terça-feira, março 30, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 3

3- Livros auxiliares: Dicionários bíblicos e não bíblicos, mapas, concordâncias.

4- Interpretação do texto.

4.1- Ler outras traduções; o porquê de várias traduções; paráfrases

4.2- Esclarecer os termos anotados. Exemplo: “denário” - salário de um dia de trabalhador braçal; os “homens” - eram contados só os homens; acrescentar as mulheres e as crianças. Total: 15.000. A palavra grega em Marcos significa chefes de família.

4.3- Interpretar os termos nos seus sentidos próprios, primeiramente - Exemplo: “ovelha” - entender, primeiro, como o animal.

4.4- Interpretar de acordo com o sentido na frase - Exemplo: “casa” pode significar lar, templo, residencia.

5- Mensagem do texto.

5.1- Deus tem cuidado de todas as pessoas (sol e chuva sobre maus e bons).

5.2- Deus tem cuidado não só da vida espiritual, mas da material também.

(continua com novo exemplo)

terça-feira, março 23, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 2

2- Contexto. O que é contexto - vai ajudar a entender o texto.

2.1- Examinar os fatos observados, à luz do contexto.

2.1.1- O contexto histórico - Após o envio dos apóstolos – 6.7-13; último ano do ministério de Jesus; ocasião da Páscoa - o povo poderia estar se dirigindo a Jerusalém.

2.1.2- O contexto geográfico - Lago de Genesaré ou Mar da Galileia - 21km de comprimento por 11km de largura (o único da região - foram de barco). Lugar provável: Planície de Genesaré.

2.1.3- Sobre as pessoas - multidão (não eram todos seguidores de Jesus, discípulos de Cristo); discípulos e apóstolos; os 12 discípulos: os seguidores. Algumas vezes os apóstolos eram chamados discípulos (Mt 10.1; 11.1).

(continua)

quinta-feira, março 18, 2010

Hiato

O pequeno hiato entre as postagens se deve à mudança de residência, de São José dos Campos para Sorocaba, e às atribulações normais a uma mudança dessa.
Em breve as postagens de textos e estudos voltarão ao seu ritmo normal - às terças e sextas.
Obrigado pela compreensão!

terça-feira, março 09, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 1

Marcos 6.30-44 – A primeira multiplicação de pães

Introdução:

Há vários métodos de se estudar a Bíblia - saber o que realmente foi escrito: biográfico (vida de personagem bíblico), tópico (escolhe-se um assunto ou palavra), sintético (escolhe-se um livro e faz-se várias leituras dele, resumo dos capítulos, etc.) e outros. Não é possível a “achologia” (eu acho que...). O problema da tradução: fidelidade, equivalência dos termos nas duas línguas, atualização.

Método indutivo - alguns aspectos:

1- Observação do texto. O que é o texto?

1.1- Tipo de literatura - fato, parábola, poesia.

1.2- Perguntas sobre o fato:

1.2.1- O que o texto narra? O milagre da multiplicação de pães e de peixes. A indicação “1ª multiplicação” foi posta posteriormente.

1.2.2- Quem está presente no texto? Os apóstolos, Jesus, os que iam e vinham, muitos, multidão (5.000 homens), pastores, discípulos (versículos 30, 31, 33, 34, 35).

1.2.3- O que está presente (coisas)? O barco, pão, peixe, cestos, relva, denário, dinheiro, ovelhas, céu, (versículos 32 , 34, 37, 38, 39, 41, 43).

1.2.4- Quando acontece o fato? À tarde? Talvez (versículo 35).

1.2.5- Onde? Num lugar deserto, lugar solitário (versículos 31, e 32).

1.2.6- Para quê? Para repousar um pouco (Jesus e os discípulos); para buscar a Jesus (multidão) (versículos 31, e 34).

1.2.7- Por que? Porque estavam cansados, não tinham tempo nem para comer (versículo 31).

1.2.8- Como (chegaram até lá)? De barco (Jesus e os discípulos); a pé, correndo (multidão) (versículos 32, e 33).

1.2.9- Como (aconteceu o fato)? Jesus tomou os pães e os peixes, erguendo os olhos aos céus, os abençoou, partiu os pães e os deu aos discípulos para que os distribuíssem (versículo 41).

1.2.10- O que fizeram ali? Jesus: chamou os discípulos para repousarem,ensinou, mandou que a multidão se assentasse na relva em grupos de 100 e de 50; abençoou os pães e os peixes, partiu-os e os deu aos discípulos (versículos 31, 39, 41); Os discípulos: falaram com Jesus sobre a necessidade de despedir a multidão, recolheram os 5 pães e os 2 peixes, deram para a multidão, depois que Jesus os multiplicou, e recolheram as sobras (versículos 36, 38, 41, 43); A multidão: andou a pé ou correu, ouviu Jesus pregar, assentou-se, comeu até se fartar (versículos 33, 40, 42).

1.3- Anotar os versículos onde foram encontradas as informações.

1.4- Características literárias do texto:

1.4.1- Comparações: “Como ovelhas sem pastor”.

1.4.2- Tempos e modos dos verbos - passado perfeito (fato realizado e acabado).

1.4.3- Termos desconhecidos - “denário”, “declinava a tarde”. Linguagem figurada - homens (chefes de família).

1.5- Qual é a ideia central do texto? Jesus alimentou a multidão que tinha ido ouvi-lo e estava faminta.

(continua)

sexta-feira, março 05, 2010

Reflexões políticas antigas (?) - 2

BANDIDOS NOS LEGISLATIVOS

A deterioração dos costumes no meio político da Nação Brasileira chega ao auge com a participação de criminosos comuns em vários dos parlamentos do país, desde as Câmaras de Vereadores até o Senado.
Como conseguiram chegar até lá? Graças a leis mal feitas pelo Poder Legislativo dos 3 níveis, que não exigem prova de idoneidade moral para que um cidadão se torne candidato. Eleitos, são empossados por mais sérias e graves que sejam as denúncias contra eles. Com exceção dos vereadores, os demais passam a ter imunidades parlamentares, isto é, só podem ser processados, até por crimes comuns praticados antes de serem parlamentares, se os seus “pares” o permitirem e tradicionalmente não o permitem. Há duas semanas a Câmara dos Deputados negou licença ao Judiciário para processar dezenas deles. É a impunidade, pura e simples. Corporativismo versus decência !
Hoje temos muitos parlamentares e membros do Executivo envolvidos, claramente, no “crime organizado”: máfias dentro dos 3 Poderes!
Ou as autoridades dos 3 Poderes reagem para porem cobro a essa situação, ou o caos virá numa nova “Queda da Bastilha”. Não duvidem!

IGREJA S.A.

Lembro-me muito bem de uma reportagem do “O Estado” sob o título acima. Mostrava como a “Igreja” era (e continua sendo) dona de um imenso patrimonio imobiliário dentro de São Paulo, além de todos os seus templos, em todo o país.
Mas apesar disso, até para reformar a Catedral, “precisa” de subvenções e doações que saem, todas, do bolso do povo.
Teria todo aquele patrimônio imobiliário sido vendido e o reultado doado aos Movimentos dos Sem Terra, Sem Teto, Sem Nada, e obras sociais? Ou simplesmente o patrimônio cresce cada vez mais?
Gostaria que “o Estado” pesquisasse e fizesse nova reportagem, abrangendo outras “Igrejas-Empresas”, como foi da outra vez. A Nação está precisando conhecer isso.
Será muito bom que, mais uma vez, se denunciem os interesses financeiros como a verdadeira motivação para certos movimentos religiosos. Eles afrontam o verdadeiro espírito evangélico.

O FEMINISMO E O VALOR DA MULHER

Poucos movimentos têm sido tão infelizes e falhos na busca de seu alvos como o Movimento Feminista.
Inicialmente, há 50 anos, procurando eliminar as injustiças praticadas contra as mulheres, combatendo os equivocados “privilégios masculinos”, o Feminismo, em lugar de conseguir uma conduta moral melhor dos homens, foi propiciando às mulheres o “direito” equivocado de praticar os mesmos desvios morais dos homens. Conseguiu-se um nivelamento “por baixo”.
Ao lado da conquista de reais direitos ao estudo, à realização profissional, aos direitos políticos e outros, as mulheres foram conquistando o “direito de errar”. Culminam as suas conquistas, com a liberação sexual - que nunca foi um direito dos homens, mas uma de suas aberrações. E o resultado é que talvez nunca a mulher foi tanto “mulher-objeto” como é nos dias de hoje. Nunca os homens usaram tanto as mulheres como hoje, e nunca as mulheres serviram tanto os homens como hoje, com a diferença que agora elas o querem.
A menos que o Movimento Feminista tome outro rumo, a mulher de modo geral perderá toda a sua dignidade, na ânsia de igualar-se ao homem, em vez de batalhar para que o homem tenha conduta mais digna.

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Reflexões políticas antigas (?) -1

(Algumas reflexões políticas em agosto de 2001)

O BRASIL NÃO TEM JEITO

Parece que estamos no fundo do poço. Não consola nada lembrar que a crise é internacional. Aqui entre nós é crise econômica, institucional - com a briga entre os 3 Poderes - crise na educação, no sistema carcerário, na saúde, etc., tendo como causa comum a maior de todas, a crise moral. Falta civismo e vergonha na cara por toda parte.
A diferença entre os ladrões comuns - desde os “pés de chinelo” até os de “colarinho branco”, incluindo altos funcionários e políticos; e até juizes com superfaturamentos por toda parte, em construções faraônicas, gasto de milhões de reais com mobiliário para o judiciário - é apenas de classe social.
Todos esses personagens desonestos - maus brasileiros - são ladrões e não há penitenciárias suficientes para recolher todos. Seria necessário antes um judiciário competente e eficiente para condená-los. Mas, necessário, mesmo, é recuperar todo o dinheiro roubado da nação.
O que é que pretende a imensa “Máfia Brasil”? Parece que estão desafiando a sorte, com sua orgia de imoralidades.
O Brasil não tem jeito. Maldita é a nação cujo Deus não é o Senhor!
O Brasil deixou de ser “o país do futuro” e agora é “um país sem futuro”.
Há, certamente, brasileiros honestos que não se corromperam, embora uma pequena minoria. Cabe-nos reagir e agir como fermento, como “sal e luz” nesse Brasil às escuras, em acelerado processo de decomposição. Esse é o papel dos brasileiros de brio.

JOGO DE EMPURRA

Já é frequente o Executivo se queixar do Legislativo, e este do Executivo. Mas agora também os 3 Podres se queixam e acusam uns aos outros, e já não se pode confiar em nenhum.
Nestes últimos tempos tudo isso está acontecendo. Na realidade, nenhum dos 3 Poderes está servindo a Nação como devia. Qual é o mais negligente e corrupto, é difícil ao cidadão comum saber.
Melhor seria cada um por-se em brios. O Presidente deixar de ser tímido diante dos grandes e usar a força moral que as eleições lhe deram; o povo quer que “puxe as orelhas” de quem o merece mas parece faltar-lhe coragem para isso. Os membros do Legislativo deixarem de ser gananciosos por dinheiro, trabalharem mais e melhor, pondo de lado o corporativismo; deixarem de dar cobertura a seus membros criminosos e entregá-los à Justiça, sem nenhuma demora. O Judiciário, que é o mais apto para perceber as imperfeições das leis, assessorar o Legislativo para que elas sejam melhores. Os juizes deixarem de ser cegos que só sabem ler a letra da lei, e se lembrar de que as leis têm um espírito e existem para benefício da Nação, e defender o Bem Comum - não interesses pessoais. As leis não são um fim em si mesmas.
Os Três Poderes não têm direito de fazer o “jogo de empurra”. Trabalhem!

JUSTIÇA CEGA

É impressionante ver como grandes criminosos punidos por alguns juizes, em seguida conseguem “liminares” de juizes e tribunais superiores; ver juizes determinando “indenizações” mais do que fabulosas e estas sendo alvo de recursos desesperados por quem tem de pagar tais absurdos, geralmente governos, ou melhor, o povo que paga impostos.
Na realidade existem: a indústria das liminares, das reclamações trabalhistas, das indenizações por acidentes do trabalho, idem por desapropriações - que acabam por dar origem aos famosos precatórios. Tudo passando por mãos de juizes que julgam com base na letra das leis, ignorando o espírito ou objetivo último da Lei, o Bem Comum
Se a Lei é cega, isso não significa que os juizes têm que ser estrábicos, míopes e cegos. Ou estão interessados na injustiça?

(continua)

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Boa Viagem!

(O texto abaixo foi escrito para ser distribuído na forma de folheto, pelos membros das Igrejas Presbiterianas em Osasco e Carapicuíba - SP, entre passageiros de trem e ônibus, por ocasião das férias escolares, há muitos anos.)

Passageiro amigo,

Você vai viajar e está cheio de expectativas: rever amigos, realizar negócios, conhecer novos lugares ou divertir-se.
A Bíblia fala de nossa vida na Terra como algo que um dia terminará, como uma viagem. No Salmo 90, ela fala da vida como um conto ligeiro... “pois passa rapidamente e nós voamos”.
Mas a Bíblia também afirma que a morte, na Terra, não é um ponto final da existência humana; fala da vida após a morte - ou num lugar excelente - o Céu- ou em um lugar de tormento. Ambos são definitivos.
Quem realiza uma viagem no mundo, prepara-se e prepara tudo o que é necessário para sair-se bem. Não pode enganar-se nem esquecer, pois isso pode tirar todo o proveito da viagem.
Soube de um caso interessante: uma senhora queria viajar para Guaratinguetá, no estado de S. Paulo. Alguns abreviavam o nome da cidade e falavam apenas “Guará”, inclusive aquela senhora. Na estação pediu e comprou passagem para Guará - que é outra cidade, muito distante e diferente daquela que ela desejava ir. Quando o trem chegou é que ela descobriu o engano: tomara o destino completamente errado. Cuidado para que coisa semelhante não lhe aconteça na viagem sem retorno de nossa vida no mundo.
No fim da viagem da vida aqui na Terra, chegaremos ao nosso destino eterno. Não poderemos mais mudar nem retornar. Cada um de nós precisa providenciar agora o que é necessário para ser bem sucedido.
Se alguém quer viajar para o Céu tem que ter a passagem certa que o leve para lá: a fé em Jesus Cristo e nEle somente. “Quem ouve a Minha palavra e crê... tem a vida eterna” (Evangelho de João 5.24). Isto implica em ter-se convertido, ter nascido de novo e ser uma nova criatura, gerada pelo Espírito Santo, de modo que queira de fato abandonar toda forma de pecado. Em 2 Coríntios 5.17, Paulo ensina: “Se alguém está em Cristo é nova criatura; as coisas velhas passaram, tudo se fez novo”.
Você já recebeu a Cristo como seu Senhor e Salvador, tem se convertido e transformado em nova criatura? Isso é que é necessário!
Cuidado! Não compre passagem errada! Não embarque na condução errada, que o levará ao destino que você não quer. Existem pessoas e até igrejas querendo impingir-lhe o erro trágico!
Jesus Cristo diz: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (Evangelho de João 14.6). “Se alguém não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Evangelho de João 3.3). Não aceite um outro evangelho de salvação por obras ou reencarnação ou qualquer outro atalho enganoso.
Boa viagem! E até nosso encontro no Céu!

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Ciência, Religião e Filosofia

São três campos distintos e inter-relacionados do conhecimento humano; relacionam-se entre si, tanto quanto as áreas ou realidades em que vive o homem: o mundo material, o mundo das ideias e pensamentos, e o mundo espiritual.
Assim como o cérebro, formado de matéria - átomos e células - é o instrumento da inteligência racional do ser humano, assim também o corpo, incluindo o cérebro e a capacidade de raciocínio do ser humano, é instrumento da alma espiritual do ser humano.
Três campos distintos e intercorrentes do conhecimento do ser humano, a Ciência, a Filosofia e a Religião necessariamente existem e agem com instrumentos e métodos diferentes.
A Ciência está no campo da experimentação e da prova; a Filosofia está no campo da razão e do raciocínio lógico e transcende o campo da Ciência. Ela não tem que provar a existência real da ideia e do pensamento; ela lida com essas duas realidades, assim como a Ciência não tem que provar a existência da matéria, mas lida com ela.
A Religião está no campo da fé, daquilo em que o homem crê; não ignora nem pode ignorar a realidade da matéria, nem o conhecimento que a Ciência nos dá. A Religião não prescinde da Ciência; ao contrário, pode e deve usar as informações que a Ciência lhe dá, e também os recursos que a Filosofia nos oferece.
Assim como a Filosofia transcende o campo da Ciência, também a Religião transcende o campo de ambas.
Qualquer delas pode afirmar e ensinar verdades preciosas e incontestáveis. Mas qualquer delas pode incorrer em erros e excessos.
A Ciência tem se contraditado através dos séculos. Desde a afirmação de que a Terra é plana, até o conhecimento da amplitude do Universo. Modernamente, devido a seus próprios recursos cada vez mais precisos, a Ciência de uma década contradiz a Ciência da década anterior, numa prova cabal de que está sujeita a erro. O que afirma hoje pode ser negado amanhã.
A Filosofia, campo das ideias, apresenta, não só em diferentes fases da História, mas até concomitantemente, ideias, conceitos e pensamentos inteiramente contrários entre si. Mas a Filosofia é preciosa para alargar o campo do conhecimento humano, e para ensinar o homem a pensar.
A Religião é o campo em que as posições mais se chocam, na medida em que as pessoas religiosas ignoram as informações dadas pela Ciência e pela Filosofia. O religioso deve crer sem desprezar sua capacidade de pensar, para não crer em absurdos. Ao mesmo tempo, não pode crer só naquilo que a Ciência pode comprovar.
Erra o religioso quando quer negar a afirmação do cientista sem ter os recursos de experimentação e prova que este possui. Erra o cientista quando invade o campo da Filosofia ou o campo da Religião para contraditar crenças ou verdades que não são cientificamente demonstráveis. E erra o filósofo quando também invade o campo alheio da Ciência ou da Religião.
Os três campos do pensamento humano são admiráveis e precisamos aprender com todos eles. É necessário, porém, o uso do bom senso para que os limites de cada um seja respeitado, e nem cientista, nem filósofo, nem religioso façam afirmações irrazoáveis, insensatas e nocivas.
As Escrituras Sagradas dizem em Hebreus 1.1-2: “A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se veem. Pela fé entendemos que os mundos foram criados”. Nem sequer pretendem provar que os mundos foram criados, pois não tem como fazê-lo, do mesmo modo que o cientista não tem como provar o contrário. As mesmas Escrituras não negam as coisas que se veem, mas denunciam a falsamente chamada ciência (1 Timóteo 6.20), a ciência do cientista que erra porque sai do seu campo de observação, experimentação e prova.
Para concluir estas considerações: Ciência, Filosofia e Religião coexistem há séculos. O melhor dos cientistas pode ser um grande religioso, como foi Isaac Newton, e têm sido grandes cientistas da atualidade. O mais profundo teólogo pode e deve ser também um profundo conhecedor e admirador da Ciência e da Filosofia. E assim também pode o bom filósofo ser um fervoroso cristão e profundo conhecedor da Ciência.
É uma falácia insensata pretender o cientista combater a fé no espiritual e eterno, pois isso está fora de sua alçada. Isto tem acontecido mais vezes do que o religioso e o filósofo indevidamente contraditarem a Ciência verdadeira.
Há, até, um esforço de cientistas – como Richard Dawkins - para provar que a fé religiosa é vã. Um erro tão insensato como seria o do religioso fanático que ignorasse a Ciência e pretendesse negar o seu valor.
Temos que dar graças a Deus que nos fez de matéria, mas nos fez racionais e nos deu uma alma espiritual e, sobretudo, nos deu a fé para crermos nEle e em Sua palavra.

sexta-feira, janeiro 29, 2010

As Bem aventuranças

"Fome e sede de justiça

Há uma tendência nas pessoas de isolar um texto bíblico de seu contexto. Quando fazemos isso sempre encontramos um texto que concorda conosco; é um erro frequente e grave.
Quanto às bem aventuranças - como em toda a Escritura - cada uma delas tem muito a ver com as outras.
Assim, por exemplo, a que diz: “Bem aventurados os que têm fome e sede de justiça”. - Mt 5.6.
Ter fome e sede de justiça é não se conformar com a injustiça em qualquer lugar e em qualquer momento. É reagir - mas de maneira sábia e prudente, não só emocionalmente - diante de qualquer injustiça. Calar diante da injustiça e do erro é tornar-se conivente e cúmplice. Temos que dizer, externar nossa discordância e nossa afirmação do que é correto.
Temos que fazê-lo, porém, observando todo o ensino das Escrituras, particularmente a bem aventurança que diz “Bem aventurados os pacificadores”. Não temos que ser semeadores de discórdia e até de inimizades. Temos que amar sempre.
Podemos dissentir energicamente sem deixar de amar e respeitar aquele que errou. Não podemos é pecar por omissão, por covardia. “Não vos conformeis com teste mundo...” e “Se possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos” - Rm 12.2 e 18.
Do mesmo modo, não podemos ser pacíficos e pacificadores a ponto de deixar passar toda espécie de injustiça.
Equilíbrio é a virtude necessária, embora não seja explicitamente mencionada. Essa virtude é notada muitas vezes nas atitudes de Cristo. Por exemplo, em Mc 3.5: “com indignação, condoendo-se da dureza de seu coração...”, e Mc 10.21: “...o amou e disse: falta-te uma coisa”...
Seja um verdadeiro cristão em tudo, e não só no que lhe for fácil.

terça-feira, janeiro 26, 2010

Boas obras

ENSINO BÍBLICO SOBRE BOAS OBRAS

Alguns textos:
Mateus 5.14-16: boas obras para glória de Deus
Deuteronômio 15-7-11: “abrir a mão”
Isaías 1.11, 15-18: o cuidado dos pobres
Isaías 58.4-7 e 8-10: o jejum que agrada a Deus
Mateus 25.33-40 (v.35): o galardão das boas obras
João 14.15; 15.10-14: o amor a Deus e a obediência
1 João 3.17-18: amar em ação e em verdade
Tiago 2.14-17: fé e obras

POR QUE SE TEM DESCUIDADO DAS BOAS OBRAS?

1. Receio de cair em duas heresias: “salvação pelas obras” e “evangelho social” - o outro extremo do “evangelho verbal”.
2. Falta de misericórdia e solidariedade.

A POSIÇÃO BÍBLICA

1. O lugar das boas obras não é na doutrina da salvação, mas, na doutrina da santificação – Ef 2.8-10.
2. Boas obras por amor ao próximo-At 2.42-44;4.32

O EVANGELHO INTEGRAL

A Graça de Deus para salvar o Homem:
1. A regeneração;
2. A conversão;
3. A santificação – instrução na Palavra de Deus, correção de vida, uso dos meios da graça, obediência e trabalho cristão (obras). A principal obra é a da evangelização, mas não a única. Rm 6-8: profecia, serviço (diaconia), ensino, exortação, repartição ou contribuição, liderança, misericórdia.

Em função dos dons de “diaconia” e “misericórdia” foi instituído o diaconato (At 6). Paulo exorta em Gl 6.10: “fazer o bem a todos, principalmente (não exclusivamente) aos da família da fé”.

Boas obras, porém, não devem ser feitas como “isca” para evangelizar; são dois deveres a cumprir, tanto por nós, individualmente, como coletivamente, por amor ao próximo, para a glória de Deus - Mt 5.16.