terça-feira, maio 30, 2006

O Pecado de não Amar

Leia Mt 22.37-40; Lc 16.13; 1Jo 2.15.
Os textos acima, e outros, nos colocam em um dilema: temos que amar o próximo, seja quem for – Mt 5.44-46 – mas ao mesmo tempo não podemos “amar o mundo”.
Para sairmos do dilema, temos que entender realmente o que é “amar o próximo” e o que é “amar o mundo”.
Amar o próximo é identificar-nos com ele, seja quem for, sem nos igualarmos com ele; é reconhecer que também somos pecadores carentes da graça de Deus. Amar o mundo é aprovar, aceitar e adotar os seus padrões morais e espirituais, é pactuar com o mundo e seus males.
Jesus Cristo se identificou com cada um de nós, mas não se tornou igual a nós, em nossa imperfeições e misérias morais – 2Co 5.14-15. Cristo nos amou tanto que se identificou com “todos”, morreu por “todos”, mas não se igualou a nós, não pactuou conosco.
Notemos que o amor de Cristo não foi jamais um amor “de palavras”; foi um amor real, demonstrado em tudo o que Ele fez. O verbo “fazer” aí é absolutamente necessário e indispensável.
É desse modo que temos de amar: sentir amor e compaixão em nosso íntimo, e expressá-lo em palavras e atos.
Em Mt 25.34-36 lemos: “Então dirá o Rei aos que estiverem à Sua direita: ´Vinde, benditos de Meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; pois tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era estrangeiro e me hospedastes; estava nu e me vestistes; adoeci e me visitastes, estive na prisão e fostes ver-me”. Isso significa que o que caracteriza o salvo, o cristão, é ação que corresponde ao amor que sente, atendendo as necessidades legítimas do próximo. Certamente não é só no atendimento às suas necessidades físicas e materiais, mas é também atendendo as de ordem moral e espiritual. Cristo não só curou enfermos, mas ofereceu-lhes a salvação (Mc 2.5-11); repreendeu a multidão à qual dera pão em abundância, e exortou-a a aceitar a comida que permanece para sempre! (Jo 6.26-27).
João e Tiago ensinam que o verdadeiro amor não é o amor apenas declarado com palavras, mas o amor expresso em ação (Tg 2.14-17 e 1Jo 3.26-28).
Finalmente, Jo 4.20: “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e aborrece (não ama) a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?”
Você ama, realmente, ou apenas diz que ama?

terça-feira, maio 23, 2006

Amor e Solidariedade

“Quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas...” –Rm14.1.

Somos individualmente imperfeitos, todos nós; uns mais, outros menos; mas imperfeitos, sempre necessitados do perdão de Deus e da caridade dos irmãos. A intolerância é um sentimento anti-cristão.
Seja cada um intransigente consigo mesmo, mas tolerante com o próximo, especialmente o irmão.
Em Mt 7.1-5 Jesus nos ensina a humildade como base da tolerância. Tolerância não é conivência nem cumplicidade; é disposição para perdoar o arrependido e ajudar toda pessoa que está fraca moral e espiritualmente.
É assim que Deus nos trata: com paciência, porém mostrando no que estamos fracos e errados, e exortando-nos ao arrependimento.
“Salvai-vos desta geração corrompida e perversa” é a exortação de Pedro em At 2.40. Ele mesmo nos lembra que “o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como o leão, buscando a quem possa tragar”.
Se o diabo puder, ele nos levará a todos aos pecados mais vis e degradantes. “Vigiai e orai para que não entreis em tentação”, disse Cristo – Mt 26.41; “Quem está em pé, olhe, não caia” – 1Co 10.12.
Resistamos à tentação e agradeçamos a Deus porque nos livrou (1Co 10.13).
Nossos jovens e nossas crianças são, normalmente, as vítimas mais fáceis de Satanás. Ainda que não sejam vítimas inocentes, são vítimas. Cabe-nos cuidar deles, evitar tanto quanto possível que venham a cair; livrá-los de más companhias, evangelizá-los, orar por eles, acompanhá-los pessoalmente o quanto possível, porque as conseqüências do pecado são terríveis, até mesmo depois que o pecador se arrepende.
“O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” – Rm 6.23. Creia nisso, arrependa-se, viva em santidade.

quarta-feira, maio 17, 2006

Uma bela história

Naamã, o leproso - 2 Reis 5

A Bíblia, no Antigo Testamento, conta a história de Naamã. Ele era chefe do exército de um país, um lugar chamado Síria. Todos respeitavam muito Naamã e o rei era seu amigo.
Apesar dele ser rico e de ter um trabalho muito importante, Naamã não era feliz. Na sua casa havia muita tristeza. Naamã tinha uma doença chamada lepra. Naquele tempo não havia remédio para curar a lepra. A esposa de Naamã e todos da família dele sentiam tristeza porque sabiam que Naamã estava morrendo e não podia ser curado. Até os empregados da casa tinham pena de Naamã e de sua esposa.
Havia uma menina, nascida num país chamado Israel, e era escrava da família. Ela também tinha muita pena de Naamã e ficava pensando se não devia falar para a esposa dele sobre a tristeza que ela também sentia, falar do verdadeiro Deus, que era adorado na terra dela, e do profeta Eliseu.
Ela tinha certeza de que se Naamã fosse ao lugar onde vivia o profeta Eliseu, este poderia ser curado da lepra.
Assim, certo dia, ela ficou com coragem e contou para a sua patroa sobre o profeta que vivia em Israel e que poderia curar Naamã. A esposa de Naamã nunca tinha ouvida falar de Deus e enquanto ela ficava sentada escutando a menina falar das coisas maravilhosas que Deus podia fazer, ficou com esperança que seu marido fosse curado.
A esposa de Naamã correu para contar ao seu marido as notícias maravilhosas que tinha escutado. Enquanto ela corria para falar com Naamã, ele a observava espantado. O que poderia ter acontecido no seu lar tão triste, que tinha deixado sua esposa tão animada?
Quando Naamã ouviu o que a jovem criada tinha falado, mal podia acreditar. Um Deus que podia curar a lepra? Será que isso existia? A criada nunca tinha mentido e não iria mentir sobre uma coisa assim.
Assim, Naamã concordou que ele tinha de ir procurar o tal profeta. Mas onde devia ir? Onde poderia encontrar o profeta? Talvez o rei soubesse.
O rei da Síria nunca tinha ouvido falar do profeta Eliseu e achou que o rei de Israel poderia saber alguma coisa; então deu uma carta para Naamã levar ao rei de Israel. Nessa carta o rei dizia que Naamã era o chefe do seu exército. Além da carta, o rei mandou arrumar um presente real para a pessoa que curasse Naamã.
O rei fez tudo o que podia para mostrar o quanto gostava de Naamã e como queria que Naamã fosse curado.
A viagem era longa, mas finalmente Naamã chegou ao palácio do rei Jeorão, rei de Israel.
O rei Jeorão chamou logo Naamã. Uma pessoa tão importante como o chefe do exército da Síria não podia ficar esperando muito tempo.
O rei de Israel abriu a carta e começou a ler. A carta dizia assim: “Logo que você ler esta carta, ficará sabendo que mandei meu servo para você curá-lo da lepra.”
Lepra! O rei mal podia crer no que tinha lido. De repente o rei de Israel ficou com muito medo. Ele pensou que o rei da Síria estava escrevendo aquela carta de propósito porque sabia que ele não podia curar a lepra.
Naquele tempo, quando uma pessoa ficava com muita raiva ou muito aborrecida, ela rasgava a roupa. E foi o que o rei de Israel fez: rasgou a sua roupa e disse:
“Por acaso sou Deus para fazer viver uma pessoa ou curá-la da lepra? O rei da Síria está procurando um jeito de brigar comigo!” Ele e os sábios do reino não sabiam o que fazer. Na carta não estava escrito o nome do profeta Eliseu - só dizia que era para o rei curar Naamã.
O que deveriam fazer? Eles sabiam que Naamã precisava ser muito bem tratado, pois era uma pessoa muito importante no reino da Síria. O que é que os ministros do rei de Israel poderiam fazer para ajudar?
O rei estava pensando no problema quando apareceu um moço trazendo uma mensagem sobre Naamã. Eliseu, o profeta, tinha ouvido falar da visita de Naamã e sobre a sua doença e escreveu assim para o rei de Israel: “Por que rasgaste a tua roupa? Manda Naamã para mim e ele saberá que existe profeta de Deus em Israel.”
O rei ficou livre do problema. Naamã devia ir imediatamente até a casa do profeta Eliseu.
Então Naamã foi com seus cavalos e carros para a casa do profeta. Pararam à porta da casa de Eliseu e viram que era um lugar pobre.
Naamã ficou surpreso porque ninguém estava esperando por ele na porta da casa. Ele achava que Eliseu sairia para esperá-lo. Afinal, ele era um homem muito importante e capitão do exército da Síria, um pais também muito importante.
Chegaram na frente da casa de Eliseu, mas o profeta não tinha saído da casa. Dentro da casa, Eliseu estava dizendo para o seu empregado o que deveria ser dito a Naamã. Quando acabou de falar, o empregado saiu para dizer a Naamã que era para ele ir ao Rio Jordão lavar-se sete vezes, e ficaria completamente curado da lepra.
Naamã ficou furioso: “Lavar-me num rio? Na minha terra há rios muito melhores do que este Rio Jordão. Será que eu não poderia lavar-me neles e ficar sarado?” E saiu furioso.
Ordenou que todos fossem embora imediatamente. Mas alguns homens foram conversar com ele e disseram: “Se o profeta lhe tivesse pedido para fazer alguma coisa difícil, o senhor não faria? Quanto mais quando ele diz que o senhor precisa apenas lavar-se para ficar são?”
Naamã sabia que seus homens estavam certos. Para Deus ajudá-lo, era preciso que ele cresse e obedecesse. Assim Naamã e seus homens foram para o Rio Jordão.
Quando ele estava na água, podia estar pensando: “Estou perdendo tempo”. Mas ele estava fazendo pelo menos o que seus homens aconselharam que ele fizesse. Por seis vezes entrou na água, mas o seu corpo continuou do mesmo jeito. Quando Naamã entrou na água pela sétima vez, os homens que estavam com ele chegaram mais perto do rio. Eles deviam estar preocupados, querendo saber se o seu capitão tinha sarado. Será que havia um Deus que podia fazer coisa tão difícil? E quando Naamã saiu da água, sua pele estava sã, como a de uma criança!
Que alegria! Apesar de não ter muita fé, Deus curara o corpo de Naamã!
Ele e os seus homens foram até a casa de Eliseu. Ao chegar diante do profeta, Naamã lhe disse: “Agora sei que não há Deus em nenhum outro lugar a não ser em Israel. Por favor, aceite um presente de teu servo”.
Eliseu, porém, respondeu: “Juro pelo nome do Senhor, a quem sirvo, que nada aceitarei”. Naamã insistiu, mas Eliseu nada aceitou, e disse a Naamã: “Vá em paz”.
A Bíblia conta este milagre que aconteceu. Naamã obedeceu e foi curado. A Bíblia conta também as histórias de outros homens e mulheres que obedeceram a Deus, a história de Jesus e do grande amor de Deus.

segunda-feira, maio 08, 2006

A Família

Deuteronômio 6.1-9

Exórdio- Numa entrevista na televisão, Dr. Dráusio Varella falou de um importante trabalho de pesquisa que realizou na antiga “Casa de Detenção” de S. Paulo. Entre os presos, mais ou menos 90% eram jovens provindos de lares desfeitos ou de lares que nunca existiram; faltou a esses jovens a educação dada em famílias bem estruturadas – afeto, princípios éticos, bom exemplo dos pais; resultado: jovens de caráter deformado, entregues aos vícios e ao crime.
Explicação - Isso não aconteceria se o ensino das Escrituras fosse observado com referência à Família. A família é a 1a instituição criada por Deus, antes mesmo da instituição do povo e da Igreja de Deus. Em Gn 1.27-28 está a 1a referência de Deus à família. Vamos meditar sobre o Tema: “Importância da Família na formação do ser humano e da sociedade

1o) A família é que dá não só origem às pessoas, mas também lhes dá estrutura afetiva, psicológica, moral, social e espiritual.
Família completa é o conjunto de: marido, esposa, e filhos (no plural). Em família assim constituída a pessoa aprende a relacionar-se corretamente com o cônjuge e com os filhos, e estes aprendem a relacionar-se com os pais e com os irmãos – com os pais como superiores, e com os irmãos como seus iguais; aprende a respeitar a autoridade paterna, e o respeito ao irmão; aprende a solidariedade, a ajuda mútua e sobretudo o amor. Sem a base do amor, todo o relacionamento será frágil e artificial. Quem não aprende e não sabe se relacionar com a família, não saberá relacionar-se corretamente na sociedade.

2o) Mas a base de toda a formação moral e espiritual que a família dá, está no ensino bíblico: l- Amar a Deus - respeitamos e obedecemos Seus mandamentos quando amamos a Deus. Escreveu o apóstolo João: “Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro”- 1Jo 4.19; se não O amarmos também não nos esforçaremos para obedecer os mandamentos. Jesus disse: “Se guardardes os Meus mandamentos permanecereis no Meu amor” – Jo 15.10. Amor a Deus e obediência aos mandamentos, estão sempre relacionados intimamente. José no Egito pôde resistir à tentação da mulher de Potifar, porque temeu a Deus; recusando-se a pecar, ele disse: “como faria eu este grande mal, e pecaria contra Deus?” Pecar contra Deus era para ele algo horrível, que ele detestava.
Isto significa que é dever nosso, como pais, evangelizar os filhos, diretamente. É um erro os pais transferirem para a Igreja e a Escola Dominical a evangelização dos filhos; a Escola Dominical e a Igreja cooperam com os pais em sua missão de ganhar os filhos para Cristo. Desde antes de saber falar, ensinar a criança a agradecer a Deus “o papá” – Dt 6.6-7 – este texto nos mostra que é importante ensinar, orientar, e não só reprimir, proibir. A permissividade é um grande mal; muitas vezes temos mesmo que proibir para proteger os filhos de andarem com certas companhias, voltar para casa a qualquer hora da noite, etc., mas quando proibimos também precisamos explicar a razão por que proibimos. Pv 22.6; 9.10 nos falam da importância de ensinarmos os filhos. A repressão pura e simples causa revolta e não consegue educar, mas a orientação dada com amor pode atingir seu objetivo de educar.
É o contrário do ditado popular: “O que fazes fala tão alto que não ouço o que dizes”. Em casa, vivamos o ensino bíblico para ter autoridade no ensino. Ensinemos com o próprio exemplo, e não só com palavras.

3o) O que é uma família bem organizada, bem estruturada: a) é aquela onde há respeito mútuo entre marido e mulher – Ef 5.21, 22 e 25 – não pode haver machismo nem feminismo; não pode haver desrespeito e gritos, como se vê nas novelas em geral, mas amor, muito amor; b) é aquela onde há cooperação mútua entre marido e mulher, cooperação entre pais e filhos, e entre irmãos – na vida física, nas finanças, nos problemas pessoais; onde uns são conselheiros dos outros; c) aquela onde se cultiva o respeito à personalidade de cada um, onde se evitam as inimizades, pela busca do entendimento, pelo diálogo respeitoso e manso; d) aquela onde a instituição do casamento é respeitada. “O mundo posto na maligno” (expressão do apóstolo João) ensina exatamente o oposto – substitui o casamento pelo concubinato, pelo acasalamento; estimula o divórcio em lugar do entendimento. É absolutamente necessário que o casamento monogâmico e indissolúvel seja respeitado e defendido, onde o divórcio seja detestado – Ml 2.16.

Conclusão – O mundo está cada vez mais entregando-se a Satanás, cada vez mais combatendo a fé cristã, e as instituições de Deus. A Família e a Igreja educam, a televisão e toda a mídia deseducam - pregam o materialismo, o amor ao dinheiro, a vaidade e a frivolidade, o amor livre e o completo desregramento no campo do sexo. Os resultados são: a prostituição, o homossexualismo, o amor ao dinheiro, a busca do prazer carnal- que é a filosofia do hedonismo – milhões de crianças, no Brasil e no mundo crescendo sem pais, sem famílias, sem nenhuma formação moral e espiritual; a AIDS fazendo cada vez mais vítimas, agora principalmente entre as mulheres; com isso cresce a pobreza, a disseminação dos vícios, o tráfico de drogas, a violência e o crime. Pense em tudo isso, ponha-se ao lado de Deus e da Igreja do Senhor Jesus. Rompa relações, definitivamente, com o pecado em todas as suas formas. Não tema ser chamado de “careta”.
Saulo de Tarso, tocado pelo Espírito de Deus, tomou essa decisão: “Não fui desobediente à visão celestial”, disse ele. Faça o mesmo. Dê ouvidos à Palavra de Deus, ponha sua vida a serviço de Deus e do Seu Reino. Ore agora mesmo com essa decisão.

terça-feira, maio 02, 2006

Eclesiastes 11

Eclesiastes 11.1-10:

Introdução - Deus fez o ser humano um ser moral, responsável pelos seus atos: livre para tomar decisões. Deus o fez “à Sua imagem e semelhança”: inteligente, livre, e lhe deu uma alma imortal. Tudo Deus fez desejando somente o bem para nós; mas nos dá liberdade para escolher entre o bem e o mal, entre a vida eterna com Ele no Céu, e a eternidade sem Ele em um lugar de tormento.

Explicação - Nosso texto, diz, em Ec 11.6: “Semeia pela manhã a tua semente, e à tarde não repouses a tua mão, porque não sabes qual prosperará; se esta, se aquela, ou se ambas igualmente serão boas”. “Manhã” é a fase da vida que vai da infância até a juventude. Nessa fase semeamos aquilo que mais tarde colheremos, como está em Oséas 8.7: “...semearam ventos e segarão (ou colherão) tormentas (ou tempestades)”.

Moral: “Faça logo cedo uma escolha inteligente”

l. Os pais devem semear na mente e no coração da criança (enquanto é cedo) aquilo que é bom, ensinado e recomendado por Deus - Deuteronômio 6.4-7: “Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força. Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te”. Aos jovens cabe usarem a inteligência desde cedo - Provérbios 1.7: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria”; 2.1-6: “Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, para fazeres atento à sabedoria o teu ouvido, e para inclinares o teu coração ao entendimento, e se clamares por inteligência, e por entendimento alçares a tua voz, se buscares a sabedoria como a prata, e como a tesouros escondidos a procurares, então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus. Porque o Senhor dá a sabedoria”; 4.1: “Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes o entendimento”; 6.20: “Filho meu, guarda o mandamento de teu pai”.

2. O versículo oito nos avisa que a vida é longa e devemos desfrutá-la toda, e não só a juventude. E o que semearmos na juventude vamos colher na maturidade e na velhice. O exemplo de Jacó com seus filhos mais velhos, que ele havia criado sem o temor de Deus: só lhe deram dores de cabeça na sua velhice. Há jovens que esbanjam a vida e a saúde, para terem mais tarde problemas sérios de saúde. Por exemplo, conheço um homem idoso, na minha igreja: eu pensava que ele fosse mais velho do que eu, tal a sua aparência, mas ele era dez anos mais novo! Ele mesmo confessou que na juventude jogou fora a saúde, vivendo uma vida mundana.

É enorme a tragédia atual da maioria dos adolescentes, especialmente as meninas: fazem mau uso de sua liberdade e de sua saúde, e assim são milhões que vivem se prostituindo, para diversão de seus “amiguinhos” e “namorados”, gerando filhos em idade imprópria para isso, e assim geram filhos para desgraça deles e delas também.

3. No versículo nove Deus recomenda ao jovem ser alegre – brincar de modo sadio, aproveitar a natureza, praticar esporte, divertir-se sem pecar, agir com liberdade e responsabilidade – lembrando-lhe que por tudo terá de responder, um dia, diante de Deus.

Conclusão – Agora, na infância, e na juventude, é o tempo de cada pessoa tomar a decisão de andar nos caminhos do Senhor, obedecendo Seus mandamentos segundo Deuteronômio 10.12-13: “Agora, pois, ó Israel, que é que o Senhor requer de ti? Não é que temas o Senhor teu Deus, andes em todos os Seus caminhos, e O ames, e sirvas ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, para guardares os mandamentos do Senhor, e os seus estatutos que hoje te ordeno, para o teu bem?”

Em Apocalipse 1.3 há mais uma sábia recomendação: “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as cousas nela escritas, pois o tempo está próximo”. Por isso mesmo o apóstolo Pedro nos exortou em seu sermão pregado no Dia de Pentecostes - Atos 2.38: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”, e no versículo 40: “Salvai-vos desta geração perversa”.

Seja esta, também, a escolha e a decisão de todo jovem e de todo adulto que já ouviu a Palavra de Deus: andar nos caminhos santos do Senhor.

terça-feira, abril 25, 2006

De graça, para quem quiser...

“Quem tem sede, venha. E quem quiser,tome de graça da água da vida” – são palavras de Jesus Cristo, registradas em Apocalipse 22.17. É o mesmo que encontramos no Evangelho de João 7.37: “Quem tem sede, venha a Mim e beba”.

Como é bom, quando necessitamos de alguma coisa, e alguém nos oferece de graça. Nós precisamos de tantas coisas, mas nem sempre podemos ter tudo. Jesus Cristo Se apresenta a nós como um Amigo que quer nos dar apoio e nesta vida cheia de dificuldades. Duas vezes Ele multiplicou pães e peixes e mandou Seus discípulos distribuírem à multidão que fora ouvir a Sua palavra. Desse modo Ele demonstrava, de modo objetivo e prático, que está interessado em nosso bem estar. Ele conhece a cada um. Além do alimento para o corpo, Ele nos oferece “água da vida”, aquela que mata a sede espiritual e diz, ainda, que quem crer nEle terá dentro de si mesmo, “...uma fonte de água que salte para a vida eterna”.

Ele oferece a todos, mas muitos não acreditam nEle. Porém Ele insiste e afirma: “Quem beber da água que Eu der,nunca terá sede... a água que Eu lhe der se tornará nele uma fonte a jorrar para a vida eterna”.

Cristo oferece e dá tanto o sustento material como a água que bebemos, mas quer muito mais - que creiamos nEle para termos vida eterna, vida espiritual - uma qualidade de vida que nunca se acabará.

Aceite o convite e a oferta de Cristo!

terça-feira, abril 18, 2006

Poesias

Meu Senhor sofre
Maria Aparecida de Lima Osório

“Disse Jesus: A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal” - Mat 26.38
“Estando angustiado, Ele orou mais intensamente; e o seu suor era como gotas de sangue que caiam no chão” - Luc 22.44

Num horto ermo,
Além do vale,
No cair da tarde,
Sozinho
Jesus sofre.

E o Seu sofrimento
Se traduz
Em súplica,
Em sangue,
Em agonia.

Prostrado, ora
O cálice da amargura
Penetra Seu ser.
O suor é sangue,
Sangue divino,
Vida que se esvai.

Pai, o Filho amado sofre
A angústia do mundo,
O terror do pecado,
A dor da maldade,
Da indiferença,
Da traição.

Meu Senhor sofre.
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Sorrir
Maria aparecida de Lima Osório

Se um dia eu quiser sorrir
Mas não sentir
A beleza do céu,
Do mar,
Das aves,
Das flores.

Se um dia eu quiser sorrir
Mas não sentir
O calor dos amigos,
Dos filhos,
Dos netos,
Meus amores.

Se um dia eu quiser sorrir
Mas não sentir
A alegria da atenção,
Da paciência,
Do carinho
De um amor.

Se um dia eu quiser sorrir
Mas não sentir
A certeza da fé,
Da esperança,
Da salvação
No Senhor.

Não devo sorrir.
Não será um sorriso
Mas um gesto vago,
Sem sentido,
Sem valor.

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Ao Deixar um Emprego Antigo
Maria Aparecida de Lima Osório
Agosto/97
No dia em que eu partir,
Quero reunir
As folhas da primavera
Que guardei no outono
Na arca-das-lembranças.

Quero reunir
As frases de amigos
Que guardei, sorrindo,
Na caixinha-de-música.

E as muitas horas tristes, feias,
De dor e sofrimento cheias,
De inimigos – ou falsos amigos –
Não as terei para guardar.

Grandes, pesadas, imensas,
(Por que maiores do que as outras,
aquelas dos amigos meus?)
Não tive forças para retê-las
E as entreguei a Deus.

Eu as encontrarei nos céus.
Então estarão leves, belas,
Transformadas pelas mãos de Deus.

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terça-feira, abril 11, 2006

O Sentido da Vida

"Eia agora vós, que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo” (Carta de Tiago 4.13-15).

Que sentido tem a vida humana? Que sentido tem a vida de cada um de nós?

É certo que nenhum de nós tem algum poder sobre a duração de sua própria vida. Não marcamos o dia em que haveríamos de nascer, nem nos cabe marcar o dia de morrer. A vida pertence a Deus – “Nenhum de nós vive para si mesmo e nenhum morre para si... de sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Romanos 14.7-8).

Entretanto cabe a cada um de nós escolher algo fundamental quanto ao tipo de vida que viverá. As Escrituras falam de dois tipos de pessoas – as que temem a Deus, e as que não O temem (Salmos 103.6-11, e 13-18). Temer a Deus é reconhecer que Ele é o Todo-Poderoso, e Juiz de todos nós; é respeitá-Lo obedecendo a Leis que Ele estabeleceu para reger a nossa vida e o nosso relacionamento com Ele mesmo e com o próximo. Essa Lei está resumida nos 10 mandamentos sem excluir nem um só deles. Temer a Deus significa reconhecer tanto a justiça como a misericórdia de Deus, e por isso amá-Lo e honrá-Lo.

Através dos tempos o homem tem feito uso dessa liberdade que Deus nos dá, de escolher o tipo de vida que queremos viver. O mundo sob o fascínio de Satanás, o enganador, nos pressiona para viver ignorando Deus e a Sua Lei. Mas nós temos condições de resistir a essa pressão do mundo. Ninguém é obrigado a viver fazendo o mal, assim como também Deus não obriga ninguém a honrá-Lo. A escolha é nossa.

As Escrituras estão cheias de exemplos disso. Caim e Abel eram irmãos; Caim matou seu irmão porque quis, mas de Abel dizem as Escrituras: “alcançou testemunho de que era justo” (Hebreus 11.4). Enoque, que viveu centenas de anos depois, viveu de modo tão santo diante de Deus, que “não conheceu a morte” (Hebreus 11.5); Deus apenas o levou para junto dEle (Gênesis 5.24). A carta aos Hebreus, no capítulo 11, fala de Abraão, de José, de Moisés e de tantos outros que escolheram viver “com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado”.

De Abraão, com um exemplo, a Bíblia registra: “morreu velho e farto de dias e foi recolhido a seus pais”, mas 2 Crônicas 21.20 registra a respeito do rei Jeorão, de Israel: “E foi-se sem deixar saudades”; todos os reis do Reino de Israel foram assim, porque apostataram da fé. Qual desses exemplos convém seguir?

Que tipo de vida temos vivido? Que tipo de vida estamos vivendo? Uma vida dedicada à glória de Deus, ou dedicada ao gozo do pecado e da incredulidade? Vida dirigida por Deus, ou por nós mesmos?

Deus sempre chamou ao arrependimento os que estavam errados. Em Salmos 95.7-8, Deus nos conclama: “não endureçais os vossos corações” e Jesus Cristo nos convida: “Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mateus 11.28-29). Em João 6.37, afirma: “...o que vier a Mim, de maneira nenhuma o lançarei fora”.
Hoje pode ser o dia da reconciliação com Deus, de você e de qualquer que reconheça que tem andado e vivido longe dEle. Paulo exorta em 2 Coríntios 5.20: “Rogamo-vos, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus”. Reconcilie-se com Deus! Onde você está, fale com Deus reconhecendo que é pecador, pedindo-lhe o perdão e a nova vida que só Ele pode dar.

terça-feira, abril 04, 2006

A Igreja Não é Empresa

Volto a escrever sobre este assunto porque é cada vez mais necessário clamar contra a deturpação do sentido da palavra e da instituição da Igreja.

“Eklecía”, Assembléia, é o Corpo (Ef 3.6; 1Co 12.13, 24-27) cuja cabeça é Cristo, e nós somos seus membros e órgãos (Ef 4.15-16).

Igreja é a família de Cristo (Ef 3.14-15). É a instituição estabelecida por Cristo e fundamentada sobre Ele mesmo e Sua palavra – Mt 16.16-18. É o povo de Israel, do Antigo Testamento, após o cumprimento das promessas sobre o Messias; é o Israel de Deus resgatado pelo sangue de Cristo – 1Pe 1.18-19.

Mas apesar de todo o claro ensino das Escrituras, há os que transformam a Igreja – seja a local ou a nacional – em clube, em empresa.

Como o fazem? – Desviando a Igreja de seus objetivos maiores de glorificar a Deus servindo-O, de pregar o Evangelho e cuidar das ovelhas de Cristo.

A pregação do Evangelho torna-se parcial e deixa de ser integral; ou é “evangelho social” ou é “evangelho verbal”, em lugar de ser “Evangelho Integral”. Então esquece-se a função salvadora e transformadora do Evangelho e a Igreja passa a ser um clube que precisa crescer, ou uma organização política que precisa politizar as massas, ou apenas uma empresa que precisa dar lucro e sustentar seus executivos. É a secularização da Igreja, promovida pelos “mercenários” referidos por Cristo em Jo 10.11-12.

Em função disso, despreza-se a “piedade que para tudo é proveitosa” (1Tm 4.8). Passa a interessar à Igreja-empresa especialmente aquele crente que tem boa fonte de renda, e esquecido aquele que precisa ser ajudado. O dízimo começa a ser pregado como patrimônio da Igreja-empresa, não mais como “do Senhor” (Lv 27.30 e 32). O objetivo principal é a própria Igreja que começa a viver, arrecadar e gastar consigo mesma. O pastor passa a ser um executivo que precisa ganhar como tal e ser um bom administrador. E então se esquece do ensino de Pedro em 1Pe 5.1-2. A ganância passa a ser a principal motivação do “executivo”. O cajado do pastor – Sl 23.4 – deixa de ser usado para socorrer e defender a ovelha e passa a ser usado para espancar a ovelha considerada rebelde porque ousa discordar do pastor, ou apenas ousa requerer sua assistência.

A essa altura, não há mais escrúpulos de consciência; o que importa é garantir o êxito da política implantada.

Pense sobre o assunto, tome uma posição acertada e defenda-a corajosamente.

terça-feira, março 28, 2006

Ganância e Dominação

1 Pedro 5.1-4: “Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor Se manifestar, recebereis a imperecível coroa de glória.”

É impressionante como as Escrituras – Antigo e Novo Testamentos – falam a respeito de assuntos atuais. É uma das provas de sua autoria divina.
Um desses problemas é o referido por Pedro nos versículos 3 e 4 do texto acima.
Exorta a todos nós, presbíteros e pastores, a apascentarmos “o rebanho de Deus” de forma correta e legítima: “tendo cuidado dele”; mais adiante, “servindo de exemplo ao rebanho” (Almeida, Corrigida).
Porém, ensina também como não deve ser:
1) “não por força” - Significa que há aqueles que pretendem forçar, constranger os irmãos de alguma forma, quando o papel do verdadeiro pastor é ensinar, doutrinar, ajudar pacientemente, consciente de que só “o amor de Cristo nos constrange”;
2) “nem por sórdida ganância” – isto faz aquele falso pastor que quer tirar proveito próprio, de sua posição. Não lhe basta receber da Igreja o necessário para viver com a família (1Tm 6.8), mas ele é ganancioso. Ganância é a ânsia de ganhar; é insaciável. Ministério para ele é negócio que deve dar-lhe renda, a maior possível;
3) “nem como tendo domínio sobre a herança de Deus” - O falso pastor procura dominar o rebanho em vez de servi-lo com humildade; porta-se como dono e não como servo. O exemplo que dá ao rebanho, assim, é o pior possível; algumas ovelhas serão enganadas por algum tempo e se deixarão dominar, enquanto outras não se submeterão, e outras se escandalizarão e poderão abandonar a Igreja, o aprisco. Quantas vezes isso tem acontecido!
Ao contrário do falso pastor, o verdadeiro ama as ovelhas, “dá a sua vida por elas” (Jo 10.11). Não explora, não obriga, não domina as ovelhas de Deus; ao contrário, serve-as cuidadosamente, despreendidamente e até com sacrifício próprio – 2Co 12.14-15.
Só vale a pena servir assim. Pedro termina esse trecho animando os verdadeiros presbíteros e pastores: alcançaremos a incorruptível coroa de glória.
Não aceite nem ganância nem dominação; somos livres para servir ao Senhor e não a pessoas que “cuidam de si mesmas” – Judas 12.