quinta-feira, junho 12, 2008

Lições Bíblicas - 12

"A Igreja Católica ou Universal, que é invisíve1, consiste no número total dos eleitos que já foram, dos que agora são e dos que ainda serão reunidos em um só corpo, sob Cristo; ela é a esposa, o corpo... " (Confissão de Fé, cap. XXV, 1) - Ef 4.5-6.

Chamamos Igreja visível a parte da Igreja que está no mundo, formada por todos que confessam a Jesus Cristo como Senhor e recebem o Batismo.

Cristo mesmo estabeleceu Sua Igreja no mundo: ..."sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja" - Mt 16.18. O aspecto perfeito da Igreja é Cristo, a cabeça - Cl1.18 e Ef 5.23. Ele é "a cabeça" e ao mesmo tempo o "salvador do corpo". A cabeça dirige, o corpo obedece; a cabeça é parte indispensável do corpo para que tenha vida. Assim é Cristo em relação à Igreja. o aspecto imperfeito da Igreja somos nós, que aos poucos vamos sendo aperfeiçoados pelo Espírito Santo ~ Fp 1.6.

Ainda que imperfeita, a Igreja representa no mundo o Reino de Deus, embora ela não seja o Reino de Deus, mas apenas parte dele. Por isso temos que respeitar a Igreja, honrá-la e serví-la, por ser a Igreja de Cristo. Isto se aplica a igreja local que frequentamos, a denominação a que pertencemos e ao conjunto de todas as igrejas cristãs espalhadas pelo mundo, enquanto permanecerem fiéis a Cristo e as Escrituras.

Olhemos para a Igreja Primitiva, dos tempos apostólicos, do Novo Testamento: vemo-la gloriosa, vitoriosa, mas também imperfeita, enfrentando problemas internos semelhantes ou iguais aqueles que enfrentamos hoje.

Ela é formada por Cristo, a Cabeça" os homens e mulheres convertidos e seus filhos. O que nós somos é a Igreja. Por isso todos ternos deveres e responsabilidades para com ela.

Na Igreja do Novo Testamento encontramos uma organização, uma estrutura: os apóstolos, os evangelistas, os diáconos e os presbíteros (entre eles os pastores) e pessoas com os mais diferentes dons e ministérios. Assim deve continuar sendo hoje e sempre. Leia-se Ef 4.11-16; 1Co 12.4-7 e 12 a 28; At 20.17 e 28; 6.1-6; Tt 1.5; 1Tm 3.1-12.

A Igreja tem uma missão no mundo: cumprir as ordens dadas por Cristo, a Cabeça: pregar o Evangelho - Mc 16.15; fazer o bem a todos - Gl 6.10; Dt 15.11; Lc 9.10-17; seguir o ensino e o exemplo de Cristo em tudo - Jo 13.13-17. Fazendo assim, a Igreja e cada um de nós será uma bênção - Gn 12.2.

Sobre nossos deveres como membros da Igreja, diz-nos a Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil, no seu artigo 14: "São deveres dos membros da Igreja, conforme o ensino e o espírito de Nosso Senhor Jesus Cristo: 1. viver de acordo com a doutrina e prática da Escritura Sagrada; 2. honrar e propagar o Evangelho pela vida e pela palavra; 3. sustentar a Igreja e as suas instituições moral e financeiramente; 4. obedecer as autoridades da Igreja, enquanto estas permanecerem fiéis às Sagradas Escrituras; 5. participar dos trabalhos e reuniões da sua igreja, inclusive assembléias".

quinta-feira, junho 05, 2008

Lições Bíblicas - 11

11a Lição - EM QUEM NÓS CREMOS: A TRINDADE

O “Credo Apostólico” diz: “Creio em Deus Pai, Todo Poderoso, criador do Céu e da Terra... Creio em Jesus Cristo, Seu único Filho, nosso Senhor... Creio no Espírito Santo...”

Paulo proclama: “Há um só Deus, o Pai... e um só Senhor, Jesus Cristo...”- 1Co 8.6. É um Deus pessoal, não um deus impessoal que se confunde com a própria natureza, como crêem os teosofistas e muitos outros.

O único Deus, por ser infinito em Seu ser e perfeições, espírito puro, invisível, imutável, imenso, eterno, incompreensível, onipotente, onisciente, santíssimo e absoluto, seria completamente desconhecido (incognoscível) por nós, por causa de nossa finitude, imperfeições, materialidade e limitações. Deus, porém, quer que nós O conheçamos e com Ele nos relacionemos.

Por isso Ele Se revela e Se apresenta a nós de maneira que possamos compreende-Lo tanto quanto é possíve1.

Apresenta-Se como Pai, e nós compreendemos a figura de Pai: zeloso, cheio de amor pelos filhos e também autoridade; apresenta-Se como "Senhor dos senhores", ''Rei dos reis", "Senhor dos Exércitos" e isto significa ser o Senhor da História, autoridade máxima sobre todas as criaturas; apresenta-Se como Juiz (Sl 50.6) e nós O entendemos como Aquele que pode punir e também recompensar. E assim entendemos muito mais sobre Deus.

Jesus Cristo ensinou: “Ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28.19). Esta é a Trindade em Quem cremos

O Pai, referido nas Escrituras muitas vezes apenas pela própria palavra Deus, é o criador de todas as coisas; Jesus Cristo é o Filho, pois assim Ele é apresentado pelo Pai (Mt 3.17) e Cristo diz: “Eu e o Pai somos um" (Jo 10.30) e “Quem me vê a Mim vê o Pai” (Jo 14.9) - Mc 1.11; Lc 9.35.

O Espírito Santo é Deus, juntamente com o Pai e o Filho. Como Deus, Ele estava presente atuando na obra da criação - Gn 1.2; é Ele o Autor da inspiração das Escrituras - 2Pe 1.21; Cristo ensinou que o batismo deve ser feito em nome da Trindade (Mt 28.19). Pedro se refere ao Espírito Santo como Deus - At 5.3-4: "...por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo...? não mentiste aos homens, mas a Deus. Cristo se refere ao Espírito Santo, não como uma "força", mas como uma pessoa: ''Espírito de verdade... habita convosco" - Jo 14.16,17; "...O Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu nome, Esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito"- Jo 14.26; "Aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir" - Jo 16.13.

Paulo se refere ao Espírito Santo como Alguém que pode mas não deve ser entristecido por causa de nossos pecados - Ef 4.30 - "não entristeçais o Espírito Santo...". Diante destes e outros textos compreendemos que o Espírito Santo é divino e é uma pessoa, pois tem atributos de pessoa. Também não é apenas ''um espírito", mas é Deus, junto com o Pai e o Filho.

É necessário, também, entender que as três pessoas da Trindade, por serem um só Deus, são inseparáveis: onde está Um também está o Outro, embora cada Um seja distinto do Outro; Deus não é divisível como nós, que somos compostos de corpo e alma.

Os que não crêem na Trindade - mórmons, "testemunhas de Jeová", os ''unitários'' e espíritas alegam ser absurda e incompreensível a doutrina da Trindade: um só Deus, porém três pessoas. Para e1es isso é incompreensíve1 e, portanto, inaceitável..

Nós, porém, não cremo apenas naquilo que compreendemos, pois a mente ou inteligência do ser humano é finita, é pequena demais diante da infinitude de Deus. Como poderíamos entende-Lo completamente? Isto só aconteceria se Deus não fosse Deus, eterno e infinito, ou se nós fôssemos iguais a Ele. Isso é que seria absurdo, pois não podem existir dois infinitos.

quinta-feira, maio 29, 2008

Lições Bíblicas - 10f

É certo que ninguém cumpre perfeitamente nenhum dos mandamentos do Senhor. Esse triste fato é consequência da corrupção total do ser humano. João afirma: "Se dissermos que não ternos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós"- 1Jo 1.8. Leia-se também Tg 3.2 e 8; Rm 7.14-25.

Mas, pela misericórdia de Deus somos salvos pela Sua graça, apesar de nossos pecados. Como vimos na lição sobre santificação, aquele que é nascido de novo, e por isso está salvo, está salvo também da escravidão do pecado, isto é, peca mas não continua no pecado: arrepende-se, abandona-o, confessa-o a Deus e a esse respeito afirma ainda João: "Se confessarmos os nossos pecados Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça" (1Jo 1. 9).

Pode alguém lembrar-se de cada preceito ou lei contida na Lei do Senhor? Certamente não, mas não precisamos conhecer decor a Lei e lembrar-nos de cada texto a cada vez que somos tentados; o que precisamos é conhecer os princípios éticos contidos nos mandamentos, tê-los no coração, e então estaremos preparados para resistir a toda tentação.

Os imutáveis princípios éticos. Podemos enunciá-los com poucas palavras:

1. Todos tem o direito e o dever de trabalhar e descansar, e pelo trabalho construtivo prover os bens materiais de que necessita para si e para sua família. Leia Sl 128.1-2.

2. Respeitar a todos os seres humanos, a começar pelos próprios pais, honrando-os, e as autoridades constituídas na sociedade humana. Leia 1Tm 2.1-2.

3. Respeitar, proteger e defender a vida de toda pessoa, bem como a sua integridade física e moral, pela prática do bem e da não-violência.

4. Ser puro e limpo de coração, preservar o corpo de toda impureza relacionada com sexo fora do casamento instituído por Deus.

5. Respeitar os bens alheios ou coletivos, sendo honesto em todos os negócios, usando unicamente o trabalho produtivo para adquirir os bens de que necessite.

6. Respeitar, amar, defender e dizer sempre a verdade.

7. Estar plenamente satisfeitos com o que somos e o que temos.

Jesus Cristo nos dá um critério que reúne todos os princípios éticos, com base no amor: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós" - Mt 7.12. Se a cada momento em nossa vida pusermos em prática este ensino, obedeceremos realmente a Lei do Senhor.

quinta-feira, maio 15, 2008

Lições Bíblicas - 10e

O 5o mandamento ensina o respeito, não só aos pais, mas também aos superiores, aos subalternos e aos iguais. Leia-se Ef 6.1, 5 e 9; Rm 12.10; 13.1; Ef 5.21-22. Proíbe fazermos qualquer coisa contra a honra dos pais, das autoridades e do próximo em geral. Lembra-nos, o apóstolo Paulo, que este é "o primeiro mandamento com promessa" de longa vida e prosperidade àqueles que o guardam.

O 6o mandamento ensina o dever de defender e preservar a própria vida e a do próximo. Leia-se Ef 5.29; Mt 10.23; Sl 82.3-4; 1Rs 18.4. Proíbe tirar a própria vida ou a do próximo, e fazer tudo aquilo que possa concorrer para isso. É mandamento contra toda espécie de violência - Mt 5.21-22.

O 7o mandamento exige a preservação da própria castidade e pureza pessoal, bem como a de qualquer pessoa - no coração, nas palavras e na conduta. Leia-se Mt 5.28, 1Ts 4.4-5; 1Co 6.10; 7.2; Ef 4.29; 5.11-12; Cl 4.6. Proíbe toda forma de impureza por pensamentos, palavras e atos; proíbe igualmente o adultério, a prostituição, o homossexualismo e todo pecado relacionado com o sexo. Leia-se 1Co 5.9-11; 6.10-11, 15-16, 18-19; Ef5.3-5. Não é um mandamento contra o uso do sexo, pois este foi criado por Deus, mas contra todo uso incorreto ou impuro dele. Para conseguir-se isso, necessário se faz praticar-se a constante higiene mental- "...Tudo o que é puro... nisso pensai"- Fp 4.8 e Mt 5.8: "bem aventurados os limpos de coração".

O 8o mandamento ensina o respeito pelo bem alheio e, juntamente com o 4o mandamento, mostra que é pelo trabalho honesto e produtivo que haveremos de conseguir os bens materiais necessários. Leia-se 2Ts 3.10-12; Pv 20.4; 24.33-34; 27.23; Ef 4.28; Lv 25.35; Fp 2.4; assim, proíbe toda espécie de desonestidade: o furto, o roubo, o assalto, o contrabando, o peculato, o estelionato, a falsificação, a sonegação de impostos, etc. Leia-se ainda Pv 21.6 e 2Ts 3.7-10; Habacuque 2.9 - "ai daquele que ajunta bens mal adquiridos".

O 9o mandamento exige a promoção e a manutenção da verdade entre os homens e a manutenção de nossa reputação e a do próximo, especialmente quando somos chamados a dar testemunho” sobre alguém, ensina-nos o Catecismo presbiteriano. Leia-se Zc 8.16; At 25.10; Pv 14.5 e 25; Mt 5.37. Proíbe toda forma de inverdade ou palavra que seja prejudicial à verdade, ou injuriosa, tanto à reputação nossa como a do nosso próximo: a mentira, a meia-verdade dolosa, a hipocrisia, o fingimento, etc. Leia Pv 19.5; 6.16-19; Lc 3.14; Sl 15.3; Mt 6.16; Gn 20.2-3, 12.

O 10° mandamento ensina e “exige pleno contentamento com a nossa condição", isto é, que estejamos satisfeitos com o que somos e com o que é legitimamente nosso. Leia-se Hb 13.5, 1Tm 6.8. Não proíbe que desejemos melhorar a nós mesmos e nossas condições de vida, mas proíbe o descontentamento, "a inveja ou pesar à vista da prosperidade do próximo e toda tendência e afeições desordenadas a alguma coisa que lhe pertença". Cobiça é o desejo compulsivo, que leva à inveja. Leia-se 1Co 10.5-10; Rm 12.16; 1Tm 6.8-10; G15.26 e Cl 3.5.

quinta-feira, maio 08, 2008

Lições Bíblicas - 10d

Sábado ou Domingo?

Por que o mandamento fala em sábado e nós guardamos o domingo?

O Senhor faz questão absoluta da observação do sábado, como vemos em Ez 20.10-24 e 22.26. Porém, nós guardamos o domingo. Por isso os adventistas nos acusam de desobedecer o mandamento e conseguem confundir muitos cristãos e levá-los para sua igreja.

Na realidade nós guardamos o sábado, o 4° mandamento.

"Sábado" - shabbath no Hebraico - não é apenas o nome de um determinado dia da semana, embora tenha passado a ser em nosso calendário. A palavra sábado significa "descanso" e é o significado da palavra que tem importância no mandamento. Seria melhor compreendido o texto em português se os tradutores tivessem traduzido literalmente a palavra "shabbath" por "descanso". Ex 20.8 deveria ser traduzido assim: "Lembra-te do dia do descanso para o santificar".

O que o mandamento determina é que cada um de nós trabalhe durante 6 dias e depois descanse um, e esse será um dia de santificação.

O que acontece

Jesus Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana hebraica e não no sétimo. Desde então os cristãos passaram a se reunir "no 1° dia da semana". Cristo apareceu pela primeira vez aos apóstolos reunidos, no primeiro dia da semana (Jo 20.19); tomou a aparecer a eles no primeiro dia da semana - "oito dias depois"- (Jo 20.26). Paulo passou sete dias, uma semana inteira, com os cristãos em Troas - At 20.6; portanto, passou com eles um dia de sábado do calendário judaico, mas foi "no 1° dia da semana" que todos se reuniram para realizar o culto e celebrar a Ceia do Senhor - "ajuntando-se os discípulos para partir o pão", como afirma o v. 7. Em 1Co 16.1-2, quando Paulo instruiu os cristãos de Corinto sobre a coleta destinada a socorrer os cristãos empobrecidos de Jerusalém, escreveu: "No l° dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar"; não era "por de parte no 1 ° dia da semana" e somente no sétimo dia, reunidos, levantarem a coleta - isso não teria sentido- mas o fato é que eles continuavam guardando o primeiro dia da semana, em comemoração semanal da ressurreição do Senhor, como fazemos até hoje. Tudo o que está prescrito por Deus com referência ao "sábado", ao "descanso" semanal, precisamos observar cuidadosamente no 1 ° dia da semana, pois este passou a ser o "sábado", o "descanso" dos cristãos. Nos seis dias anteriores estaremos trabalhando, estudando e fazendo toda a obra necessária.

Não temos que fazer como os judeus não-cristãos continuaram e continuam fazendo até hoje - e os adventistas os acompanham - guardando supersticiosamente e até com fanatismo o sábado marcado no calendário; mas guardá-lo na nova compreensão que nos foi dada por Cristo.

Nosso "sábado" se dá no domingo ("dia do Senhor") e deve continuar sendo religiosamente observado, com inteligência, para ser um "sinal entre Deus e nós" - Ez 20.12.

Precisamos trabalhar seis dias e descansar um. E nesse dia do "descanso" fazer tudo visando a santificação pessoal e coletiva.

Resta uma questão: quando um cristão, por causa de sua profissão e emprego, tem obrigação de trabalhar no domingo, como faz? Ele tem que ter um outro dia da semana para ser o seu sábado individual.

Há trabalhos que não podem cessar no domingo, nem no sábado do calendário: atendimento médico, policiamento, serviço dos bombeiros, usinas elétricas, e até o trabalho de certas indústrias; altos-fornos das siderúrgicas não podem ser desaquecidos nem um dia da semana; as comunicações telefônicas, os transportes e outras serviços públicos. O cristão, por ser cristão, não pode negar-se a prestar o seu serviço, especialmente quando é um serviço essencial para o bem da comunidade, tornando-se um privilegiado,quando outros estarão trabalhando para ele.

É conveniente e necessário que o povo de Deus tenha o seu dia de descanso coletivo, e se reúna na Casa do Senhor para o serviço do culto, ensino e evangelização. Foi sempre assim.

O cristão que for abrigado a trabalhar no domingo terá grandes dificuldades para guardar sozinho o seu "sábado" em outro dia, mas para seu próprio bem ele precisa faze-lo.

Convém fazer uma observação sobre a posição incoerente dos adventistas, que se negam a trabalhar no sábado judaico, que é deles também. Não trabalham no sábado, mas usufruem do trabalho dos outros.

Nos hospitais adventistas o trabalho é feito também aos sábados. Desse modo eles reconhecem que há trabalhos que não podem cessar, mas rejeitam o fato de que os cristãos dos tempos apostólicos passaram a se reunir no primeiro dia da semana, e afirmam que o domingo foi instituído pelo imperador Constantino, quando se tomou cristão. Realmente, Constantino decretou que o dia do descanso no Império Romano passaria a ser o primeiro dia da semana judaica, mas o fez exatamente para apoiar e não para contrariar os cristãos, pois estes sempre, desde os tempos dos apóstolos, observavam o "shabbath" (descanso) no primeiro dia da semana, o "dia do Senhor". Ele também se tornara cristão.

quinta-feira, abril 24, 2008

Lições Bíblicas - 10c

04° mandamento nos manda, primeiro, lembrar-nos do dia do descanso e suas finalidades: descanso e santificação. Em segundo lugar, manda-nos trabalhar seis dias da semana e descansar um. Através deste mandamento Deus dignifica o trabalho honesto e produtivo, com o qual toda pessoa responsável deve cooperar com Deus na produção dos bens necessários para o próprio sustento e bem estar de todos. Leia-se: Ex 20.9; Jo 5.17; Ef 4.28; 2Ts 3.10-13.
Após seis dias de trabalho, a semana de cada um deve se encerrar com um dia de descanso necessário tanto para os adultos como para as crianças, patrões e empregados. Leia-se Ex 20.10. Nesse dia é proibido todo trabalho que deve ser feito nos outros seis, dispensável, porém, no sétimo dia. Contudo, esse não é um dia de ociosidade, dia de não se fazer nada, mas de fazer tudo aquilo que seja necessário à edificação espiritual e as obras necessárias que não prejudiquem a santificação de cada um e de todo o povo. É dia reservado para o culto coletivo do povo de Deus. Lv 19.30; 23.3; Is 58.13; At 20.7; 1Co 16.1-2; Lc 4.16 e também para realizar as obras de necessidade e misericórdia- Mt 12.11-12; Mc 2.23-28 e 3.1-5.
O 4° mandamento, portanto, proíbe a ociosidade e a negligência no cumprimento dos deveres dos seis dias de trabalho e exige o descanso no sétimo dia, no qual temos, porém, outros deveres a cumprir.
O dia de descanso não pode ser profanado por aquilo que em si mesmo é pecaminoso, ou por desnecessários pensamentos, palavras ou obras acerca de nossas ocupações e recreações temporais. Leia-se: Ez 22.26; Am 8.5; Is 58.13-14.

sexta-feira, abril 18, 2008

Lições Bíblicas - 10b

Onde está a Leí de Deus - Além de estar "no coração", abafada pelo pecado do homem, ela está nas Escrituras Sagradas, a Bíblia. Ela não está, porém, somente em Êxodo 20 e Deuteronômio 5, onde estão os 10 mandamentos. A Lei está em toda a Escritura, de Gênesis a Apocalipse. Os 10 mandamentos são um resumo de toda a Lei, e o resumo feito por Cristo em Mt 22.37 a 39 é um "resumo do resumo", isto é, um sábio resumo dos 10 mandamentos e de toda a Lei.
Os dez mandamentos
São encontrados em Ex 20.1-17 e Dt 5.6-21.
O primeiro é: Ex 20.3
O segundo é: Ex 20.4-6
O terceiro é: Ex 20.7
O quarto é: Ex 20.9-11
O quinto é: Ex 20.12
O sexto é: Ex 20.13
O sétimo é: Ex 20.14
O oitavo é: Ex 20.15
O nono é: Ex 20.16
O décimo é: Ex 20.17.
Veremos, a seguir, cada um dos 10 mandamentos e como entendê-los corretamente, à luz do ensino de toda a Escritura.
O 1° mandamento ensina que há um só Deus ao Qual temos de adorar e glorificar como tal, e proíbe: negar Sua existência, deixar de adorá-Lo e de glorificá-Lo, bem como dar a qualquer outro a glória e adoração que só a Ele são devidas. É um mandamento contra o politeísmo. Leia-se Is 44.6 e 45.5, 21-22; Sl96.5; Mt 4.10; Sl 14.1; Rm 1.20, 21 e 25.
Quando o mandamento diz "diante de Mim", lembra-nos que sempre estamos diante de Deus, na Sua presença e que Ele é onipresente e onisciente.
O 2° mandamento nos ensina que o culto a Deus é espiritual; que Ele não pode ser representado por qualquer figura ou imagem, e proíbe usar estas coisas em lugar de Deus; proíbe, ainda, usá-las como meio de adorá-Lo. É um mandamento contra a idolatria. Leia-se: Dt 4.15-19; Ex 34.14; Sl 115.1-8; Jr 10.2-5 e 11; Sl 135.1, 15-18; Jo 4.23-24.
O 3° mandamento nos ensina o absoluto respeito ao nome de Deus, ao próprio Deus e a tudo que a Ele se refere. Leia-se: Sl 29.2; Ap 15.3-4; Fp 2.10. E proíbe a profanação ou abuso do nome de Deus e de quaisquer coisas por meio das quais Deus Se faz conhecer. Leia-se: Ml 1.6-8 e 11-2.2; Os 5. 11-12. Em Dt 28.58-59, Deus fala da gravidade do pecado de não temermos a Ele e ao Seu nome e de como Ele punirá os transgressores deste mandamento.

sexta-feira, abril 11, 2008

Lições Bíblicas - 10a

10a lição - A LEI E OS 10 MANDAMENTOS
Toda sociedade necessita de leis para que seus membros vivam bem e a sociedade como tal tenha condições de progresso.
Até entre os irracionais existe uma organização com regras sobre a liderança dos grupos e o modo de vida de seus membros. Entre eles, são regras estabelecidas instintivamente e observadas também por instinto. Os instintos também foram criados por Deus e por meio deles Deus dirige também a vida animal entre os irracionais.
O ser humano, porém, criado à imagem de Deus - dotado de inteligência racional, consciência moral e vontade própria, além dos instintos necessários à preservação da vida, possui regras morais e princípios éticos que regem sua vida em comunidade.
Afirma o apóstolo Paulo que o ser humano tem a Lei de Deus gravada em seu coração (Rm 2.14-15). "Coração" é o íntimo do homem: sua consciência, seus sentimentos e pensamentos íntimos ou mais interiores.
Por ter o homem se tornado pecador, e ter-se deformado nele a semelhança de Deus, Deus nos deu a Lei escrita para que a conheçamos intelectualmente, pensemos sobre ela, por ela afiramos nossa consciência moral e sejamos orientados em nossa conduta. Assim, os pensamentos, sentimentos e atos do ser humano podem, novamente, estar conformes com a Lei do Senhor. Enquanto não era pecador, o homem não precisava de uma Lei escrita, mas nós precisamos.
Será uma bênção imensa cada um de nós conhecer a Lei como o salmista, e poder dizer como ele, em SI 119.97: "Oh! quanto amo a Tua Lei! É a minha meditaçao em todo odia".

quinta-feira, abril 03, 2008

Lições Bíblicas - 9e

5. A PALAVRA DE DEUS - Deus nos fala através das Escrituras e a cada um de nós, com o Seu Espírito Santo, dando-nos entendimento, discernimento, sabedoria e mostrando-nos a Sua vontade.
As Escrituras precisam ser conhecidas por leitura, meditação e estudo sério. Cada texto das Escrituras deve ser entendido à luz do contexto e não isoladamente. Por isso é necessário conhecer toda a Escritura, sob a iluminação do Espírito Santo.
Cada livro - e o ensino geral das Escrituras - é um privilégio para os crentes em Cristo e, ao mesmo tempo, o meio de conhece-Lo e servi-Lo melhor. A leitura da Bíblia deve ser diária, com algum método que ajude a compreensão e também a memorização. As lições da Escola Dominical devem ser retiradas das Escrituras, a pregação tem que se basear nas Escrituras, porque é ela o meio que o Espírito Santo usa normalmente para nos falar.
Cultive o hábito da leitura bíblica, o amor à Escritura, como foi também com o escritor do Salmo 119: "Oh! quanto amo a Tua lei! é a minha meditação em todo o dia" (v.97); "Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a Tua palavra" (v.9); ''Escondi a Tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra Ti" (v.l1).
É com a Bíblia no coração e nos lábios que poderemos nos defender bem nas tentações, como foi com o próprio Cristo - Mt 4. 1-11.

quinta-feira, março 27, 2008

Lições Bíblicas - 9d

4. O SERVIÇO CRISTÃO - Somos chamados por Deus para servir, seguindo o exemplo de Cristo que “não veio para ser servido, mas para servir” - Mt 20.28. Em parábolas, Cristo diz que veio chamar “trabalhadores” para a Sua seara e não expectadores.

Dedicar-nos ao trabalho de Cristo é cooperar com Deus, e evitar a ociosidade - Mt 20.6-7; 2Pe 1.5-8 (“ociosos nem estéreis”) - é oportunidade de aprender mais, de ter multiplicados nossos dons e talentos (Lc 19.15-19), e de identificar-nos cada vez mais com Cristo no Seu caráter e na obra de salvação de pecadores.

É um dos meios de graça mais eficazes quanto ao crescimento espiritual. Exige dedicação, desprendimento, esforço e desejo de aprender cada vez mais. Tudo isso nos traz como recompensa o que Cristo prometeu na parábola dos talentos. - Mt 25.21 e 23.

Entre os muitos trabalhos a prestar a Cristo, o mais importante é o de evangelização. A evange1ização pessoal está ao alcance de todos os crentes -Mc 16.15; 5.18-19; Lc 10.1-2. É a obra mais importante, porque quem coopera para a salvação de alguém, ajuda a levá-lo à salvação eterna.

Outro serviço importante é o serviço social. Em Mt 5.13-16 Cristo afirma que somos “sal da terra e “luz do mundo”, e está apontando para uma influência dos cristãos sobre a sociedade, sobre o mundo atual, tornando-o melhor: “que vejam as vossas boas obras”.

Isto o cristão verdadeiro e fiel faz no seu dia-a-dia, em todos os seus afazeres domésticos, profissionais e sociais. E o faz também realizando o que estiver ao seu alcance para resolver ou amenizar os problemas sociais: pobreza, enfermidades, corrupção, má administração, etc. Em Mt 25.31-40 Cristo aponta como sinal evidente do salvo, o fato de ter praticado o bem objetivamente, sob todas as suas formas.

Individualmente uma pessoa consegue, às vezes, fazer obras extraordinárias, mas são exceções. Coletivamente, porém, o cristão junto com toda a igreja, pode realizar muito mais no campo social - através de escolas, hospitais, creches, missões e instituições para recuperação de viciados, prostitutas, homossexuais, etc.

Alguns textos bíblicos são um desafio para os cristãos deixarem de lado o amor teórico e platônico e colocarem em prática o verdadeiro amor cristão - Tg 2.14-18; 1Jo 3.16-18; Lc 10.25-37.

Cuidado, porém, para não confundir ativismo com o verdadeiro serviço cristão. Ativismo é agitação constante, sem o plano inteligente e a direção de Deus. O resultado do ativismo é frustração, mas o trabalho planejado e ordenado por Deus é bênção. Assim foi com Abraão, Moisés e todos os heróis da fé: eles fizeram o que Deus quis e não o que queriam. Cuidado, também, para não confundir serviço e ação social com o “evangelho social; este é ativismo e despreza a obra da evangelização. O Evangelho é integral: palavra e ação.