quinta-feira, abril 26, 2007

Fome e sede de Justiça

Parece que há uma tendência nas pessoas em geral, de isolar um texto bíblico de seu contexto, porque quando fazemos isso sempre encontramos um texto que “concorda” conosco; é um erro frequente.
Quanto às bem-aventuranças, como em toda a Escritura, cada uma delas tem muito a ver com as outras.
Assim, por exemplo, a que diz: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça” - Mt 5.6.
Ter fome e sede de justiça é não se conformar com a injustiça em qualquer lugar e em qualquer momento. É reagir - mas de maneira sábia e prudente, não só emocionalmente - diante de qualquer injustiça. Calar diante da injustiça e do erro é tornar-se conivente e cúmplice. Temos que dizer, externar nossa discordância e nossa afirmação do que é correto.
Temos que fazê-lo, porém, observando todo o ensino das Escrituras, particularmente a bem-aventurança que diz “bem-aventurados os pacificadores”. Não temos que ser semeadores de discórdia e até de inimizades. Temos que amar sempre.
Podemos dissentir energicamente sem deixar de amar e respeitar aquele que errou. Não podemos é pecar por omissão, por covardia. “Não vos conformeis com teste mundo” e “Se possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos” (Rm 12.2 e 18).
Do mesmo modo, não podemos ser pacíficos e pacificadores a ponto de “deixar passar toda espécie de injustiça”.
Equilíbrio é a virtude necessária, embora não seja explicitamente mencionada. Essa virtude é notada muitas vezes nas atitudes de Cristo. Por exemplo, em Mc 3.5: “com indignação, condoendo-se da dureza de seu coração” e 10.21: “o amou e disse: falta-te uma coisa...”
Seja um verdadeiro cristão em tudo, e não só no que lhe for fácil.

quarta-feira, abril 18, 2007

O Cajado do Pastor


“A Tua vara e o Teu cajado me consolam” - Sl 3.4.

O grande Pastor de que fala o Salmo, é Deus (Jo 10.11-13). Ensina, porém, como devemos ser, como ovelhas e também como pastores. Quando Cristo diz “Eu sou o bom pastor”, apresenta-Se a Si mesmo como exemplo a ser seguido por aqueles que, como nós, por Sua providência foram colocados na posição de pastores.
Tanto a “vara” como o “cajado” eram instrumentos usados pelo pastor para proteção das ovelhas. O pastor tinha que saber usar um e outro contra o inimigo e sempre a favor da ovelha.
No ministério pastoral, cajado e vara simbolizam o uso correto das Escrituras, capacidade para defender “a fé uma vez dada aos santos” (Judas 3), amor às ovelhas e cuidado com elas (At 20.28), paciência para reconduzir aquelas que porventura se desviem (Gl 6.1), firmeza doutrinária para ensinar, admoestar e repreender (1Tm 4.12-13), sempre com aquele objetivo santo de conduzir ao “arrependimento” os que erram, de “despertar” os que estejam sendo enganados (2Tm 2.24-26), e para isso ser “manso para com todos”.
Logo, conclui-se que o pastor fiel não pode ser iracundo com os membros da Igreja, impaciente e incapaz de ouvir suas dúvidas, queixas e lamentos. 1Tm 5.1-2 nos exorta à correta postura.
Uma tentação que sofremos, como pastores, é a de ajuizar, dizendo que aqueles que estão “criando problemas”, especialmente quando não concordam conosco em alguma coisa, “não são ovelhas, são bodes”, e então as espancamos.
Já sofri essa tentação. Pedi a Deus que me desse paciência e não me permitisse usar as próprias Escrituras como vara para espancar as ovelhas que se mostravam rebeldes.
Uma das maiores bênçãos que podemos pedir e receber de Deus é a de amar nossos irmãos que Deus nos deu como ovelhas. Como é bom ganhá-las pelo amor, pela paciência e pela persistência em amá-los! Sem fazer concessões, nem doutrinárias nem morais.
Mas, creio que muitas vezes falhei e meus colegas também.
Irmãos nossos se queixam amargamente de serem tratados com rispidez, desprezo e total desapreço, por pastores e líderes que invocam sua “autoridade” eclesiástica para assim tratarem aqueles que ficaram sob seus cuidados pastorais.
O cajado do pastor não pode ser usado para esbordoar as ovelhas. Um verdadeiro pastor não faz isso.

quarta-feira, abril 11, 2007

Deus como Pai, um exemplo

1. Gn 1.26, 27 - Ele nos fez (o homem e a mulher) semelhantes a Ele .
2. Preocupou-se com o homem:

Gn 2.8 - preparou uma Terra boa (um jardim), para a habitação de Seus filhos;

Gn 2.21 - preocupou-se com a dor física de Adão;

Lc 12.24 e 28 - atende nossas necessidades físicas, de sustento;

Gn 2.18 - preocupou-se com a solidão de Adão;

Gn 21.17 - ouviu o choro de Ismael.
3. Mt 6.8 - tem prazer em nos atender nas necessidades.
4. 1Pe 5.7; Rm 8.28 - cuida de nós.
5. Gn 3.8; At 9.1-5 - vai ao encontro do homem.
6. Lc 15.17-24 - restaura o homem à sua posição de filho.
7. Jo 14.26 e 16.13 - Ele nos ensina.
8. 2Tm 2.7 - Ele nos dá entendimento.
9. Pv 3.11, 12 - Deus nos educa dizendo como devemos viver e nos relacionar com o próximo (Mt 7.12).
10. Dt 4.40; 10.12-13 - Deus deu os mandamentos para o bem do homem e não para dominá-lo.
11. Rm 9.22 - é um Pai paciente diante de nossos defeitos.
12. Ef 4.30 - Deus se entristece com o nosso pecado
13. Rm 8.26 - Ele nosso ajuda na nossas fraquezas
14. 2Cr 7.14; 1Jo 1.9 - Diante de nosso arrependimento, Ele nos perdoa
15. Gl 4.4-5; 1Jo 3.1-2 - Deus nos adota afetiva e efetivamente como filhos.

quinta-feira, março 29, 2007

Carência Afetiva

Quando Deus nos ensina e determina - no imperativo - “amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19.18), está nos ensinando que o amor é a maior necessidade terrena do ser humano.

Em Seu ministério no mundo Jesus Cristo ensinou a mesma verdade: “O Meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos (Jo 15.12-13). “Amigo” vem do verbo amar: é aquele a quem amamos, e aquele que nos ama.

Jesus não ensinou só com palavras; Ele amou mais do que qualquer de nós é capaz. Amou os leprosos segregados da sociedade, os publicanos e as meretrizes, olhados como as piores pessoas da sociedade; amou os fariseus, religiosos legalistas, frios, geralmente hipócritas; deu a vida também por Judas, o traidor e por Pilatos que O entregou para ser crucificado.

Ele tinha a capacidade de se comover e chorar, como por ocasião da morte de Lázaro, seu amigo: “Jesus, pois, quando viu Maria (irmã de Lázaro) chorar, e chorando os que com ela vinham, moveu-se muito em espírito e perturbou-se. Jesus chorou (Jo 11.33-35). Diante da incredulidade da maioria da população de Jerusalém, “Quando ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela” (Lc 19.41).

Ao ser procurado por um homem rico, interessado na “vida eterna”, mas apegado aos bens terrenos, Jesus, antes de responder a sua indagação, antes de tudo “Jesus, olhando para ele, o amou e disse: falta-te uma coisa: vai, vende tudo... dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, segue-Me” (Mc 10.21).

No sermão da montanha nos exorta e desafia: “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e perseguem” (Mt 5.43-44).

Sabemos tudo isso. Mas pomos isso em prática?

Infelizmente, não! A maioria substitui o amor pela paixão carnal; pensam que amam os que lhes dão prazer carnal. Sexo nada tem a ver com o amor ensinado por Deus!

Outros substituem o amor por suas “atitudes inteligentes”. De que modo? O apóstolo João, compreendendo melhor do que nós o que é o amor, ensina-nos: “Quem tiver bens do mundo e vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as entranhas, como estará nele o amor de Deus? Não amemos de palavra, nem de lingua, mas por obra e em verdade” (1a. Carta de João 3.17-18). Teorizam inteligentemente e nada fazem!

Tiago, o irmão de Jesus, ensina o mesmo: “Se o irmão e irmã estiverem nús, e tiverem falta de mantimento cotidiano e algum de vós lhe disser: ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos, mas não lhe derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tg 2.16-17).

Sabemos, mas temos medo de ser explorados por aquele que pede; temos medo de gastar com ele, aquilo que no fim vamos esbanjar no “shopping”, nas futilidades, ou que vamos apenas “entesourar”. É ainda Cristo quem nos adverte no sermão da montanha: “Não ajunteis tesouros na Terra... ajuntai tesouros no céu” (Mt 6.19-20).

A maior carência da humanidade, hoje, é a carência afetiva, além da carência material. Há muitos que dão dinheiro, sim, dinheiro e outros bens materiais, até mesmo para aliviar um pouco a sua consciência; mas negam amor. Quantos filhos carentes recebem dinheiro, casa, carro e outros bens, mas não recebem dos pais afeto, carinho e o verdadeiro amor. Assim também até dentro das igrejas - tratamos irmãos a uma certa distância. Temos medo de amar, temos vergonha de nos emocionar e chorar!

Amor não cega ninguém. O que cega é a paixão por coisas, por dinheiro, e também por pessoas; e paixão não é amor. O amor oferece e dá; a paixão é egoísta, possessiva, exigente.

O amor verdadeiro é inteligente, não é pieguice nem sentimentalismo. O amor cristão age com inteligência e por isso age.

Se alguém quer amar assim, ame sobretudo a Deus. Um “doutor da Lei” interrogou a Jesus: “Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? E Jesus lhe disse: ‘amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento’. Este é o 1º e grande mandamento. E o 2º, semelhante a este, é: ‘Amarás o teu próximo como a ti mesmo’ ” (Mt 22.35-39). Primeiro amar a Deus para poder amar o próximo.

Não feche a sua mão; socorra o necessitado. Mas se você lhe der apenas “coisas”, sem amor, você não lhe terá dado o principal. E há aqueles, aos milhões ao nosso redor, que nem sequer estão precisando de “coisas”, mas estão precisando urgentemente de alguém que os ame - com uma palavra animadora, um gesto carinhoso, um abraço leal; alguém que esteja disposto a ouvir seus lamentos e orientá-lo; que esteja disposto a ajudá-lo a levar sua carga. É o que Paulo ensina: “Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2).

Não fique se poupando, com dó de si mesmo. Não tenha medo de amar e dar. Conheça o verdadeiro amor. Leia a Primeira Carta de Paulo ao Coríntios, 13.1-13, um verdadeiro “hino ao amor”. Ponha-o em ação.

Um belo discurso sobre o amor, sem a prática, pode ser hipocrisia.

terça-feira, março 20, 2007

UM ESTUDO SOBRE DOUTRINA

(lTm 4.16; Rm 6.17; Ef 4.14; 6.4; Cl 1.21-23; 1Tm 1.10; 4.1; 2Tm 4.3; Hb 13.9)

l. O que é doutrina. “Didakê” ou “didaskalia”, no Grego, significa ensino, instrução, doutrina. Tudo o que nos é ensinado nas Escrituras, é doutrina. Por isso pode-se falar em “a doutrina cristã”, como o conjunto de todo o ensino cristão, e também pode-se falar em doutrina da Salvação, da Predestinação, da Oração, do Perdão, etc.

2. Daí decorre a importância da doutrina: sem o ensino das Escrituras não teríamos um completo conhecimento de Deus, de Cristo, e de tudo o que Ele ensinou. Nem poderíamos salvar-nos, nem levar alguém à salvação (temos que ensinar o caminho certo, com correção, sem confusão). O conhecimento das doutrinas exerce no cristão o papel que o lastro exerce nos navios e nas aeronaves, dando-lhes estabilidade e condições de navegabilidade, mesmo em condições difíceis. As doutrinas dão peso às nossas convicções, de tal modo que, quando as conhecemos bem, não somos levados “por todo vento de doutrina” (Ef 4.14). Existem as doutrinas básicas da fé cristã: “Só a Escritura”, “Só a graça”, “Só a fé”, assim como existem as que podemos chamar “secundárias”.

3. “Só a Escritura” como a única revelação especial e escrita de Deus, inerrante, infalível, escrita por “homens santos de Deus inspirados (ou movidos) pelo Espírito Santo”. A finalidade: 2Tm 3.15-17; levar o homem à salvação e à prática de “toda a boa obra”.

4. “Só a graça” de Deus - Ef. 2.8. Só a graça de Deus pode livrar o homem do poder e escravidão do pecado, da condenação dada pelo próprio Deus - Gn 2.17; Rm 6.23. Quem condena também tem poder para indultar, perdoar, restaurar, com as condições por Ele estabelecidas (arrependimento, testemunho, serviço cristão, que o salvo certamente preencherá): Ez 18.21, 13, 17, 30-32; Mt 3.2; 4.17; Jo 1.12; 3.15-18; 2Co 5.17.

5. “Só a fé” - Jo 3.16; At 16.31; Rm 10.8-11. Todos os textos que falam do que é necessário para a salvação, apontam apenas a fé. Entretanto, a fé que salva não é apenas uma atitude mental, mas uma disposição de alma que envolve a inteligência - ato de crer -, os sentimentos, e a vontade, isto é, envolve toda a personalidade. Desse modo, aquele que não cria, passa a crer; aquele que não amava a Deus e ao próximo, passa a amar; o que praticava o mal e nisso tinha prazer, passa a fazer o bem e a detestar a prática do mal. Assim, fé , conversão e arrependimento são inseparáveis; arrependimento e conversão são como os dois lados de uma moeda - um não existe sem o outro, e ambos se tornam realidade porque Deus deu a fé, que os torna possíveis. 6. Seitas. Religiões e crenças anti-cristãs apontam outros meios para redenção e salvação: circuncisão, batismo, boas obras, missas, reencarnações, purgatório; todos esses meios são tão só pensamentos humanos, inúteis e anti-bíblicos. Sobre as boas obras, Paulo diz claramente: Gl 2.16; 5.6 e 6.15. A razão está em Is 64.6; Rm 7.18-19 e 21. O homem nada pode fazer que pague sua dívida ou desfaça seus pecados. Convém acrescentar, ainda, que a “fé que salva” não é fruto de uma auto-sugestão, não é apenas um grande desejo de obter ou receber algo, mas é incondicional submissão à vontade divina. É aquela disposição de alma demonstrada em Habacuc 3.17, em Jó 1.19.22 e 2Co 12.7-10. É uma fé humilde, porém viva, ativa, frutífera - Tg 2.14-19.

7. A todas as doutrinas bíblicas subjaz aquela que pode ser comparada à coluna vertebral da doutrina bíblica, a Soberania de Deus - Ele é o único Deus - Is 43.7 e 10, 13; 44.6; 45.5; Ele criou todas as coisas - Sl 33.8-9; 90.2; todas as coisas pertencem a Ele - Rm 11.36; Sl 24.1; Ele dirige os acontecimentos - Rm 8.28; Pv 16.4; Is 41.20; 43.7; Jó 33.29; Gn 45.5 e 7; 50.20. Porém, nem todas as doutrinas são igualmente importantes.

8. Existem doutrinas que podemos considerar secundárias, embora importantes também. Por exemplo, as doutrinas sobre o batismo ou formas de batismo (imersão, aspersão e afusão), sobre o governo da Igreja (episcopal, congregacional e presbiteriano), sobre os dons espirituais - Rm 12. 5-8; 1Co 12.1-11, 28-31 e assim também sobre o dízimo, as boas obras, e tantas outras.

9. Outro ponto importante sobre doutrina é este: não podemos pensar que nossa fidelidade a Deus se resume em termos a doutrina correta. Lembremos que entre as pessoas religiosas, nos dias de Cristo, os mais ortodoxos eram os fariseus ou anciãos, e Cristo disse que os publicanos e as meretrizes entravam no Reino dos Céus antes deles Mt 21.23-31. E os piores inimigos de Cristo foram exatamente os fariseus; é a ortodoxia farisaica, que ainda existe hoje. Por isso, ao falar dos dons espirituais, Paulo diz que mais importante do que eles, é obedecer a lei do amor - 1Co 12.31 até 13.13. 10. O ideal a serbuscado pelo cristão é ser fiel a Deus em todas as coisas - no que ele crê (tanto as doutrinas fundamentais, como as secundárias) e no que ele faz - e crescer espiritualmente “até que que todos cheguemos... a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13). Então haverá no caráter e na sua vida o insubstituível “fruto do Espírito”: “caridade (ou amor), gozo (ou alegria), paz, longanimidade (ou paciência), benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (ou domínio próprio)”. O que Cristo ensina em Mt 23.24 se aplica também a este assunto: “Condutores cegos! que coais um mosquito e engulis um camelo”. Também o ensino de Rm 14.1-3 se aplica a este assunto, como também o ensino de Gl 6.1, a fim de que não nos tornemos “caçadores de heresias” impiedosos, com o espírito inquisitorial. Então, somente com muita comunhão com Deus, buscando em tudo a direção e o ensino do Espírito Santo, através da leitura e estudo das Escrituras, juntamente com o cultivo do amor a Deus e ao próximo, poderemos ficar livres de cair no engano das heresias e no erro de deixar de amar o próximo. Atentemos para as instruções de João em 1Jo 4.1 e 2Jo 9 e 10. Defender e ensinar a sã doutrina, não fazer concessões nem média com heresias, e ao mesmo tempo amar aqueles que as ensinam, evangelizando-os com amor e muita paciência, esse é o grande desafio que fica diante de nós, no campo doutrinário. Deus nos dará vitória também como apologistas, defensores da fé e da sã doutrina.

quarta-feira, março 07, 2007

A Questão do Batismo -2

2.1. Batizamos crianças, filhos de pais cristãos membros de Igrejas, com base no fato de que o batismo cristão substituiu, no Novo Testamento, a circuncisão do Velho Testamento

2.2. Havia no Velho Testamento dois sacramentos ou ordenanças: a páscoa e a circuncisão. A páscoa foi substituída, no Novo Testamento, pela Ceia do Senhor. Isto é assunto pacífico entre as igrejas evangélicas: nenhuma realiza sacrifício de cordeiros comemorando a Páscoa. Mas também nenhuma circuncida os meninos, nem os adultos convertidos.

2.3. A maior parte das denominações evangélicas tradicionais batiza as crianças. E não é, absolutamente, por influência da Igreja Romana. Diga-se, de passagem, que nem tudo que é ensinado e observado na Igreja Romana e nas Ortodoxas é errado; por exemplo, a doutrina da Trindade, a observância do domingo como “dia de descanso” e não o sábado.

2.4. As razões por que batizamos crianças e guardamos o domingo são bíblicas. Vejamos:

1a. razão - Não há um único texto bíblico (no N.T.) que diga de algum modo que não é lícito o batismo de crianças.

Uma objeção que se faz é com o texto de Mc 16.16 - “Todo aquele que crer e for batizado será salvo; mas o que não crer será condenado”. Evidentemente Cristo se refere ao adulto, aquele que tem condições de crer, pois, não crendo, será condenado; então, crendo, ele deve também ser batizado. Nenhum cristão evangélico dirá que a criança pequenina, sem condições para crer voluntária e conscientemente esteja condenada; por isso é que afirmamos que o texto se refere a adultos. O adulto que crê deve ser batizado, se ainda não o foi. Se um adulto crê mas já foi batizado, não tem que se rebatizar.

Não acontece de adultos se converterem realmente só depois de terem sido batizados? E também não acontece de nunca se converterem? Assim também com crianças. O batismo não significa que a pessoa batizada está salva, mas que ela pertence, legitimamente ou não, à Igreja visível ainda que não ao número dos salvos.

2a. razão - Há vários casos, no N.T., de batismo de famílias inteiras: em At 16.15 -a de Lídia; em 16.33 - a do carcereiro de Filipos; em 1Co 1.16 - a de Estéfanas. Nenhum dos textos esclarece se havia ou não crianças nessas famílias; então nada se pode afirmar a esse respeito, pois nada podemos acrescentar aos textos bíblicos. Mas é de estranhar que em nenhuma dessas três famílias houvesse crianças.

3a. razão - As ordenanças bíblicas têm tudo a ver com o nosso assunto. No V.T. são duas: a circuncisão e a Páscoa; no N.T. também são duas: Batismo e Ceia do Senhor.

A Ceia substituiu a Páscoa, assim como o Batismo substituiu a circuncisão. Em todas as igrejas evangélicas celebramos a Ceia e não mais a Páscoa; todas as denominações evangélicas batizam e não realizam mais a circuncisão, pois reconhecem que esta foi substituída pelo Batismo.

Há muita semelhança entre as ordenanças do A.T. e as do N.T. A circuncisão simbolizava a separação de alguém (adulto ou crianças) para o Senhor, passando a fazer parte do povo de Israel. O Batismo é, também, o sinal de que a pessoa batizada foi separada e pertence à Igreja do Senhor.

Quem recebia o sinal da circuncisão no A.T.? Meninos de 8 dias de vida e adultos que se convertiam ou aderiam ao povo de Israel. Se no A.T. crianças recebiam esse sinal, por que não devem elas hoje receber o sinal do batismo?

No A.T. os meninos não eram circuncidados porque cressem, mas pela fé de seus pais. A circuncisão não era uma garantia de que a pessoa circuncidada estivesse salva. Entre os adultos é que seriam circuncidados os que cressem ou declarassem crer. Quanto ao meninos dos israelitas, todos deveriam ser circuncidados.

Assim também, quanto ao Batismo, não é porque as crianças creiam que são batizadas, mas também pela fé de seus pais.

4a. razão - Alguns continuam fazendo objeção ao batismo de crianças pelo fato de que o N.T. silencia a esse respeito: não diz absolutamente nada sobre o assunto.

Esse argumento do silêncio é, em última análise, um argumento a favor do batismo de crianças. O que não é permitido, é explicitamente proibido. Por exemplo, na celebração da Ceia. Embora toda a família, no A.T., participasse da Páscoa - comendo a carne do cordeiro e as ervas amargas e o pão asmo- na celebração da Ceia não é a família toda que participa, pois o apóstolo esclarece: “examine-se cada um a si mesmo e assim coma do pão e beba do cálice”; uma criança não está em condições de fazer tal exame, especialmente quando Paulo ensina: “O que come e bebe indignamente come e bebe para sua condenação”. Então a Ceia é só para as pessoas com discernimento bastante para crer e estar em plena comunhão com Deus.

Mas quanto ao batismo de criança, nem implícita nem explicitamente, há qualquer declaração contrária ao mesmo.

Nossos filhos pertencem a Deus e estão incluídos na Aliança de Deus com Seu povo. A promessa é para vós e para vossos filhos...”(At 2.39), disse Pedro, logo após ter dito: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos pecados”. Podemos, por isso, crer que os filhos pequenos das pessoas batizadas nesse dia, foram posteriormente batizados. Eram como Abrão sendo circuncidado e também o seu filho Ismael.

Além disso Cristo disse: “Deixai vir a Mim os meninos e não os impeçais, porque dos tais é o reino de Deus” - Lc 18.16.

Assim como ninguém, na Judéia, estranhou o fato de João batizar, pois já existiam as cerimônias de ablução e purificação entre os israelitas, assim também a Igreja não estranhou o fato de se batizarem crianças, pois entre os israelitas os meninos eram circuncidados ao oitavo dia. E desde os dias de Abraão até hoje estamos no Pacto da Graça, a promessa é para nós e para nossos filhos.

Deve ser feita, porém, uma advertência necessária: Não basta batizarmos nossos filhos. É preciso que digamos a eles a razão por que os batizamos, e ainda dizer-lhes que eles também precisam da fé pessoal e da conversão para terem a salvação. É um privilégio e uma bênção alguém pertencer ao povo de Deus desde a infância, mas salvação de adulto é só para aqueles que nascem de novo -Jo 3.3 e 5.

sábado, fevereiro 24, 2007

A Questão do Batismo -1

Nosso objetivo é abordar aqui duas questões a respeito do assunto: a forma do batismo e o batismo de crianças.


I. Forma do batismo: imersão, afusão ou aspersão?


I.1. Toda a dúvida sobre este ponto decorre do fato de que o verbo batizar, no Grego, significa primeiramente imergir ou mergulhar. Por isso há os que entendem que todas as vezes que o Novo Testamento afirma que alguém foi batizado, foi imerso na água.

Porém isso não fica afirmado claramente em nem um dos casos citados no Novo Testamento, a começar com o batismo de Jesus Cristo. É fora de dúvida que João, o Batista, batizava no rio Jordão; que ele e o batizando entravam e saíam da água. Mas qualquer pessoa pode “entrar na água” do rio ou do mar, sem mergulhar.


I.2. O significado do batismo é mais importante do que a forma. Batismo significa:

a) que o batizando crê em Cristo;

b) que está arrependido de seus pecados e por isso está purificado - não pela água, mas pelo sangue de Jesus Cristo - “...o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado” - 1Jo 1.7;

c) que o batizando está recebendo o sinal de que agora pertence ao povo de Deus na Terra, à Igreja de Jesus Cristo no mundo.

A água, no batismo, é símbolo de pureza e purificação, e apenas símbolo. O objetivo do batismo não era lavar a alma de alguém nem mesmo lavar o corpo do batizando. O batismo é apenas símbolo de lavagem e purificação. Nenhum símbolo depende de quantidade. Assim no óleo usado na unção cerimonial (“Então tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e o beijou, e disse: Porventura te não tem ungido o Senhor por capitão sobre a sua herdade?” - 1Sm 10.1: “Então mandou em busca dele e o trouxe (e era ruivo e formoso de semblante e de boa presença); e disse o Senhor: Levanta-te, e unge-o, porque este mesmo é. Então Samuel tomou o vaso de azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos” - 1Sm 16.12-13), assim com o pão e o vinho usados na Ceia do Senhor: são símbolos.


I.3. Há casos de batismo no Novo Testamento em que é difícil alguém sustentar que se realizaram por imersão:

a) “Naquela mesma hora da noite o carcereiro os tomou e lavou suas feridas; em seguida, ele e todos os seus foram batizados” (At 16.33). De madrugada o carcereiro de Filipos e sua família foram batizados. Para se afirmar que - àquela hora saíram de casa para irem ao rio mais próximo para o batismo ser realizado por imersão, seria necessário crer que o batismo e a forma do batismo são necessários para a salvação; mas a salvação é só e exclusivamente pelo crer em Cristo.

Este é o ensino bíblico: “Eles responderam: ‘Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e a tua casa’.” (At 16.31); “Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.15-16); “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.” (Jo 3.36); “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.” (Ef 2.8).

b) Em Atos 8 encontramos o relato da evangelização e batismo do eunuco da rainha de Candace: “E, indo eles caminhando, chegaram ao pé de alguma água, e disse o eunuco: ‘Eis aqui água; que impede que eu seja batizado?’ E disse Felipe: ‘É lícito, se crês de todo o coração.’... e mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Felipe como o eunuco, e o batizou. E quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Felipe...” (vs. 36 a 39). Ele foi batizado ali mesmo, onde havia “alguma água” - podia ser um rio, um regato e até uma bica. Parece ser um riacho, pois Felipe e o eunuco “desceram à água” e “saíram” da água. Podiam entrar com a água a um palmo de profundidade. É outro caso em que não se pode afirmar nada com certeza sobre a forma do batismo.

c) Em At 9.18: “E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado”. Afirmar que Ananias e Saulo saíram de casa e foram até um rio, é acrescentar à Bíblia algo que ela não diz.

O mesmo se pode dizer de At 19.4-5, quando Paulo batizou os discípulos de João Batista: “Mas Paulo disse: ´Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo’. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus”. Este texto nos mostra, inclusive, que o batismo de Jesus Cristo não era o mesmo de João Batista, pois aqueles homens já haviam sido batizados “no batismo de João” e Paulo os batizou com o batismo de Cristo, isto é, em nome da Trindade.

d) Em At 10.47-48 (“Respondeu então Pedro: ‘Pode alguém porventura recusar a água, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nós o Espírito Santo?’ E mandou que fossem batizados em nome do Senhor Jesus”) fica claro que Pedro pediu água para realizar-se o batismo; isso não aconteceria se fosse batizar em um rio. Em todos os casos em que se pode presumir que os batismos se deram por imersão, não se pode, absolutamente, afirmar que foi assim.


1.4. Pela simples leitura da Bíblia uma pessoa nunca entenderá que o batismo precisa ser feito por imersão a menos que ela tenha a idéia pré-concebida de que o batismo não pode ser feito por aspersão ou afusão.


1.5. Suponhamos que João Batista realmente batizava por imersão. Isso não significaria forçosamente que Cristo também batizava por imersão e que tenha mandado batizar desse modo. Já vimos anteriormente que o batismo de Cristo não era o mesmo de João Batista, pois era feito em nome da Trindade, e Paulo tornou a batizar os discípulos do Batista que encontrou em Éfeso, embora o batismo de Cristo também signifique arrependimento de pecados; porém, significa mais do que isso, como vimos anteriormente.


1.6. A forma de uma ordenança de Cristo não tem a importância que se quer dar. Por exemplo, na Ceia do Senhor, não usamos um cálice único, como foi na instituição da Ceia: “E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: ‘Bebei dele todos.” - Mt 26.2. E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho; e todos beberam dele.” Mc 14.23. Semelhantemente tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: ‘Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós’.” Lc 22.20. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: ‘Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue....” 1Co 11.25, nem comemos uma refeição, como parece que era nos tempos apostólicos. O que importa é o significado da ordenança e não a sua forma. Também podemos dizer isso sobre a oração, a respeito da posição em que devemos orar - em pé, sentado, ou ajoelhado. O que importa é aquilo que Cristo deixou claro em Mt 6.5-8: “E, quando orares... tu, quando orares, entra em teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em oculto;... E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis pois a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. Nada disse sobre a posição do corpo durante a oração. O mesmo temos de afirmar sobre o batismo; o importante é o batismo e não a sua forma.

Se a forma tivesse tamanha importância, isso ficaria claro, fora de dúvida, como é o caso da salvação, que é só pela fé em Cristo (veja os versículos citados no ítem 1.3 e em Gl 2.16); não ficaria apenas implícito, só pelo significado primeiro do verbo batizar, no Grego, e só no Grego.

A melhor conclusão é esta: o batismo tem de ser feito com água e em nome da Trindade, porque isso está claro, explícito, no Novo Testamento. Há mais indícios de batismo por aspersão ou afusão do que por imersão no Novo Testamento. Desse modo, qualquer das formas é aceitável, e a Igreja Presbiteriana optou pela aspersão.


1.7. Outro ponto muito importante sobre este assunto é que a grande realidade - esta, sim, essencial para a salvação das pessoas - o Batismo com o Espírito Santo, foi por “derramamento” e não por imersão.

Desde a profecia de Joel 2.28-29 (“E há de ser que, depois, derramarei o Meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito”) até a descrição do batismo realizado (“E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles” - At 2.3), e a descrição de At 10.45 (“E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios.”), as Escrituras falam do Espírito Santo sendo derramado sobre os crentes. Em At 11.15 (“E, quando comecei a falar, caiu sobre eles o Espírito Santo, como também sobre nós ao princípio”) Pedro descreveu aos apóstolos o que se passara em casa de Cornélio, dizendo: “caiu sobre eles o Espírito Santo”.

Em Ez 36.25 encontramos a profecia sobre a santificação que Deus realizaria sobre “as nações” (v 23), e então Deus diz no v.25: “Então espalharei água pura sobre vós e ficareis purificados”. Isso é aspersão, não de água, mas do próprio Espírito, em uma linguagem figurada.

Ora, se a grande realidade do Batismo com o Espírito Santo foi profetizada por Joel e Ezequiel como derramamento; se o próprio Batismo com o Espírito Santo foi assim realizado e descrito, com “línguas repartidas como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles” (At 2.3), concluímos que o símbolo do fato essencial também pode ser por derramamento de água sobre cada um dos que crêem.

Cremos ser a forma de batismo por derramamento ou aspersão de água sobre a cabeça do batizando, a forma mais correta porque assim é que foi descrito o próprio Batismo com o Espírito Santo em At 2.2-4.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

O Escotismo - III

Palestra sobre lobinhos

I. O que é Escotismo? É uma escola de educação integral: trabalha com o corpo, a inteligência e a moral da criança, do jovem e do adulto.
Ia. Seu fundador foi o general inglês Lord Badden Powell, em 1907. Em 1910 o Escotismo chegou ao Brasil e se espalhou pelo mundo.
Ib. Seu objetivo é a boa formação do caráter.
Ic. A essência do Escotismo é bíblica, evangélica.

II. Método: aprender fazendo, aprender brincando.


III. Instrumentos:

l. o jogo - jogos de agilidade ou destreza, de habilidade, de força, de observação, de memória, de lealdade, de equipe, de criatividade, etc.
2. o canto - canções alegres, recreativas e também educativas.

3. o espírito esportivo, saudando o adversário que venceu um jogo com o grito "bravo!" e a palma escoteira (ritmada).
4. o cultivo da alegria - "O escoteiro está sempre alegre".

IV. Resultados esperados: desenvolvimento físico (pelas atividades ao ar livre, cuidados com a saúde, exercícios os mais diversos; bons hábitos); desenvolvimento intelectual - pelo estímulo ao estudo na escola, pela aquisição de habilidades; desenvolvimento moral - o compromisso espontâneo com a Lei Escoteira e a Promessa são um estímulo constante.


V. Os lobinhos - são as crianças de 7 a 11 anos.
A Lei do Lobinho é bem simples: "
O lobinho ouve sempre os velhos lobos. O lobinho faz somente aquilo que deve". São os princípios de respeito aos mais velhos, e auto-disciplina.
A criança nessa idade está na fase da fantasia. Por isso o lobismo usa uma história como motivação para o lobinho - "A história de Mowgli, o menino-lobo", de Rudyard Kipling, escritor inglês nascido na India. Em "A história da jungle" ele conta a história de Mowgli, um menino indiano que foi criado e cresceu entre lobos.
A Promessa do lobinho é: "Prometo fazer o melhor possível para: cumprir meus deveres para com Deus e minha Pátria, obedecer à Lei do Lobinho e fazer todos os dias uma boa ação".
Lema do lobinho: "O Melhor Possível!". Sinal: os dedos médio e indicador abertos em “V”, com os demais encolhidos, representando as orelhas do lobo, sempre atento. A sombra da mão assim, projetada contra a parede, apresenta a forma da cabeça um lobo.
Máximas da jungle (floresta):
l. O lobinho pensa primeiro nos outros.
2. O lobinho abre os olhos e os ouvidos.
3. O lobinho está sempre limpo.
4. O lobinho está sempre alegre.
5. O lobinho diz sempre a verdade

VI. A Organização
Uma Alcatéia (bando de lobos) completa tem 24 lobinhos organizados em 4 matilhas (um pequeno grupo de lobos) de 6 lobinhos cada. Um lobinho chefia uma matilha, com o título de "Primo". Seu substituto é o "Segundo".
O chefe dos lobinhos é o Aquelá (o velho lobo) e seus assistentes são: Baguira (a pantera), e Balú (o urso).

VII. Atividades - reuniões semanais ao ar livre, de preferência.
A reunião, como a dos escoteiros, consta de: oração inicial, hasteamento da Bandeira Nacional, cântico de Hinos (Nacional ou da Bandeira), o “grande uivo”, canções, jogos, histórias, prática de fazer nós, pequenas preleções (higiene, saúde, trânsito, serviços domésticos, o estudo e outras coisas importantes), comemorações, etc.
O lobinho não acampa (em barracas); ele acantona (dentro de alguma casa). "O lobinho brinca de escoteiro" e anseia tornar-se um.
Usa um uniforme, como o escoteiro. Isso o torna importante, orgulhoso do mesmo.
Antes de fazer sua Promessa o lobinho tem que aprender muitas coisas e passar por uma prova perante o Aquelá.
A Promessa é uma cerimônia importante, perante toda a Alcatéia, e assistida, quando possível, pelos pais do lobinho, que será cumprimentado por todos os presentes.
Depois de fazer sua Promessa o lobinho pode ser promovido, fazendo novas provas para conseguir sua 1ª estrela, e depois a 2ª. Depois, ainda, pode adquirir várias especialidades, inclusive de jardineiro, sinaleiro (capaz de transmitir mensagens pelo código de Morse), artista, colecionador (de selos ou moedas ou outras coisas que deseje), atleta, nadador, trabalhos domésticos, enfermeiro, carpinteiro, etc.
É estimulado a prestar serviços e ganhar dinheiro para guardar e comprar coisas boas que deseje.
Nos jogos e outras atividades o lobinho aprende e acostuma-se a trabalhar em equipe. Desenvolve sua auto-confiança (cuidado para que não se exceda!), o sentido de honra, de caráter, de civilidade.
É preciso destacar a importância do"chefe" para o lobinho, que será visto como um grande amigo e um herói. O "Aquelá" (o velho lobo) precisa corresponder à confiança e à expectativa que dele tem o lobinho.
Só se deve começar um trabalho deste tipo com as crianças quando seus pais e vários adultos assumem o compromisso firme de se tornarem "chefes" e darem continuidade ao trabalho.
Informações úteis: A União dos Escoteiros do Brasil (UEB – www.escoteiros.org), através de suas regionais, fornece toda a literatura escoteira, uniformes e equipamentos .

sábado, fevereiro 10, 2007

Os Filhos de Deus - parte 5/6

“Santificai-vos” - Js 3.5

vimos que o ser humano usa erradamente, para fazer o mal, o que Deus nos deu para fazermos o bem: a língua para falar mentira em lugar da verdade – Tg 3.8-9: as mãos para roubar, em vez de trabalhar em algo honesto e produtivo – Ef 4.28; o corpo para cometer impureza e violência em lugar de usá-lo para o bem -1Co 6.15.

Mas Deus quer que tudo em nós esteja comprometido com o bem. Esse “tudo” é tudo mesmo – 1Co 6.19-20; 1Ts 5.23.

Mas, qual é o pecado mais comum na vida dos crentes? - É o “pecado de omissão”.

Começando pelos mandamentos. O quarto, em Ex 20.9-10, nos manda trabalhar; quando não queremos trabalhar – em qualquer idade – estamos pecando (Ef 4.28).

A introdução desse mandamento – Ex 20.8 - é um lembrete: “lembra-te do dia do descanso para o santificar (a palavra hebraica shabath” significa descanso). Essa expressão final ao dia do descanso uma finalidade especial: deixar de trabalhar para ocupar esse tempo na edificação espiritual: oração, leitura e estudo da Escritura, serviço cristão, visitação, evangelização e culto. Tudo isso nos é ensinado na Bíblia: um dia inteiro para ser separado para o Senhor. Esse dia tem sido muito negligenciado por muitos crentes; é pecado de omissão.

Tiago 2.10 diz algo muito sério. Os 10 mandamentos são como uma corrente de 10 elos; se um for quebrado, toda a corrente se torna inútil. Ou cumprimos toda a Lei ou somos transgressores da Lei. Se não cumprimos a Lei, não nos santificamos. Santificação é o cumprimento real, de coração, de toda a Lei.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Os Filhos de Deus - parte 4/6

Entenda Bem O Que É Santificação

A própria palavra santificar explica o seu sentido: ficar santo, ou “tornar santo”. Assim também “santificação” significa “ação de santificar”
ou ação de tornar santo”.
Como foi visto no estudo anterior, ninguém se torna perfeitamente santo de imediato. Então, santificação não é apenas um ato, como a conversão, mas é um processo que se prolongará durante toda a vida do cristão fiel.
Esse processo começa no ato da conversão: imediatamente a pessoa se torna um filho de Deus, por Ele adotado - Gl 4.4-5. Agora, a nova criatura sente na consciência que tem que ser diferente e viver de modo diferente; agora tem que honrar o nome do Pai, que é Deus.
Esse processo se completará no fim de nossa vida na Terra, antes de entrarmos no Céu - porque no Céu não entrará nada imperfeito.
Coisas que não podemos mais fazer:
1)mentir- Cl 3.9; Zc 8.16-17; Mt 5.37; Jô 8.44; Ex 20.16
2)roubar- Ef 4.28; Ex 20.15
3)pecar contra a pureza ou castidade – 1Co 6.10, 19; Ex 20.14; 4)
4)cometer uma violência física ou moral – Ef 4.26; Mt 5.22; Ex 20.13; Mt 5.21-23.
Aí estão os pecados mais comuns, hoje, na sociedade humana.
Veremos mais no próximo estudo.