quinta-feira, março 05, 2009

O culto que agrada a Deus

"Deus é espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e verdade." (Jo 4.24)

Em Jo 4. 23 e 24 Jesus nos ensina que o culto deve ser espiritual e que "o Pai procura a tais que assim O adorem".

Em Ex 3.5; Ec 5.1-5; Is 6.1-8 e outros textos, encontramos princípios que devem orientar-nos na organização do culto público.

Sem dúvida, a ordem do culto não deve ser improvisada. O culto deve ser planejado de tal forma que suas finalidades sejam atingidas. A principal delas é a adoração a Deus; este é o grande objetivo de todo verdadeiro culto e de cada uma de suas partes.
Outro objetivo é a comunhão entre os adoradores, e o terceiro objetivo, edificação espiritual. Além disso, o culto pode ser de gratidão, exortativo, de evangelização, ou doutrinário, sempre de acordo com a necessidade espiritual do povo e da igreja que se reúne. A ordem, ou sequência das partes do culto, deve ter em vista as razões específicas de cada culto, e as partes do culto devem ter unidade, isto é, devem estar voltadas para esse alvo.
Por exemplo, num culto evangelístico, a escolha dos textos bíblicos a serem lidos, os hinos a serem cantados, as orações e a mensagem devem todos ter em vista esse objetivo específico: a evangelização; e assim também os cultos com outros objetivos específicos.
A ordem do culto mais conveniente é a que podemos chamar temática, porque através desse culto um determinado tema ou assunto será tratado. Isso evita que o culto venha a parecer uma colcha de retalhos, ainda que cada “retalho” seja bonito.
Por que entendemos assim? Pela mesma razão porque a mensagem a ser proferida pelo pregador também não deve ser uma “colcha de retalhos”, bonita e enfeitada, embora sem unidade, sem conexão entre as partes mas, tanto quanto possível, deve ser inteligente, organizado no seu aspecto didático, pois o culto deve ser também “racional”, como ensina Paulo em Rm 12.1. Assim também são os sermões de Cristo e de Paulo, e todos os escritos sagrados. Por que deveria o culto ser diferente, improvisado e desordenado? Para atender ao gosto de pessoas pouco disciplinadas? Não!
Se for bem preparado e se os adoradores adorarem ao Senhor como convém, o culto não será estático nem frio, mas agradável e proveitoso sempre, do começo ao fim. As leituras bíblicas, os hinos escolhidos, a mensagem e as orações, devem estar relacionadas entre si.
Além disso tudo, que o nosso culto seja sincero. Um dia Deus se queixou do culto que o povo Lhe prestava. “Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de Mim” Is 29.13.
Busquemos sempre a Casa do Senhor conscientes de que vamos, como povo, apresentar-nos de modo conveniente diante do Soberano Rei do Universo, ansiosos por este maravilhoso encontro, como o autor do Salmo 42: “A minha alma tem sêde de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?”.
Assim, cada culto poderá ser uma bênção para cada um de nós.

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