segunda-feira, julho 16, 2007

Um Estudo do Livro de Oséias

O profeta Oséias provavelmene nasceu no Reino de Israel, e lá também exerceu o seu ministério profético.
A primeira parte do livro que traz seu nome conta o drama pessoal e familiar do profeta: recebeu uma ordem estranha de Deus, muito estranha: “toma uma mulher de prostituições”. Pode ser que não fosse uma prostituta, mas uma moça leviana que, no coração, já era prostituta. Oséias cumpriu a ordem de Deus, casou-se. Esse drama foi, também, uma alegoria ou figura da infidelidade de Israel a Deus. E a maneira como o profeta agiu, guiado por Deus, foi também uma figura do tratamento que Deus deu aos dois povos, Israel e Judá..
Quando nasceu o lº filho de Gomer, a esposa de Oséias, ele lhe deu o nome de Jesreel - nome de uma cidade de Judá - ligado ao fato da matança da família do rei Acabe, feita por Jeú (2Rs 10.10 e 11). Talvez Oséias não tivesse certeza de que essa criança não fosse seu filho. Mas quando nasceu o 2º, que era uma menina, parece que o profeta sabia que a filha não era sua, daí dar-lhe o nome, por ordem de Deus, de Lo-Ruama (não compadecida) - v. 6 - e faz no v. 7 um contraste com Judá. Todos os reis de Israel foram infiéis ao Senhor, mas em Judá vários foram inféis. Enquanto o Reino de Judá durou apenas 250 anos e desapareceu totalmente, o Reino de Israel durou 350 anos porque também não permaneceu totalmente fiel ao Senhor, mas não desapareceu; as 2 tribos foram dispersas, mas até hoje permanece o povo judeu.
Porém, nos v. 10 e 11 predizem-se bênçãos para Israel, como é referido e esclarecido em Rm 9.25-28.
No capítulo dois encontramos o profeta repreendendo a mulher através dos filhos (v. 2 a 13), da mesma maneira como Deus repreende Judá.
Mas nos v. 14 a 23, falam Deus ao Seu povo, e o profeta a Gomer, de sua disposição de restaurar o povo infiel e a esposa infiel. Sem prejuizo da justiça, prevalecem o amor e o perdão.
O capítulo 3 traz a ordem de Deus a Oséias para receber sua mulher, apesar de toda a infidelidade dela; não seria, porém, uma vida dupla de Gomer e uma vida de indignidade do profeta; Gomer seria restaurada moral e espiritualmente. Seria necessário resgatá-la; talvez ela estivesse na situação de serva de quem a explorava, e Oséias pagou o resgate referido no v.2; é figura, também do resgate pago por Cristo por Sua Igreja - 1Pe 1.18-19; 1Co 6.20; Mt 20.28.
Fica aqui uma preciosa lição para os casais cristãos: a lei do perdão, mediante o arrependimento e a restauração do faltoso, é maior e mais forte do que a lei que apenas pune.
Os capitulos 4 a 13 contêm severas repreensões de Deus a Israel, especialmente à tribo de Efraim, a maior das 10 que compunham o Reino de Israel. As repreensões são: “não há verdade nem benignidade, nem conhecimento de Deus na terra. Só prevalecem o perjurar, e o mentir, e o matar, e o furtar, e o adulterar, e há homicídios sobre homicídios”. Os v. 8 a 14 repetem e aumentam tão triste lista de pecados e defeitos. Alguns dos pecados maiores são aí referidos: luxúria, incontinência (excessos em tudo), bebida, idolatria, paganismo, prostituição. Não está sendo assim mesmo o que acontece nos dias de hoje? A Igreja pode conformar-se?
Todo o capítulo 5 fala das culpas e consequências do pecado de Israel. Duas expressões que aí estão são sugestivas: “traspassaram os limites”, “Efraim quis andar após a vaidade”, uma atitude pecaminosa consciente. No último verículo (15), uma declaração de Deus: o castigo de Deus continuará “até que se reconheçam culpados e busquem a Minha face; estando angustiados Me buscarão”. Mas no v. 12 diz Deus: “Para Efraim serei como a traça; para a casa de Judá, como a podridão”; porque, infelizmente, não haveria o arrependimento.
No capítilo 6 encontramos uma aparente decisão de Israel, de voltar para o Senhor; mais parece uma atitude cínica do que uma atitude sincera. Tanto assim, que Deus responde com desdém à pretensão do povo, pois este não expressara reconhecimento da falta e arrependimento; seria um retorno apenas interessado no perdão de Deus, sem a mudança do pecador; pedido de perdão, sem arrependimento, não tem resposta favorável.
Deus ensina, por isso, o que foi citado por Cristo, em Mt 9.13: “misericórdia quero, e não sacrifício”. No Salmo 51 Davi coloca a questão em termos corretos: “Não Te comprazes em sacrifícios, senão eu os daria... Os sacrifícios para Deus são o coração quebrantado; a uma coração quebrantado e contrito, não desprezarás, ó Deus”.
Capítulo 7. Neste capítulo continua Deus se queixando de Israel: “obraram a falsidade”, “ninguém há entre eles que me invoque”.
Há, aqui, várias expressões significativas: “Efraim é um bolo que não foi virado!”... “é como uma pomba enganada, sem entendimento”; “fugiram de Mim”, “disseram mentiras contra Mim”; “contra Mim se rebelam”, “pensam mal contra Mim”; o domínio do pecado.
No capítulo 8 continua a queixa de Deus : “Traspassaram o Meu concerto, rebelaram-se contra a Minha lei”, “Israel rejeitou o bem” (v.3), “do seu ouro fizeram ídolos para si, para serem destruidos” (v.4). “Em pedaços será desfeito o bezerro de Samaria”. “Semearam ventos e segarão tormentas” (v. 7). “Efraim miltiplicou os altares para pecar” (v.11), “teve altares para pecar”, isto é, embora construisse altares para fazer ofertas pelo pecado, esses altares se tornaram altares para o pecado. É como se hoje construíssemos templos para agradar a Deus, mas nossa vida de pecado continuasse a mesma. “Israel se esqueceu do seu Deus e edificiou palácios, e Judá multiplicou cidades fortes. Mas Eu enviarei um fogo contra as suas cidades” - v. 14.
Capítulo 9. Contém as advertências de Deus, com o anúncio de consequências e castigos que Israel sofreria: derrota militar e deportação para o Egito (como um retorno à escravidão, de onde havia saído com Moisés, cerca de mil anos atrás. “O profeta” é chamado de “insensato” (v.7) e “inimigo na Casa de Deus” (v.9).
Deus diz que havia achado Israel “como uvas no deserto” (um prodígio realizado por Deus), “mas eles foram para Baal-Peor”.
Capítulo 10. O v. 1 é cheio de ironia, mas o v. 2 fala do pecado do “coração dividido” e culpa de Israel. “Eu os castigarei na medida do Meu desejo”. Deus é severo como juiz.
O v. 12 aponta a solução: “semear justiça, buscar o Senhor”. Mas Israel escolhera o caminho da impiedade, destemor de Deus (v.13). O castigo será grande e culminará com a morte do rei - v. 15 - símbolo de derrota.
Capítulo 12. “Efraim se apascenta (se alimenta) de vento”, “multiplica a mentira e a destruição”. Faz aliança com Assíria incrédula e pagã, e não com Judá. Mas também Judá incorre no erro, e o Senhor promete que também retribuirá segundo o que merece por isto. Lembra a Judá o passado, desde o nascimento de Jacó, e sua conversão no vale de Jaboque (v.4).
No v.6 convida Judá a converter-se. Mas o que aconteceu? Israel foi desonesto - é a figura da balança enganadora (v.7) e se ufana de ter enriquecido (v.8), proclamando: “em todo o meu trabalho não acharão em mim iniquidade alguma” - não parece com os corruptos de hoje?
Porém o juizo de Deus virá: “Eu sou o Senhor teu Deus... ainda te farei habitar em tendas” (não mais em palácios). A justiça de Deus é confirmada no v. 14.
O capítulo 13, até o v. 13, fala da rebeldia e iniquidade de Israel e da justiça de Deus, mas no v. 14 fala da misericórdia de Deus. “Eu os remirei”. É o poder de Deus, que pode resgatar e restaurar o perdido, texto citado por Paulo em 1Co 15.54-55, para falar novamente na insubmissão dos que serão punidos - vs. 15 e 16.
Capítulo 14. Convite à conversão - v. 1 e 2. Um arrependimento verdadeiro e uma mudança real de atitude está traçada no v. 3: “Não nos salvará a Assíria, não iremos montados em cavalos, e à obra das nossas mãos não diremos mais: 'tu és o nosso Deus'; porque por Ti o órfão alcançará misericórdia”.
V. 4 a 6: a promessa de Deus: “Eu curarei a enfermidade deles e os amarei de todo o Meu coração, pois a minha ira desviou-se deles. Serei como orvalho para Israel; como o cedro do Líbano aprofundará as suas raízes: seus brotos crescerão. Seu esplendor será como o da oliveira, sua fragrância como a do cedro do Líbano”.
V. 7: um estímulo a todos que quiserem voltar para o Senhor: “Os que habitavam à sua sombra voltarão. Reviverão como o trigo, florescerão como a videira, e a fama de Israel como o do vinho do Líbano”.
V. 8: mudança completa - “O que Efraim ainda tem com ídolos?” Como está em 2Co 5.17: “As coisas velhas já passaram, eis que surgiram coisas novas”.
V. 9: convite a meditar sobre tudo isso, ainda que não possa entendê-lo. Rm 9.33-36: “Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os Seus juizos, e quão inescrutáveis os Seus caminhos! Porque quem conheceu o intento do Senhor? Ou quem foi o Seu conselheiro? Ou quem Lhe deu primeiro a Ele, para que lhe fosse recompensado? Porque dEle e por Ele e para Ele são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém”.

quinta-feira, julho 05, 2007

O Apocalipse

“Apocalipse” significa Revelação. É o livro profético do Novo Testamento.
Um livro difícil de entender em seu todo. João Calvino, um verdadeiro gênio no campo da Teologia, compreendeu isso; escreveu comentários sobre a Bíblia toda, com exceção deste livro; por isso falou-se dele: “Até nisso foi sábio”. Nós, muito mais, precisamos ter a humildade de reconhecer nossas limitações, atentando para a recomendação de Paulo em Rm 12.3: “Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um” (Almeida, Corrigida); e na NVI: “Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu”. Ninguém, por vaidade, pense que pode entender tudo. Nenhum de nós entende, nem pode entender tudo o que está nas Escrituras. Leia Dt 29.29.
Vamos estudar o Apocalipse, no que for possível, nesta oportunidade.
No início, João fala da finalidade do livro:
1.1 - da felicidade de alguém ler, ouvir e guardar o ensino das Escrituras;
l.3. - É o livro que, por ser o último, encerra a Revelação escrita de Deus, e o que ele diz aqui e em outros textos, refere-se a toda a Bíblia, por exemplo em Ap 22.18-19.
Dirige-se às sete igrejas da Ásia, figura de toda a Igreja, e de cada igreja local.
João, o autor, não escreve de si mesmo e por sua iniciativa, mas “Da parte de Jesus Cristo” (v. 5). Referindo-se à volta de Cristo, afirma “todo olho o verá” (v. 7).
João estava na Ilha de Patmos, uma das ilhas do Arquipélago Grego, e hoje tem o nome de Patino. Diz ele: “fui arrebatado”, como Paulo em 2Co 12.2. E Deus lhe disse: “o que vês escreve-o às sete igrejas” (v. 11). Foi o que João fez.
Em l.13-16 ele nos dá uma descrição do “Filho do Homem”, em linguagem toda simbólica. Não precisamos nos preocupar em entender a linguagem figurada e simbólica que encontramos através de todo o livro.
Porém, entre figuras que não entendemos encontram-se textos bem claros, como os versos 17 a 20 do primeiro capítulo.
As sete cartas (cap. 2 e 3) contêm alguns elogios, especialmente às igrejas de Smirna e Filadélfia, e muitas repreensões às demais. Todas elas se aplicam perfeitamente à Igreja de hoje. “Tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito” (Rm 15.4).
Nos capítulos seguintes há muita dificuldade para entender; mas há trechos de grande valor para nossa edificação.
O capítulo 7 tem alguns versículos que os “Testemunhas de Jeová” usam indevidamente em defesa de seus ensinos: o v. 4 fala do número dos “assinalados” - 144.000 - que, dizem eles, são os “Testemunhas de Jeová” que irão para o Céu (ver também 14.3: 12 tribos, 12.000 de cada uma). Qual a base para se afirmar que o texto se refere a eles? Além disso omitem que logo a seguir, no v. 9, João fala de “uma multidão que ninguém podia contar...”; esses são os salvos, no Céu. Então, 144.000 é um número simbólico.
Há muitos textos inteligíveis e confortadores: Ap 11.15, 17; 14.12-13; 18.1-5; 19.1-10 (o v. 10 é de extrema importância).
O cap. 20 é o capítulo que os pré e os pós-milenistas usam para defender suas idéias e imaginações: “o milênio”. “1.000 anos” é repetida aqui 5 vezes: versos 2, 4, 5, 6, e 7. É a mesma expressão usada por Pedro em 2Pe 3.8.
A Igreja Presbiteriana é “amilenista” – não cremos que haverá um período de 1.000 anos em que Cristo reinará sobre a Terra. Cristo já reina, desde Sua encarnação. Ele foi anunciado como o “rei dos judeus”, o rei de um reinado que não terá fim (2Sm 7.8, 12, 13, 16). Ele é o Rei, embora muitos não O reconheçam e não o recebam como tal.
Sobre a volta de Cristo há os textos bem claros de 1Co 15. 51-52 e 1Ts 4.13-17 e ainda Mt 25.31-34 e 41.
O que cremos sobre o “milênio”. O livro de Apocalipse fala da vitória de Cristo no mundo, que se iniciou com a Sua encarnação, continuou com Sua vida, morte e ressurreição. Ele venceu Satanás (Ap 1.17-18; 5.90 e seguintes; 15.4; 19.11 e 16; 20.4; 22.3-5).
O capítulo 21 fala dos novos Céus e nova Terra. Por que? Esclarece 2Pe 3.10-12; os atuais Céus e Terra serão consumidos e criados novos. Ap 21.1-8 é compreensível e confortador.
Pós-milenismo é a corrente teológica que apregoa que haverá na Terra um período de 1.000 anos de paz, e depois disso Cristo virá. Esse período seria resultado de um aperfeiçoamento do mundo, por influência da Igreja. A realidade é completamente diferente (Lc 18.8; Mt 24.3, 8-14). As duas guerras mundiais do século XX desmoralizaram essa corrente
Pré-milenismo afirma que Cristo virá e estabelecerá Seu reino no mundo por 1.000 anos. Os pré-milenistas dispensacionalistas chegam ao ponto de estabelecerem quase um calendário ou cronograma dos acontecimentos. Fazem verdadeiras profecias sobre o futuro.
Baseia-se em interpretação literal dos textos do Apocalipse, quando não é possível entender assim. Quando não podemos entender, devemos reconhecer isso (Dt 29.29).
Os pré-milenistas forçam a interpretação, e o resultado é o predito em 2Pe 3.16; vale a pena reler a advertência de 2Pe 3.17.
Grandes textos confortadores: 7.9-17; 14.12-13; 19.1-10; 21.1-8; 22.6-17, e uma lição sobre o respeito a toda a Escritura (22.18-19).
Apocalipse encerra com o desejo dos crentes – 22.20-21: “ó vem, Senhor Jesus!”

segunda-feira, julho 02, 2007

Vocação Pastoral

A VOCAÇÃO PASTORAL – 1 Tm 1.12

Fico surpreso por estar, eu mesmo, preocupado – e muito – com o número enorme de pastores “sobrando” e outro tanto de candidatos ao ministério nos 7 ou 8 Seminários da I.P.B. O que devia ser motivo para satisfação, é motivo de apreensão
Houve um tempo, na Igreja, há cerca de 35 anos, que faltavam pastores e havia muitas vocações então chamadas “tardias”, de homens já experimentados no trabalho da Igreja, chefes de família, profissionais de diversas áreas: advogados, médicos, engenheiros, professores, evangelistas da J.M.N., aos quais a I.P.B. decidiu dar a formação teológica básica permitindo que os Presbitérios os examinassem e, aprovados, fossem ordenados para o ministério pastoral. Foram muitas dezenas, que supriram campos então carentes de pastores.
A I.P.B. tinha apenas 2 seminários – Recife e Campinas. Neles a preocupação era formar pastores e não apenas bacharéis.
A dúvida presente é esta: será que Deus tem chamado tantos jovens para depois deixá-los sem campos de trabalho? Estará Deus chamando tantos homens para se tornarem pastores improdutivos, que não fazem diferença, e ao mesmo tempo cooperem para que as Igrejas se tornem “mornas”, sem vida abundante, sem se empenharem na obra urgente da evangelização e formação de novas igrejas?
Creio firmemente que isto tem tudo a ver com o assunto da vocação, que precisa vir de Deus.
Um fato apresentado nas Escrituras é que Deus chamou os que Ele quis para serem os Seus profetas, os Seus juizes da Israel, os Seu apóstolos, os Seus pastores. Foi assim com Abraão (Gn 12), com Moisés (Ex.3), com Samuel (1Sm.3); com Isaias (Is.6), com Jeremias (Je 1), com Amós (Am.7.14-15), com João Batista (Lc 3.2-3), com os apóstolos (Mc 3.23), com Paulo (At.9.1-6 e 1Tm. 1.12), e com todos os referidos em Hb 11.
A ninguém que Ele chame, deixa na dúvida. “Deus me chamou”, “Deus me enviou”, é a certeza íntima dos vocacionados por Deus. Vocacionar vem do verbo latino “vocare” que significa chamar, como a viva voz, sem deixar dúvida.
Temo que muitos têm confundido seu próprio desejo como vocação divina. Deus não aceita isso. É emblemático o caso de Arão e Miriam – Nm 12.1-16. Deus tinha para eles um ministério muito importante, e a ele deviam dedicar-se sem se apoderarem de outro que Deus não lhes der – Nm 12.
Tenho visto muitos tornando-se ministros por decisão própria, de diferentes ministérios; o resultado é fracasso e prejuízo para a causa do Evangelho.
Nesta época de tão pouco temor de Deus no mundo, em que há tanta riqueza de um lado e miséria de outro; em que há tanto desemprego, a “tentação de ser pastor” parece que é um fato.
Relembro o apelo feito pelo missionário Floyd Grady, em um Congresso Nacional da Mocidade: “Moço, se Deus o chamou para o ministério, pelo amor de Deus, venha! Mas se Deus não o chamou, pelo amor de Deus, não venha!”
Pastor, se Deus não o chamou, não seja pastor, não dá certo!
(Rubens Pires do Amaral Osório, abril/2007)

quinta-feira, junho 21, 2007

Mas estás morto - Ap 3.1

Pode uma Igreja ou seu líder estar “morto”? O texto acima diz que sim.
Nesse texto Cristo diz: “Eu conheço [sei] as tuas obras”; ele está ativo. Na versão Internacional (SBI) lemos: “você tem fama de estar vivo, mas está morto”.
Age, trabalha, certamente faz algumas coisas boas que dão boa impressão. Mas Deus diz: “você está morto”.
Como, morto? Suas obras não são uma prova de haver vida? Não, essas obras são fruto do ativismo, o disfarce de quem quer enganar até a si mesmo.
As obras que agradam a Deus são aquelas resultantes do “fruto do Espírito”, referido em Gl 5.22. “Fruto do Espírito” é um só, inteiro, composto de “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio” – nesse fruto não pode faltar uma única parte, a começar com o amor; que não é amor romântico, platônico; é o amor ensinado por João (1Jo 3.18): “não amemos de palavra, nem de boca, mas em ação e em verdade”; o mesmo que ensina Tg 2.14-18.
Esse amor é o que inspira e leva o crente realmente “vivo” a agir de tal modo que ouvirá de Cristo: “tive fome e me deste de comer, tive sede e me deste de beber...”- Mt 25.34-36.
Se você não ama desse modo, não tente enganar-se com o fato de ser ortodoxo na doutrina, nem por pregar no púlpito toda semana, nem pelos títulos todos que granjeou com diversos diplomas.
Ainda no início do ministério Jesus disse, no Sermão da Montanha, a alguns que profetizavam, expulsavam demônios e operavam milagres: “apartai-vos de Mim...” Mt 7.21-23.
O anjo da Igreja de Sardo estava perdido? Sim, e continuaria perdido a menos que atendesse a exortação de Ap. 3.3: “lembre-se do que você recebeu e ouviu; obedeça e arrependa-se”.
Como está você pessoalmente e como está sua Igreja? Está pondo em ação o amor ao próximo? Como está a busca do perdido? Como está a caridade cristã em sua vida?
Não disfarce, não tente enganar a si mesmo, à Igreja e a Deus. “Arrepende-te” – Ap 2.5, 16; 3.3, 19.

quinta-feira, junho 14, 2007

Valores insubstituíveis

Existem valores que não podem ser substituídos senão com graves prejuízos para o ser humano, especialmente os cristãos.
Por exemplo: o estudo sério das Escrituras Sagradas; os princípios bíblicos que devem orientar a vida do homem, da sociedade, da Igreja e do próprio culto; a operação do Espírito Santo promovendo as conversões e a santificação; as instituições criadas por Deus; a busca da direção de Deus em tudo que deve ocorrer na vida de cada um e de toda a Igreja, e outros.
É até difícil imaginar que o homem tente substituí-los, mas lamentavelmente isso ocorre com muita freqüência. Esses e outros valores morais e espirituais têm sido muitas vezes deixados de lado ou ignorados e então substituídos por meros esforços humanos, no meio cristão, o que é muito pior.
Por exemplo: l. obreiros evangélicos, tanto pastores como não-pastores que tentam substituir a unção espiritual pela oratória e encenação teatral. Até a escolha de um assunto ou texto para a pregação deve ser buscada com oração, assim também o preparo da mensagem e a própria pregação; mas muitas vezes sobra oratória e falta o essencial - a unção espiritual - e assim apenas o homem fala.
2. o estudo sério e piedoso das Escrituras é substituído por um emaranhado de raciocínios e opiniões pessoais que só servem para disfarçar a distorção das Escrituras. Fala-se muito e se ensina pouco e mal.
3. liturgia bíblica, ou princípios bíblicos que devem reger o culto de que Deus se agrada. Essa liturgia, que é caracterizada por reverência, ordem e humildade dos adoradores, muitas vezes tem sido substituída por um programa de culto que agrade à platéia; chega-se ao exagero do “culto-show” com coreografia, exibição de artistas e conjuntos musicais cantando ou gritando composições modernas que frequëntemente nada dizem, ou contêm apenas opiniões ou sentimentos puramente humanos, românticos; nada de valor permanente.
4. as conversões operadas pelo Espírito Santo são substituídas pelas simples adesões à igreja, de pessoas não-convertidas em grande número, trazendo arrecadação financeira muito do agrado dos líderes;
5. o governo presbiteriano, democrático-representativo é substituído por um misto de episcopalismo e presbiterianismo: o pastor se impõe ao Conselho e o Conselho se impõe de algum modo à Assembléia Geral; as eleições de oficiais e até de pastores passam a ser dirigidas pelo Conselho - este coloca em evidência os homens que convêm aos olhos do Conselho. Dessa forma muitas eleições não se fazem sob a direção do Espírito Santo, mas do pastor através do Conselho. Tal “permissão”de Deus muitas vezes acontece para ensinar lições amargas à igreja toda.
Qualquer dessas alternativas traz sérios prejuízos à Igreja. Porém, a tendência que se tem observado é a de acontecer tudo isso numa mesma igreja; “um abismo chama outro abismo”. E então o que se verifica é que passo a passo a Igreja vai desaparecendo, passando a existir em seu lugar um “clube religioso”. Quando não uma empresa que insiste em chamar-se igreja, mas que de igreja pouca coisa tem. Isto já tem acontecido com muitas igrejas e até com denominações inteiras.
Como está a Igreja Presbiteriana do Brasil? Como está a sua igreja?

terça-feira, junho 05, 2007

O Mundo na Igreja I

Quando Paulo recomenda, em Ro 12.2: “Não vos conformeis com este mundo”, está dizendo “não tomeis a forma deste mundo”
Quando Cristo diz: “Ide por todo o mundo”, está nos mandando penetrar o mundo para evangelizá-lo. Quando lemos em Jo 3.16 “Deus amou o mundo”, está falando do mundo perdido que precisa da salvação. É o mesmo mundo referido por João em lJo 1.15-17: “Não ameis o mundo”. Quando Cristo diz em Mt. 5.13-16 “Vós sois a luz do mundo... vós sois o sal da Terra...” de tal maneira brilhe a vossa luz diante dos homens...” está nos dizendo que esse mundo mau, perdido, “posto no maligno” (1Jo 5.l9) precisa ser iluminado, influenciado vigorosamente pela vida dos cristãos. Mas, onde está o mundo referido em todos os textos acima? – Não está longe de nós; está bem junto de nós, pior ainda quando está dentro de nós mesmos, e por isso dentro da Igreja.
Mas pode isso acontecer? – Não só pode, como tem sido uma triste realidade em todos os tempos.
Satanás tentou e derrubou Adão e Eva ainda no Jardim do Éden; o povo de Israel se deixou seduzir muitas vezes, até o ponto de rejeitar o Messias quando Ele veio (“veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam” - Jo 1.12). O mundo penetrou na nascente Igreja de Jerusalém quando Ananias e Safira se deixaram seduzir pelo valor de sua propriedade (At5.1-2). O mundo se manifestou dentro da Igreja em Antioquia quando Pedro se tornou repreensível e foi repreendido por Paulo (Gl 2.11).
É dessa infiltração do mundo na Igreja que Jesus fala em Mt 7.21-23: ...
É isso que acontece também nos dias de hoje quando filosofias vãs e práticas seculares são introduzidas sorrateiramente na Igreja, até nos altos escalões dela.
É o que acontece quando membros da Igreja participam de todo trabalho da Igreja, mas em sua vida particular e íntima vivem como incrédulos: jovens e adultos se prostituindo, com adolescentes engravidando, tesoureiros praticando a apropriação indébita, Igrejas adotando a prática do “Caixa 2”, pastores e presbíteros se corrompendo mutuamente ao fazerem mútuas concessões morais e espirituais, concílios superiores deixando de cumprir suas missões específicas, Igrejas e pastores que abandonam os pobres e maltratam os insatisfeitos.
“Mas não é possível que tais coisas aconteçam”, dirão crentes indignados. “A Igreja está sendo caluniada!”, imaginam ingenuamente. Pois tudo isso e muito mais já tem acontecido e posso relatar com detalhes se preciso for: desfalques, prostituição, pastores se prostituindo, abandonando suas famílias, outros mercadejando com a Palavra de Deus e com o pastorado da Igreja, concílios se acumpliciando com pastores infiéis, tomando decisões inconstitucionais, “nulas de pleno direito” (art. 145 da Constituição da Igreja Presbiteriana).
O exemplo mas gritante é o dos Estados Unidos, com pastores homossexuais e pastoras lésbicas; aqui mesmo há igrejas sendo aos poucos transformadas em clubes e empresas. E quando alguém não se conforma e não pactua com tais práticas mundanas, é taxado de “ranzinza”, “perturbador”, “rebelde”, é execrado e confinado. Direitos lhe são tirados para que se cale, como se pudesse calar o atalaia fiel.
Quem diz tudo isso, e pode provar, se julga perfeito? Não! Também sou imperfeito, mas não erro dolosamente, conscientemente, nem me torno cúmplice, pelo silêncio, de colegas e concílios que resolveram entrar em caminhos tortuosos.
Deus nos ajude e salve a Sua Igreja”

O Mundo na Igreja II

“O mundo posto no maligno” (1Jo 5.19) é injusto e preconceituoso:
1- Os muito ricos são cada vez mais ricos. Há alguns magnatas cujas fortunas pessoais dariam para cobrir as dívidas externas de algumas nações pobres – são fortunas de muitas dezenas de bilhões de dólares.
2- Os bancos brasileiros têm há anos lucros fabulosos por causa dos juros extorsivos e de absurdas tarifas que cobram de seus depositantes, com cujo dinheiro fazem todos os seus negócios. Trabalhando apenas com dinheiro, nada produzem senão mais dinheiro, lucros financeiros para seus donos e acionistas.
Pessoas que vivem com muita economia, e até Igrejas, guardam o seu dinheiro depositado nos bancos, dinheiro esse que os bancos emprestam a juros extorsivos. Os 3 maiores bancos brasileiros tiveram em 2004 lucro de mais de 3 bilhões de reais, cada um deles.
3- Juizes do S.T.F. querem ter seus salários aumentados de R$17.500,00 para $21.000,00, salário prometido também a deputados e senadores, e Presidente. Automóveis de luxo, importados da Austrália a $145.000,00 cada um, servirão a dezenas de juizes dos Tribunais Superiores (?). Isto num país em que 23 milhões de pessoas vivem com menos de R$100,00 por mês. A violência nas cidades, no campo e nas florestas, com o mais absoluto desrespeito pela vida,
4- O crime organizado, tendo entre seus comparsas juizes, desembargadores, políticos, empresários; e ainda milhões de jovens e adolescentes, que são os únicos que correm riscos de violência física e morte: um mundo cada vez mais corrompido e perverso (At 2.40).
Com esse mundo a Igreja se acomoda quando se torna tímida e se cala, não denuncia essa maldade. Pior ainda, muitos na Igreja começam a agir como agem os cidadãos do mundo: indiferença com o pobre, acúmulo de riquezas com salários tão altos que se tornam salários indecentes, desregramento na vida íntima e nas famílias, ostentação de riqueza.
Os que se tornam poderosos na Igreja não se acanham em silenciar os que os denunciam; é a violência que, se necessário, se tornará até violência física.
Montam-se nas arraiais da Igreja esquemas políticos para garantir os planos engedrados, para garantir os interesses corporativos. Discursos bonitos e escritos lindos às vezes servem para camuflar a realidade sórdida. Até estatísticas são manipuladas para esconder certas verdades, como crescimento exíguo da Igreja.
“Não é possível que tais coisas aconteçam!”, pensam crentes piedosos mas ingênuos. Porém “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. A Igreja, formada exclusivamente de crentes convertidos e fiéis permanecerá, mas a Igreja apenas nominal, formada de cristão nominais será rejeitada: “apartai-vos de Mim”...(Mt 7.22-23). Aquela permanece fiel e vitoriosa seus membros ouvirão: “Vinde, benditos de Meu Pai, possui por herança o Reino”...! (Mt 25.34).
A qual destas duas Igrejas você pertence?

quinta-feira, abril 26, 2007

Fome e sede de Justiça

Parece que há uma tendência nas pessoas em geral, de isolar um texto bíblico de seu contexto, porque quando fazemos isso sempre encontramos um texto que “concorda” conosco; é um erro frequente.
Quanto às bem-aventuranças, como em toda a Escritura, cada uma delas tem muito a ver com as outras.
Assim, por exemplo, a que diz: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça” - Mt 5.6.
Ter fome e sede de justiça é não se conformar com a injustiça em qualquer lugar e em qualquer momento. É reagir - mas de maneira sábia e prudente, não só emocionalmente - diante de qualquer injustiça. Calar diante da injustiça e do erro é tornar-se conivente e cúmplice. Temos que dizer, externar nossa discordância e nossa afirmação do que é correto.
Temos que fazê-lo, porém, observando todo o ensino das Escrituras, particularmente a bem-aventurança que diz “bem-aventurados os pacificadores”. Não temos que ser semeadores de discórdia e até de inimizades. Temos que amar sempre.
Podemos dissentir energicamente sem deixar de amar e respeitar aquele que errou. Não podemos é pecar por omissão, por covardia. “Não vos conformeis com teste mundo” e “Se possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos” (Rm 12.2 e 18).
Do mesmo modo, não podemos ser pacíficos e pacificadores a ponto de “deixar passar toda espécie de injustiça”.
Equilíbrio é a virtude necessária, embora não seja explicitamente mencionada. Essa virtude é notada muitas vezes nas atitudes de Cristo. Por exemplo, em Mc 3.5: “com indignação, condoendo-se da dureza de seu coração” e 10.21: “o amou e disse: falta-te uma coisa...”
Seja um verdadeiro cristão em tudo, e não só no que lhe for fácil.

quarta-feira, abril 18, 2007

O Cajado do Pastor


“A Tua vara e o Teu cajado me consolam” - Sl 3.4.

O grande Pastor de que fala o Salmo, é Deus (Jo 10.11-13). Ensina, porém, como devemos ser, como ovelhas e também como pastores. Quando Cristo diz “Eu sou o bom pastor”, apresenta-Se a Si mesmo como exemplo a ser seguido por aqueles que, como nós, por Sua providência foram colocados na posição de pastores.
Tanto a “vara” como o “cajado” eram instrumentos usados pelo pastor para proteção das ovelhas. O pastor tinha que saber usar um e outro contra o inimigo e sempre a favor da ovelha.
No ministério pastoral, cajado e vara simbolizam o uso correto das Escrituras, capacidade para defender “a fé uma vez dada aos santos” (Judas 3), amor às ovelhas e cuidado com elas (At 20.28), paciência para reconduzir aquelas que porventura se desviem (Gl 6.1), firmeza doutrinária para ensinar, admoestar e repreender (1Tm 4.12-13), sempre com aquele objetivo santo de conduzir ao “arrependimento” os que erram, de “despertar” os que estejam sendo enganados (2Tm 2.24-26), e para isso ser “manso para com todos”.
Logo, conclui-se que o pastor fiel não pode ser iracundo com os membros da Igreja, impaciente e incapaz de ouvir suas dúvidas, queixas e lamentos. 1Tm 5.1-2 nos exorta à correta postura.
Uma tentação que sofremos, como pastores, é a de ajuizar, dizendo que aqueles que estão “criando problemas”, especialmente quando não concordam conosco em alguma coisa, “não são ovelhas, são bodes”, e então as espancamos.
Já sofri essa tentação. Pedi a Deus que me desse paciência e não me permitisse usar as próprias Escrituras como vara para espancar as ovelhas que se mostravam rebeldes.
Uma das maiores bênçãos que podemos pedir e receber de Deus é a de amar nossos irmãos que Deus nos deu como ovelhas. Como é bom ganhá-las pelo amor, pela paciência e pela persistência em amá-los! Sem fazer concessões, nem doutrinárias nem morais.
Mas, creio que muitas vezes falhei e meus colegas também.
Irmãos nossos se queixam amargamente de serem tratados com rispidez, desprezo e total desapreço, por pastores e líderes que invocam sua “autoridade” eclesiástica para assim tratarem aqueles que ficaram sob seus cuidados pastorais.
O cajado do pastor não pode ser usado para esbordoar as ovelhas. Um verdadeiro pastor não faz isso.

quarta-feira, abril 11, 2007

Deus como Pai, um exemplo

1. Gn 1.26, 27 - Ele nos fez (o homem e a mulher) semelhantes a Ele .
2. Preocupou-se com o homem:

Gn 2.8 - preparou uma Terra boa (um jardim), para a habitação de Seus filhos;

Gn 2.21 - preocupou-se com a dor física de Adão;

Lc 12.24 e 28 - atende nossas necessidades físicas, de sustento;

Gn 2.18 - preocupou-se com a solidão de Adão;

Gn 21.17 - ouviu o choro de Ismael.
3. Mt 6.8 - tem prazer em nos atender nas necessidades.
4. 1Pe 5.7; Rm 8.28 - cuida de nós.
5. Gn 3.8; At 9.1-5 - vai ao encontro do homem.
6. Lc 15.17-24 - restaura o homem à sua posição de filho.
7. Jo 14.26 e 16.13 - Ele nos ensina.
8. 2Tm 2.7 - Ele nos dá entendimento.
9. Pv 3.11, 12 - Deus nos educa dizendo como devemos viver e nos relacionar com o próximo (Mt 7.12).
10. Dt 4.40; 10.12-13 - Deus deu os mandamentos para o bem do homem e não para dominá-lo.
11. Rm 9.22 - é um Pai paciente diante de nossos defeitos.
12. Ef 4.30 - Deus se entristece com o nosso pecado
13. Rm 8.26 - Ele nosso ajuda na nossas fraquezas
14. 2Cr 7.14; 1Jo 1.9 - Diante de nosso arrependimento, Ele nos perdoa
15. Gl 4.4-5; 1Jo 3.1-2 - Deus nos adota afetiva e efetivamente como filhos.