terça-feira, maio 18, 2010

A obra de Deus e o Trabalho - 3

Trabalho e descanso - Trabalho, porém, não é um fim em si mesmo, nem a única ocupação do homem.
Há outras atividades, e o descanso também é necessário. Ao lado do trabalho deve existir o descanso. O 4º mandamento, que diz: “seis dias trabalharás”, diz também “no sétimo descansarás”.
A um certo período de trabalho deve seguir-se um outro, de descanso: seis dias de trabalho e um de descanso; algumas horas de trabalho e outras de repouso, como indica a própria natureza, na sucessão de dias e noites.
Trabalho, estudo, lazer, atividades domésticas, culto, períodos de sono, são diferentes e necessárias ocupações para obtenção de bem estar, equilíbrio e prosperidade.
O já citado 4º mandamento, quando se refere ao descanso, diz “não farás nenhuma obra”. O trabalho causa desgaste de energia e do próprio físico. O descanso visa a reconstituição das condições necessárias ao bem estar e ao próprio trabalho.
É interessante observar que descanso nem sempre é inatividade e estado de sono; mudança de atividade é também descanso. Quem estuda muito (trabalho intelectual) pode descansar passando para outro campo de estudo ou atividade física. A um trabalho intelectual pode seguir-se um trabalho físico e vice-versa.
No relato bíblico da criação está dito que Deus realizou Sua obra criadora em seis dias (períodos ou fases). E diz Gn 2.2: “Havendo Deus acabado no dia sétimo a Sua obra que tinha feito, descansou...
Jesus Cristo, porém, disse: “Meu Pai trabalha até agora e Eu trabalho também...” (Jo 5.17). Por isso entendemos que Deus está no 7º dia da Sua eternidade (embora eternidade não seja algo que se possa dividir em períodos de tempo). O que, fora de dúvida, se conclui, é que Deus não ficou inativo no “7º dia”, mas realiza outra obra, a da salvação do homem e a da sustentação do universo que criou. Essa outra atividade de Deus é aqui chamada descanso.
O descanso é determinado por Deus. É uma necessidade absoluta do homem, que não temos o direito de negar. Sob influência do mandamento e da própria experiência, a sociedade tem evoluído criando leis que garantam o descanso até durante o período de trabalho, conforme a atividade do trabalhador.


(continua)

sexta-feira, maio 14, 2010

A obra de Deus e o Trabalho - 2

Vejamos relações entre o Trabalho e outros aspectos importantes da vida humana.

Trabalho e Saúde - O trabalho, como atividade que visa produzir bens necessários à vida com boa qualidade, existe desde o início da vida humana, e foi ordenado por Deus.
Criado Adão no Jardim do Éden que, pela descrição bíblica - Gn 2.8-15 - não era apenas um jardim, mas um pomar, Deus não o deixou ocioso, apenas colhendo e comendo frutos das árvores; deveria também “lavrar e guardar a terra”. Guardá-la de animais predatórios que deveriam ser mantidos fora do jardim, e lavrar a terra para evitar que se transformasse num matagal inabitável.
Depois deste trabalho manual Deus lhe deu um trabalho de ordem intelectual: dar nomes aos animais; entende-se que às diferentes espécies de animais.
Foi Deus Quem instituiu o trabalho produtor de bens, com o qual o homem haveria de sentir-se realizado e útil.
A ociosidade o tornaria vazio, voltado para si mesmo, problematizado. O trabalho útil, construtivo e honesto torna a pessoa valiosa a seus próprios olhos, eleva a autoestima, preserva sua saúde mental e física. Muitos textos bíblicos mostram esse aspecto salutar do trabalho.
O Salmo 128 em seu versículo 2 relaciona trabalho e felicidade:
Pois comerás do trabalho das tuas mãos; serás feliz e tudo te irá bem”. Mas a ociosidade e a preguiça são apontadas como causas de carência e mal estar.
O que lavra a sua terra se fartará de pão, mas o que segue os ociosos está falto de juízo” (Pv 12.11) “Filho meu, atenta para as minhas palavras... guarda-as no meio do teu coração. Porque são vida para os que as acham, e saúde para o seu corpo.
Entre as palavras e mandamentos do Senhor está:
Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra...” (Êx 20.9)
Oh! preguiçoso, até quando ficarás deitado? Quando te levantarás do teu sono? Assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade como um homem armado.” (Pv 6.9-11). “O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos se recusam a trabalhar” (Pv 21.25). 


(continua)

quarta-feira, maio 12, 2010

A obra de Deus e o Trabalho - 1

A OBRA DE DEUS COMO FRUTO DO TRABALHO

A Bíblia é onde encontramos os princípios que devem reger todos os relacionamentos do ser humano: do homem com Deus, do homem consigo mesmo e com o próximo, de marido e esposa, de pais e filhos, de irmãos, de governantes e governados, de patrões e empregados, de companheiros de trabalho, etc.
Em todos os nossos relacionamentos existem pontos de atrito, interesses que se chocam e oportunidades em que o “ego” de cada um luta para afirmar-se ou defender-se, ou renuncia a algo que desejava, por algum outro valor.
Quem conhece e compreende princípios e por eles se guia, livra-se da escravidão às regras criadas pelo próprio homem, ainda que submisso a elas. Está capacitado a superar e ultrapassar as regras humanas, porque princípios são melhores do que regras. Aqueles estão na consciência moral do ser humano e da coletividade; são universais e permanentes.
No mundo em que o imediatismo se casa perfeitamente com o materialismo prático, a tentação de passar por cima, tanto de regras como de princípios, é frequentemente irresistível para muitos. Então surgem as traições, os métodos escusos, as espertezas e os mais terríveis conflitos. Quando uma pessoa se orienta pelos princípios - que são universais e permanentes ela vive melhor. Evita problemas e isto se reflete beneficamente em sua saúde.
tanto mental como física. Por esta razão o apóstolo João, ao se referir aos mandamentos divinos, aos quais subjazem os princípios éticos que Deus colocou na consciência moral do ser humano criado à Sua imagem e semelhança, faz esta recomendação e ponderação: “...guardemos os Seus mandamentos; e os Seus mandamentos não são pesados” . (1Jo 5.3).
Moisés pondera, também, sobre a razão por que Deus deu mandamentos: Agora, pois, ó Israel, que é o que o Senhor teu Deus pede de ti, senão que temas o Senhor teu Deus, que andes em todos os Seus caminhos, e O ames, e sirvas ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, para guardares os mandamentos do Senhor, e estatutos, que hoje te ordeno para o teu bem?” (Dt 10.12-13).


(continua)

sexta-feira, maio 07, 2010

Pelo Dia das Mães, um poema de mãe

Esta poesia foi escrita há muitos anos pela minha esposa, M. Aparecida. Ficou guardada em meio a montanhas de papeis até nossa recente mudança para Sorocaba, quando foi achada por acaso, junto a outros poemas:

Sorrir

Se um dia eu quiser sorrir
mas não sentir 
a beleza do céu
do mar
das aves
das flores

Se um dia eu quiser sorrir
mas não sentir
o calor dos amigos
dos filhos
dos netos
meus amores

Se um dia eu quiser sorrir
mas não sentir
a alegria da paciência
da atenção
do carinho
de um amor

Se um dia eu quiser sorrir
mas não sentir
a certeza da fé
da esperança
da salvação
no Senhor

Não devo sorrir
não será um sorriso
mas um gesto vago
mecânico
sem sentido
sem valor

terça-feira, maio 04, 2010

Unidade na diversidade



A frase acima é democrática e cristã. Na teologia cristã a única uniformidade biblicamente exigível é em torno das doutrinas básicas da fé cristã, por exemplo: monoteísmo, soberania de Deus, a Escritura como única base de fé, só a fé como meio de salvação, a graça como causa da salvação, Cristo como único redentor e salvador. A negação ou alterações nessas e algumas outras doutrinas, resultam em erros doutrinários, muitas vezes trágicos.
Isto não significa, porém, que tudo o mais será permitido e aceito pacificamente por todo cristão sobre as mais diferentes doutrinas e práticas, secundárias mas importantes; por exemplo: circuncisão, forma de batismo (de adultos e crianças), dízimo, a Ceia do Senhor, governo de igreja, responsabilidade social da Igreja, liturgia, etc.
Sobre cada um desses, e muitos outros pontos doutrinários, existem os mais diferentes conceitos e práticas, com algum embasamento bíblico, distorcido ou não.
Por isso mesmo é que existem, desde os tempos da Reforma do século XVI, diferentes denominações, a começar com a luterana e a reformada (calvinista).
Se quiser sobreviver como tal, cada denominação ou ramo eclesiástico tem que ter e manter sua Confissão de Fé ou Base de Fé, bem como seus costumes e métodos claramente estabelecidos, inclusive a liturgia.
Igrejas ou denominações que não adquirem ou não mantêm uma identificação clara e definida, tendem ao seu próprio esfacelamento. A liturgia (cuja importância muitas pessoas minimizam), ou é um fator de fortalecimento e unidade, ou é uma brecha perigosa pela qual entra toda sorte de heresias, que comprometem sua identidade e estabilidade, na mesma medida em que conservam seus princípios litúrgicos ou não.
Uma Igreja, como outras instituições, pode ser conservadora sem ser retrógrada; e pode modernizar-se nos métodos e costumes, sem deixar os princípios bíblicos permanentes em que se assenta.
Existe, porém, um gosto pela modernidade, que se torna perigoso. Inversão de valores pode por isso ocorrer, pondo em risco toda a igreja.
É nosso dever estar sempre atentos e vigilantes para conservar o que é insofismavelmente bíblico, bem como para rejeitar tudo o que possa comprometer a própria fé e a natureza da Igreja. Nem tudo o que é antigo é bom, e nem tudo o que é moderno é saudável. O critério a ser aplicado é a conformidade com o ensino bíblico. Rejeite-se tudo que não se harmonize claramente com o ensino bíblico.
Há quase 500 anos a Igreja Presbiteriana é uma bênção no mundo; mas algumas Igrejas que conservam o nome de presbiterianas perderam o seu caráter e não são mais o que eram.
A Igreja Presbiteriana do Brasil também corre esse risco. Deve voltar a ser cuidadosa no preparo intelectual de todos os seus membros, especialmente de seus pastores, tendo o cuidado de não colocar o bacharelismo e o “peagadismo” acima da piedade, que “para tudo é proveitosa”.
A Igreja continua precisando de teólogos-pastores e não de diletantes sem compromisso sério com Cristo e Sua palavra.
Pastor é aquele que usa corretamente o seu cajado para defender o rebanho e nunca coloca acima desse cajado os seus diplomas de bacharel, mestre e doutor. Formar “teólogos” sem alma e zelo de pastor é contraproducente.

sexta-feira, abril 30, 2010

Autor desconhecido

ORAÇÃO PELA FAMÍLIA
Que nenhuma família comece em qualquer de repente,
Que nenhuma família termine por falta de amor.
Que o casal seja um para o outro de corpo e de mente
E que nada no mundo separe um casal sonhador.
Que nenhuma família se abrigue debaixo da ponte,
Que ninguém interfira no lar e na vida dos dois.
Que ninguém os obrigue a viver sem nenhum horizonte.
Que eles vivam do ontem, no hoje, em função de um depois.
Refrão:
   Que a família comece e termine sabendo onde vai
   E que o homem carregue nos ombros a graça de um pai.
   Que a mulher seja um céu de ternura, aconchego e calor
   E que os filhos conheçam a força que brota do amor.
   Abençoa, Senhor, as famílias, amém!
   Abençoa, Senhor, a minha também!
Que marido e mulher tenham força de amar sem medida.
Que ninguém vá dormir sem pedir ou sem dar seu perdão.
Que as crianças aprendam no colo o sentido da vida.
Que a família celebre a partilha do abraço e do pão.
Que marido e mulher não se traiam, nem traiam os filhos.
Que o ciúme não mate a certeza do amor entre os dois.
Que no seu firmamento a estrela que tem maior brilho
Seja a firme esperança de um céu, aqui mesmo e depois.

terça-feira, abril 27, 2010

Um estilo de vida simples

A expressão acima se encontra na Declaração feita no Congresso de Evangelização de Lausanne, e expressa o pensamento bíblico de que Deus criou o ser humano para viver bem, com dignidade e fartura (Ec 5.18-19), como foi no Éden e não em pobreza nem em ostentação de riqueza e egoismo. Para isto é necessário que todos, como cristãos, vivamos um "estilo de vida simples".
No mundo cada vez mais materialista, que acompanha o progresso do pecado, é que existe a desigualdade pecaminosa e degradante entre a situação econômica de pessoas com excessiva riqueza acumulada e muitas outras com escassez, pobreza e miséria.
O capitalismo selvagem consagrado pela sociedade consumista e a globalização da economia (riqueza de um lado e miséria do outro), está em aberto conflito com todo o ensino bíblico sobre o uso correto da riqueza dos bens que Deus colocou no mundo, dos quais Ele é o Senhor; e nós, seres humanos, somos os mordomos. Nenhum de nós é o dono de alguma coisa.
Em clara revolta contra Deus, um homem quer dominar e explorar outros. Então surgem os dominadores, bem como as nações dominadoras; seus recursos são a força, a injustiça, a corrupção e toda sorte de impiedade.
Nesse mundo mau, posto no maligno, o cristão tem que se portar com altivez, como um revolucionário, vivendo de acordo com os princípios bíblicos, não se deixando levar e guiar pelos padrões que o mundo quer impor.
Assim será "no campo espiritual" - em que temos que adorar e servir ao único Deus e Senhor - o Pai, o Filho e o Espírito Santo; "no campo moral", não nos permitindo práticas e costumes pagãos, mas observando rigorosamente a Ética cristã resumida nos 10 mandamentos. Assim, na "vida de cada dia" temos que observar o ensino bíblico sobre o trabalho, o respeito ao ser humano, e o uso correto dos bens materiais, bem como das capacidades que Deus nos deu.
Todo ser humano tem direitos e deveres. Todo aquele que cumpre seus deveres é recompensado por Deus. Todos tem direito à vida, ao trabalho, à saúde, ao bem estar com sua família. O fruto do pecado é a preguiça, a negligência, o amor aos dinheiro, a ganância e toda sorte de corrupção. As consequências são a pobreza e a miséria. Muitos são pobres e miseráveis por sua própria culpa; outros são muito ricos por causa do mau uso de suas capacidades e de sua falta de escrúpulos. O pecado, tanto de uns como de outros, resulta em pobreza e miséria.
Nós, cristãos, igualmente temos os mesmos direitos ao uso dos bens materiais, mas ninguém tem o direito de acumular "bens mal adquiridos" - Hc 2.9 - nem o direito de usar egoisticamente até mesmo os bens adquiridos com o trabalho honesto, porque até de todos esses somos apenas os mordomos; Deus é o dono deles - Sl 24.1.
Assim é que, se Deus nos dá inteligência, saúde, capacidade profissional e trabalho, e progredimos financeiramente, não temos o direito de gastar excessivamente conosco mesmo, esbanjar riquezas, enquanto outros passam privações. De outro modo, corremos o risco de transformar-nos no "rico" da parábola do rico e do Lázaro - Lc 16.19-21.
A medida justa ensinada por Deus é o "estilo de vida simples" exposto por Paulo em 1Tm 6.7-8: "Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele" (citando Jó 1.21 e Ec 5.15) e prossegue "Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes".
Ostentação de riqueza é pecado; desperdício é pecado, bem como o acúmulo egoísta da riqueza. Toda a riqueza que possamos ter deve ter uma aplicação social também e não só individual e familiar.
Não temos que, obrigatoriamente, vender o que temos e dá-lo aos pobres, mas temos que ter o mesmo sentimento de solidariedade de Barnabé e dos cristãos primitivos, exposto em At 4.32: "E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns", e nos versículos. 34 e 35: "Não havia, pois, entre eles, necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se por cada um, segundo a necessidade que cada um tinha".
Não basta ser dizimista. Deus não é Senhor só do dízimo, é Senhor dos 100%. Em Ml 3.8, Deus fala de "dízimos e ofertas". Temos que administrar criteriosamente os 90% que ficam em nossas mãos, e desses 90% devem sair as nossas ofertas, dadas por amor ao próximo, não por obrigação nem com avareza - 2Co 9.5-11. E em 2Co 8.14, falando ainda sobre as ofertas: "Neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros, para que também a sua abundância supra a vossa falta, e haja igualdade". Essa igualdade consistirá, não em todos serem igualmente ricos ou pobres, mas em todos terem "o sustento e com que nos cobrirmos".
Temos feito isso? Por que há cristãos muito ricos e cristãos vivendo "abaixo da linha de pobreza"? Todos os cristãos estão trabalhando diligentemente, ou há os displicentes? Todos estamos satisfeitos com “o sustento e com que nos cobrirmos", ou estamos sempre querendo mais, embora sejamos membros de um povo carente, que precisa de nossa solidariedade? Temos sido solidários com os irmãos pobres?
É pensando em tudo isso que estamos conclamando os irmãos a unirmos esforços e recursos para socorrer adultos e crianças nossos irmãos que passam grandes necessidades.
Temos um plano. Una-se a nós.

sexta-feira, abril 23, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 8

Mc 10.13-16 - Jesus abençoa as crianças

1 - Observação do texto
1.1 - Relata um fato.
1.2 - Quem? - Crianças, discípulos, Jesus.
1.3 - Onde? - O texto não diz.
1.4 - Quando - O texto não diz.

2 - Informações do contexto
2.1 - Histórico - O fato se passa na última etapa do ministério de Jesus, nos últimos 4 meses, indo para Jerusalém.
2.2 - Geográfico - Ministério da Peréia-Judéia (além do Jordão). O lugar específico não é mencionado - Mt 19.1
2.3 - Assuntos tratados nesta fase - O divórcio, o jovem rico, levar a cruz, prediz a paixão, sinal de Jonas, parábolas... 
2.4 - Popularidade de Jesus - Já era conhecido na região - Mt4.25

3 - Observações sobre o fato - Análise das atitudes das pessoas

3.1 - Atitude das mães (as pessoas que traziam as crianças) - O mais provável seria as mães levarem os filhos pois os pais deveriam estar no trabalho.
3.1.1 - Conheciam a fama de Jesus. Era costume as mães levarem os filhos para os profetas os abençoarem.
...
(Estudo inacabado. Tente terminá-lo você mesmo!)

terça-feira, abril 20, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 7

3.2 - Quanto à família

3.2.1 - Seu relacionamento com o marido é excelente - ele a elogia.
3.2.2 - O marido confia plenamente nela, na sua pessoa como um todo. Ela tem valor para ele não apenas pelos seu atributos físicos.
3.2.3 - Separa tempo para o marido. Prestigia o marido e o apoia - nos aspectos físico, emocional e espiritual (as consequências da vida sexual). O texto diz que ela lhe faz bem; não diz que ela não faz mal, mas que faz bem.
3.2.4 - É uma ajuda para o marido: contribui não só para o seu equilíbrio emocional, mas para o seu bom nome - no meio dos juízes.
3.2.5 - Trata bem o marido todos os dias.
3.2.6 - Tinha tempo para os filhos - o seu relacionamento com eles é excelente. Educa-os com sabedoria. O conflito de gerações - os filhos na idade da razão, louvando sua mãe.
3.2.7 - Controla as atividades e o ambiente do lar.
3.2.8 - Levanta cedo para organizar o seu dia com precisão.
3.2.9 - Tem boa vontade em cuidar do lar e dos familiares.

3.3 - Quando à sociedade

3.3.1 - Está integrada na vida comercial da cidade - não está alheia a ela, presa dentro de casa. A mulher virtuosa não se isola de tudo e cuida apenas da família.
3.3.2 - Percebe as necessidades dos aflitos e dos pobres e os ajuda.
3.3.3 - Fala com sabedoria e edificação.
3.3.4 - Colhe os frutos do que plantou - a sociedade a admira.

3.4 - Quanto a si mesma

3.4.1 - Tem consciência de sua responsabilidade e de sua função na casa e na sociedade.
3.4.2 - Não tem preguiça, apesar de rica.
3.4.3 - É dinâmica - ativa, inclusive fisicamente, e não passiva. Os verbos que aparecem no texto o demonstram: versículo 13 - “busca”, “trabalha”; 14 – “traz”; 15 - “levanta”, “”; 16 - “examina”, “planta”, “adquire”; 18 - “prova”; 19 - “estende”; 22 - “faz”; 26 - “fala com sabedoria”.
3.4.4 - Toma decisões: versículo 15 - “distribui tarefas”; 16 - “examina e adquire”; 18 - “prova e vê que é boa a mercadoria”; 27 - “olha pelo governo”.
3.4.5 - Valoriza a si própria:
3.4.5.1 - cuida de sua saúde física;
3.4.5.2 - olha por sua aparência;
3.4.5.3 - Não faz o trabalho que deve ou pode ser feito por outra pessoa (servas ou filhos);
3.4.5.4 - Toma tempo para si própria: - tempo para estudar, para refletir. Fica patente porque só assim poderia: planejar (ri-se do dia futuro); administrar a casa; educar os filhos sabiamente e ser ajudadora do marido: há necessidade de se analisar problemas, comportamentos, situações, e resolvê-los; ter sabedoria.
3.4.5.5 - Teme ao Senhor. Aqui está, realmente, o segredo de seu sucesso. E isto exige tempo e espaço - o relacionamento com o Senhor é individual. A mulher virtuosa não é alguém simplesmente com sorte - é o resultado de estudo, meditação, oração, entrega ao Senhor e um desejo real de servi-Lo. As boas obras são o resultado de um interior trabalhado pelo Espírito Santo. O contrário é apenas um ativismo. As suas obras, o fruto das suas mãos, a louvam.

(continua com novo estudo)

sexta-feira, abril 16, 2010

O Estudo Bíblico Indutivo - exemplos - 6

Provérbios 31.10-31 - A mulher virtuosa

1 - Observação do texto

1.1 - É um poema, um acróstico - cada letra inicial é uma letra do alfabeto. Não é a descrição de um fato.
1.2 - Quem? Uma família estável emocionalmente. Servas. A mulher virtuosa, a mãe na família, é a figura central do texto.
1.3 - Onde? Dentro de uma casa rica e na comunidade (cidade).
1.4 - Quando? Os acontecimentos abrangem todo o dia, desde muito cedo.

2 - Informações do contexto

2.1 - Autoria desconhecida. Alguns atribuem à mãe de Salomão (Lemuel).
2.2 - Data da época de Salomão.
2.3 - A mulher naquela época: se o marido ou o pai permitissem, ela poderia trabalhar e ganhar algum dinheiro.
2.4 - O trabalho na casa daquela época e na de hoje: água encanada, luz elétrica, eletrodomésticos, empórios, padarias, lojas etc.
2.5 - Termos a serem esclarecidos: "fuso" (significado incerto; o contexto indica capacidade de fabricar suas próprias linhas), "roca" (haste de madeira ou de cana com bojo na extremidade, no qual se enrola a rama do linho, do algodão, da lã, etc., para ser fiada), "escarlata" (cor muito viva e brilhante - tecido de seda ou de lã, dessa cor), "púrpura" (matéria corante vermelho-escura, indo para o violeta, largamente utilizada pelos antigos para tingir tecidos, símbolo de riqueza ou de alta dignidade social), "portas" (o portão da cidade era o fórum público de conselho e julgamento), "anciãos" (juízes, respeitados na sociedade), "lâmpada não se apaga de noite" (usada para iluminar - não havia luz elétrica - indica que tinham recursos para conservá-la acesa, estavam funcionando).
2.6 - Figuras de linguagem: "navio mercante", "cinge os lombos de força", "lâmpada não se apaga de noite", "estende as mãos no fuso", "abre a mão ao aflito", "a força e a dignidade são os seus vestidos", "fruto das suas mãos".

3 - Observações sobre a mulher virtuosa.

É uma mulher rica. Não podemos imitá-la no seu trabalho mas a sua conduta nos apresenta ensinos preciosos - apesar das diferenças de época, os princípios permanecem.

Consideremos o assunto sob 4 aspectos:

3.1 - Quanto aos bens materiais. A mulher virtuosa considera importante os bens materiais. O texto não se refere ao supérfluo, mas o essencial é o melhor que pode adquirir.
3.1.1 - Busca o material de melhor qualidade - lã, linho, cobertas dobradas.
3.1.2 - É econômica.
3.1.3 - Provê mantimento para a casa.
3.1.4 - Faz panos de linho fino para vender no mercado. A mulher trabalhando e ganhando dinheiro. Apesar de rica, com marido e filhos para trabalharem, ainda acha tempo para trabalhar e ganhar dinheiro.
3.1.5 - Manda plantar uma vinha. Investe sabiamente suas economias (rendas do seu trabalho). Examina uma herdade e adquire-a. Não manda o recado para o marido resolver, mas toma a decisão.

(continua)