Durante + de 50 anos de ministério, o pastor Rubens Pires do Amaral Osório reuniu grande quantidade de escritos para sermões, aulas em Escola Dominical e Seminários. Membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, aos 83 anos, mora hoje em Sorocaba - SP. com sua esposa M. Aparecida. Tem dois filhos e quatro netos.
sábado, setembro 27, 2008
Estudos para grupos familiares - 2
O que significa a expressão “os céus e a Terra” ? (v.1)
R – Significa “o universo”. A partir do v. 2 a narrativa bíblica passa a ocupar-se da Terra, o nosso planeta.
Como era a Terra no início?
R. – “sem forma e vazia” e sem luz. Deus criou inicialmente apenas uma imensa quantidade de matéria; uma parte dessa matéria era, inicialmente, “a Terra”.
Qual a primeira coisa que Deus criou em relação à Terra?
R – A luz. (A Ciência ensina que luz é energia luminosa; a matéria também é energia, formada de átomos, constituídos de prótons e elétrons (eletricidade positiva e negativa). Deus fez assim.
Que nome Deus deu à luz?. R – “Dia”.
Que fez Deus no 2o. dia ou 2a. fase da criação da Terra?
R – Deus estabeleceu o espaço que separa a Terra dos demais corpos celestes, o que chamamos de espaço sideral.
Que fez Deus na 3 ª fase da criação da Terra?
R- Separou as águas “de cima” (nuvens) das águas “de baixo” (rios e mares), e separou a parte sólida da parte líquida, aparecendo os mares e os rios. Então Deus criou os primeiros seres vivos, os vegetais.
Que 2 luminares ou astros luminosos são referidos no v. 14?
R- Sol e Lua . Como o texto não diz aqui que Deus os criou nesse dia, entende-se que eles já estavam criados desde o v 1o., e no 4o. dia Deus os colocou em relação à Terra, organizando assim o Sistema Solar como o temos hoje – o Sol no centro e os planetas ao seu redor. Tudo isso Deus fez no 4o. dia.
O que fez Deus no 5o. dia? (vs. 20 a 23).
O que Deus fez no 6o. dia ? Observe os verbos usados nos versículos 3, 6, 11 e 14: haja, haja, produza, haja.
A principal diferença entre o verbo criar (“barah” no Hebraico) e
os demais verbos usados, é que “criar” é dar origem a algo inteiramente novo, sem material pré-existente: o universo, no v. 1, pois antes nada existia, senão Deus; no v. 21, porque até então só existia vida vegetal e agora passa a existir vida animal, superior, dotada de “alma” (“ruah” no Hebraico). É importante sabermos isto para entendermos que o ser humano é um ser inteiramente novo; não é uma evolução de qualquer animal inferior, irracional pré-existente.
O que foi que Deus criou no 6o. dia ? (vs. 24 a 27).
Que semelhança há entre o homem e Deus. O ser humano é racional, moral e espiritual, como Deus.
12. Deus criou o homem e a mulher ao mesmo tempo. R- Não, a criação do varão está no v. 7 do cap. 2, e a criação da mulher está em 2.22.
A linguagem do v. 22 é figurada, ou literal. R- é literal, pois não é algo absurdo, impossível. Foi assim mesmo que Deus fez.
14. O que significa a expressão de 2.22: “e trouxe-a a Adão”. Significa que Deus tornou Adão e Eva marido e mulher. Deus instituiu, nesse momento, o casamento: 1 homem e 1 mulher, casamento monogâmico, pois esse era o Seu plano, como está em 2.18. Esse é o casamento que Deus instituiu: monogâmico, de 1 só homem e 1 só mulher.
quarta-feira, setembro 17, 2008
Estudos para grupos familiares - 1
Lição 1: O que podemos saber sobre Deus: Rm 1.18-20
Começaremos com as 3 perguntas e respostas do Breve Catecismo.
O que é Deus?
R - Deus é espírito, é infinito, eterno e imutável em Seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade. (Jo 4.24; Sl 90.2; Ml 3.6; Sl 139.1-16; Sl 100.5; Rm 11.36).
Há mais de um Deus?
R - Há um só Deus, vivo e verdadeiro (Dt 6.4; Je 10.10; Is 43.11, 44.6 e 8).
Quantas pessoas há na divindade?
R - Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estas três pessoas são um Deus, da mesma substância, iguais em poder e em glória (Mt 3.16, l7; Mt 28.19; 2Co 13.13).
Existem maneiras erradas de pensar sobre Deus:
o ateísmo, ou materialismo – nega a existência de Deus, afirma que só existe a matéria e nega a existência do espírito.
o deísmo – afirma a existência de Deus, mas nega a possibilidade de relacionar-nos com Deus e termos comunhão com Ele. Deus teria criado o mundo e o teria abandonado; então é inútil alguém ser religioso.
o panteísmo – afirma que “Deus é tudo e tudo é Deus”.
o agnosticismo – não nega a existência de Deus, mas diz que nada se pode conhecer de Deus, por isso também afirma ser inútil ser religioso.
o teísmo é a crença em Deus tal como Ele é revelado pelas Escrituras. Esta é a nossa posição como crentes.
Por que cremos em Deus?
R- Hb 11.1-4, 17, 24; Ef 2.8. Cremos unicamente pela fé que Deus mesmo nos dá. Se não crermos em Deus não teremos nenhuma explicação satisfatória para a existência do universo, para o cumprimento das profecias do Antigo Testamento, nem uma razão suficiente para nossa própria vida.
Como podemos saber algumas verdades sobre Deus?
R - Hb 1.1; Ex 3.6; 2Pe 1.21. Deus veio ao nosso encontro, para que creiamos nEle, e para sabermos o que Ele quer de nós. Temos que ser gratos a Deus porque Ele vem ao nosso encontro, Ele nos dá a fé, e nos convida à salvação, à vida eterna – Jo 3.15-16 e 36.
quinta-feira, setembro 11, 2008
Atendendo pedido
Pastor Giovani,
Gostei de você se apresentar como Pastor Giovani. Sempre estranho quando um colega se apresenta como “Rev.” Fulano. “Pastor” é mais honroso, bíblico; “Reverendo” é mais formal, mais eclesiástico.
Pode parecer estranho, mas a esta altura tenho gostado de falar e escrever, não do que sou e do que eu tenho feito, mas de “o que Deus tem feito” por mim.
Creio que estou na média dos pastores, mas “Deus tem feito grandes coisas por nós” (Sl 126.3).
Sou crente e presbiteriano desde menino; nunca deixei a Igreja, professei a fé ao 16 anos, já ativo na UMP e na Escola Dominical. Aos 18 anos fui claramente chamado por Deus para o ministério. Tive bons pastores que só me deram bons exemplos. Estudei no Seminário Presbiteriano do Sul - em Campinas - e trabalhava 4 a 5 horas por dia no Centro de Saúde de Campinas, pois já estava noivo e pretendia casar-me logo; realmente casei-me no final do 2º ano teológico. Terminei o curso em 1952, fui licenciado em 1953 e ordenado em 1954. Parece que fui bom aluno no Seminário.
Pastoreei cerca de 17 igrejas, em 52 anos. Em minha 1ª Igreja estive 8 anos, mas nesse período pastoreei também outras. Em outras igrejas fiquei de 1 a 14 anos. Foi uma grande experiência pastorear igrejas recém-organizadas ou antigas, e de diferentes portes.
Outra grande experiência foi a de ser missionário da Junta Missionária de meu presbitério na Grande São Paulo, por 6 anos, na década de 60. A J. M. iniciou pelo menos 6 Congregações, adquiriu 7 terrenos, onde hoje há 7 Igrejas.
Dediquei-me também a serviço social da Igreja. Em Carapicuiba, com uma creche e outros serviços: O CEPHAS – Centro Presbiteriano Humanitário de Ação Social – e uma Congregação no mesmo local, onde estive por 17 anos, enquanto pastoreava também outras igrejas.
Outra experiência notável e gratificante foi a de ser professor do Curso Intensivo de Teologia, em Campinas, pelo qual passaram 216 pessoas maduras, na maioria homens que se tornaram pastores e várias senhoras, inclusive esposas de pastores.
Outra preciosa experiência foi a de ser Capelão Evangélico da União dos Escoteiros do Brasil, na Região de S.Paulo e chefe de escoteiros e lobinhos por cerca de 8 anos, e depois usando o método do Escotismo no trabalho com crianças e adolescentes de diversas igrejas em que estive, promovendo acampamentos e acantonamentos com o método do Escotismo. Até hoje julgo que esse método – com reuniões semanais e acampamentos em barracas - devia ser adotado por nossas igrejas, usando a mesma Lei, a mesma Promessa e a literatura do Escotismo.
Também fui professor da rede estadual de ensino, por 11 anos, num tempo em que o Presbitério não tinha recursos para sustentar os pastores. Dei aulas de Educação Moral e Cívica (uma boa oportunidade que tive para atuar como pastor), História e Psicologia.
Em 2/11/2004 minha esposa, então com 74 anos, sofreu um extenso derrame cerebral. Precisei, então, passar a cuidar dela com tempo integral. Desde então, saí de S. Paulo e prego e dou aulas na Escola Dominical de quando em quando, como também tenho feito alguns casamentos. Escrevo quanto posso e ponho à disposição de irmãos e igrejas os escritos, inclusive algumas apostilas sobre diversos assuntos.
Estou casado com Maria Aparecida há 58 anos; sou hoje pastor exclusivo dela, e ambos esperamos na providência de Deus, tendo “o desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor”.
Foi uma prazer corresponder-me com você.
Seu irmão em Cristo, Rubens Pires do Amaral Osório, 10/8/08
quarta-feira, setembro 03, 2008
"Salvai-vos desta geração perversa" - 3
3. Mas, o sermão de Pedro deu resultados – v. 37: “compungiram-se em seus corações. E perguntaram a Pedro... que faremos, varões irmãos? E disse-lhes Pedro: ‘Arrependei-vos, e a cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; porque a promessa vos diz respeito a vós e a vossos filhos, e a todos que estão longe, a todos quantos Deus nosso Senhor chamar’. E os exortava dizendo: ‘Salvai-vos desta geração perversa’”.
Arrependimento, segundo as Escrituras, envolve toda a pessoa: a mente, os sentimentos e a vontade. Intelectualmente reconhecendo a sua falta; quanto aos sentimentos, sentindo tristeza e vergonha pelo que fez de mau ou pela negligência em deixar de fazer o bem, e quanto à vontade, mudando de atitude, abandonando o pecado, passando a fazer o bem que Deus quer. Isso é arrependimento! É o mesmo que Paulo ensinou em 2Co 5.17: “Se alguém está em Cristo é nova criatura, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo”.
Depois da conversão, ou novo nascimento, uma nova vida se inicia, com o crescimento espiritual que é a santificação operada pelo Espírito Santo. Em Fp 2.13-15 Paulo fala dessa completa transformação. Com ele mesmo foi assim. Fariseu zeloso, rejeitava Cristo, perseguia ferozmente os cristãos; ouviu a pregação de Estevão antes de Estevão ser apedrejado com o consentimento dele. Dirigia-se, mais tarde, a Damasco para prender cristãos, quando Cristo falou com ele. Converteu-se! Três dias depois estava sendo batizado, ali mesmo começou a pregar o Evangelho e passou de perseguidor a perseguido; tornou-se o grande apóstolo Paulo.
Conheci pessoalmente Narciso Lemos. Foi cangaceiro do bando de Lampião. Em sua vida de crimes matou pelo menos 14 pessoas! Após a morte de Lampião veio para Santos e continuou sua vida de crime. Um dia se encontrou casualmente com um ex-companheiro de cangaço e convidou-o a cometer assaltos juntos, mas o amigo lhe contou que agora era crente em Cristo; sentiu ódio. O amigo o convidou para ir à sua Igreja naquela noite. Ele aceitou o convite e planejou matar o ex-companheiro no caminho, em Vicente de Carvalho, entre Santos e Guarujá. Chegou à Igreja, ouviu o sermão, converteu-se! Tornou-se colportor (vendedor de Bíblias e livros evangélicos). Por onde ia dava seu testemunho. Sua vida é contada no livro “Por que deixei a indústria do crime”, escrito pelo pastor batista Erodice de Queiroz.
Conclusão: Creio que é o caso de cada um de nós reexaminar a sua vida. Você já se converteu? Como está a sua comunhão com Deus? Você ora, lê a Bíblia? Sempre, ou de vez em quando? Como está sua participação na Igreja de Cristo, você é freqüentador da Igreja, ou é participante? Como está sua vida particular? Como está sua família, você está realmente cuidando dela, evangelizando os filhos, protegendo-os? Que lugar Cristo tem em sua vida? Você é cristocêntrico, ou egocêntrico? Você “faz média” com o mundo, ou reage como um bom cristão? Cristo adverte no Sermão do Monte: Mt 7.21-27: “nem todo o que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de Meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em Teu nome? e em Teu nome não expulsamos demônios? e em Teu nome não fizemos muitas maravilhas?’ E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniqüidade”.
“Arrependei-vos... salvai-vos desta geração perversa”. Amém.
sexta-feira, agosto 29, 2008
"Salvai-vos desta geração perversa" - 2
2. Voltemos às palavras de Pedro: “Salvai-vos desta geração perversa”. O máximo da perversão foi rejeitar a Cristo e pedir a Sua crucificação. Mas todo tipo de pecado existia entre o povo naqueles dias. Citemos alguns: o pecado íntimo da hipocrisia; Cristo denunciou-o quando repreendeu “escribas e fariseus hipócritas”, líderes religiosos, meros profissionais que tinham o coração longe de Deus; o pecado da avareza e amor ao dinheiro; prostituição, adultério, indiferença diante das necessidades do próximo e negando-lhe o socorro, e tantos outros tipos de pecado.
Todos estes existem abundantemente na sociedade de hoje, além de formas novas de pecar: pedofilia, que está se tornando moda, prática comum, contrabando, crime organizado, utilizando todos os recursos da moderna tecnologia, tráfico de drogas, desenfreada corrupção de políticos e até de juízes. E o pior: o mundo quer tornar tudo isso normal, aceitável, e quer impô-lo até às Igrejas; por exemplo, considerar crime de discriminação o repúdio ao homossexualismo e lesbianismo mencionados e condenados em Rm 1; prostitutas e prostitutos agora são chamados “trabalhadores do sexo”, com direito a aposentadoria! A tudo isso soma-se o descrédito e desprestígio da família instituída por Deus, quando se substitui o casamento pelo concubinato irresponsável, quando se tolera e quer se impor a união legal de homossexuais e lésbicas com direito de adotar filhos! Os deuses deste século são: Eros e Afrodite (do amor sensual), Mamon (da riqueza) e Marte (da guerra e violência).
E qual é o resultado de tudo isso? Um mundo cada vez mais injusto e violento, riquezas imensas acumuladas, de um lado, e miséria de outro lado; terrorismo internacional, crianças abandonadas desde recém-nascidas até a adolescência; prisões abarrotadas sem nenhum trabalho eficiente para reeducar e recuperar os condenados, enquanto que aqueles que roubaram muito permanecem impunes. Até o nosso planeta Terra está ameaçado de destruição pela maldade e imprevidência do homem. Nos meus 81 anos de existência nunca vi tanta decadência moral, com a televisão e a mídia em geral a serviço da imoralidade, apresentando como bom e natural aquilo que é aberração e pecado!
Mas o pior de tudo é o mundo invadindo a Igreja! Digo isso com convicção e muita tristeza, embora isso não seja novidade. Nas sete cartas de Cristo às Igrejas, no Apocalipse, só duas não receberam reprimendas do Senhor; as demais foram repreendidas por deixarem o primeiro amor a Deus e aos irmãos, infidelidade doutrinária com a conseqüente fraqueza moral, tolerância com a prostituição, morte e frieza espiritual, mornidão espiritual, falta de zelo com as coisas de Deus.
Pois tudo isso está acontecendo na Igreja hoje: igrejas deixando a evangelização e o ensino correto para se transformarem em “clubes religiosos”, mercenarismo em lugar de exercício sério dos ministérios dados por Deus; pastores profissionais e ambiciosos, presbíteros que pensam ser “donos da igreja”, diáconos que não exercem o ministério da caridade cristã e se transformam em simples “porteiros da igreja”; crentes “igrejeiros” freqüentadores da Igreja mas que não são “sal da Terra e luz do mundo”, porque não vivem em comunhão com Deus, sob a direção dEle.
quinta-feira, agosto 21, 2008
"Salvai-vos desta geração perversa" - 1
“SALVAI-VOS DESTA GERAÇÃO PERVERSA” - Atos 2.14-41
Exórdio – Esta é a peroração do sermão de Pedro a uma multidão. Logo após o “batismo com o Espírito Santo” prometido por Cristo (At 1.8), ocasião em que cerca de 120 pessoas foram cheias do Espírito Santo, começaram a falar em “outras línguas”, sendo ouvidas por mais de 3.000 pessoas de diversas procedências (cerca de 14 nações e diferentes idiomas) o assunto não foi outro senão a mensagem evangélica, de salvação mediante o sacrifício de Cristo e a fé nEle.
Muitos não entenderam o que se passava e atribuíram à embriaguez o fato de ouvirem os galileus falando outras línguas que eles não entendiam. Então Pedro, sempre afoito, tomou a palavra e explicou o que se passava (At.2.28-29) – era o cumprimento da promessa feita por Deus por meio do profeta Joel (2.28-29), promessa repetida por meio de João Batista (Mt 3.11) e pelo próprio Cristo (At 1.4, 5 e 8).
Pedro, então, recordou os fatos acontecidos há pouco mais de 50 dias: condenação, crucificação e ressurreição de Cristo. Muitos creram na palavra de Pedro, que encerrou seu discurso com a exortação “Salvai-vos desta geração perversa”.
Realizada por Deus a missão de Cristo, cabia à humanidade, aos que cressem, libertarem-se da incredulidade e dos maus costumes da sociedade humana pervertida. Acreditar – uma atitude apenas mental – mas continuar na mesma vida de pecados, não salvaria ninguém. “Salvar-se” era e é a mudança completa, a conversão: passar da incredulidade cega para a crença esclarecida e inteligente em Deus e Seu Filho, Cristo; é mudança radical de estilo de vida – de vida dominada pelo pecado, para a vida em busca constante de santidade e retidão.
Essa mensagem de Pedro é de atualidade impressionante para os nossos dias.
Vamos analisá-la.
Tema – “Salvai-vos desta geração perversa”.
1) As palavras “salvai-vos” são um alerta para quem está perdido mas poderá salvar-se. Segundo as Escrituras, Deus criou o ser humano “à Sua imagem e semelhança”, portanto capaz de ser plenamente correto, sem defeito, mas livre, inclusive para tornar-se mau. Diz Eclesiastes 7.29: “Deus fez o homem bom, mas eles buscaram para si muitas invenções”.
O pecado, que começou com Adão e Eva, progrediu de tal maneira que o ser humano se tornou inteiramente corrompido – Gn 6.5: “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra,e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”. Desse modo estaria perdido para sempre a menos que reagisse e obedecesse a Deus como fez Noé com sua família; o destino dos demais foi a destruição pelo dilúvio. Outro exemplo da perdição em que esteve o povo foi a destruição de Sodoma e Gomorra – Gênesis, capítulos 18 e 19.
Mas em Sodoma Deus providenciou a salvação de um justo com sua família, Ló, sobrinho de Abraão.
Abraão foi habitar em Canaã, onde estavam os cananeus, povo mau em todos os sentidos, que deveria ser destruído completamente nos dias de Josué.
A salvação, porém, oferecida de graça por Deus, continuou a ser oferecida para quem quisesse recebê-la pela fé, como foi com Abraão – Gn 15.6: “Creu Abraão em Deus e isso lhe foi imputado como justiça” e Rm 4.3-5: “Que diz a Escritura? ‘Creu Abraão em Deus e isso lhe foi imputado como justiça’. Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas àquele que não pratica, mas crê nAquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça”. É absolutamente necessário não nos deixarmos influenciar e contaminar pelo mundo. Rm 12.2: “Não vos conformeis com este mundo”, isto é, não tomeis a forma “deste mundo”.
quarta-feira, agosto 13, 2008
"A raiz de todos os males...
“... é o amor ao dinheiro”, diz o apóstolo Paulo em 1Tm 6.6-10. Até parece que Paulo está exagerando, no uso de uma hipérbole. Mas, se analisarmos mais profundamente o assunto, verificaremos que ele está falando em termos bem realístas.
Sim, porque “dinheiro” não é apenas moeda, mas representa tudo que o dinheiro pode comprar: satisfação de caprichos, prazeres carnais, dominação, posse de bens sem limites, satisfação da vaidade, etc. Na busca de tais coisas o dinheiro é imprescindível; então amar essas coisas é amar o dinheiro, que pode comprá-las.
Em todo o texto citado não está o apóstolo fazendo apologia da pobreza, nem dizendo que é errado e pecaminoso ser rico. Grandes servos de Deus no passado e no presente têm sido homens riquíssimos. Abraão foi rico; Jó foi e voltou a ser depois de suas provações, mais rico ainda; Davi foi rico e Salomão mais ainda. Paulo viveu tanto em pobreza como em abundância – Fp 4.11-13.
O problema está no fato de alguém colocar seu coração nas riquezas. “Se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração”, diz o Salmo 62.10; “Não ajunteis tesouros na Terra... porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”, ensinou Cristo – Mt 6.19-21.
O que se observa no mundo confirma o ensino de Paulo; até pessoas inteligentes, possuidoras de boas qualidades morais, acabam se corrompendo quando passam a amar o dinheiro e a tudo o que o dinheiro pode proporcionar. Acostumam-se com um nível de vida alto, fora da realidade da maioria das pessoas a seu redor, e até dentro de nossas igrejas isso acontece.
A corrupção, que no Brasil se tornou a má cultura, generalizada e dominante, é um triste exemplo disso: pela ambição desmedida de uma minoria muito rica, a maioria vive na pobreza; a péssima distribuição de renda, a exploração do homem pelo homem; a pressa de enriquecer que leva muitos a usarem métodos inescrupulosos – lucro exorbitante, sonegação de impostos, contrabando, estelionato, peculato, etc. Pessoas pobres que não se conformam com a pobreza, nem esperam melhorar com a bênção de Deus, corrompem-se também. Mulheres se entregam à prostituição, homens e mulheres praticam toda espécie de delitos para conseguirem dinheiro e com o dinheiro conseguirem o que ambicionam. Políticos, para galgarem postos e poder, precisam de muito dinheiro e lançam mão de métodos escusos, ou usam postos e poder já conquistados para obterem mais dinheiro sem limites. Jovens pobres, que não tenham o temor de Deus e melhor formação moral, não podem conformar-se com a fome e a miséria, especialmente quando vêem outros com imensos recursos, esbanjando tudo o que está fazendo falta ao pobre; sucumbem diante do convite para optarem pelo roubo, furto, contrabando, tráfico de drogas, prostituição, etc.
Aqueles que fazem parte do povo de Deus estão imunes às tentações atrás citadas? Não! Até aquele que é realmente convertido pode cair em toda espécie de pecado, se descuidar-se de sua santificação e da resistência ao diabo (1Pe 5.8). Seja ele quem for dentro da Igreja, pastor inclusive. Ou decidimos pôr em prática em nossa vida o ensino de Paulo: “Tendo, porém, o sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes” (1Tm 6.8), ou corremos o risco da decadência espiritual e moral, e é quase certo que isso acontecerá. Infelizmente isso tem ocorrido até com pastores.
Meu irmão, minha irmã, seja diligente: estude, trabalhe, planeje sob a orientação de Deus que nos ensina como ganhar e como administrar o dinheiro que nos é necessário; progrida em tudo, conforme a vontade de Deus, inclusive profissional e materialmente, mas “não ponhais nas riquezas o coração”.
Se você se tornar rico pela bênção de Deus e não pela usura, nem pela ambição, nem pela astúcia, lembre-se de que essa riqueza também é de Deus, e você é apenas o mordomo. Administre-a e use-a honestamente e para a glória de Deus. Você estará ajuntando tesouros no Céu – Mt 6.19.
quarta-feira, agosto 06, 2008
Lições Bíblicas - 15
Seu nome decorre do fato de ser governada por presbíteros. Estes são referidos em muitos textos do N.T., por exemplo Tt 1.5, onde Paulo "ordena" a Tito que estabeleça presbíteros nas cidades da ilha de Creta. Em Ef. 3 ele mesmo fala sobre as qualidades morais e espirituais que alguém precisa ter para ser presbítero.
A palavra presbítero é da língua grega e passou para o português da mesma forma que é no grego; significa e é traduzida, algumas vezes, por "ancião". Isso mostra que o sistema de governo da Igreja do N.T. segue o modelo do governo do povo de Israel desde o tempo de Moisés, quando este, a conselho de Jetro, seu sogro, e por ordem de Deus, estabeleceu 70 anciãos sobre o povo para governarem juntamente com e1e, liderados por ele - Ex 18.21 e Nm 11.16-17. No l° concílio da Igreja, referido em Atos 15, estavam presentes, participando, também os "anciãos" - 15.2 e 6. "Presbitério" também é referido em 1Tm 4.14, como o concílio que ordenou Timóteo tornando-o um pastor.
Na Igreja Presbiteriana local o conjunto dos presbíteros forma um concílio chamado Conselho da Igreja, do qual faz parte o pastor, que também é presbítero.
Em âmbito regional existe o Presbitério, constituído de um presbítero de cada uma das igrejas locais e seus pastores. Vários presbitérios vem a constituir um Sínodo, que é um concílio superior aos presbitérios, e os sínodos vem a constituir o concílio superior a todos os outros, que é chamado, às vezes, Supremo Concílio, como é hoje na Igreja Presbiteriana do Brasil, ou Assembléia Geral, como já o foi.
Resumindo: o governo na Igreja Presbiteriana é um governo democrático-representativo, pois os presbíteros são eleitos pelas igrejas e as governam em nome do povo que os elegeu. O Conselho da Igreja, assim, exerce jurisdição ou autoridade sobre a igreja local. O Presbitério é formado por representantes dos Conselhos das Igrejas e seus pastores, e exerce o governo ou jurisdição sobre os Conselhos e Igrejas de uma região; o Sínodo governa e jurisdiciona os presbitérios, o Supremo Concílio governa toda a Igreja nacional com seus concílios inferiores.
Este é o tipo de governo presbiteriano, democrático-representativo, que tem servido de modelo para os governos republicanos, como Brasil e Estados Unidos.
Há 2 outros tipos de governo de Igreja: o Episcopal, em que um bispo tem autoridade sobre os pastores e igrejas de uma região, e o governo Congregacional, em que a Assembléia de uma igreja local governa a comunidade e decide todos os assuntos, tanto administrativos como doutrinários e espirituais. Nas igrejas que adotam esse tipo de governo não há concílios superiores; cada Igreja é autônoma, havendo Convenções de igrejas, que não tem autoridade de jurisdição sobre as igrejas locais.
Comparando os três tipos de governo podemos dizer: o mais democrático dos três é o congregacional em que o povo se governa, reunido em assembléia da igreja local; o menos democrático é o episcopal, no qual um bispo decide, inclusive sobre a nomeação dos pastores para as diferentes igrejas. Existem vantagens e desvantagens em cada um desses tipos de governo. O sistema episcopal se centraliza em uma pessoa, o bispo. O sistema congregacional coloca todos os problemas, inclusive doutrinários e disciplinares, em Assembléia constituída, inclusive, de crentes novos, imaturos, o que cria problemas sérios e constrangedores. O sistema presbiteriano é um meio-termo entre os dois: é democrático-representativo, isto é, os eleitos governam em nome do povo que os elegeu e devem sempre lembrar-se disto: eles recebem um mandato e devem sempre corresponder à confiança dos eleitores, para governarem bem, para o bem da comunidade. Depois de instruídos é que assumirão seus encargos.
Existe base bíblica para cada um destes tipos de governo eclesiástico, mas o maior número de textos sobre o assunto é o que caracteriza o governo presbiteriano que, como os outros dois, também apresenta vantagens e desvantagens: é mais burocrático, mas é o governo de um colegiado que deve ser especialmente preparado para suas funções. A burocracia não deve emperrar um governo, mas apenas garantir que tudo se fará com ordem.
Nós, presbiterianos, escolhemos nosso tipo de governo e assim também os episcopais e os congregacionais. O mais importante é isto: ''Faça-se tudo com decência e com ordem" (1Co 14.40) para que em cada igreja e em cada denominação o nome do Senhor de toda a Igreja, Jesus Cristo, esteja sendo realmente glorificado. Amém.
quarta-feira, julho 30, 2008
Lições Bíblicas - 14b
A Igreja
Outro passo importante no discipulado: apresentar a Igreja ao novo discípulo, como a Bíblia diz que ela é, com suas virtudes e suas falhas.
a. A Igreja é uma comunidade de amor - Jo 15.9-13, 17; 1Jo 4.19-21; Jo 11.32-36; 2Co 12.15. Da realidade deste aspecto da Igreja depende a realização dos demais. É importante que o evangelizando encontre novos amigos na Igreja, pois ele certamente vai perder antigos amigos, dos quais não será mais companheiro, embora continue sendo amigo deles.
b. A Igreja é uma família, a família de Cristo- Ef 3.14-15, Mc 3.31-35. Por isso é que os cristãos são referidos em Atos como "os irmãos" (15.3 e 23); na Igreja primitiva "tinham tudo em comum" - At 2.44. Precisamos levar a sério o fato de sermos irmãos; os cristãos de Jerusalém levaram isso até as últimas consequências - At 4.32.
c. A Igreja é um corpo - como um organismo vivo, os membros estão intimamente relacionados uns com os outros, precisando cooperar mutuamente em tudo - 1Co 12.13-27. Para isso a Igreja deve estruturar-se convenientemente.
d. A Igreja é uma comunidade terapêutica. Todos nós somos pessoas carentes; uns mais, outros menos, mas todos somos carentes. Este é um ponto que tem sido pouco tratado entre nós. Por essa razão vamos nos alongar um pouco.
Nossas carências podem ser espirituais, morais, emocionais, físicas, financeiras, etc. Todos queremos ser acolhidos com nossas carências e assim ternos de nos acolher uns aos outros, por mais custoso que isto seja. Paulo recomenda: "...suportando-vos (apoiando-vos) uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros..." - Cl 3.12-14 e Tg 5.16: "Confessai ... orai uns pelos outros".
As carências emocionais e os problemas do passado e do presente tornam uma pessoa até mesmo psicologicamente enferma. Pois, psicólogo ou não, por amor e com a sabedoria e bom senso dados pelo Espírito Santo, precisamos ajudar-nos até quando os problemas chegam a afetar a saúde emocional e psíquica de alguém. Lembremo-nos de que existem doenças físicas resultantes de problemas emocionais. Ajudando na cura destes, estaremos ajudando na cura até de enfermidades físicas de origem emocional. Toda cura vem de Deus - Sl 103.3.
A Igreja é como um grande hospital onde os doentes somos nós, que nos ajudamos mutuamente, e onde o médico de todos é Cristo.
Quantas pessoas existem com problemas sérios de rejeição, culpa, ódio, depressões, desânimo e tristeza; são estados doentios da alma; muitas dessas pessoas são curadas quando encontram na Igreja aceitação (Mc 3.34-35; Rm 14.1; Gl 6.1), quando compreendem que, arrependidas, seus pecados são perdoados; por isso elas também tem condições de amar e perdoar; tornam-se otimistas por causa da fé e da esperança e ganham a alegria da salvação . A correta participação na Ceia do Senhor, a confissão de nossas culpas, não só a Deus, mas - quando necessário - também a uma outra pessoa, que pode ser o pastor ou outro irmão em quem deposite confiança, são grandes passos para a cura de nossos males.
e) A Igreja, corpo de Cristo, é formada de pessoas defeituosas como nós. Sempre foi assim, desde os tempos do A.T. A Bíblia não esconde os defeitos de Abrão, de Davi e de nenhum dos santos do Senhor. Na Igreja primitiva, nos tempos apostólicos, tivemos os casos de Ananias e Safira, Demas que "amou o presente século" e tantos outros, e assim é até hoje. O corpo é imperfeito, mas a Cabeça, Cristo, é perfeita e é a Ele que servimos quando servimos o próximo e a Igreja.
É em Cristo, e nEle SÓ, que tem de estar firmada a nossa fé. Com Ele nunca nos decepcionaremos.
"Ele mesmo deu uns para apóstolos e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura de Cristo... cresçamos em tudo nAquele que é a cabeça, Cristo." - Ef 4.11-15.
Esforce-se, cresça; e a Igreja estará crescendo com você
quarta-feira, julho 23, 2008
Lições Bíblicas - 14a
EVANGELIZAÇÃO E DISCIPULADO
Leia: Mc 16.15-16; Mt 28.16-20; At 1.8; 2Tm 2.24-26.
Depois de um bom trabalho de evangelização, se o Senhor acrescentou à Sua Igreja os que Ele escolheu e deu ao Senhor Jesus, com alegria a Igreja recebe novos irmãos que precisam de cuidados especiais. Deve seguir-se o que se tem chamado de Discipulado. Que é isso?
Discipulado é o trabalho a ser realizado com os crentes novos no sentido de adestrá-los para a nova vida, bem corno ajudá-los em seu amadurecimento espiritual e na adaptação ao novo meio social e familiar, a Igreja.
Esse trabalho pode ser feito na Igreja por uma classe específica, ou por pessoas preparadas para esse tipo de ministério, ou cada crente espontaneamente se encarrega de "discipular" um novo irmão, discípulo de Cristo. Discipular significa ensinar e também disciplinar.
Dividamos o assunto.
1°) O que são "discípulos" no Novo Testamento? Em dezenas de textos encontramos referências de Jesus e de outros, aos que O seguiam ou haveriam de segui-Lo. Pela simples leitura desses textos aprendemos muito sobre o relacionamento entre o Mestre e os discípulos.
Leia Mt 5.1; 8.21; 9.19 e 37; 10.24-25; 12.1; 15.2; 16.24; 18.1; 19.10; 20.17; 23.1; 24.1; 26.1-2; 26.18, 26, 36, 40 e 56; 27.57-58; 28.7, 16; Lc 14.26-27, e 33; 19.37; Jo 6.66; 8.31; 13.35; 15.8 e muito outros.
A palavra grega traduzida por "discípulo", transliterada, é "mathetés" por exemplo em Mt 5.1, onde está no plural. Em Mt 28.19, "fazei discípulos" usa-se o verbo "mathetéuo”.
Em português a palavra discípulo é relacionada com disciplina, que tanto significa uma matéria que se ensina como também a observância ou obediência a regras estabelecidas de comportamento.
Discípulo é mais do que aluno; é aquele que, além de aprender com o mestre, segue a sua orientação reconhecida como autorizada. Assim, mestre é mais do que professor; este ensina, mesmo não fazendo seguidores; mas o mestre ensina com tal sabedoria e autoridade, que é respeitado e seguido pelos discípulos.
Ser cristão é ser discípulo de Cristo no sentido acima.
2°) Como fazer discípulos de Cristo? Há muito líderes, hoje, fazendo discípulos deles mesmos. Estão errados; se são cristãos, devem se-los de Cristo. Ninguém tem de ser, em matéria de fé, discípulo do pastor da Igreja,ou de qualquer outra pessoa, mas unicamente de Cristo.
3°) Como discipular é agora a nossa questão. Depois de evangelizar precisamos consolidar o ensino já recebido pelo novo irmão, sobre a correta doutrina de Cristo:
a) ''Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido" - Lc 19.10. Toda pessoa, antes de receber a Cristo, está perdida. É preciso crer nEle para ter a salvação. "Quem crê nEle não é condenado; mas quem não crê já está condenado..." "Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece" (Jo 3.18 e 36).
b) Todo aque1e que está realmente salvo, vive uma nova vida e põe em prática a Ética cristã com base nos mandamentos: 1Jo 2.3-6 e Jo 15.8-12 e no Sermão da Montanha - Mt 5 a 7.
c) O salvo tem o Espírito Santo (At 2.38 e 1Co 12.13) e é por isso que ele pode compreender o ensino e a vontade de Deus (Jo 16.13).
d) Todo salvo se torna um servidor de Cristo - Mt 20.1; Lc 10.2 - e um "pescador de homens" - Mc 1.17.
e) A salvação é global,completa. Cristo salva o homem todo - corpo e alma; salva-o da condenação e do poder do pecado. O Evangelho tem um objetivo individual - atingindo e salvando "cada um" e não uma coletividade - At 2.38; tem um objetivo ético e moral, pois com a salvação espiritual vem a "santidade de vida", solução ou a superação dos demais problemas; sendo ético e moral, o objetivo é também social, pois ensina a sociedade a ser justa e nós, como "sal da terra e luz do mundo" temos de permear e santificar o mundo, a sociedade humana, ainda que ela permaneça incrédula e perdida - Mt 5.16; Fp 2.15; Mc 5.18-19; 1Co 7.14 (na família).