípulos (versículos 31, 39, 41); Os discípulos: falaram com Jesus sobre a necessidade de despedir a multidão, recolheram os 5 pães e os 2 peixes, deram para a multidão, depois que Jesus os multiplicou, e recolheram as sobras (versículos 36, 38, 41, 43); A multidão: andou a pé ou correu, ouviu Jesus pregar, assentou-se, comeu até se fartar (versículos 33, 40, 42).

1.3- Anotar os versículos onde foram encontradas as informações.

1.4- Características literárias do texto:

1.4.1- Comparações: “Como ovelhas sem pastor”.

1.4.2- Tempos e modos dos verbos - passado perfeito (fato realizado e acabado).

1.4.3- Termos desconhecidos - “denário”, “declinava a tarde”. Linguagem figurada - homens (chefes de família).

1.5- Qual é a ideia central do texto? Jesus alimentou a multidão que tinha ido ouvi-lo e estava faminta.

(continua)

sexta-feira, janeiro 29, 2010

As Bem aventuranças

"Fome e sede de justiça

Há uma tendência nas pessoas de isolar um texto bíblico de seu contexto. Quando fazemos isso sempre encontramos um texto que concorda conosco; é um erro frequente e grave.
Quanto às bem aventuranças - como em toda a Escritura - cada uma delas tem muito a ver com as outras.
Assim, por exemplo, a que diz: “Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça”. - Mt 5.6.
Ter fome e sede de justiça é não se conformar com a injustiça em qualquer lugar e em qualquer momento. É reagir - mas de maneira sábia e prudente, não só emocionalmente - diante de qualquer injustiça. Calar diante da injustiça e do erro é tornar-se conivente e cúmplice. Temos que dizer, externar nossa discordância e nossa afirmação do que é correto.
Temos que fazê-lo, porém, observando todo o ensino das Escrituras, particularmente a bem aventurança que diz “Bem aventurados os pacificadores”. Não temos que ser semeadores de discórdia e até de inimizades. Temos que amar sempre.
Podemos dissentir energicamente sem deixar de amar e respeitar aquele que errou. Não podemos é pecar por omissão, por covardia. “Não vos conformeis com teste mundo...” e “Se possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos” - Rm 12.2 e 18.
Do mesmo modo, não podemos ser pacíficos e pacificadores a ponto de deixar passar toda espécie de injustiça.
Equilíbrio é a virtude necessária, embora não seja explicitamente mencionada. Essa virtude é notada muitas vezes nas atitudes de Cristo. Por exemplo, em Mc 3.5: “com indignação, condoendo-se da dureza de seu coração...”, e Mc 10.21: “...o amou e disse: falta-te uma coisa”...
Seja um verdadeiro cristão em tudo, e não só no que lhe for fácil.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Boas obras

ENSINO BÍBLICO SOBRE BOAS OBRAS

Alguns textos:
Mateus 5.14-16: boas obras para glória de Deus
Deuteronômio 15-7-11: “abrir a mão”
Isaías 1.11, 15-18: o cuidado dos pobres
Isaías 58.4-7 e 8-10: o jejum que agrada a Deus
Mateus 25.33-40 (v.35): o galardão das boas obras
João 14.15; 15.10-14: o amor a Deus e a obediência
1 João 3.17-18: amar em ação e em verdade
Tiago 2.14-17: fé e obras

POR QUE SE TEM DESCUIDADO DAS BOAS OBRAS?

1. Receio de cair em duas heresias: “salvação pelas obras” e “evangelho social” - o outro extremo do “evangelho verbal”.
2. Falta de misericórdia e solidariedade.

A POSIÇÃO BÍBLICA

1. O lugar das boas obras não é na doutrina da salvação, mas, na doutrina da santificação – Ef 2.8-10.
2. Boas obras por amor ao próximo-At 2.42-44;4.32

O EVANGELHO INTEGRAL

A Graça de Deus para salvar o Homem:
1. A regeneração;
2. A conversão;
3. A santificação – instrução na Palavra de Deus, correção de vida, uso dos meios da graça, obediência e trabalho cristão (obras). A principal obra é a da evangelização, mas não a única. Rm 6-8: profecia, serviço (diaconia), ensino, exortação, repartição ou contribuição, liderança, misericórdia.

Em função dos dons de “diaconia” e “misericórdia” foi instituído o diaconato (At 6). Paulo exorta em Gl 6.10: “fazer o bem a todos, principalmente (não exclusivamente) aos da família da fé”.

Boas obras, porém, não devem ser feitas como “isca” para evangelizar; são dois deveres a cumprir, tanto por nós, individualmente, como coletivamente, por amor ao próximo, para a glória de Deus - Mt 5.16.



sexta-feira, janeiro 15, 2010

Um Estudo em Provérbios - A Mulher Virtuosa

PROVÉRBIOS 31.10-31

Situando o texto:
É um poema, um acróstico; cada frase é iniciada com uma letra do alfabeto hebraico, em ordem sequencial. Não se tem certeza da autoria. Data da época de Salomão. Termina o livro de Provérbios mostrando a esposa perfeita, segundo alguns. Apresenta-nos uma família estável emocionalmente - no centro dessa família está a mulher virtuosa ou perfeita. É uma mulher rica, mas é um modelo ideal. Não poderemos imitá-la na totalidade, mas podemos aprender com os ensinos preciosos do seu exemplo.
Esse é o tema que vamos estudar - apesar das diferenças de época, os princípios permanecem.
Consideremos o assunto sob 4 aspectos:

1- Quanto aos bens materiais:
A mulher virtuosa considera importante os bens materiais. Faz o melhor, dentro de suas possibilidades: O texto não se refere a supérfluos, mas o essencial é o melhor que existe.
1.1- Busca o material de melhor qualidade - lã, linho, cobertas dobradas - versículos 13, 19, 21 e 22.
1.2- Provê mantimento para a casa – versículos 14 e 15.
1.3- Faz panos de linho fino para vender no mercado - a mulher trabalhando e ganhando dinheiro. Apesar de rica, com marido e filhos para trabalharem e proverem a casa com o necessário, e de todas as atividades que tinha, ainda encontrava tempo para trabalhar e ganhar dinheiro. Naquela época era muito difícil a mulher trabalhar para ganhar dinheiro; diferente de hoje – versículo 24.
1.4- Planta (manda plantar) uma vinha. Investe sabiamente suas economias. Examina uma herdade e a adquire - resolve. Não manda simplesmente o recado para o marido resolver, mas toma a decisão – versículo 16.

2- Quanto à família:
2.1- O marido confia plenamente nela, na sua pessoa como um todo. Ela tem valor para ele não apenas pelos seus atributo físicos - versículo 11.
2.2- Prestigia e apoia o marido - nos aspectos físico, emocional e espiritual - ela lhe faz bem. Não diz apenas que ela não lhe faz mal, mas que faz bem – versículo 12.
2.3- É uma ajuda para o marido: contribui para o seu equilíbrio emocional, para o seu bom nome, sua posição, sua atuação entre os juízes (anciãos). Não pelas roupas que ele vestia ou pela sua aparência, mas pelo seu equilíbrio emocional - versículo 23.
2.4- Trata bem o marido todos os dias. É bem mais fácil tratar bem de vez em quando – versículo 24.
2.5- Educa os filhos com sabedoria; o conflito de gerações - os filhos na idade da razão louvando sua mãe - versículo 28.
2.6- Controla as atividades e o ambiente do lar – versículo 27.
2.7- Levanta cedo para organizar seu dia com precisão. A preguiça não a vence – versículo 15.
2.8- Tem prazer em cuidar do lar e dos familiares - versículo 13.

3- Quanto à sociedade:
3.1- Está integrada na vida comercial da comunidade, não está alheia a ela, presa dentro de casa. A mulher virtuosa não é aquela que se isola de tudo e cuida única e exclusivamente da família - versículo 16 e 24.
3.2- Percebe as necessidades dos aflitos e dos pobres e os socorre - versículo 20.
3.3- Fala com sabedoria e amor - versículo 26.

4- Quanto a Deus:
4.1- Teme a Deus e é reconhecida como tal – versículo 30.
4.2- Merece o reconhecimento de todos pelo seu valor – versículo 31.
...

(estudo incompleto)

quinta-feira, outubro 08, 2009

Árvores sem Fruto

Árvores sem frutos

Mt 3.10; 7.15-20; 12.33; Jo 15.2, 8, 16.

No primeiro texto é João Batista que fala dos frutos que todos produzem, bons ou maus; os frutos a serem produzidos pelas pessoas que se arrependem deverão ser frutos dignos desse arrependimento – frutos de justiça, de bondade e amor.

No segundo texto, é Cristo quem fala. Os frutos que Ele espera dos que nasceram de novo e são novas criaturas (2Co5.17) são bons frutos; outros que produzem frutos maus são como árvores que “corta-se e lança-se no fogo”. Produz bons frutos aquele que “faz a vontade de meu Pai”, diz Cristo.

No terceiro texto - “pelo fruto se conhece a árvore” - Cristo aponta o critério pelo qual cada um será por Deus julgado.

No quarto texto Jesus diz: “Eu vos escolhi para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça”. É desejo expresso de Cristo que nossa vida e nosso trabalho dê fruto e permaneça.

Tudo isso exige de nós comunhão com Deus – para sabermos o que Deus quer que façamos e como devemos fazê-lo – dedicação e empenho – porque é “maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulentamente” (Je 48.10) – perseverança e desprendimento (Tg 1.22-25; 2Co 12.14-15).

O cristão verdadeiro e fiel trabalha sob a direção de Deus, por isso seu trabalho é abençoado e dá frutos bons, permanentes, para a glória de Deus; empenha-sede corpo e alma; não desiste; não busca seus próprios interesses; é uma bênção no mundo (Gn12.2).

quarta-feira, setembro 09, 2009

Elias e os Profetas de Baal

ELIAS E OS PROFETAS DE BAAL

1 Reis 18

(Introdução: explicar o que é Israel e o que é Baal)


Acabe foi rei de Israel. Foi um rei mau, muito mau e fez tudo o que o Senhor não gosta, muito mais do que os reis que viveram antes dele.

O rei Acabe se afastou de Deus e foi adorar o deus Baal. Também mandou que todo o povo adorasse Baal.

Quem não quisesse adorar Baal era perseguido ou era exilado para fora de Israel. Os soldados do rei matavam todos os profetas do Senhor que eles encontravam. Um dia Elias mandou um recado para o rei ir encontrar-se com ele.

Acabe foi encontrar-se com Elias. E Elias falou alto, na frente do rei:

Como é certo que o Senhor Deus vive e que eu estou diante dEle, não haverá chuva ou orvalho na terra nestes anos seguintes até que eu fale para vir chuva novamente”.

As pessoas que ouviram, ficaram assustadas. Elias saiu dali e foi para longe. Mas o rei Acabe e o povo não deram atenção para o que Elias tinha falado.

Elias dera um aviso sério: haveria fome em Israel porque se houver seca não há plantas e nada para se comer. Seca e fome estão sempre juntas. Ele ia mostrar para o povo de Israel que estavam adorando um deus falso, que na verdade não era deus. Só o Senhor poderia mandar chuva.

Durante três anos não choveu na terra de Israel. A grama desapareceu, os bois, os cavalos, as cabras, todos os animais ficaram fracos e muitos morreram. Não crescia nada nos campos e cada dia o povo tinha menos alimento para comer.

Em todas as casas as pessoas estavam sofrendo fome. Se a chuva não caísse logo, não haveria alimento de jeito nenhum. E os dias estavam passando sem sinal de chuva.

O povo começou a pensar naquilo que Elias tinha falado. Eles começaram a achar que ele era o verdadeiro profeta. Só um profeta do Senhor poderia dizer que não iria chover e acontecer o que dissera.

O rei viu que a terra estava ficando um deserto, sem plantas e os animais morrendo. E mandou procurar Elias.

Os mensageiros voltavam sempre dizendo que Elias não tinha sido encontrado.

O rei Acabe ficou desesperado e mandou procurar Elias em todas as cidades e nos campos. Quando as pessoas diziam que não sabiam do profeta, o rei mandava jurarem que não o estavam escondendo.

Todos começaram a ter medo que o rei os matasse pois quanto mais a fome aumentava, mais furioso Acabe ficava.

A Bíblia conta que no terceiro ano de seca, Deus falou para Elias: “Vai e apresenta-te a Acabe e eu enviarei chuva sobre a terra

Havia um homem chamado Obadias, que era empregado de confiança de Acabe. O rei mandou Obadias andar pelos campos a procura de água para os animais beberem. Elias encontrou Obadias e lhe disse: “Vá falar ao seu rei que Elias está aqui”.

O rei Acabe ouviu o que Obadias disse. O rei tinha raiva de Elias. Elias tinha falado que não haveria chuva na terra e já estavam no terceiro ano de seca. Ele estava enfrentando o rei!

E não tinha medo do rei. Esperou o rei chegar e, quando o rei gritou, zangado: “É você mesmo, perturbador de Israel?

Elias respondeu e acusou corajosamente o rei: “Não tenho perturbado Israel. Mas você e a família de seu pai têm perturbado. Vocês abandonaram os mandamentos do Senhor. Vocês estão adorando Baal”.

O rei Acabe viu que não podia responder. Elias estava falando a verdade. Se Acabe quisesse chuva, tinha de escutar Elias.

Elias continuou: “Agora reúna todo o povo de Israel para encontrar-se comigo no monte Carmelo. E traga os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal mais os quatrocentos profetas de Aserá (Aserá era outra deusa que os pagãos adoravam) que Jezabel, sua mulher, sustenta”. E Acabe fez o que Elias mandou.

Foi chegando gente de todos os lugares do reino, sem saber o que iria acontecer. Será que Elias traria a chuva de volta?

Mas Elias queria primeiramente fazer uma coisa mais importante do que a chuva para aquela gente. Precisava mostrar que Israel estava servindo um deus que não era deus nada e que somente o Senhor podia fazer chover.

Elias estão disse ao povo: “Até quando vocês ficarão de um lado para outro? Se o Senhor é Deus, sigam-no; mas, se Baal é deus, sigam-no”.

O povo, porém, nada respondeu. Por causa da fome e do sofrimento, eles estavam prontos para escutar, mas por causa do pecado não conseguiam enxergar a verdade.

Elias, então, falou novamente: “Eu sou o único que restou dos profetas do Senhor, mas os profetas de Baal são 450 homens. Tragam dois novilhos (novilhos são bois bem novos).

Os profetas de Baal escolham um, cortem-no em pedaços e o ponham sobre a lenha, mas não acendam fogo nela. Eu prepararei o outro novilho, o colocarei sobre a lenha e também não acenderei fogo nela.

Então vocês pedirão ao seu deus, e eu pedirei ao Senhor. O deus que responder mandando fogo, esse é Deus”.

Então todo o povo disse: “O que você disse é bom”.

Elias ficou ali enquanto os profetas de Baal preparavam o sacrifício. Depois eles gritaram para o seu deus desde a manhã muito cedo até o meio-dia: “Ah, Baal, responde-nos! Ah, Baal, responde-nos!”.

E eles pulavam e dançavam em volta do altar deles. Mas não houve nenhum sinal, nem resposta.

Ao meio-dia Elias começou a caçoar deles. Ele dizia: “Gritem mais alto, já que Baal é um deus. Quem sabe ele está pensando, ou ocupado, ou viajando. Talvez esteja dormindo e precise ser acordado”.

Então os profetas de Baal começaram a gritar mais alto e a pular, pedindo ao seu deus que respondesse.

Até se feriam com espadas e facas, como era o costume deles. Passou o meio-dia e eles continuaram gritando e se ferindo até a hora em que era oferecido o sacrifício da tarde. O povo ficou só observando e esperando. E não veio resposta de Baal.

Então Elias disse para o povo: “Cheguem mais perto de mim”. O povo chegou mais perto e Elias foi preparar o sacrifício.

Primeiro ele consertou o altar do Senhor que estava estragado. Depois pegou doze pedras e com elas construiu um altar em honra do Senhor.

Colocou a lenha no lugar, cortou o novilho em pedaços e o pôs sobre o altar.

Depois fez uma grande valeta ao redor do altar e mandou as pessoas fazerem uma coisa esquisita.

Ele mandou que o povo levasse quatro jarros grandes com água e derramassem a água sobre o altar; mandou levarem água novamente e depois uma terceira vez. A água escorreu do altar e encheu até em cima a valeta que ele tinha feito em volta do altar. Quando pegasse fogo no altar ninguém poderia dizer que tinha sido por acaso.

O povo observava Elias. Ele ficou na frente do altar e orou: “Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, que hoje fique conhecido que Tu és Deus em Israel e que eu sou Teu servo e que fiz todas estas coisas por ordem Tua. Responde-me, ó Senhor, responde-me para que este povo saiba que Tu, ó Senhor, és Deus, e que fazes o coração deles voltar para Ti”.

De repente caiu fogo do Senhor e queimou completamente o novilho, a lenha, as pedras e o chão, e também secou totalmente a água que estava no buraco no chão.

Todo o povo viu o que aconteceu. Então todos se abaixaram com o rosto voltado para a terra e gritaram: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!”.

Depois Elias subiu até o alto do monte Carmelo, agachou-se até o chão e pôs o rosto entre os joelhos. E disse para o seu servo: “Vá e olhe na direção do mar”.

O servo olhou e disse: “Não há nada lá”. Elias disse: “Volte para ver”.

Na sétima vez que o servo voltou para ver, disse: “Uma nuvem tão pequena como a mão de um homem está se levantando do mar”.

Então Elias disse para o seu servo: “Vá dizer a Acabe: Prepare o seu carro e desça, antes que a chuva caia”. Enquanto isso, nuvens escuras apareceram no céu, começou a ventar e a chover forte. O povo se arrependeu e Deus os abençoou.

quarta-feira, setembro 03, 2008

"Salvai-vos desta geração perversa" - 3

3. Mas, o sermão de Pedro deu resultados – v. 37: “compungiram-se em seus corações. E perguntaram a Pedro... que faremos, varões irmãos? E disse-lhes Pedro: ‘Arrependei-vos, e a cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; porque a promessa vos diz respeito a vós e a vossos filhos, e a todos que estão longe, a todos quantos Deus nosso Senhor chamar’. E os exortava dizendo: Salvai-vos desta geração perversa”.

Arrependimento, segundo as Escrituras, envolve toda a pessoa: a mente, os sentimentos e a vontade. Intelectualmente reconhecendo a sua falta; quanto aos sentimentos, sentindo tristeza e vergonha pelo que fez de mau ou pela negligência em deixar de fazer o bem, e quanto à vontade, mudando de atitude, abandonando o pecado, passando a fazer o bem que Deus quer. Isso é arrependimento! É o mesmo que Paulo ensinou em 2Co 5.17: “Se alguém está em Cristo é nova criatura, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”.

Depois da conversão, ou novo nascimento, uma nova vida se inicia, com o crescimento espiritual que é a santificação operada pelo Espírito Santo. Em Fp 2.13-15 Paulo fala dessa completa transformação. Com ele mesmo foi assim. Fariseu zeloso, rejeitava Cristo, perseguia ferozmente os cristãos; ouviu a pregação de Estevão antes de Estevão ser apedrejado com o consentimento dele. Dirigia-se, mais tarde, a Damasco para prender cristãos, quando Cristo falou com ele. Converteu-se! Três dias depois estava sendo batizado, ali mesmo começou a pregar o Evangelho e passou de perseguidor a perseguido; tornou-se o grande apóstolo Paulo.

Conheci pessoalmente Narciso Lemos. Foi cangaceiro do bando de Lampião. Em sua vida de crimes matou pelo menos 14 pessoas! Após a morte de Lampião veio para Santos e continuou sua vida de crime. Um dia se encontrou casualmente com um ex-companheiro de cangaço e convidou-o a cometer assaltos juntos, mas o amigo lhe contou que agora era crente em Cristo; sentiu ódio. O amigo o convidou para ir à sua Igreja naquela noite. Ele aceitou o convite e planejou matar o ex-companheiro no caminho, em Vicente de Carvalho, entre Santos e Guarujá. Chegou à Igreja, ouviu o sermão, converteu-se! Tornou-se colportor (vendedor de Bíblias e livros evangélicos). Por onde ia dava seu testemunho. Sua vida é contada no livro “Por que deixei a indústria do crime”, escrito pelo pastor batista Erodice de Queiroz.

Conclusão: Creio que é o caso de cada um de nós reexaminar a sua vida. Você já se converteu? Como está a sua comunhão com Deus? Você ora, lê a Bíblia? Sempre, ou de vez em quando? Como está sua participação na Igreja de Cristo, você é freqüentador da Igreja, ou é participante? Como está sua vida particular? Como está sua família, você está realmente cuidando dela, evangelizando os filhos, protegendo-os? Que lugar Cristo tem em sua vida? Você é cristocêntrico, ou egocêntrico? Você “faz média” com o mundo, ou reage como um bom cristão? Cristo adverte no Sermão do Monte: Mt 7.21-27: “nem todo o que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em Teu nome? e em Teu nome não expulsamos demônios? e em Teu nome não fizemos muitas maravilhas?’ E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniqüidade”.

Arrependei-vos... salvai-vos desta geração perversa. Amém.

sexta-feira, agosto 29, 2008

"Salvai-vos desta geração perversa" - 2

2. Voltemos às palavras de Pedro: “Salvai-vos desta geração perversa”. O máximo da perversão foi rejeitar a Cristo e pedir a Sua crucificação. Mas todo tipo de pecado existia entre o povo naqueles dias. Citemos alguns: o pecado íntimo da hipocrisia; Cristo denunciou-o quando repreendeu “escribas e fariseus hipócritas”, líderes religiosos, meros profissionais que tinham o coração longe de Deus; o pecado da avareza e amor ao dinheiro; prostituição, adultério, indiferença diante das necessidades do próximo e negando-lhe o socorro, e tantos outros tipos de pecado.

Todos estes existem abundantemente na sociedade de hoje, além de formas novas de pecar: pedofilia, que está se tornando moda, prática comum, contrabando, crime organizado, utilizando todos os recursos da moderna tecnologia, tráfico de drogas, desenfreada corrupção de políticos e até de juízes. E o pior: o mundo quer tornar tudo isso normal, aceitável, e quer impô-lo até às Igrejas; por exemplo, considerar crime de discriminação o repúdio ao homossexualismo e lesbianismo mencionados e condenados em Rm 1; prostitutas e prostitutos agora são chamados “trabalhadores do sexo”, com direito a aposentadoria! A tudo isso soma-se o descrédito e desprestígio da família instituída por Deus, quando se substitui o casamento pelo concubinato irresponsável, quando se tolera e quer se impor a união legal de homossexuais e lésbicas com direito de adotar filhos! Os deuses deste século são: Eros e Afrodite (do amor sensual), Mamon (da riqueza) e Marte (da guerra e violência).

E qual é o resultado de tudo isso? Um mundo cada vez mais injusto e violento, riquezas imensas acumuladas, de um lado, e miséria de outro lado; terrorismo internacional, crianças abandonadas desde recém-nascidas até a adolescência; prisões abarrotadas sem nenhum trabalho eficiente para reeducar e recuperar os condenados, enquanto que aqueles que roubaram muito permanecem impunes. Até o nosso planeta Terra está ameaçado de destruição pela maldade e imprevidência do homem. Nos meus 81 anos de existência nunca vi tanta decadência moral, com a televisão e a mídia em geral a serviço da imoralidade, apresentando como bom e natural aquilo que é aberração e pecado!

Mas o pior de tudo é o mundo invadindo a Igreja! Digo isso com convicção e muita tristeza, embora isso não seja novidade. Nas sete cartas de Cristo às Igrejas, no Apocalipse, só duas não receberam reprimendas do Senhor; as demais foram repreendidas por deixarem o primeiro amor a Deus e aos irmãos, infidelidade doutrinária com a conseqüente fraqueza moral, tolerância com a prostituição, morte e frieza espiritual, mornidão espiritual, falta de zelo com as coisas de Deus.

Pois tudo isso está acontecendo na Igreja hoje: igrejas deixando a evangelização e o ensino correto para se transformarem em “clubes religiosos”, mercenarismo em lugar de exercício sério dos ministérios dados por Deus; pastores profissionais e ambiciosos, presbíteros que pensam ser “donos da igreja”, diáconos que não exercem o ministério da caridade cristã e se transformam em simples “porteiros da igreja”; crentes “igrejeiros” freqüentadores da Igreja mas que não são “sal da Terra e luz do mundo”, porque não vivem em comunhão com Deus, sob a direção dEle.

quinta-feira, agosto 21, 2008

"Salvai-vos desta geração perversa" - 1

SALVAI-VOS DESTA GERAÇÃO PERVERSA” - Atos 2.14-41

Exórdio – Esta é a peroração do sermão de Pedro a uma multidão. Logo após o “batismo com o Espírito Santo” prometido por Cristo (At 1.8), ocasião em que cerca de 120 pessoas foram cheias do Espírito Santo, começaram a falar em “outras línguas”, sendo ouvidas por mais de 3.000 pessoas de diversas procedências (cerca de 14 nações e diferentes idiomas) o assunto não foi outro senão a mensagem evangélica, de salvação mediante o sacrifício de Cristo e a fé nEle.

Muitos não entenderam o que se passava e atribuíram à embriaguez o fato de ouvirem os galileus falando outras línguas que eles não entendiam. Então Pedro, sempre afoito, tomou a palavra e explicou o que se passava (At.2.28-29) – era o cumprimento da promessa feita por Deus por meio do profeta Joel (2.28-29), promessa repetida por meio de João Batista (Mt 3.11) e pelo próprio Cristo (At 1.4, 5 e 8).

Pedro, então, recordou os fatos acontecidos há pouco mais de 50 dias: condenação, crucificação e ressurreição de Cristo. Muitos creram na palavra de Pedro, que encerrou seu discurso com a exortação “Salvai-vos desta geração perversa”.

Realizada por Deus a missão de Cristo, cabia à humanidade, aos que cressem, libertarem-se da incredulidade e dos maus costumes da sociedade humana pervertida. Acreditar – uma atitude apenas mental – mas continuar na mesma vida de pecados, não salvaria ninguém. “Salvar-se” era e é a mudança completa, a conversão: passar da incredulidade cega para a crença esclarecida e inteligente em Deus e Seu Filho, Cristo; é mudança radical de estilo de vida – de vida dominada pelo pecado, para a vida em busca constante de santidade e retidão.

Essa mensagem de Pedro é de atualidade impressionante para os nossos dias.

Vamos analisá-la.

Tema – “Salvai-vos desta geração perversa”.

1) As palavras “salvai-vos” são um alerta para quem está perdido mas poderá salvar-se. Segundo as Escrituras, Deus criou o ser humano “à Sua imagem e semelhança”, portanto capaz de ser plenamente correto, sem defeito, mas livre, inclusive para tornar-se mau. Diz Eclesiastes 7.29: “Deus fez o homem bom, mas eles buscaram para si muitas invenções”.

O pecado, que começou com Adão e Eva, progrediu de tal maneira que o ser humano se tornou inteiramente corrompido – Gn 6.5: “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra,e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”. Desse modo estaria perdido para sempre a menos que reagisse e obedecesse a Deus como fez Noé com sua família; o destino dos demais foi a destruição pelo dilúvio. Outro exemplo da perdição em que esteve o povo foi a destruição de Sodoma e Gomorra – Gênesis, capítulos 18 e 19.

Mas em Sodoma Deus providenciou a salvação de um justo com sua família, Ló, sobrinho de Abraão.

Abraão foi habitar em Canaã, onde estavam os cananeus, povo mau em todos os sentidos, que deveria ser destruído completamente nos dias de Josué.

A salvação, porém, oferecida de graça por Deus, continuou a ser oferecida para quem quisesse recebê-la pela fé, como foi com Abraão – Gn 15.6: “Creu Abraão em Deus e isso lhe foi imputado como justiça” e Rm 4.3-5: “Que diz a Escritura? ‘Creu Abraão em Deus e isso lhe foi imputado como justiça’. Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas àquele que não pratica, mas crê nAquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”. É absolutamente necessário não nos deixarmos influenciar e contaminar pelo mundo. Rm 12.2: “Não vos conformeis com este mundo”, isto é, não tomeis a forma “deste mundo”.