Terça-feira, Dezembro 15, 2009

Escribas e Fariseus de hoje

A igreja em perigo

Mateus 23.1-5 - leia-o - é um dos textos em que Cristo fala de líderes falsos que tem existido sempre, inclusive atualmente. É um alerta para a Igreja de todos os tempos.

Como se caracterizam tais falsos líderes?
1- Assentam-se "na cadeira de Moisés": se auto promovem com cursos, diplomas e títulos;
2- Seu ensino é correto;
3- Sua prática é incorreta - "dizem e não praticam" - são incoerentes.

Em linguagem atual, seus alvos são:
1- Ser "bacharéis", "mestres", "doutores", "apóstolos", "bispos";
2- Receber uma remuneração à altura de sua suposta importância - "atam fardos pesados e difíceis de suportar e os põem nos ombros dos homens";
3- Fazer tudo a fim de "serem vistos"; são narcisistas, admiradores de si mesmos.

Por outro lado:
1- Não dão bons exemplos;
2- Não são caridosos e tornam-se pedras de tropeço - "homens maus e enganadores, vão de mal para pior, enganando e sendo enganados" (v. 13).

O que vemos hoje? Muitos se projetando a si mesmos, com vistas a altos cargos na igreja; usando artimanhas políticas para atingirem objetivos políticos. É a má política eclesiástica, a politicagem.
Qual o resultado da ação de homens assim? Igrejas descaracterizadas, "clubes religiosos", empresas que exploram a religiosidade do povo - "enganando e sendo enganados" - 2Tm 3.13.
Entendem que a "sua" igreja deve ser rica embora muitos de seus membros sejam pobres e carentes. Transformam os diáconos da igreja em meros porteiros e serviçais, e não em "ministros da caridade cristã". Nesse mesmo texto, Paulo os qualifica como "homens maus".
Em nome da "disciplina eclesiástica" não temos o direito de nos acomodar. Ninguém, nem concílio algum pode impedir que o verdadeiro pastor e os verdadeiros diáconos cumpram seus ministérios.

No Presbitério Oeste Paulistano, na década de 80, aconteceu coisa semelhante. O Centro Presbiteriano Humanitário de Ação Social - CEPHAS - foi criado à revelia dos concílios da Igreja Presbiteriana do Brasil: jamais o Presbitério reconheceu e apoiou o CEPHAS. Como um dos seus pastores estava à frente da entidade e da congregação que lá se criou, o Presbitério não o considerou "pastor em tempo integral", porque dedicava parte de seu tempo àquela obra social. Mas a obra continuou com a bênção de Deus se manifestando dia após dia.

As cartas de Paulo a Timóteo estão cheias de conselhos e exortações. Talvez Timóteo fosse um tanto tímido e por isso precisasse de conselhos e exortações, que servem hoje para todos nós.
Não nos deixemos intimidar: "Sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre teu ministério" - 2Tm 4.5.

Sexta-feira, Dezembro 11, 2009

Conversões dramáticas e notáveis - 2

Outro caso interessante foi o de um homem que batizei na “Casa de Detenção” do Carandiru – SP.

Eu era ainda pastor novo, da Igreja P. Ebenezer, no bairro de Santana, próximo ao Carandiru. Um dia fui procurado pelo evangelista que trabalhava na Casa de Detenção. Havia lá um velhinho que queria ser batizado. Fui, e ele me contou sua história.

Era viúvo, aposentado, vivia em sua própria casa, com a filha e o genro; “não precisava de Deus”, disse-me ele. Um dia, discutiu com o genro, ficou irado, pegou uma espingarda e matou o genro com um tiro. Foi preso e lá estava, na “Casa de Detenção”. Começou a ouvir programas evangélicos pelo radio. Converteu-se e agora queria ser batizado. Orei com ele e prometi dar-lhe uma resposta.

Procurei o rev. Avelino Boamorte, capelão evangélico da Penitenciária do Estado, também no Carandiru. Disse-me que ele não costumava batizar ninguém na cadeia, pois havia casos em que a pessoa se dizia convertida para receber o benefício da comutação da pena. Uma vez solto, voltava ao crime. “Mas, neste caso, eu batizaria”, concluiu.

Falei com o diretor e ficou marcado o dia do batismo. Foi montado um palanque, com microfone e alto-falante, e puderam ir ao culto os presos que quisessem. Comigo no palanque, o rev. Avelino, o evangelista e o novo convertido. Batizei-o.

O advogado desse irmão conseguiu que ele fosse transferido para o “Manicômio Judiciário”, em Franco da Rocha, que oferecia a ele uma ambiente melhor. Lá lhe fiz a última visita. Tenho guardado uma fotografia do batismo...

Terça-feira, Dezembro 08, 2009

Conversões dramáticas e notáveis - 1

Sou testemunha de algumas conversões notáveis por ter conhecido seus personagens.

Narciso Lemos foi ex-cangaceiro de Lampião. Conheci-o quando eu era seminarista em Campinas, há mais de 60 anos.

Ele estava no seminário, e uma pequena roda de seminaristas o cercava. Contou-nos sua vida.

Foi cangaceiro de Lampião. Quando este foi morto, o bando se dispersou e ele fugiu para a cidade de Santos – SP, onde continuou sua vida de crimes. Ali cometeu seu 14. assassinato: amasiou-se com uma moça, contrariando a vontade do pai dela, e só para lhe fazer desaforo, alugou uma casa bem em frente ao sogro. Uma noite acordou com um grito da moça e viu o pai dela prestes a matá-lo com um punhal. Defendeu-se, teve um dedo decepado, mas lutou, tomou a arma e matou o pobre homem. Narciso era alto e forte.

Ainda em Santos, encontrou-se um dia com um antigo companheiro de cangaço; logo convidou-o para assaltarem juntos. Ficou decepcionado quando o amigo recusou o convite pois disse que agora era “crente”. Odiou-o, mas aceitou o convite para irem ao culto naquela noite; planejou matá-lo no caminho para a igreja batista de Vicente de Carvalho, que fica entre Santos e Guarujá. No caminho, resolveu matá-lo na volta. Não entrou na templo, mas ficou na porta. Deus agia: ouviu a mensagem e converteu-se!

Tornou-se colportor: vendedor de Bíblias e livros evangélicos. Evangelizou nas casas e nas igrejas. O pastor batista Erodice de Queiroz escreveu uma biografia de Narciso Lemos com o título: “Porque deixei a indústria do crime”.

(continua)

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

Visitas pastorais

Visitas pastorais - Jr 23.2; Tg 1.27; At 20.20

A assistência pastoral tem que ser um ponto alto na vida da igreja. Quando Cristo fala do verdadeiro pastor, em João 10.1-5, Ele não fala apenas de Si mesmo, mas de todo verdadeiro pastor - conhece as ovelhas por nome, não por ter boa memória, mas porque convive com elas; se alguma se desgarra, vai buscá-la e, se necessário, a carrega nos ombros, ajuda-a a levar seu fardo.
Tudo isso significa amor a cada uma delas, amor altruísta e não interesseiro, implica em convivência com o rebanho.
Agora, trocando em miúdos, de modo bem objetivo:

1- A visita pastoral "de casa em casa" é imprescindível. "Em casa" há mais informalidade, mais intimidade sadia que alcança a família toda, sem se tornar banal.

2-O "expediente pastoral" no escritório da igreja é útil, pois também acontece que um membro da igreja prefira tratar de algum assunto que não convém tratar na presença de toda a família, mas não deve substituir a visita em casa, pois nesta o pastor alcança toda a família, inclusive evangelizando os que ainda não sejam crentes. É muito cômodo para o pastor ser visitado no escritório, mas não é o mais conveniente para a igreja, em vista de seu crescimento espiritutal e numérico.
Há problemas íntimos que tem que ser tratados em particular e com muita discrição. A ocasião e o local dessa conversa devem ser escolhidos. Não convém que seja a "portas fechadas". Bom será que a sala tenha uma janela de vidro transparente para não ser esconderijo, nem levantar suspeitas, como já tem acontecido.

3- A visita pastoral verdadeira não visa aumentar a estatística do "relatório pastoral", nem qualquer proveito próprio. Em Mt. 23.4, Cristo denuncia esse abuso que pode se dar de diferentes modos. Conheci um "pastor" -entre aspas mesmo - que tinha um emprego durante o dia, dava aulas à noite, e relatava que naquele ano fizera 300 visitas pastorais. Era evidente a impossibilidade de realmente fazer tal proeza...

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

"Enquanto temos tempo..."

Enquanto temos tempo...

Gl 6.7-10; Ef 5.15-16

Só Deus sabe quando terminará o tempo de cada um de nós. Pode ser de repente, inesperadamente, ou prevista e esperada como em certas enfermidades. O certo é que, um dia, cada um de nós terá seu tempo terminado. Então, “enquanto temos tempo, façamos o bem”. Não há tempo a perder.

É bom estar conscientes disso. Tenho pensado muito em função dos 81 anos até aqui vividos.

Deus é o Senhor de nossa vida e a Ele cabe dar-nos vida e determinar a sua duração. Em muitos casos Ele nos alerta.

No meu caso tem sido assim. Quando criança fui muito doente e frágil. Até os 8 anos tive quatro pneumonias. Deus preservou-me a vida.

Acidentes, sofri vários. O primeiro que me lembro foi quando criança, caí de uma carroça e bati com a cabeça na sarjeta. Perdi os sentidos. Outra vez, já adulto, escorreguei e caí em uma banheira antiga de ferro; novamente, bati violentamente a nuca na beirada da banheira, mas não perdi os sentidos.

Sofri três acidentes de carro. Em dois deles fui atirado para fora do veículo – não havia cinto de segurança naquele tempo – e poderia ter morrido; em um deles bati a cabeça e perdi os sentidos por alguns minutos; em outro quebrei a perna. O terceiro foi menos grave, mas também poderia ter sido fatal.

De tudo tiro várias lições, principalmente esta: em cada um desses casos, Deus me avisa e me dá mais tempo.

Após um dos acidentes, apressei-me a tomar uma das decisões mais difíceis da minha vida como pastor, e não me arrependi.

O que Paulo escreve é para todo nós:

Enquanto temos tempo, façamos o bem a todos”. A uns dando bens materiais - “...pão a quem tem fome, e água a quem tem sede” - Mt 25.34-36; Tg 1.27. A outros, temos que admoestar e ensinar – Cl 3.16 – a todos fazendo o bem, como Jesus Cristo fez, inclusive repreendendo - Mt 16.23; Lc 9.55 – quando necessário.

O mundo nos oferece mil “entretenimentos”, e nos distrai com toda a espécie de futilidades, desvia a nossa atenção daquilo que é realmente importante. Faz isso de tal modo que se cada um fizer um balanço geral do que tem feito na vida, verificará que está em débito com Deus – Mt25.41-43; Dn 5.27. Não deixe que isso lhe aconteça!

E nós, cristãos em geral, membros de igrejas, oficiais e pastores, temos usado bem e cuidadosamente o tempo? Ou temos nos distraído com muitas coisas inúteis e supérfluas, deixando de fazer o bem?

Fique atento: “enquanto é tempo...

A fé que salva não é apenas a crença intelectual, mas sim, a fé que envolve a razão, os sentimentos e a vontade; é a fé que leva à santificação e à ação, de tal forma que somos novas criaturas – 2Co 5.17.

Cuidado, não seja “um crente”, mas sim, uma “nova criatura”!

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Memoráveis Batismos

O primeiro foi o que tive o privilégio de realizar na Casa de Detenção do Carandiru, em São Paulo. O batismo foi de um velhinho de 74 anos que se converteu na prisão ouvindo programas evangélicos pelo radio.

O segundo foi de um menino de apenas meses de vida, filho de um presbítero; o pequeno sofria paralisia infantil, estava em um hospital. Fui visitá-lo, e a mãe, criada no catolicismo temia que o menino morresse sem ser batizado e fosse para o “limbo”. O pai estava tranquilo. Expliquei-lhes que segundo o ensino bíblico, a criança que morresse estava salva (Mc 10.14), pois não havia alcançado ainda a idade da responsabilidade. Após, batizei-a, pois nada impedia que o fizesse. A mãe ficou tranquila e a criança recebeu o batismo a que tinha direito.

O terceiro foi de um ancião, pai de uma senhora que frequentava a igreja. Durante algum tempo ele frequentara também, mas não se batizara. Agora, muito doente, idoso, podia mesmo morrer. Em uma de minhas visitas disse-me que queria ser batizado. Declarou com convicção sua fé em Cristo. Também não tive dúvida, batizei-o na cama mesmo e dias depois faleceu. Lembrei-me do eunuco da rainha Candace, que Felipe, o evangelista, batizou ainda na estrada – At 8.26-38. A salvação não dependia do batismo, mas aquele que crê deve ser batizado - Mc 16.15-16 - e os filhos dos crentes também, pois o batismo com água substitui a circuncisão, que era feita em todo menino aos oito dias de vida; nisso o batismo com água é superior à circuncisão, pois também é ministrado às mulheres. Alegrou-se o idoso por ter dado testemunho da fé, a família dele alegrou-se, e antes disso devem ter-se alegrado os anjos no Céu “por um pecador que se arrepende”.

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

Jubilação ou Punição?

Sempre entendi a jubilação de pastores como uma honra concedida ao ministro que completasse 35 anos de ministério, ou chegasse aos 70 anos de idade. Honra como a emerência concedida ao presbítero ou ao pastor que servisse por longo tempo a uma igreja.

Por muitos anos o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil votava uma pequena verba para o jubilado, à guisa de modestíssima aposentadoria. Já vigorava a atual Constituição da Igreja. Poucos eram os pastores que continuavam ativos após a jubilação compulsória após os 70 anos. Depois disso a Previdência Social passou a admitir também a inscrição de pastores, concedendo-lhes a aposentadoria.

Mas, à medida que a média de vida do brasileiro sobe, porque melhora a qualidade de vida, cresce o número de jubilados no trabalho quase pleno, na assistência pastoral a igrejas. A experiência, o amor à Igreja que é o amor aos irmãos, cultivado durante 30, 40 ou 50 anos de ministério, compensam pelo menos em parte as deficiências físicas trazidas pela terceira idade.

Que bem faz ao jubilado saber que está sendo útil, ainda, na atividade pastoral, mesmo não exercendo plenamente a responsabilidade pastoral da igreja.

São muitos, atualmente, os pastores nessas condições. Boanerges Ribeiro foi assim até os 84 anos; ainda são assim pastores como Daniel Mariano da Silveira, Osias Mendes Ribeiro e outros, para só citar jubilados daqui da cidade de São Paulo.

Mas, que tristeza! Há aqueles que enxergam o pastor jubilado em atividade como um intruso, ocupando o lugar onde poderia estar outro, bem mais novo. Começa a ser visto como importuno, conservador demais, insistindo ainda em olhar como exemplares o apóstolo Paulo, Miguel Rizzo Jr., Avelino Boamorte, Boanerges Ribeiro, Felipe Landes, Erasmo Braga e outros, que só ambicionavam a honra de continuar servindo a Igreja dentro de suas possibilidades ainda existentes. Aqueles interpretam a Constituição da Igreja, artigo 49, como uma lei que decreta que o jubilado é um inválido e incapaz. O parágrafo 40 desse artigo precisa ser interpretado ou explicitado pelo Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Jubilação é isso – uma punição para quem ousou viver muito e insiste em ser útil? Ou é honorífica, como sempre se entendeu? Convém que a Igreja pense sobre isso.

Sexta-feira, Novembro 20, 2009

Instituições Divinas e Invenções Humanas - 12

IV. AS BÊNÇÃOS DE DEUS PARA A FAMÍLIA

Os salmos 127 e 128, especialmente, nos falam de quanto e como Deus abençoa aqueles que honram a instituição do casamento: lo. o Senhor sustenta e dá estabilidade à família (127.1-2); 2o. os filhos são “herança e galardão”, prosperidade e alegria para a família, pois eles são dádivas do Senhor (v.3). Por isso mesmo precisam ser recebidos com alegria e gratidão a Deus, e bem cuidados desde concebidos; 3o. “os filhos da mocidade”em especial são apresentados como fatores de fortalecimento da família, pois estes que nascem enquanto os pais são jovens, convivem mais intensamente com os pais, do que aqueles que nascem quando os pais já estão na meia idade ou na velhice; 4o. o número de filhos que o casal deve ter há de ser proporcional à capacidade dos pais, não só para gerá-los, mas também e principalmente para dar aos filhos todas as condições materiais, físicas, intelectuais , morais e espirituais para a boa formação dos filhos (v.4); ainda quanto ao número de filhos, não deve ser nem mais nem menos do que a capacidade de cada casal (v.5). O salmo 128 é um sábio complemento do 127, especialmente quando fala do temor e da obediência do pai a Deus, quando exalta o papel da mãe e da colaboração que é dada também pelos próprios filhos. E ainda fala da longevidade, podendo “aquele que teme ao Senhor”, poder contemplar os netos, “filhos dos filhos”.

Observar em tudo os preceitos do Senhor, a começar na família, é o segredo da real Felicidade!

Terça-feira, Novembro 17, 2009

Instituições Divinas e Invenções Humanas - 11

3. Prostituição, adultério e homossexualismo

Foi Deus quem fez os seres humanos dotados de sexo, como todos os outros animais e até os vegetais. Os elementos masculinos e femininos estão presentes até nas flores, para que haja a perpetuação das espécies.

Em todos os animais existe o instinto de procriação; a satisfação do instinto ou do ato sexual traz prazer aos animais. Nos irracionais, porém, isso é apenas instintivo e inconsciente; nos humanos é consciente e o ato sexual não pode ser buscado pelo simples prazer, ignorando as consequências geralmente desastrosas. O ser humano tem que estar consciente da correta finalidade do sexo, para não agir como um irracional.

Quando o ser humano age mais movido pelos impulsos e instintos que lhe trazem prazer, do que pela racionalidade, as más consequências são inevitáveis. Até no comer e beber, se uma pessoa passa a fazê-lo pelo prazer, acaba prejudicando seriamente a saúde, com a obesidade e outros problemas, além de prejudicar a vontade como capacidade de escolha inteligente; torna-se viciado.

Daí o fato de terem surgido muito cedo a prostituição, o adultério e o homossexualismo.

As Escrituras contêm inúmeros textos que condenam a prostituição – ato sexual entre pessoas que não são marido e esposa; muitos outros sobre sexo entre pessoas do mesmo sexo: Ex 20.14; Lv 18.20-23; Rm 1.21-28; 1Co 6.18 e 10; Ap 21.8. Leia cada um desses textos.

Todos esses pecados têm escravizado o homem trazendo-lhe morte e toda espécie de tragédia. Todos, porém, podem ser abandonados – 2Co 5.12; Rm 6.13-14.

Uma das consequências físicas dos pecados de ordem sexual são as moléstias venéreas, hoje chamadas DST – Doenças Sexualmente Transmissíveis - todas elas com consequências menos graves ou mais graves, inclusive a AIDS, até hoje incurável e letal. Como toda enfermidade, resultado direto ou indireto do pecado.

A prostituição e o adultério têm como consequência também a gravidez indesejada e a existência de milhões de seres humanos infelizes por não poderem ter uma família organizada.

Todas essas formas de união atrás referidas não podem chamar-se “famílias”; são apenas “ajuntamentos”, pois não têm a aprovação e a bênção de Deus.

Mas a maldade humana é capaz de realizar outras coisas terríveis de incrível crueldade. Então surgiram: o lenocínio (a exploração organizada da prostituição), com os prostíbulos rendosos para seus donos; o tráfico de mulheres, inclusive em âmbito internacional, a prostituição infantil, e a prática também organizada de homossexualismo e lesbianismo – suprema degradação, atualmente defendidos publicamente, promovendo em diversos países, com apoio das autoridade, as indecentes “Paradas do Orgulho Gay”; a rede de motéis facilitando tanto a prostituição como o adultério.

E embora as consequências de tudo isso sejam tragédias sobre tragédias, a humanidade não reconhece seus erros e se apega cada vez mais ao pecado de não respeitar as instituições divinas. Os governos, cuja razão de ser é promover o bem, cada vez mais são omissos e não coíbem os males; tornam-se cúmplices dos transgressores. O mesmo acontece com os cidadãos, que somos todos nós: ou nos posicionamos ao lado, como defensores das instituições divinas, ou estaremos do outro lado.

Faça sua escolha, inteligente e decente!

(continua)

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Instituições Divinas e Invenções Humanas - 10

E o regime de concubinato se tornou aceito como normal em nossa pobre sociedade.

Inconvenientes: l. ofende a Deus porque desprestigia o casamento; 2. Não há no concubinato em si, seriedade e compromisso. Enquanto estiver a vida a dois conveniente e satisfatória para ambos os parceiros, mantêm-se juntos; se não, separam-se com facilidade, com traumas ou não; 3. Quando há filhos, a pouca responsabilidade dos pais, como pais, não os impede de acabar com o “relacionamento”; os filhos passam a ser as grandes vítimas, vão ser “filhos sem pais”, muitas vezes sem mães também. Frequentemente passam a ser vistos como incômodos pelos pais, e rejeitados; os “remendos” que se inventam não podem substituir uma família bem organizada e estável, com pai, mãe e irmãos. A palavra “concubinato” é propositadamente evitada, e essa triste situação é apresentada até como solução para problemas de solidão ou de descasados que desejam um(a) companheiro(a).

Daí a porcentagem espantosa de crianças e jovens de famílias desfeitas, ou que nunca existiram, tornando-se crianças de rua, jovens envolvidos com drogas, tráfico, contrabando, prostituição, etc. É comum encontrarem-se hoje moças e senhoras solteiras que já tiveram 2, 3 ou mais “companheiros”, às vezes com filhos de diferentes pais. Que formação moral podem tais crianças e jovens possuir, preparando-se para uma vida bem sucedida?

Entretanto o concubinato passou a ser visto e aceito como normal em todas as classes sociais, de todos os níveis culturais. Nem a formação religiosa tem sido suficiente, quando superficial, para livrar os jovens desse engodo, pois os exemplos que vêm nos próprios pais e familiares exercem uma influência devastadora. Os exemplos falam mais alto do que os conselhos, infelizmente, neste caso.

Uma das consequências das famílias desfeitas em crianças e jovens é o desamor e até o ódio contra todos, inclusive familiares, pois nunca se sentiram realmente amados e não aprenderam a amar. Multiplicam-se hoje os casos de filhos matando pais e pais e mães matando os filhos.

A libertinagem, filha da permissividade, é um dos grandes males que levam ao concubinato. O endeusamento do sexo, a busca do prazer sexual como o sumo bem (filosofia hedonista), leva à prostituição, ao concubinato e ao adultério. A gravidez indesejada é inevitável e então os filhos são injustamente olhados como intrusos; em geral são criados sem amor, dedicação e altruísmo; por isso também não aprendem essas virtudes.

E a tragédia humana vai se tornando cada vez mais gritante. Quando os preceitos bíblicos não são respeitados, os resultados são terríveis: as pessoas não têm respeito por si mesmas e pelo próximo, e rejeitam as bênçãos de Deus. Foi assim com Sodoma e Gomorra!

Mais do que nunca é atual a exortação de Pedro no dia de Pentecoste: “salvai-vos desta geração perversa!” – At 2.40.

(continua)