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terça-feira, julho 06, 2010

O Hedonismo

O HEDONISMO E SUAS CONSEQUENCIAS

Hedonismo é a “filosofia do prazer”. Seu principal representante na Grécia antiga foi Epicuro. Por isso os hedonistas são também chamados epicureus.
Essa filosofia é referida rapidamente nas Escrituras, em Rm 16.17 e 18 - “E rogo-vos, irmãos,que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina que aprendestes; desviai-vos deles. Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas só ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos símplices”. E em Fp 3.19: “Porque muitos há dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo. Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre; e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas”. É a mesma filosofia do prazer denunciada por Paulo em Rm 1.22-27: “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem do homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Pelo que também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais à criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural no contrário à natureza. E semelhantemente. também, os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
É a busca insaciável do prazer carnal, desde o comer e beber, até o prazer do sexo anti-natural. “Pecam contra si mesmos”.
O comer e beber pelo prazer leva à obesidade mórbida e à embriaguez; a libertinagem sexual leva à destruição do caráter, do amor próprio, à gravidez indesejada e suas consequências; leva às doenças venéreas, inclusive à sífilis e à Aids.
Entretanto, o hedonismo é a filosofia mais difundida e estimulada nos dias de hoje. Basta chegar a uma banca de jornais e observar as capas de dezenas de revistas – a pornografia é evidente; os filmes, as novelas em geral, são um estímulo constante à libertinagem sexual. Oferecem o que agrada “a carne”, o ventre.
As consequências maiores são trágicas: violências sexuais, estupros, prostituição infantil, concubinato substituindo o casamento sério, honesto, e responsável; incesto, prostituição e adultério.
Tudo isso destrói não só os corpos e a saúde física, mas também o caráter das pessoas, a começar pela baixa auto-estima. No íntimo as pessoas viciadas em sexo sabem que são desprezíveis, pois a consciência moral – característica do ser humano – as acusa (Rm 2.14-15: “Quando os gentios, que não têm Lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da Lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os.”).
As consequências sociais são terríveis: as crianças abandonadas pelos pais e mães que não as desejavam, são presas fáceis dos corruptores de toda espécie. Homens e mulheres que se entregam aos vícios e a toda espécie de corrupção. Então nos surpreendemos quando ficamos sabendo do tráfico de toneladas de tóxicos, do tráfico internacional de mulheres, da pedofilia praticada até por “religiosos”, de quadrilhas formadas por políticos de todos os níveis, da sociedade consumista que esbanja imensas quantias em frivolidades, desde as modas até o luxo com cachorros, consomem fortunas enquanto crianças e jovens vivem e morrem em extrema miséria.
A inversão de valores é o pecado generalizado. Poucos são os que pensam nos valores morais e espirituais. E sem esses valores reconhecidos e colocados no topo de todos os valores, a sociedade humana se amesquinha, se animaliza e se destrói. O progresso das ciências, como a surpreendente tecnologia de hoje, não está voltada para o bem comum – de todos – mas só para o conforto e diversão de uma elite.
E uma realidade assusta hoje: nosso planeta está em perigo de destruição pelo próprio ser humano.
Tudo isso por que?
O homem – a humanidade – é cada vez mais materialista, e apesar de toda sua religiosidade, ignora a realidade de Deus com a Lei que Ele nos deu, resumida nos “Dez Mandamentos” que são de uma incomparável profundidade moral, espiritual e filosófica.
De modo geral, hoje, quando as pessoas nos ouvem falar de Deus e Seus mandamentos, rejeitam tudo como algo antiquado, sem sentido, e até como burrice.
Entretanto, Deus nos deu a Sua Lei assim como o inventor ou o fabricante de uma máquina preciosa e delicada, como o elevador ou o avião: ensina os cuidados a tomar, excessos a evitar, o uso correto, para o bem e a segurança dos próprios usuários.
Em Dt 6.1-7, diz: “Estes,pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor vosso Deus para se vos ensinar, para que os fizésseis na terra a que passais a possuir: para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os Seus estatutos e mandamentos, que Eu te ordeno, tu e teu filho e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados. Ouve, pois, ó Israel, e atenta que os guardes para que bem te suceda e muito te multipliques. Como te disse o Senhor Deus de teus pais, na terra que mana leite e mel. Ouve, Israel, o Senhor teu Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma e de todo o teu poder. E estas palavras estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.
Em Dt 10.12-13 diz: “...que é o que o Senhor teu Deus pede de ti, que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os Seus caminhos, e O ames, e sirva ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração... para guardardes os mandamentos do Senhor, e os Seus estatutos, que hoje te ordeno, para o teu bem?
Você quer que tudo melhore em sua vida? Comece pensando sobre tudo isto, e a obedecer a “Lei do Senhor” escrita em seu coração, isto é, em sua consciência. É o que diz Rm 2.14-15: “Os que ouvem a Lei não são justos, mas os que praticam a Lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não têm Lei , fazem naturalmente as coisas que são da Lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei. Os quais mostram a obra da Lei escrita em seus corações”.
Você é um cristão? Então responda com sinceridade para você mesmo: é um cristão de fato e de verdade? Ou é um “cristão nominal”, que “faz média” com o mundo?
Nesse caso, não deixe para depois, tome a decisão: seja um cristão fiel, de fato e de verdade, conforme Rm 12.1-2: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. E diga como o salmista no Salmo 119.97: “Oh! Quanto amo a Tua Lei”.

terça-feira, junho 22, 2010

A Comunicação na Vida do Casal (um estudo inacabado)

Vós, maridos, coabitai com elas (esposas) com entendimento.” “Vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres”. Aí estão o texto de 1Pe 3.7 nas traduções de Almeida (corrigida) e NVI. Ambas estão corretas, com palavras diferentes.
A primeira diz: “com entendimento”. Por que?
Entendimento é acordo, assentimento. Quando não há entendimento há desentendimento, conflito.
Entendimento ajuda a aperfeiçoar o amor; desentendimento e indiferença levam ao desamor. Não há como disfarçar; qualquer dos dois traz o esfriamento e esfriamento traz separação.
Há muitos motivos ou ocasiões de desentendimento na vida de um casal; geralmente, diferenças:

l. de temperamentos;
2. de costumes;
3. de educação;
4. de opiniões e conceitos;
5. de religião;
6. de conceitos de vida cristã, além de:
7. importância dada ao dinheiro;
8. vida sexual do casal;
9. a educação dos filhos; e
10. relacionamento com os pais e sogros.

1. Temperamentos: sanguíneo, colérico e fleugmático. Temperamento não muda jamais; perca a esperança! Mas o temperamento, seja qual for, pode e deve estar sob controle - é o “domínio próprio”, longe de extremos e excessos (Gl 5.22). Duas pessoas viverão bem, tanto como amigo, companheiros de trabalho ou marido e mulher, se um respeitar a maneira de ser do outro, inclusive do seu temperamento; não tentando mudá-lo, mas adjudando-o a evitar os excessos causados pelo temperamento, seja o colérico, o sanguíneo, ou o fleugmático.
2. Costumes são adquiridos pela prática continuada na educação, ainda na infância, no trabalho, no estudo ou qualquer outra atividade. São os hábitos. Há aqueles que são bons e nos ajudam a fazer com facilidade aquilo que para outros é difícil; mas há também os hábitos prejudiciais que devem ser mudados. Nisso também podemos ajudar-nos como companheiros de estudo, de trabalho, amigos ou cônjuges.
3. Educação. São as “boas maneiras” que variam de família para família, de povo para povo. Quando um percebe que suas maneiras chocam o outro, convém evitá-las para não se tornar desagradável.
4. Opiniões e conceitos. Aí está um campo em que é mais difícil alguém mudar, mas se tivermos humildade para reconhecer que somos falíveis, e que nossos conceitos e opiniões podem estar errados ou podem ser melhorados, conseguiremos as mudanças que forem necessárias ou, pelo menos, razoáveis. É com o diálogo amigo que podemos mudar ou ajudar o outro a mudar, mesmo no campo moral e religioso. Em alguns desses conceitos temos que ser intransigentes conosco mesmos, mas ao mesmo tempo temos que ser compreensivos e tolerantes com os outros.
5. Quanto ao dinheiro e seu lugar em nossa vida, precisamos ter sempre em mente aquilo que é necessário e justo, e aquilo que é supérfluo e até injusto. A boa mordomia cristã é que nos ajudará a administrar bem o dinheiro para nosso próprio bem e da família, e também em favor do próximo. Nada de “gastança”, nem de avareza, de desperdício e de egoismo, mas convém lembrar sempre que “todo o ouro e toda a prata” pertencem a Deus, sendo nós os mordomos a quem Ele confiou a guarda e administração desses bens.

(estudo inacabado)

sexta-feira, abril 30, 2010

Autor desconhecido

ORAÇÃO PELA FAMÍLIA
Que nenhuma família comece em qualquer de repente,
Que nenhuma família termine por falta de amor.
Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente
E que nada no mundo separe um casal sonhador.
Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte,
Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois.
Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte.
Que eles vivam do ontem, no hoje, em função de um depois.
Refrão:
   Que a família comece e termine sabendo onde vai
   E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai.
   Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
   E que os filhos conheçam a força que brota do amor.
   Abençoa, Senhor, as famílias, amém!
   Abençoa, Senhor, a minha também!
Que marido e mulher tenham força de amar sem medida.
Que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão.
Que as crianças aprendam no colo o sentido da vida.
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão.
Que marido e mulher não se traiam, nem traiam os filhos.
Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois.
Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho
Seja a firme esperança de um céu, aqui mesmo e depois.

terça-feira, abril 27, 2010

Um estilo de vida simples

A expressão acima se encontra na Declaração feita no Congresso de Evangelização de Lausanne, e expressa o pensamento bíblico de que Deus criou o ser humano para viver bem, com dignidade e fartura (Ec 5.18-19), como foi no Éden e não em pobreza nem em ostentação de riqueza e egoismo. Para isto é necessário que todos, como cristãos, vivamos um "estilo de vida simples".
No mundo cada vez mais materialista, que acompanha o progresso do pecado, é que existe a desigualdade pecaminosa e degradante entre a situação econômica de pessoas com excessiva riqueza acumulada e muitas outras com escassez, pobreza e miséria.
O capitalismo selvagem consagrado pela sociedade consumista e a globalização da economia (riqueza de um lado e miséria do outro), está em aberto conflito com todo o ensino bíblico sobre o uso correto da riqueza dos bens que Deus colocou no mundo, dos quais Ele é o Senhor; e nós, seres humanos, somos os mordomos. Nenhum de nós é o dono de alguma coisa.
Em clara revolta contra Deus, um homem quer dominar e explorar outros. Então surgem os dominadores, bem como as nações dominadoras; seus recursos são a força, a injustiça, a corrupção e toda sorte de impiedade.
Nesse mundo mau, posto no maligno, o cristão tem que se portar com altivez, como um revolucionário, vivendo de acordo com os princípios bíblicos, não se deixando levar e guiar pelos padrões que o mundo quer impor.
Assim será "no campo espiritual" - em que temos que adorar e servir ao único Deus e Senhor - o Pai, o Filho e o Espírito Santo; "no campo moral", não nos permitindo práticas e costumes pagãos, mas observando rigorosamente a Ética cristã resumida nos 10 mandamentos. Assim, na "vida de cada dia" temos que observar o ensino bíblico sobre o trabalho, o respeito ao ser humano, e o uso correto dos bens materiais, bem como das capacidades que Deus nos deu.
Todo ser humano tem direitos e deveres. Todo aquele que cumpre seus deveres é recompensado por Deus. Todos tem direito à vida, ao trabalho, à saúde, ao bem estar com sua família. O fruto do pecado é a preguiça, a negligência, o amor aos dinheiro, a ganância e toda sorte de corrupção. As consequências são a pobreza e a miséria. Muitos são pobres e miseráveis por sua própria culpa; outros são muito ricos por causa do mau uso de suas capacidades e de sua falta de escrúpulos. O pecado, tanto de uns como de outros, resulta em pobreza e miséria.
Nós, cristãos, igualmente temos os mesmos direitos ao uso dos bens materiais, mas ninguém tem o direito de acumular "bens mal adquiridos" - Hc 2.9 - nem o direito de usar egoisticamente até mesmo os bens adquiridos com o trabalho honesto, porque até de todos esses somos apenas os mordomos; Deus é o dono deles - Sl 24.1.
Assim é que, se Deus nos dá inteligência, saúde, capacidade profissional e trabalho, e progredimos financeiramente, não temos o direito de gastar excessivamente conosco mesmo, esbanjar riquezas, enquanto outros passam privações. De outro modo, corremos o risco de transformar-nos no "rico" da parábola do rico e do Lázaro - Lc 16.19-21.
A medida justa ensinada por Deus é o "estilo de vida simples" exposto por Paulo em 1Tm 6.7-8: "Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele" (citando Jó 1.21 e Ec 5.15) e prossegue "Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes".
Ostentação de riqueza é pecado; desperdício é pecado, bem como o acúmulo egoísta da riqueza. Toda a riqueza que possamos ter deve ter uma aplicação social também e não só individual e familiar.
Não temos que, obrigatoriamente, vender o que temos e dá-lo aos pobres, mas temos que ter o mesmo sentimento de solidariedade de Barnabé e dos cristãos primitivos, exposto em At 4.32: "E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns", e nos versículos. 34 e 35: "Não havia, pois, entre eles, necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se por cada um, segundo a necessidade que cada um tinha".
Não basta ser dizimista. Deus não é Senhor só do dízimo, é Senhor dos 100%. Em Ml 3.8, Deus fala de "dízimos e ofertas". Temos que administrar criteriosamente os 90% que ficam em nossas mãos, e desses 90% devem sair as nossas ofertas, dadas por amor ao próximo, não por obrigação nem com avareza - 2Co 9.5-11. E em 2Co 8.14, falando ainda sobre as ofertas: "Neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros, para que também a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade". Essa igualdade consistirá, não em todos serem igualmente ricos ou pobres, mas em todos terem "o sustento e com que nos cobrirmos".
Temos feito isso? Por que há cristãos muito ricos e cristãos vivendo "abaixo da linha de pobreza"? Todos os cristãos estão trabalhando diligentemente, ou há os displicentes? Todos estamos satisfeitos com “o sustento e com que nos cobrirmos", ou estamos sempre querendo mais, embora sejamos membros de um povo carente, que precisa de nossa solidariedade? Temos sido solidários com os irmãos pobres?
É pensando em tudo isso que estamos conclamando os irmãos a unirmos esforços e recursos para socorrer adultos e crianças nossos irmãos que passam grandes necessidades.
Temos um plano. Una-se a nós.

sexta-feira, março 05, 2010

Reflexões políticas antigas (?) - 2

BANDIDOS NOS LEGISLATIVOS

A deterioração dos costumes no meio político da Nação Brasileira chega ao auge com a participação de criminosos comuns em vários dos parlamentos do país, desde as Câmaras de Vereadores até o Senado.
Como conseguiram chegar até lá? Graças a leis mal feitas pelo Poder Legislativo dos 3 níveis, que não exigem prova de idoneidade moral para que um cidadão se torne candidato. Eleitos, são empossados por mais sérias e graves que sejam as denúncias contra eles. Com exceção dos vereadores, os demais passam a ter imunidades parlamentares, isto é, só podem ser processados, até por crimes comuns praticados antes de serem parlamentares, se os seus “pares” o permitirem e tradicionalmente não o permitem. Há duas semanas a Câmara dos Deputados negou licença ao Judiciário para processar dezenas deles. É a impunidade, pura e simples. Corporativismo versus decência !
Hoje temos muitos parlamentares e membros do Executivo envolvidos, claramente, no “crime organizado”: máfias dentro dos 3 Poderes!
Ou as autoridades dos 3 Poderes reagem para porem cobro a essa situação, ou o caos virá numa nova “Queda da Bastilha”. Não duvidem!

IGREJA S.A.

Lembro-me muito bem de uma reportagem do “O Estado” sob o título acima. Mostrava como a “Igreja” era (e continua sendo) dona de um imenso patrimonio imobiliário dentro de São Paulo, além de todos os seus templos, em todo o país.
Mas apesar disso, até para reformar a Catedral, “precisa” de subvenções e doações que saem, todas, do bolso do povo.
Teria todo aquele patrimônio imobiliário sido vendido e o reultado doado aos Movimentos dos Sem Terra, Sem Teto, Sem Nada, e obras sociais? Ou simplesmente o patrimônio cresce cada vez mais?
Gostaria que “o Estado” pesquisasse e fizesse nova reportagem, abrangendo outras “Igrejas-Empresas”, como foi da outra vez. A Nação está precisando conhecer isso.
Será muito bom que, mais uma vez, se denunciem os interesses financeiros como a verdadeira motivação para certos movimentos religiosos. Eles afrontam o verdadeiro espírito evangélico.

O FEMINISMO E O VALOR DA MULHER

Poucos movimentos têm sido tão infelizes e falhos na busca de seu alvos como o Movimento Feminista.
Inicialmente, há 50 anos, procurando eliminar as injustiças praticadas contra as mulheres, combatendo os equivocados “privilégios masculinos”, o Feminismo, em lugar de conseguir uma conduta moral melhor dos homens, foi propiciando às mulheres o “direito” equivocado de praticar os mesmos desvios morais dos homens. Conseguiu-se um nivelamento “por baixo”.
Ao lado da conquista de reais direitos ao estudo, à realização profissional, aos direitos políticos e outros, as mulheres foram conquistando o “direito de errar”. Culminam as suas conquistas, com a liberação sexual - que nunca foi um direito dos homens, mas uma de suas aberrações. E o resultado é que talvez nunca a mulher foi tanto “mulher-objeto” como é nos dias de hoje. Nunca os homens usaram tanto as mulheres como hoje, e nunca as mulheres serviram tanto os homens como hoje, com a diferença que agora elas o querem.
A menos que o Movimento Feminista tome outro rumo, a mulher de modo geral perderá toda a sua dignidade, na ânsia de igualar-se ao homem, em vez de batalhar para que o homem tenha conduta mais digna.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Reflexões políticas antigas (?) -1

(Algumas reflexões políticas em agosto de 2001)

O BRASIL NÃO TEM JEITO

Parece que estamos no fundo do poço. Não consola nada lembrar que a crise é internacional. Aqui entre nós é crise econômica, institucional - com a briga entre os 3 Poderes - crise na educação, no sistema carcerário, na saúde, etc., tendo como causa comum a maior de todas, a crise moral. Falta civismo e vergonha na cara por toda parte.
A diferença entre os ladrões comuns - desde os “pés de chinelo” até os de “colarinho branco”, incluindo altos funcionários e políticos; e até juizes com superfaturamentos por toda parte, em construções faraônicas, gasto de milhões de reais com mobiliário para o judiciário - é apenas de classe social.
Todos esses personagens desonestos - maus brasileiros - são ladrões e não há penitenciárias suficientes para recolher todos. Seria necessário antes um judiciário competente e eficiente para condená-los. Mas, necessário, mesmo, é recuperar todo o dinheiro roubado da nação.
O que é que pretende a imensa “Máfia Brasil”? Parece que estão desafiando a sorte, com sua orgia de imoralidades.
O Brasil não tem jeito. Maldita é a nação cujo Deus não é o Senhor!
O Brasil deixou de ser “o país do futuro” e agora é “um país sem futuro”.
Há, certamente, brasileiros honestos que não se corromperam, embora uma pequena minoria. Cabe-nos reagir e agir como fermento, como “sal e luz” nesse Brasil às escuras, em acelerado processo de decomposição. Esse é o papel dos brasileiros de brio.

JOGO DE EMPURRA

Já é frequente o Executivo se queixar do Legislativo, e este do Executivo. Mas agora também os 3 Podres se queixam e acusam uns aos outros, e já não se pode confiar em nenhum.
Nestes últimos tempos tudo isso está acontecendo. Na realidade, nenhum dos 3 Poderes está servindo a Nação como devia. Qual é o mais negligente e corrupto, é difícil ao cidadão comum saber.
Melhor seria cada um por-se em brios. O Presidente deixar de ser tímido diante dos grandes e usar a força moral que as eleições lhe deram; o povo quer que “puxe as orelhas” de quem o merece mas parece faltar-lhe coragem para isso. Os membros do Legislativo deixarem de ser gananciosos por dinheiro, trabalharem mais e melhor, pondo de lado o corporativismo; deixarem de dar cobertura a seus membros criminosos e entregá-los à Justiça, sem nenhuma demora. O Judiciário, que é o mais apto para perceber as imperfeições das leis, assessorar o Legislativo para que elas sejam melhores. Os juizes deixarem de ser cegos que só sabem ler a letra da lei, e se lembrar de que as leis têm um espírito e existem para benefício da Nação, e defender o Bem Comum - não interesses pessoais. As leis não são um fim em si mesmas.
Os Três Poderes não têm direito de fazer o “jogo de empurra”. Trabalhem!

JUSTIÇA CEGA

É impressionante ver como grandes criminosos punidos por alguns juizes, em seguida conseguem “liminares” de juizes e tribunais superiores; ver juizes determinando “indenizações” mais do que fabulosas e estas sendo alvo de recursos desesperados por quem tem de pagar tais absurdos, geralmente governos, ou melhor, o povo que paga impostos.
Na realidade existem: a indústria das liminares, das reclamações trabalhistas, das indenizações por acidentes do trabalho, idem por desapropriações - que acabam por dar origem aos famosos precatórios. Tudo passando por mãos de juizes que julgam com base na letra das leis, ignorando o espírito ou objetivo último da Lei, o Bem Comum
Se a Lei é cega, isso não significa que os juizes têm que ser estrábicos, míopes e cegos. Ou estão interessados na injustiça?

(continua)

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Boa Viagem!

(O texto abaixo foi escrito para ser distribuído na forma de folheto, pelos membros das Igrejas Presbiterianas em Osasco e Carapicuíba - SP, entre passageiros de trem e ônibus, por ocasião das férias escolares, há muitos anos.)

Passageiro amigo,

Você vai viajar e está cheio de expectativas: rever amigos, realizar negócios, conhecer novos lugares ou divertir-se.
A Bíblia fala de nossa vida na Terra como algo que um dia terminará, como uma viagem. No Salmo 90, ela fala da vida como um conto ligeiro... “pois passa rapidamente e nós voamos”.
Mas a Bíblia também afirma que a morte, na Terra, não é um ponto final da existência humana; fala da vida após a morte - ou num lugar excelente - o Céu- ou em um lugar de tormento. Ambos são definitivos.
Quem realiza uma viagem no mundo, prepara-se e prepara tudo o que é necessário para sair-se bem. Não pode enganar-se nem esquecer, pois isso pode tirar todo o proveito da viagem.
Soube de um caso interessante: uma senhora queria viajar para Guaratinguetá, no estado de S. Paulo. Alguns abreviavam o nome da cidade e falavam apenas “Guará”, inclusive aquela senhora. Na estação pediu e comprou passagem para Guará - que é outra cidade, muito distante e diferente daquela que ela desejava ir. Quando o trem chegou é que ela descobriu o engano: tomara o destino completamente errado. Cuidado para que coisa semelhante não lhe aconteça na viagem sem retorno de nossa vida no mundo.
No fim da viagem da vida aqui na Terra, chegaremos ao nosso destino eterno. Não poderemos mais mudar nem retornar. Cada um de nós precisa providenciar agora o que é necessário para ser bem sucedido.
Se alguém quer viajar para o Céu tem que ter a passagem certa que o leve para lá: a fé em Jesus Cristo e nEle somente. “Quem ouve a Minha palavra e crê... tem a vida eterna” (Evangelho de João 5.24). Isto implica em ter-se convertido, ter nascido de novo e ser uma nova criatura, gerada pelo Espírito Santo, de modo que queira de fato abandonar toda forma de pecado. Em 2 Coríntios 5.17, Paulo ensina: “Se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas velhas passaram, tudo se fez novo”.
Você já recebeu a Cristo como seu Senhor e Salvador, tem se convertido e transformado em nova criatura? Isso é que é necessário!
Cuidado! Não compre passagem errada! Não embarque na condução errada, que o levará ao destino que você não quer. Existem pessoas e até igrejas querendo impingir-lhe o erro trágico!
Jesus Cristo diz: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (Evangelho de João 14.6). “Se alguém não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Evangelho de João 3.3). Não aceite um outro evangelho de salvação por obras ou reencarnação ou qualquer outro atalho enganoso.
Boa viagem! E até nosso encontro no Céu!

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Ciência, Religião e Filosofia

São três campos distintos e inter-relacionados do conhecimento humano; relacionam-se entre si, tanto quanto as áreas ou realidades em que vive o homem: o mundo material, o mundo das ideias e pensamentos, e o mundo espiritual.
Assim como o cérebro, formado de matéria - átomos e células - é o instrumento da inteligência racional do ser humano, assim também o corpo, incluindo o cérebro e a capacidade de raciocínio do ser humano, é instrumento da alma espiritual do ser humano.
Três campos distintos e intercorrentes do conhecimento do ser humano, a Ciência, a Filosofia e a Religião necessariamente existem e agem com instrumentos e métodos diferentes.
A Ciência está no campo da experimentação e da prova; a Filosofia está no campo da razão e do raciocínio lógico e transcende o campo da Ciência. Ela não tem que provar a existência real da ideia e do pensamento; ela lida com essas duas realidades, assim como a Ciência não tem que provar a existência da matéria, mas lida com ela.
A Religião está no campo da fé, daquilo em que o homem crê; não ignora nem pode ignorar a realidade da matéria, nem o conhecimento que a Ciência nos dá. A Religião não prescinde da Ciência; ao contrário, pode e deve usar as informações que a Ciência lhe dá, e também os recursos que a Filosofia nos oferece.
Assim como a Filosofia transcende o campo da Ciência, também a Religião transcende o campo de ambas.
Qualquer delas pode afirmar e ensinar verdades preciosas e incontestáveis. Mas qualquer delas pode incorrer em erros e excessos.
A Ciência tem se contraditado através dos séculos. Desde a afirmação de que a Terra é plana, até o conhecimento da amplitude do Universo. Modernamente, devido a seus próprios recursos cada vez mais precisos, a Ciência de uma década contradiz a Ciência da década anterior, numa prova cabal de que está sujeita a erro. O que afirma hoje pode ser negado amanhã.
A Filosofia, campo das ideias, apresenta, não só em diferentes fases da História, mas até concomitantemente, ideias, conceitos e pensamentos inteiramente contrários entre si. Mas a Filosofia é preciosa para alargar o campo do conhecimento humano, e para ensinar o homem a pensar.
A Religião é o campo em que as posições mais se chocam, na medida em que as pessoas religiosas ignoram as informações dadas pela Ciência e pela Filosofia. O religioso deve crer sem desprezar sua capacidade de pensar, para não crer em absurdos. Ao mesmo tempo, não pode crer só naquilo que a Ciência pode comprovar.
Erra o religioso quando quer negar a afirmação do cientista sem ter os recursos de experimentação e prova que este possui. Erra o cientista quando invade o campo da Filosofia ou o campo da Religião para contraditar crenças ou verdades que não são cientificamente demonstráveis. E erra o filósofo quando também invade o campo alheio da Ciência ou da Religião.
Os três campos do pensamento humano são admiráveis e precisamos aprender com todos eles. É necessário, porém, o uso do bom senso para que os limites de cada um seja respeitado, e nem cientista, nem filósofo, nem religioso façam afirmações irrazoáveis, insensatas e nocivas.
As Escrituras Sagradas dizem em Hebreus 1.1-2: “A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem. Pela fé entendemos que os mundos foram criados”. Nem sequer pretendem provar que os mundos foram criados, pois não tem como fazê-lo, do mesmo modo que o cientista não tem como provar o contrário. As mesmas Escrituras não negam as coisas que se veem, mas denunciam a falsamente chamada ciência (1 Timóteo 6.20), a ciência do cientista que erra porque sai do seu campo de observação, experimentação e prova.
Para concluir estas considerações: Ciência, Filosofia e Religião coexistem há séculos. O melhor dos cientistas pode ser um grande religioso, como foi Isaac Newton, e têm sido grandes cientistas da atualidade. O mais profundo teólogo pode e deve ser também um profundo conhecedor e admirador da Ciência e da Filosofia. E assim também pode o bom filósofo ser um fervoroso cristão e profundo conhecedor da Ciência.
É uma falácia insensata pretender o cientista combater a fé no espiritual e eterno, pois isso está fora de sua alçada. Isto tem acontecido mais vezes do que o religioso e o filósofo indevidamente contraditarem a Ciência verdadeira.
Há, até, um esforço de cientistas – como Richard Dawkins - para provar que a fé religiosa é vã. Um erro tão insensato como seria o do religioso fanático que ignorasse a Ciência e pretendesse negar o seu valor.
Temos que dar graças a Deus que nos fez de matéria, mas nos fez racionais e nos deu uma alma espiritual e, sobretudo, nos deu a fé para crermos nEle e em Sua palavra.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Mundo Enlouquecido

Há muitos anos assisti a um documentário chamado “Mundo Cão”, que mostrava muitas das práticas mais sórdidas espalhadas pelo mundo.
Atualmente o “mundo cão” está todos os dias exposto cinicamente nos noticiários em geral e em programas de televisão, que conseguem audiência e patrocínio à custa de mostrar o que o mundo tem de pior e mais perverso; e o faz como se tudo fosse muito bom.
É a mídia a serviço da corrupção dos costumes. É claro que os donos da mídia, os apresentadores e os programadores sabem que, ao mesmo tempo que informam o mundo sobre o que acontece de mais degradante e destruidor, estão estimulando outros a ingressarem em tais atividades. Hoje assisti na TV uma entrevista com “garotas de programa”. Fico a imaginar quantas mocinhas, influenciadas negativamente, terão decidido hoje tornarem-se prostitutas e passarem a ganhar dinheiro “fácil”, ganhando a morte também.
Vivemos no mundo cão.
No plano da violência mundial, o que acontece é uma antropofagia: matar a fome com a carne do outro. No plano dos costumes, há uma campanha para desacreditar e destruir a família. Prevalece a filosofia hedonista: o prazer físico é o “sumo bem”. No campo do trabalho, é o domínio e exploração do homem pelo homem; o que importa é o lucro – a consequência é a concentração de renda e aumento da miséria. No campo político, o desejo do poder, conquistado por meio da corrupção ativa e passiva. No trânsito, competição, irresponsabilidade e morte. No meio ambiente, cada vez mais completa a destruição da Terra, com o solo, a água e a atmosfera degradados. As cidades cada vez maiores oferecem cada vez menos bem estar; ao invés de aumentar o número de pequenas cidades, aumenta o tamanho das megalópolis com péssima qualidade de vida. Na política internacional, as nações ricas produzem e vendem às nações pobres armas para alimentar suas guerras absurdas; fazem tudo para que continuem pobre e dependentes.
Que falta faz o Evangelho! O “mundo cão” precisa de Cristo!
O que podemos fazer? A primeira coisa, essencial, é não embarcar nessa filosofia do mundo enlouquecido; “não vos conformeis com este mundo” - Rm 12.2, isto é, não tomemos a forma deste mundo cão. Vamos parecer “antiquados”? Que seja!!! O mundo está errado, precisando de reforma. Cristo não se conformou , os apóstolos não se conformaram; um dia foram acusados de "alvoroçarem o mundo" – At 17.6.
Firme sua posição, seja diferente mesmo, dos “filhos dos homens”, pois somos “filhos de Deus” - Gn 6.1-2. Com coragem, coloque-se ao lado de seus irmão fiéis “olhando para Cristo” e não para os que ficam “coxeando entre dois caminhos” - 1Rs 18.21

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Os evangélicos e os neo-pentecostais - 3 final

II- Quanto ao crescimento numérico.

II.1- É realmente espantoso, fenomenal... e enganoso. Além de apelar para as emoções causadas pelos aparentes e falsos milagres, estimulam o fanatismo. O povo brasileiro é muito afeito a emocionalismo e fanatismo, e gosta disso.

II.2- Atraem multidões com falsas promessas, sem base bíblica: solução (e não superação) dos problemas, libertação (de vícios, de demônios, de opressão, de “encostos” e de “maldição hereditária” e do demonismo trazido do Espiritismo, etc.). Em lugar disso, Cristo diz com clareza e lealdade: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo”. A garantia de nos ouvir é nos termos de 1Jo 5.14: “se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve” (grifo meu). Sobre “maldição hereditária”, leia Ez 18.20: “A alma que pecar, essa morrerá; o filhos não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho. A justiça do justo ficará sobre eles, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele”.

II.3- Culto cheio de exterioridades – expressão corporal, música popular de extrema pobreza intelectual e sem conteúdo bíblico, volume de som dos instrumentos musicais e de microfones além dos limites suportáveis e recomendáveis – fazem parte do processo de “lavagem cerebral”.

II.4- Ensino centralizado em poucos assuntos: línguas estranhas, cura, libertação, prosperidade, revelação e outras “modas”. Todos sem base bíblica ou à custa de heresias com aparência de verdade.

II.5- Experiência mística, sem apoio e exemplo bíblico. Sugestão, auto-sugestão, conceito errado de “fé”, crença no poder de operar milagres, etc.

II.6- Liderança carismática: pastores e pregadores aprendem uma técnica para impressionar e sugestionar, e não uma técnica para transmitir corretamente o ensino bíblico.

II.7- Uso intenso dos meios de comunicação, especialmente a televisão e o rádio, por mais caros que sejam: a freguesia é explorada o suficiente para custear tal propaganda. Ao contrário, Cristo e os apóstolos nunca usaram quaisquer artifícios para atraírem multidões; apenas a palavra autorizada pelas Escrituras; os cristão primitivos tinham o poder espiritual dado pelo Espírito Santo - At 1.1.8: “recebereis a virtude (ou poder) do Espírito Santo”.

Tudo isso, no meio neo-pentecostal, revela charlatanismo, mercantilismo e megalomania. Nota-se até nos nomes dados às igrejas: Universal, Mundial, Internacional, e nos títulos auto-conferidos: “bispo”, “apóstolo”.

Cuidado! Não se deixe impressionar nem influenciar por uma maioria. Cristo chamou Seu povo de “pequeno rebanho” – Lc 12.32. Isto não deve acomodar-nos, porque a ordem é “ir por todo o mundo”, mas nos faz lembrar que crescimento real da Igreja só se dá por conversão operada pelo Espírito Santo, e não simplesmente por “marketing” e adesão, conquistas humanas apenas.

(final)

terça-feira, dezembro 29, 2009

Os evangélicos e os neo-pentecostais - 2

I - Como se identifica o neo-pentecostalismo?
I.1 - Pela forma opressiva de "santificação" - sinais exteriores de santidade, como vestuário, cabelo, modo de orar, saudações e expressões verbais de fé, frequência obrigatória aos cultos, ênfase na contribuição financeira como sinal de fé. Tudo sem a correspondente santificação da vida. "Deus olha para o coração" - 1Sm 16.7.
I.2 - Personalismo dos líderes, desde os "pastores" até os chefes ou donos da igreja ou empresa, exercem um pretenso sacerdotalismo: o povo depende deles.
I.3 - Desprezo pelo estudo em geral e da Bíblia, em particular. Seu iluminismo exacerbado, usado e abusado pelos "sacerdotes", explora o emocionalismo em detrimento da razão e do raciocínio esclarecidos pelo Espírito Santo.
I.4 - Falta de estudo dos líderes, e de um curso de teologia idôneo. Ultimamente os neo-pentecostais tem criado "seminários" e até cursos de "pós graduação" sem idoneidade, apenas para mascararem os líderes com diplomas sem nenhum valor.
I.5 - Exclusivismo, característico das seitas. Para os neo-pentecostais, só eles tem o Espírito Santo e foram por Ele batizados. Outros cristãos, não.

(continua)

quarta-feira, dezembro 23, 2009

Os evangélicos e os neo-pentecostais - 1

O título já diz o que penso: os neo-pentecostais não são evangélicos; constituem uma seita que prega "um outro evangelho" - Gl 1.6-8.
Proclama-se que o número de evangélicos no Brasil atinge a cifra de 45 milhões de pessoas.
Infelizmente não dá para acreditar. Onde está a influência santificadora de tão grande número na vida nacional? Sal da Terra e luz do mundo, 45 milhões de cristãos exerceriam uma enorme influência sobre a nação brasileira, nos costumes, na política, e na moralidade. Mas não se percebe que haja tal influência. ao contrário, aqueles "evangélicos" que tem conseguido votos para serem eleitos em cargos públicos - vereadores, deputados e senadores - constituindo até "bancadas evangélicas", tem envergonhado o povo evangélico por uma atuação igual ou pior do que os outros políticos: nas "jogadas" políticas, nas trocas de apoio por vantagens pessoais ou para suas igrejas, nos escândalos morais, etc. Por que, então, proclama-se a existência de 45 milhões? A explicação é mais simples do que se imagina. As igrejas pentecostais em geral não possuem ou não atualizam seus "rol de membros", só contabilizam entradas e não as defecções. Daí seus milhões rapidamente conseguidos.

(estudo feito em 2002. Continua)

terça-feira, dezembro 01, 2009

"Enquanto temos tempo..."

Enquanto temos tempo...

Gl 6.7-10; Ef 5.15-16

Só Deus sabe quando terminará o tempo de cada um de nós. Pode ser de repente, inesperadamente, ou prevista e esperada como em certas enfermidades. O certo é que, um dia, cada um de nós terá seu tempo terminado. Então, “enquanto temos tempo, façamos o bem”. Não há tempo a perder.

É bom estar conscientes disso. Tenho pensado muito em função dos 81 anos até aqui vividos.

Deus é o Senhor de nossa vida e a Ele cabe dar-nos vida e determinar a sua duração. Em muitos casos Ele nos alerta.

No meu caso tem sido assim. Quando criança fui muito doente e frágil. Até os 8 anos tive quatro pneumonias. Deus preservou-me a vida.

Acidentes, sofri vários. O primeiro que me lembro foi quando criança, caí de uma carroça e bati com a cabeça na sarjeta. Perdi os sentidos. Outra vez, já adulto, escorreguei e caí em uma banheira antiga de ferro; novamente, bati violentamente a nuca na beirada da banheira, mas não perdi os sentidos.

Sofri três acidentes de carro. Em dois deles fui atirado para fora do veículo – não havia cinto de segurança naquele tempo – e poderia ter morrido; em um deles bati a cabeça e perdi os sentidos por alguns minutos; em outro quebrei a perna. O terceiro foi menos grave, mas também poderia ter sido fatal.

De tudo tiro várias lições, principalmente esta: em cada um desses casos, Deus me avisa e me dá mais tempo.

Após um dos acidentes, apressei-me a tomar uma das decisões mais difíceis da minha vida como pastor, e não me arrependi.

O que Paulo escreve é para todo nós:

Enquanto temos tempo, façamos o bem a todos”. A uns dando bens materiais - “...pão a quem tem fome, e água a quem tem sede” - Mt 25.34-36; Tg 1.27. A outros, temos que admoestar e ensinar – Cl 3.16 – a todos fazendo o bem, como Jesus Cristo fez, inclusive repreendendo - Mt 16.23; Lc 9.55 – quando necessário.

O mundo nos oferece mil “entretenimentos”, e nos distrai com toda a espécie de futilidades, desvia a nossa atenção daquilo que é realmente importante. Faz isso de tal modo que se cada um fizer um balanço geral do que tem feito na vida, verificará que está em débito com Deus – Mt25.41-43; Dn 5.27. Não deixe que isso lhe aconteça!

E nós, cristãos em geral, membros de igrejas, oficiais e pastores, temos usado bem e cuidadosamente o tempo? Ou temos nos distraído com muitas coisas inúteis e supérfluas, deixando de fazer o bem?

Fique atento: “enquanto é tempo...

A fé que salva não é apenas a crença intelectual, mas sim, a fé que envolve a razão, os sentimentos e a vontade; é a fé que leva à santificação e à ação, de tal forma que somos novas criaturas – 2Co 5.17.

Cuidado, não seja “um crente”, mas sim, uma “nova criatura”!

terça-feira, outubro 06, 2009

A causa de todos os problemas - 4

Esta situação lastimável da humanidade pode ser um indício de que Cristo voltará. Leia Mt 24.36-39.
Todos esses problemas, toda a situação caótica da humanidade tem origem na crescente incredulidade do ser humano e de sua desobediência ao ensino das Escrituras quanto às nossas obrigações, que se resumem nas palavras de Cristo em Mt 22.37-39, que também se encontra em Dt 6.5; 10.12-13.
Haverá solução?
Um dia Deus enviou o profeta Jonas a Nínive, que poderia ser destruída devido à sua perversão e maldade. Jonas foi, transmitiu a mensagem de alerta “e os homens de Nínive creram em Deus... esta palavra chegou ao rei... e fez uma proclamação... dizendo:... os homens... clamarão fortemente a Deus e se converterão, cada um de seu mau caminho e da violência... Quem sabe Deus se voltará e se arrependerá e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos? E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do que dissera que lhe faria, e não fez” (Jn 3.5-10).
Isto também pode acontecer hoje. Façamos a nossa parte!

(fim)

quinta-feira, outubro 01, 2009

A causa de todos os problemas - 3

5. Também nos ensinam as Escrituras: “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” - 1Tm 6.10. Quem passa a amar o dinheiro torna-se facilmente avarento – quando quer acumular sem limites – perdulário – quando quer dinheiro para gastar compulsivamente – desonesto – quando para ganhar mais usa meios escusos – corrupto – quando para ganhar mais usa meios ilícitos. Com dinheiro torna-se também corruptor – quando oferece e dá propina para conseguir vantagem ilícita – assaltante – quando usa a violência para roubar – e assim por diante, os crimes mais sórdidos, como o peculato, a falsificação e o contrabando. No Brasil, hoje, é comum a formação de quadrilhas para desviar recursos públicos. Tudo porque não se crê e não se teme a Deus, que diz, no 8o. Mandamento: “Não furtarás”, resumo de todas as formas desonestas de ganhar dinheiro.

6. Relacionadas ao sexo, há as mais sórdidas práticas : prostituição, adultério, homossexualismo são claramente denunciados e condenados nas Escrituras – Lv 18; Ap 22.15; Rm 18.32 e muitos outros. Hoje o mais baixo pecado está também se tornando moda: a pedofilia e a prostituição infantil induzida até por mães prostitutas. O tráfico de mulheres é grande. Na Europa, noticiaram os jornais, há pelo menos 25 mil prostitutas brasileiras. Elas não são levadas à força, mas lá ficam sujeitas a seus patrões; foram porque já eram prostitutas e queriam vantagens. O desprezo aos mandamentos, trocando-os pela filosofia hedonista leva as pessoas a desprezar a instituição divina do casamento. Então, namoro vira prostituição irresponsável; concubinato substitui o casamento; crianças são fruto de gravidez “indesejada”, filhos rejeitados desde o ventre materno; logo serão filhos abandonados, no máximo, criados, mas não educados em bases morais e afetivas sólidas – presas fáceis do hedonismo, das drogas e de todo tipo de corrupção e degradação. Até os meios religiosos são atingidos e contaminados. Lembro-me, então, da interrogação que Cristo deixou sem resposta: “Quando, porém, o Filho do Homem vier, achará porventura fé na Terra?” (Lc 18.8).

(continua)

terça-feira, setembro 29, 2009

A causa de todos os problemas - 2

2. A má distribuição de renda. Dentro de uma mesma nação, a má distribuição de renda já é gritante; em termos globais é pior ainda. O capitalismo selvagem impera. O consumismo generalizado é uma desgraça. O capitalismo, quando concentra a riqueza nas mãos de poucos, em lugar de promover o benefício de todos, é desumano. O crédito fácil e o pagamento de prestações são verdadeiras armadilhas para o pobre incauto, que também embarca no consumismo. A escravidão com o uso da força e violência foi substituída, em parte, pela servidão. Os donos do capital ganham sem limites; os trabalhadores recebem salários apenas para sobreviver e continuar trabalhando. E aceitam viver nessas condições para terem o que comer. É a exploração do homem pelo homem. No âmbito internacional, formam-se blocos – G8, G20 – de nações mais fortes que não atendem às necessidades das nações mais pobres que nem tem como fazer exigências. Internamente, até nas nações mais ricas existem miseráveis, moradores de rua; no mundo, há nações inteiras em miséria absoluta. A humanidade, como um todo, não cultiva, não ensina, nem pratica a solidariedade, esquece-se do “amarás ao teu próximo como a ti mesmo” - Lv 19.18 e Mt 22.37-39. Teorias econômicas e ideologias não resolvem, nem tratam com eficiência as consequências, muito menos as causas. As lições preciosas da parábola do rico insensato – Lc 12.13-21 – combinadas com Mt 25.31-46 vão às causas do problema – trabalho honesto para todos e solidariedade nos levam a soluções.

3. Todos os problemas até aqui citados dão origem a outros, igualmente graves. Ideologias diferentes e interesses econômicos em choque causam ódio entre nações e com ele a violência; geralmente os mais fracos apelam para a vingança por se sentirem oprimidos e/ou explorados, então surge o terrorismo. Atrás dele vem a guerra, declarada ou não, a agravar os problemas, com a destruição de vidas e bens; aumenta a miséria.

4. Os pobres e desempregados, por falta de melhor formação moral, premidos pela fome e a carência de saúde e bens essenciais, aceitam facilmente trabalhar para o tráfico de drogas. As drogas são produzidas, transportadas e comercializadas por quadrilhas com chefes ricos e poderosos. Sabem do mal que estão fazendo a milhões de usuários e seus familiares, mas só lhes interessa o lucro. Sua riqueza é suficiente para corromper pessoas e impedir a ação eficiente da justiça. Por que é tão fácil milhares ou milhões se viciarem? Falta Uma campanha séria e bem feita para esclarecer as pessoas, a começar com a infância. Pouco adianta cuidar daquele que se viciou. É preciso prevenir – 1Co 6.12 e 10.23. Quando se crê em Deus e se dá ouvidos às Escrituras é possível resistir às astutas ciladas de Satanás e a todas as tentações.

(continua)

quinta-feira, setembro 24, 2009

A causa de todos os problemas - 1

A causa de todos os problemas

Semearam ventos, e segarão tormentas.” - Oséias 8.7

Não erreis; Deus não se deixa escarnecer, porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” - Gálatas 6.7

A humanidade está às voltas com enormes problemas globais: aquecimento global, poluição de várias naturezas, terrorismo, guerras tribais, miséria e fome, quadrilhas internacionais de narcotráfico, corrupção política, tráfico de mulheres, contrabando, paraísos fiscais para evasão ilegal de divisas, armamentismo e ameaça de guerra nuclear, etc.

Cientistas, sociólogos, políticos competentes e outros se organizam e se dedicam a procurar soluções, mas ano após ano os mesmos problemas se agravam. Qual a razão desse insucesso?

Tenho para mim que a razão está no fato de que em geral os pesquisadores procuram tratar os efeitos sem detectar e combater as causas.

As causas de todos esses males são de cunho ético e moral.

  1. Quanto ao aquecimento global. O homem está (mal)tratando o planeta como se fosse dono dele e do Universo. Esquece-se de Deus como o Criador e Senhor, que estabelece leis e regras para o bom funcionamento da natureza. Os pesquisadores descobriram milhares dessas leis maravilhosas, mas a humanidade em geral não respeita o equilíbrio biológico nem na terra, nem no mar, rios e nos céus. O prazer da caça e da pesca e os interesses comerciais e industriais se sobrepõem ao respeito à natureza e vem as consequências: desiquilíbrio biológico e extinção de espécies. O homem é usuário do Universo e não o dono; precisa respeitá-lo e ao Senhor do Universo. “Do Senhor é a Terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam” - Sl 24.1. Leia os capítulos 48 e 49 do livro de Jó: “...onde estavas tu, quando Eu fundava a Terra?”. Existem práticas de pura destruição, como o desenfreado desmatamento da Amazônia, que pode transformar-se num imenso deserto. As desculpas são várias: industrialização de madeiras, como o mogno; usar a terra para o plantio de soja e cana, etc. Outro problema é a inundação de áreas imensas para construção de represas – como Itaipu - em lugar de centenas de pequenas mini-usinas que não exigiriam a formação de represas imensas. Ao mesmo tempo, a indústria crescente usa combustíveis com emissão de milhões de toneladas de CO2 na atmosfera, alterando a camada que protege o planeta. Por outro lado, não se empenha no uso do transporte coletivo no lugar dos automóveis. Não se estimula o uso de bicicletas, pelo menos nas cidades planas. Não se substituem os ônibus a diesel por elétricos ou a gas natural. Ao contrário, o transporte público é relegado ao esquecimento e a indústria automobilística é incentivada. Interesses financeiros se sobrepõem ao “bem comum”.

(continua)

terça-feira, setembro 22, 2009

O cristianismo é radical

O cristianismo é radical

Lc 11.23; Mt 5.37; 1Rs 18.21; Mc 8.34; Mt 5.39; 24.9; Rm 12.18-21


Aprendi muito cedo, como pastor, o que alguém já dissera: “A igreja não é colônia de férias, mas campo de batalha”.

O descanso prometido é após a morte; antes dela, é o consolo e o conforto que o Espírito Santo nos dá em todos os momentos difíceis.

Ainda crianças aprendemos que nem tudo é permitido; criança também peca, mas como crentes já aprendemos que a mentira, a violência, a impureza, a desobediência aos pais, e outros atos e atitudes nos sãoproibidos. Começa a disciplina e a auto-disciplina.

Quando adultos, as pressões são enormes e só com muita convicção e força de caráter conseguimos manter uma conduta digna. É só quando sustentados pelo Espírito Santo podemos “negar-nos a nós mesmos” para honrar o nome de Cristo que levamos conosco.

Se “no mundo” é assim, na Igreja não é diferente.

No colégio apostólico foi assim. Judas traiu o Mestre; seu “arrependimento” foi apenas remorso. Pedro foi repreendido – Mt 16.21-23; em 2Co 12.17, Paulo se refere a “muitos falsificadores da Palavra”; em Fp 3.2, refere-se a “maus obreiros”, chamando-os de “cães”.

Porém, a todos temos que amar, orar por todos e desejar-lhes a salvação.

Parece incrível, mas muitos conhecedores das Escrituras, “mestres” e “doutores” ignoram a justiça de Deus; parece que sua mente seletiva só os lembra do que os agrada; então tornam-se mercenários em busca de vantagens fianaceiras, cargos importantes na Igreja. Esquecem-se de que não podem ser “meio-crentes”.

Provavelmente ouvirão de Cristo a terrível repŕimenda de Mt 7.21-23: “Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos céus...

Examine-se com rigor; não se engane!!!

quinta-feira, setembro 03, 2009

Somos Todos Responsáveis

Creio que tenho involuntariamente imitado o profeta Jeremias até no aparente pessimismo, consumindo grande parte do tempo exortando a Igreja e denunciando os falsos profetas e os males do mundo ao nosso redor.

Nesse aspecto a televisão tem sido apontada por mim como uma das grandes fontes dos males que infelicitam o mundo e também afetam a Igreja.

Sob o título acima, o sr. Carlos Alberto Di Franco, chefe do Departamento de Jornalismo e professor titular de ética Jornalística na Faculdade Cásper Líbero, escreveu importante artigo publicado pelo O Estado de S. Paulo do dia 8/1/96.

Desse artigo extraio um trecho. “Os pais da geração transgressora, acuados pela desenvoltura da delinquência doméstica, recorrem à lucidez dos psicoterapeutas. E é que a coisa se complica. Como dizia Otto Lara Rezende, com ironia e certa dose de injustiça, "a psicanálise é a maneira mais rápida e objetiva de ensinar às pessoas a odiar o pai, a mãe e os melhores amigos. Na verdade, a transgressão não é apenas reflexo da falência da autoridade familiar: é uma agressão, um recado revoltado. E não há Disney que resolva. A sede é de família. A carência é de afeto. Pais ausentes, filhos delinquentes. Trata-se de um silogismo incontornável. Os meios de comunicação social tem desenvolvido um trabalho inestimável: a denúncia da corrupção, a defesa do meio ambiente e a promoção dos direitos humanos são, entre outros, sinais de uma imprensa responsável. Mas, ao mesmo tempo, essa mídia, sobretudo a eletrônica, presta excessivo culto à frivolidade. A sociedade desenhada nas novelas é um convite à transgressão. Todos os sinais são trocados. O recado eletrônico, permeado de cinismo, é eloquente: o mundo não concede matrícula aos honestos. A exaltação do sucesso sem balizas éticas, a trivialização da violência e a apresentação de aberrações num clima de normalidade tem transformado adolescentes em aspirantes à contravenção. A televisão, poderosa e influente, precisa receber um choque de responsabilidade ética. A cultura do egoismo está na outra ponta do problema... esquadrões de extermínio são apoiados... a morte do feto é defendida em nome da vida... a indigência não comove... é preciso superar a ética da omissão.” O articulista ainda prossegue.

Sim, os donos ou concessionários dos meios de comunicação precisam ter consciência para não serem corruptores como está acontecendo com a maioria; os artistas não podem simplesmente alegar sua profissão para desempenharem os papéis mais sórdidos e nocivos; os escritores de crônicas, artigos e novelas precisam tomar consciência de quanto estão colaborando para putrefação moral da sociedade brasileira, com seus escritos de baixo nível.

E nós? A nós compete instruir nossos filhos e menores sob nossos cuidados; estabelecer normas sadias para o bom uso da televisão e normas rigorosas para a seleção do que se vai ver e ouvir em nossas casas. Mas não apenas normas para nossas crianças, e sim para nós mesmos. Bom será se só a TV educativa for vista e ouvida, e com critério rigoroso alguns outros programas de outras emissoras.

Do mesmo modo como nenhum de nós deve permitir a entrada de tóxicos em nossas casas (a começar com bebidas alcoólicas), pelo mesmo motivo não devemos permitir a entrada dos venenos mortais trazidos pela televisão em geral. Observem a ética às avessas das novelas em geral: as pessoas de mau caráter (mulheres devassas, vilões do sexo, da violência e da desonestidade) em 90% dos casos se saem muito bem. Um psicólogo e psiquiatra (provavelmente psicopata também) todos os dias em seu programa faz o elogio da prostituição do “amor livre” do adultério e do divórcio, uma deputada federal sexóloga·faz a defesa dos direitos das lésbicas e homossexuais, dizendo que “só assim é que eles sentem felizes”.

Termino com dois textos de João e Paulo, “não ameis o mundo nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência dos olhos, a concupiscência da carne, e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo” (1 João 2.15-16). “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” (Filipenses 4.8).